{"id":96082,"date":"2018-11-24T16:21:39","date_gmt":"2018-11-24T19:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96082"},"modified":"2018-11-24T16:19:15","modified_gmt":"2018-11-24T19:19:15","slug":"desmatamento-aumenta-14-na-amazonia-maior-taxa-em-9-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-aumenta-14-na-amazonia-maior-taxa-em-9-anos\/","title":{"rendered":"Desmatamento aumenta 14% na Amaz\u00f4nia, maior taxa em 9 anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/desmatamento-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96083\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/desmatamento-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/desmatamento-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/desmatamento-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Desde 2008 o desmatamento na Amaz\u00f4nia n\u00e3o era t\u00e3o alto. Entre agosto de 2017 e julho de 2018, foram derrubadas 7.900 quil\u00f4metros quadrados de florestas na Amaz\u00f4nia brasileira, um territ\u00f3rio maior do que todo o Distrito Federal, que possui uma \u00e1rea de 5. 779 km\u00b2. Os dados foram divulgados no final da tarde desta sexta-feira (23) pelos minist\u00e9rios do Meio Ambiente e Ci\u00eancia e Tecnologia.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros ainda s\u00e3o preliminares. Os dados consolidados costumam ser publicados no meio do ano pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), respons\u00e1vel pelo monitoramento oficial da Amaz\u00f4nia. A margem de erro \u00e9 inferior a 10%. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a significativa entre o dado preliminar, sempre divulgado antes da COP do Clima, e o consolidado, divulgado no ano seguinte.<\/p>\n<p>O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite (Prodes), do INPE, consegue detectar desmatamento acima de 6,25 hectares. Nos estados do Par\u00e1 (36%), Mato Grosso (22%), Rond\u00f4nia (17%) e Amazonas (13%) foram registrados os valores mais elevados de desmatamento.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio do Meio Ambiente afirmou que manteve o or\u00e7amento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e intensificou as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o no per\u00edodo 2017\/2018. Em nota, o minist\u00e9rio do Meio Ambiente apresentou o aumento no n\u00famero de autua\u00e7\u00f5es do Ibama no per\u00edodo, de 6%. O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m aumentou o n\u00famero de \u00e1reas embargadas (56%), de madeira apreendida (131%) e de equipamentos apreendidos (183%). Mesmo assim, o equivalente a cinco cidades de S\u00e3o Paulo foram derrubados em doze meses.<\/p>\n<p>&#8220;O recrudescimento do crime organizado que atua no desmatamento ilegal da Amaz\u00f4nia, destruindo as riquezas naturais do pa\u00eds e causando danos para toda sociedade, est\u00e1 associado a outras pr\u00e1ticas criminosas, como tr\u00e1fico de armas e animais, trabalho escravo, evas\u00e3o de divisas e lavagem de dinheiro. Al\u00e9m de intensificar as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o conforme o governo federal vem fazendo nos \u00faltimos anos, precisamos ampliar a mobiliza\u00e7\u00e3o de todos os n\u00edveis de governo, da sociedade e do setor produtivo no combate aos il\u00edcitos ambientais e na defesa do desenvolvimento sustent\u00e1vel do bioma&#8221;, afirmou Edson Duarte, ministro do Meio Ambiente.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 10 anos, 12.911 km\u00b2 de florestas foram derrubadas na Amaz\u00f4nia brasileira. A partir disso \u00a0e at\u00e9 2012, a taxa de desmatamento apresentou uma queda acentuada, marcando naquele ano a menor taxa da hist\u00f3ria, de 4.571 km\u00b2. Em 2013, a taxa subiu. Desceu em 2014 e voltou a subir nos dois anos seguintes. Ano passado o governo passou vexame internacional e resolveu correr atr\u00e1s do preju\u00edzo. A intensifica\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o deu resultado e o desmatamento caiu 16%. Esse ano, o governo voltou a perder o controle do desmatamento.<\/p>\n<p><strong>Repercuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em nota, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wwf.org.br\/informacoes\/noticias_meio_ambiente_e_natureza\/?68662\/maior-aumento-desmatamento-amazonia-dez-anos\">WWF-Brasil<\/a>\u00a0afirmou que apesar dos esfor\u00e7os da fiscaliza\u00e7\u00e3o, o desmatamento continua sendo feito \u201cpor atividades ilegais, que segue impune na justi\u00e7a brasileira\u201d:<\/p>\n<p>\u201cNesse sentido, o combate ao desmatamento ilegal deve ser a prioridade. Estamos destruindo o motivo de maior orgulho nacional. O combate \u00e0 impunidade, que defenda o patrim\u00f4nio do pa\u00eds, deve ser prioridade da Justi\u00e7a do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desmatamento-na-amazonia-cresce-137\/\" rel=\"noopener\">Greenpeace<\/a>\u00a0afirmou que Bras\u00edlia \u00e9 a principal respons\u00e1vel pelo aumento do desmatamento:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 do centro do poder que emana o est\u00edmulo constante ao crime ambiental nos rinc\u00f5es da Amaz\u00f4nia. A bancada ruralista, com apoio de uma parcela do governo, v\u00eam apresentando uma s\u00e9rie de propostas que ter\u00e3o impacto direto na prote\u00e7\u00e3o das florestas, seus povos e do clima do planeta: Lei da Grilagem, flexibiliza\u00e7\u00e3o do licenciamento ambiental no Brasil, ataque aos direitos ind\u00edgenas e quilombolas, adiamentos do Cadastro Ambiental Rural (CAR), tentativas de redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas e paralisa\u00e7\u00e3o das demarca\u00e7\u00f5es de Terras Ind\u00edgenas, entre outras\u201d.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/desmatamento-em-alta-e-bom-ja-ir-se-acostumando\/\" rel=\"noopener\">Observat\u00f3rio do Clima<\/a>\u00a0tamb\u00e9m lan\u00e7ou nota e segue na linha de creditar o aumento no desmatamento aos sinais que o governo deu para os desmatadores:<\/p>\n<p>Ao longo do \u00faltimo ano, o Pal\u00e1cio do Planalto e governos estaduais fizeram uma s\u00e9rie de acenos \u00e0 bancada ruralista, como a anistia \u00e0 grilagem de terras, assinada pelo Presidente da Rep\u00fablica em julho de 2017 (pouco antes de come\u00e7ar a contagem dos dados de 2018). Neste ano, de elei\u00e7\u00e3o, alguns Estados passaram a cooperar menos com o Ibama na fiscaliza\u00e7\u00e3o, inclusive perdoando garimpeiros ap\u00f3s um ataque a uma base do Ibama no Amazonas. A expectativa de anistia \u00e9 o quanto basta para que as quadrilhas que atuam na extra\u00e7\u00e3o de madeira e na grilagem de terras acelerarem a preda\u00e7\u00e3o sobre a floresta, e foi isso o que se verificou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2008 o desmatamento na Amaz\u00f4nia n\u00e3o era t\u00e3o alto. 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