{"id":95918,"date":"2018-11-21T13:00:27","date_gmt":"2018-11-21T16:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=95918"},"modified":"2018-11-20T22:27:11","modified_gmt":"2018-11-21T01:27:11","slug":"a-terra-esta-devorando-seus-proprios-oceanos-diz-novo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-terra-esta-devorando-seus-proprios-oceanos-diz-novo-estudo\/","title":{"rendered":"A Terra est\u00e1 devorando seus pr\u00f3prios oceanos, diz novo estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-95919\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De acordo com um novo estudo da Universidade de Washington em St Louis (EUA), \u00e0 medida que as placas tect\u00f4nicas da Terra se chocam e mergulham uma na outra, arrastam tr\u00eas vezes mais \u00e1gua para o interior do planeta do que pens\u00e1vamos anteriormente.<span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-666\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"666\" data-ez-position-type=\"under_first_paragraph\"><\/span><\/p>\n<div class=\"mh-content-ad\"><\/div>\n<p>Usando os rumores s\u00edsmicos naturais da zona de subduc\u00e7\u00e3o da Fossa das Marianas, onde a placa do Pac\u00edfico est\u00e1 deslizando sob a placa das Filipinas, os pesquisadores foram capazes de estimar a quantidade de \u00e1gua que \u00e9 incorporada nas rochas que mergulham profundamente abaixo da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>A descoberta tem grandes ramifica\u00e7\u00f5es para a nossa compreens\u00e3o do ciclo das \u00e1guas profundas da Terra. A \u00e1gua abaixo da superf\u00edcie pode contribuir para o desenvolvimento do magma e pode lubrificar as falhas tect\u00f4nicas, aumentando a probabilidade de terremotos.<span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-682\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"682\" data-ez-position-type=\"under_first_paragraph\"><\/span><\/p>\n<h2><span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-661\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"661\" data-ez-position-type=\"under_first_paragraph\"><\/span>O estudo<\/h2>\n<p>A \u00e1gua \u00e9 incorporada \u00e0 crosta terrestre quando placas se formam, ou quando se dobram e racham. Este \u00faltimo processo, chamado de subduc\u00e7\u00e3o, \u00e9 a \u00fanica forma pela qual a \u00e1gua penetra profundamente na crosta e no manto, mas pouco se sabe sobre a quantidade de l\u00edquido que se move durante o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Para tentar descobrir, os pesquisadores usaram dados coletados por uma rede de sensores s\u00edsmicos posicionados ao redor da fossa central das Marianas no oeste do Oceano Pac\u00edfico. A parte mais profunda fica a quase 11 quil\u00f4metros abaixo do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Os sensores detectam terremotos, e os ecos desses terremotos soam pela crosta terrestre como sinos.<\/p>\n<p>Chen Cai, principal autor do estudo, e sua equipe rastrearam a rapidez com que esses ecos viajavam: uma desacelera\u00e7\u00e3o na velocidade indicaria fraturas cheias de \u00e1gua que fica presa em rochas e minerais.<\/p>\n<h2>Resultado<\/h2>\n<p>De fato, os pesquisadores observaram uma desacelera\u00e7\u00e3o profunda na crosta, cerca de 30 quil\u00f4metros abaixo da superf\u00edcie.<span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-659\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"659\" data-ez-position-type=\"mid_content\"><\/span><span id=\"div-gpt-ad-hypescience_com-box-4-0\" class=\"ezoic-ad ezfound\" data-google-query-id=\"CLmIoLHd4d4CFYPawAodPoMCrQ\"><\/span><\/p>\n<p>Usando essas medidas de velocidade, junto com medidas conhecidas de temperatura e press\u00e3o, a equipe calculou que as zonas de subduc\u00e7\u00e3o puxam 3 bilh\u00f5es de teragramas de \u00e1gua para a crosta a cada um milh\u00e3o de anos (um teragrama \u00e9 um bilh\u00e3o de quilos).<span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-668\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"668\" data-ez-position-type=\"long_content\"><\/span><\/p>\n<p>A \u00e1gua do mar \u00e9 pesada; um cubo de um metro de comprimento em cada lado pesaria 1.024 kg. A quantidade puxada por zonas de subduc\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas gigantesca; tamb\u00e9m \u00e9 tr\u00eas vezes mais do que se estimava.<span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-670\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"670\" data-ez-position-type=\"mid_content\"><\/span><\/p>\n<p>E isso levanta algumas quest\u00f5es: essa quantidade de \u00e1gua deveria retornar \u00e0 suficiente, geralmente no conte\u00fado de erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas. A nova estimativa de quanta \u00e1gua desce \u00e9 maior do que a estimativa do quanto est\u00e1 sendo emitido por vulc\u00f5es, o que significa que tem alguma coisa faltando nessa equa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-662\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"662\" data-ez-position-type=\"under_second_paragraph\"><\/span>Mist\u00e9rio<\/h2>\n<p><span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-685\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"685\" data-ez-position-type=\"under_second_paragraph\"><\/span>Segundo Cai, n\u00e3o h\u00e1 falta de \u00e1gua nos oceanos. Isso significa que a quantidade de \u00e1gua arrastada para dentro da crosta e a quantidade de \u00e1gua expelida deveriam ser aproximadamente iguais.<\/p>\n<p>O fato de que n\u00e3o s\u00e3o sugere que h\u00e1 algo sobre como a \u00e1gua se move atrav\u00e9s do interior da Terra que os cientistas ainda n\u00e3o entendem. \u201cMuitos outros estudos precisam ser focados neste aspecto\u201d, disse.<span id=\"ezoic-pub-ad-placeholder-669\" class=\"ezoic-adpicker-ad\" data-ezadpicker=\"669\" data-ez-position-type=\"longer_content\"><\/span><\/p>\n<p>Um artigo com as descobertas do estudo foi publicado na revista cient\u00edfica\u00a0Nature.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo estudo da Universidade de Washington em St Louis (EUA), \u00e0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95919,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/terra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De acordo com um novo estudo da Universidade de Washington em St Louis (EUA), \u00e0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95918"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95918\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}