{"id":956,"date":"2014-06-07T22:08:10","date_gmt":"2014-06-07T22:08:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=956"},"modified":"2014-06-07T22:08:10","modified_gmt":"2014-06-07T22:08:10","slug":"paraiba-ira-desenvolver-polo-da-ovinocaprinocultura-e-organizar-cadeia-produtiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/paraiba-ira-desenvolver-polo-da-ovinocaprinocultura-e-organizar-cadeia-produtiva\/","title":{"rendered":"Para\u00edba ir\u00e1 desenvolver polo da ovinocaprinocultura e organizar cadeia produtiva"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-957\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>A Para\u00edba dever\u00e1 alavancar o Polo de Desenvolvimento da Ovinocaprinocultura, neste ano de 2014, reativando o frigor\u00edfico de caprinos na cidade de Mulungu, no Brejo paraibano, e organizando a cadeia produtiva desta atividade, para que se torne mais rent\u00e1vel. Nesta quinta-feira (5), foi apresentado o Estudo do Complexo da Ovinocaprinocultura no Brasil, em Jo\u00e3o Pessoa, que mostrou que, apesar do pa\u00eds ter um dos maiores rebanhos, 90% do abate dos animais acontece em condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias impr\u00f3prias e de forma clandestina, o que diminui a oferta de produtos de qualidade nos mercados consumidores.<\/p>\n<p>Segundo dados do IBGE, o Brasil possui um rebanho de aproximadamente 18 milh\u00f5es de caprinos e ovinos. Mais da metade desses animais est\u00e3o na regi\u00e3o Nordeste, cerca de 10 milh\u00f5es. Na Para\u00edba, s\u00e3o cerca de 800 mil animais, sendo em torno de 500 mil caprinos e 300 mil ovinos. \u201cA partir do estudo apresentado, fruto de um trabalho longo de pesquisa e de benchmarking com cinco pa\u00edses, iremos tra\u00e7ar as diretrizes das a\u00e7\u00f5es. Vamos agora colocar na pr\u00e1tica o que foi sugerido no estudo\u201d, ressaltou o coordenador do estudo e analista do Sebrae Para\u00edba, Jucieux Palmeira.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor t\u00e9cnico da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecu\u00e1ria da Para\u00edba (Emepa), Vandrick Hauss de Sousa, a Para\u00edba possui todos os elementos para alavancar a atividade e gerar rentabilidade para os produtores. A reativa\u00e7\u00e3o do frigor\u00edfico de Mulungu \u00e9 uma das a\u00e7\u00f5es previstas. \u201cH\u00e1 uma demanda do mercado consumidor e temos um acervo de conhecimento t\u00e9cnico e tecnol\u00f3gico. Para que o polo de desenvolvimento da ovinocaprinocultura avance precisamos envolver todo os atores da cadeia produtiva. \u00c9 preciso colocar em pr\u00e1tica o que j\u00e1 sabemos, envolvendo produtores, entidades p\u00fablicas e privadas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para o superintendente t\u00e9cnico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Criadores de Caprinos, Felipe Adelino de Lima, a Para\u00edba tem potencial para desenvolver o abate de caprinos e tornar esta atividade rent\u00e1vel, assim como acontece com o leite de cabra. \u201cO nosso grande problema \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva. \u00c9 preciso um trabalho em conjunto para produzirmos com efici\u00eancia e custo mais baixo\u201d, afirmou Felipe Adelino.<\/p>\n<p>A informalidade da atividade \u00e9, inclusive, um dos grandes entraves apontados pelo Estudo e pelos profissionais que participaram do evento. \u201cO abate informal, em locais sem certifica\u00e7\u00e3o, inspe\u00e7\u00e3o ou fiscaliza\u00e7\u00e3o, com a figura do atravessador, que leva a carne para os mercados p\u00fablicos, atrapalha muito a organiza\u00e7\u00e3o da cadeia. Por isso \u00e9 preciso envolver todos os \u00f3rg\u00e3os, como Minist\u00e9rio P\u00fablico e Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, para que a atividade seja valorizada no mercado\u201d, acrescentou Vandrick Hauss.<\/p>\n<p>Semin\u00e1rio do Complexo da Ovinocaprinocultura<\/p>\n<p>O Estudo foi apresentado durante o Semin\u00e1rio do Complexo da Ovinocaprinocultura no Brasil, realizado pelo Sebrae Para\u00edba, em Jo\u00e3o Pessoa, nesta quinta-feira (5). Segundo Jucieux Palmeira, a apresenta\u00e7\u00e3o do estudo \u00e9 a primeira parte do projeto, que pretende alavancar a atividade na Para\u00edba e no Nordeste.\u201cAp\u00f3s as discuss\u00f5es sobre a apresenta\u00e7\u00e3o do estudo vamos publicar um livro com todas as considera\u00e7\u00f5es. Em um segundo momento pretendemos firmar um novo conv\u00eanio com o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC) para chamarmos os atores e autores envolvidos neste trabalho para as a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas\u201d, disse.<\/p>\n<p>A diretora de Agroneg\u00f3cios do MDIC, Rita Milagres, que tamb\u00e9m participou do Semin\u00e1rio, destacou a satisfa\u00e7\u00e3o em participar do evento e da oportunidade em reunir os envolvidos na atividade da ovinocaprinocultura. \u201cO Estudo mostrou quais s\u00e3o os entraves e como super\u00e1-los. Agora temos que saber como agir daqui para frente. O MDIC est\u00e1 atento a este setor e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para trabalhar junto com o Sebrae e demais institui\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou Rita.<\/p>\n<p>O diretor t\u00e9cnico do Sebrae Para\u00edba, Jo\u00e3o Alberto Leite, destacou que este \u00e9 um momento importante para a ovinocaprinocultura do pa\u00eds. \u201cO projeto Aprisco Nordeste foi o ponta p\u00e9 inicial para fortalecermos diversas a\u00e7\u00f5es. Agora estamos em um momento novo, um marco para a atividade. Com as informa\u00e7\u00f5es que dispomos desse Estudo, vamos estabelecer estrat\u00e9gias\u201d, disse.<\/p>\n<p>Experi\u00eancia de outros pa\u00edses<\/p>\n<p>O Estudo do Complexo da Ovinocaprinocultura apresentou uma an\u00e1lise comparativa da cadeia produtiva do Brasil e de cinco pa\u00edses visitados pelos pesquisadores (Reino Unido, Espanha, Uruguai, Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia). \u201cFizemos um trabalho de benchmarking internacional para conhecer a cadeia produtiva de sucesso desses pa\u00edses. Por que n\u00e3o podemos adotar esses modelos aqui tamb\u00e9m? Parte da Espanha, por exemplo, tem o clima muito parecido com o do Nordeste brasileiro\u201d, completou Jucieux.<\/p>\n<p>O professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Carlos Frederico Lacerda, apresentou esta an\u00e1lise, em conjunto com os pesquisadores Bruno Santos, Breno Guerra, Eduardo Amadeu e Daniel Benitz. \u201cO Brasil possui um grande mercado consumidor de carne de ovinos e caprinos. Muitos pa\u00edses est\u00e3o de olho neste mercado. Apesar de termos um rebanho de 18 milh\u00f5es de animais, importamos ovinos do Uruguai\u201d, disse Carlos Lacerda.<\/p>\n<p>Ele mostrou que a Nova Zel\u00e2ndia, por exemplo, possui um rebanho de 31,2 milh\u00f5es de caprinos e ovinos, abate 23 milh\u00f5es e exporta cerca de 92%, ficando apenas 8% para o mercado interno, j\u00e1 que sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de aproximadamente 3 milh\u00f5es de habitantes. J\u00e1 o Uruguai, possui um rebanho de 8,2 milh\u00f5es de caprinos e ovinos, menos da metade do Brasil, e ainda assim vende sua carne para o Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com o Estudo apresentado por Carlos Lacerda, a cadeia produtiva desses cinco pa\u00edses visitados s\u00e3o extremamente organizadas, o que lhes confere a rentabilidade da atividade. A ind\u00fastria frigor\u00edfica tem elevada participa\u00e7\u00e3o nesse desenvolvimento. S\u00e3o 20 frigor\u00edficos operando no abate de ovino na Espanha, 21 no Uruguai, 17 na Nova Zel\u00e2ndia, pa\u00edses com \u00e1rea e popula\u00e7\u00e3o inferior a 5% do Brasil. No Reino Unido s\u00e3o 162 frigor\u00edficos e 97 processadores de carne de ovino na Austr\u00e1lia. No Brasil, no entanto, a ind\u00fastria frigor\u00edfica tem baixa participa\u00e7\u00e3o, s\u00e3o apenas tr\u00eas frigor\u00edficos na regi\u00e3o Nordeste que possuem SIF (Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal) e se dedicam prioritariamente a esta atividade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Para\u00edba dever\u00e1 alavancar o Polo de Desenvolvimento da Ovinocaprinocultura, neste ano de 2014, reativando<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":957,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/ovinocaprinocultura.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Para\u00edba dever\u00e1 alavancar o Polo de Desenvolvimento da Ovinocaprinocultura, neste ano de 2014, reativando","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/956"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=956"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/956\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}