{"id":95930,"date":"2018-11-21T06:30:59","date_gmt":"2018-11-21T09:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=95930"},"modified":"2018-11-20T22:41:56","modified_gmt":"2018-11-21T01:41:56","slug":"negros-serao-uns-dos-mais-afetados-por-mudancas-climaticas-aponta-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/negros-serao-uns-dos-mais-afetados-por-mudancas-climaticas-aponta-onu\/","title":{"rendered":"Negros ser\u00e3o uns dos mais afetados por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-95931\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Especialistas das Na\u00e7\u00f5es Unidas destacaram que os afrodescendentes e africanos ser\u00e3o alguns dos grupos mais afetados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Apesar da situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade dessas popula\u00e7\u00f5es, sua presen\u00e7a em processos decis\u00f3rios, como a Confer\u00eancia do Clima de Paris, \u00e9 pouco expressiva.<\/p>\n<p>Para o Grupo de Trabalho da ONU sobre Pessoas Afrodescendentes, embora tenha havido avan\u00e7os no combate ao racismo e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o racial, \u201cos afrodescendentes est\u00e3o frequentemente entre os grupos mais pobres e marginalizados nas sociedades, muitas vezes vivendo em comunidades desproporcionalmente afetadas por d\u00e9cadas de degrada\u00e7\u00e3o ambiental, como a polui\u00e7\u00e3o do ar e res\u00edduos t\u00f3xicos\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a presidente do Grupo, Mireille Fanon Mendes-France, os afrodescendentes v\u00e3o suportar um fardo ainda maior no futuro, por conta das transforma\u00e7\u00f5es do clima. \u201cDado a isso, discuss\u00f5es sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas devem ser enquadradas tendo em vista as desigualdades ambientais e devem levar em considera\u00e7\u00e3o os afrodescendentes e africanos que vivem em todas as regi\u00f5es do mundo, muitos dos quais permanecem aprisionados numa invisibilidade estrutural e institucional\u201d.<\/p>\n<h3>Popula\u00e7\u00e3o afrodescendente no Brasil<\/h3>\n<p>Enquanto a Inglaterra abolia a escravid\u00e3o \u2013 uma forma de ter o controle informal da \u00c1frica \u2013 e pressionava Portugal para encerrar seu com\u00e9rcio, o Brasil recebia mais africanos. Apenas no s\u00e9culo 19, o Rio de Janeiro recebeu cerca de 1 milh\u00e3o de africanos que desembarcavam no Cais do Valongo, o maior porto de escravos e Patrim\u00f4nio da Humanidade pela UNESCO.<\/p>\n<p>Esse fluxo de africanos fez do Brasil o pa\u00eds com a segunda maior popula\u00e7\u00e3o de negros do mundo, atr\u00e1s apenas da Nig\u00e9ria. Ainda hoje, esses 54% da popula\u00e7\u00e3o que se identificam como afrodescendentes experimentam um cen\u00e1rio de exclus\u00e3o em diferentes aspectos da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/vidasnegras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">D\u00e9cada Internacional de Afrodescendentes (2015-2024)<\/a>, criada pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, chama aten\u00e7\u00e3o para a situa\u00e7\u00e3o dessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem aproximadamente 200 milh\u00f5es de pessoas vivendo nas Am\u00e9ricas que se identificam como afrodescendentes. Muitos mais vivem em outros lugares do mundo, fora do continente africano.<\/p>\n<p>Seja como descendentes das v\u00edtimas do tr\u00e1fico de escravos ou como migrantes, mais recentemente, estas pessoas constituem alguns dos grupos mais pobres e marginalizados com acesso limitado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade, servi\u00e7os de sa\u00fade, moradia e seguran\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas das Na\u00e7\u00f5es Unidas destacaram que os afrodescendentes e africanos ser\u00e3o alguns dos grupos mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95931,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/negro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Especialistas das Na\u00e7\u00f5es Unidas destacaram que os afrodescendentes e africanos ser\u00e3o alguns dos grupos mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95930"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95930"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95930\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95931"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}