{"id":95440,"date":"2018-11-13T12:18:25","date_gmt":"2018-11-13T15:18:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=95440"},"modified":"2018-11-13T12:16:47","modified_gmt":"2018-11-13T15:16:47","slug":"manejo-de-agua-precisa-unir-natureza-povo-e-tecnologia-diz-pesquisador-em-simposio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/manejo-de-agua-precisa-unir-natureza-povo-e-tecnologia-diz-pesquisador-em-simposio\/","title":{"rendered":"Manejo de \u00e1gua precisa unir natureza, povo e tecnologia, diz pesquisador em Simp\u00f3sio"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-95441\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os sistemas convencionais de abastecimento de \u00e1gua n\u00e3o s\u00e3o infal\u00edveis, como se acreditava no passado. A avalia\u00e7\u00e3o foi feita pelo vice-diretor do Centro de Tecnologia (CT) da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), durante a abertura da 11\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do \u201cSimp\u00f3sio Brasileiro de Capta\u00e7\u00e3o e Manejo de \u00c1gua de Chuva (SBCMAC)\u201d, realizada na UFPB. O Pr\u00f3-Reitor de Extens\u00e3o da UFPB, Orlando Vilar, representou a reitora Margareth Diniz na abertura do Evento, organizado pela Universidade, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Capta\u00e7\u00e3o e Manejo de \u00c1gua de Chuva e Associa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Ci\u00eancia e Tecnologia (SCIENTEC).<\/p>\n<p>O tema geral do evento \u00e9 \u201c\u00c1gua de chuva: um passo para a autonomia e resili\u00eancia h\u00eddrica do pa\u00eds\u201d e deve ser o foco de cerca de 300 pesquisadores, gestores, engenheiros, agricultores e estudantes que enfrentam a problem\u00e1tica da escassez da \u00e1gua. \u201cEspera-se que este evento, com um hist\u00f3rico iniciado em 1997, seja mais uma vez repleto de reflex\u00f5es e que possibilite a difus\u00e3o de novas t\u00e9cnicas e experi\u00eancias para a promo\u00e7\u00e3o do uso da \u00e1gua da chuva\u201d, destacou o professor Tarc\u00edsio Cabral, tamb\u00e9m presidente do Simp\u00f3sio.<\/p>\n<p><strong>Ciclo das \u00e1guas<\/strong><\/p>\n<p>A confer\u00eancia de abertura do Simp\u00f3sio foi feita por Johann Gnadlinger, gestor ambiental e mestre pelo Imperial College (Londres). A uma plateia repleta de engenheiros e pesquisadores, ele mostrou como as popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o lidando com a \u00e1gua de chuva em nossas casas, no meio rural, nas cidades, nas bacias hidrogr\u00e1ficas e no semi\u00e1rido. \u201cA chuva \u00e9 fonte de toda \u00e1gua e por isso ado\u00e7\u00e3o e manejo de \u00e1gua de chuva devia ser considera a primeira op\u00e7\u00e3o de fornecimento de \u00e1gua, disse Gnadlinger, tamb\u00e9m mestre em pedagogia pela Universidade de Salzburg (\u00c1ustria)\u201d.<img class=\"alignright\" src=\"https:\/\/www.ufpb.br\/sites\/default\/files\/Simp%C3%B3sio%20sobre%20manejo%20de%20%C3%A1gua%20de%20chuva2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Um dos fundadores da ABCMAC, ele tem se dedicado a aperfei\u00e7oar e divulgar o conceito de Conviv\u00eancia com o Semi\u00e1rido. Gnadlinger lembrou o pensamento de Adhityan Appan (Singapura), segundo o qual \u00a0tecnologias de sistemas de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de chuva s\u00e3o t\u00e3o antigos quanto as montanhas. Como exemplo desta situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, Johann Gnadlinger citou os terra\u00e7os de Machu Picchu que nunca desabaram e onde os Incas realizavam suas planta\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 um exemplo de tecnologia antiga que os Incas usavam para plantar e evitar a eros\u00e3o. Uma ideia muito antiga que n\u00e3o consideramos\u201d, completou.<\/p>\n<p>Ele mostrou o caso das cidades brasileiras de Juazeiro (CE) e S\u00e3o Mamede (PB) que no per\u00edodo de 1987 a 2018 tiveram varia\u00e7\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica muito altas. Os dados indicam um registro de 133 mm de chuvas em um ano. Em outro ano esse n\u00famero pode ir a 930 mm. \u201cTem muita irregularidade de chuvas, que est\u00e3o diminuindo\u201d, alertou o pesquisador. Em seu panorama, Gnadlinger mostrou que a gest\u00e3o de \u00e1guas no Brasil \u00e9 feita a partir do uso de tecnologias de grande porte, como transposi\u00e7\u00e3o e barragens.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m citou a exist\u00eancia da tecnologia dos po\u00e7os. Ele observou, no entanto, que existe outra ideia que seria o gerenciamento a partir de um ciclo de \u00e1guas. Este envolve as \u00e1guas de chuva, \u00e1guas superficiais, \u00e1guas de solo, de vegeta\u00e7\u00e3o e de evapora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Gnadlinger destacou a gest\u00e3o das \u00e1guas a partir das bacias hidrogr\u00e1ficas, como \u00e1rea de capta\u00e7\u00e3o de chuvas. \u201cN\u00e3o se sabe o quanto chove na bacia hidrogr\u00e1fica do rio S\u00e3o Francisco ao ano\u201d, afirmou. Observando que a gest\u00e3o das \u00e1guas precisa considerar as necessidades humanas, o pesquisador \u00a0disse que essa gest\u00e3o tem que envolver todo o ciclo das \u00e1guas e necessita de uma forte rela\u00e7\u00e3o triangular que envolve a natureza, o povo e as tecnologias\/economias.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-fonte field-type-text field-label-above\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sistemas convencionais de abastecimento de \u00e1gua n\u00e3o s\u00e3o infal\u00edveis, como se acreditava no passado.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95441,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/simposio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os sistemas convencionais de abastecimento de \u00e1gua n\u00e3o s\u00e3o infal\u00edveis, como se acreditava no passado.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95440"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95440"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95440\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}