{"id":95632,"date":"2018-11-17T09:00:24","date_gmt":"2018-11-17T12:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=95632"},"modified":"2018-11-16T18:30:57","modified_gmt":"2018-11-16T21:30:57","slug":"primeira-chuva-no-atacama-em-500-anos-destroi-varios-microbios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/primeira-chuva-no-atacama-em-500-anos-destroi-varios-microbios\/","title":{"rendered":"Primeira chuva no Atacama em 500 anos destr\u00f3i v\u00e1rios micr\u00f3bios"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-95633\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando as chuvas ca\u00edram no deserto de Atacama, no Chile, pela primeira vez em s\u00e9culos, cientistas esperavam ver a vida florescer. Em vez disso, quase todas esp\u00e9cies microbianas morreram. A chocante descoberta foi publicada na revista cient\u00edfica\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-018-35051-w\" target=\"_top\">Scientific Reports<\/a>.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a clim\u00e1tica no Oceano Pac\u00edfico resultou em chuva \u00e1rida no deserto em 25 de mar\u00e7o e 9 de agosto de 2015, e novamente em 7 de junho de 2017. N\u00e3o houve evid\u00eancias de chuva nesta regi\u00e3o nos \u00faltimos 500 anos, embora relat\u00f3rios do clima sugerem que isso deve ocorrer a cada s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Uma equipe internacional de astrobi\u00f3logos que estuda a regi\u00e3o estava &#8220;esperando por flores\u00e7\u00f5es e desertos majestosos&#8221;, disse Alberto Fair\u00e9n, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. &#8220;Mas foi o contr\u00e1rio, pois descobrimos que a chuva no n\u00facleo hiper\u00e1rido do Atacama causou extin\u00e7\u00e3o em massa da maioria das esp\u00e9cies microbianas ind\u00edgenas.&#8221;<\/p>\n<p>Esta \u00e1rea do deserto abrigava 16 esp\u00e9cies diferentes de micr\u00f3bios antigos. Mas depois da chuva, somente duas a quatro esp\u00e9cies ainda sobreviviam nas lagoas restantes.<\/p>\n<p>A causa da extin\u00e7\u00e3o de cerca de 85% da vida no solo foi o &#8220;estresse osm\u00f3tico&#8221; causado pela chegada da \u00e1gua. Os micr\u00f3bios se adaptaram para sobreviver em condi\u00e7\u00f5es extremas de secura, e n\u00e3o conseguiram lidar com rapidez ao s\u00fabito fluxo de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Trata-se de uma m\u00e1 not\u00edcia para o Atacama, mas o estudo tamb\u00e9m pode representar algo negativo para a vida em\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2017\/01\/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-marte.html\" target=\"_blank\">Marte<\/a>. Cientistas acreditam que o planeta vermelho teve muita \u00e1gua em sua superf\u00edcie entre 4,5 bilh\u00f5es e 3,5 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Mas depois de perder sua atmosfera e ficar seco, provavelmente passou por per\u00edodos \u00famidos h\u00e1 3,5 a 3 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u201cSe ainda houvesse comunidades microbianas resistentes ao processo de secagem extrema em Marte, elas teriam sido submetidas a processos de estresse osm\u00f3tico semelhantes aos que estudamos no Atacama\u201d, explicou Fair\u00e9n.<\/p>\n<p>Ou seja, o reaparecimento da \u00e1gua poderia ter destru\u00eddo a vida em Marte, se alguma vez realmente esteve l\u00e1. E isso pode representar um quadro totalmente diferente do que especialistas sabem sobre a vida no Sistema Solar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando as chuvas ca\u00edram no deserto de Atacama, no Chile, pela primeira vez em s\u00e9culos,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95633,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/deserto_atacama.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando as chuvas ca\u00edram no deserto de Atacama, no Chile, pela primeira vez em s\u00e9culos,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95632"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95632"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95632\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}