{"id":95371,"date":"2018-11-11T19:39:08","date_gmt":"2018-11-11T22:39:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=95371"},"modified":"2018-11-11T19:39:19","modified_gmt":"2018-11-11T22:39:19","slug":"apos-tragedia-ambiental-de-2015-professores-da-ufmg-atuam-em-projetos-de-recuperacao-em-mariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apos-tragedia-ambiental-de-2015-professores-da-ufmg-atuam-em-projetos-de-recuperacao-em-mariana\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s trag\u00e9dia ambiental de 2015, professores da UFMG atuam em projetos de recupera\u00e7\u00e3o em Mariana"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.hojeemdia.com.br\/polopoly_fs\/1.669923.1541630381!\/image\/image.jpg_gen\/derivatives\/landscape_653\/image.jpg\" alt=\"\u00c3\u0081rea de mata ciliar plantada ap\u00c3\u00b3s o rompimento da barragem\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Desde a trag\u00e9dia ambiental em Mariana, em novembro de 2015, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tem se mobilizado em iniciativas que buscam ajudar a recuperar o meio ambiente na regi\u00e3o. Dentre as a\u00e7\u00f5es, a\u00a0recomposi\u00e7\u00e3o de mata ciliar, pol\u00edtica de afeta\u00e7\u00f5es e resgate de mem\u00f3rias dos moradores est\u00e3o entre as iniciativas mais bem-sucedidas.<\/p>\n<p>O projeto de recomposi\u00e7\u00e3o das matas ciliares e da biodiversidade na regi\u00e3o do desastre come\u00e7ou com uma iniciativa de pequeno porte \u2013 a revitaliza\u00e7\u00e3o de uma pra\u00e7a no munic\u00edpio de Barra Longa, com base em sugest\u00f5es recolhidas com os moradores \u2013 e hoje alcan\u00e7a as margens do rio Gualaxo do Sul, localizado entre a foz do C\u00f3rrego do Fund\u00e3o e a conflu\u00eancia do C\u00f3rrego Laranjeira. O Gualaxo do Sul \u00e9 a fronteira natural dos munic\u00edpios de Mariana e Diogo de Vasconcelos.<\/p>\n<p>\u201cNa primeira etapa, diagnosticamos o impacto no terreno e descobrimos, principalmente, grandes quantidades de s\u00f3dio e \u00e9ter-amina, subst\u00e2ncias altamente t\u00f3xicas usadas no beneficiamento do min\u00e9rio. Na sequ\u00eancia, selecionamos plantas da Mata Atl\u00e2ntica tolerantes a esse solo contaminado e micro-organismos capazes de decompor os produtos t\u00f3xicos para reduzir esse impacto. Da\u00ed, usamos esses micro-organismos para reduzir a presen\u00e7a das subst\u00e2ncias\u201d, explicou a professora Maria Rita Scotti Muzzi, do Departamento de Bot\u00e2nica do ICB, coordenadora do projeto.<\/p>\n<p>De acordo com Muzzi, os resultados do projeto de recupera\u00e7\u00e3o da paisagem da mata ciliar e de \u00e1reas urbanas sob impacto dos rejeitos da barragem da minera\u00e7\u00e3o Samarco s\u00e3o promissores.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 plantas de at\u00e9 3 metros de altura na floresta pr\u00f3xima ao Rio Gualaxo, e os indicadores comprovaram que houve uma redu\u00e7\u00e3o significativa da \u00e9ter-amina e do s\u00f3dio. Registramos tamb\u00e9m aumento da fertilidade do solo, da estabilidade da \u00e1rea e da drenagem. Com base nessas evid\u00eancias, podemos afirmar que \u00e9 poss\u00edvel, sim, recuperar a bacia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Impactos afetivos<\/strong><\/p>\n<p>\u201cLa\u00e7os sociais foram rompidos e, de alguma maneira, essas categorias n\u00e3o conseguem abarcar uma s\u00e9rie de experi\u00eancias vivenciadas pelos atingidos\u201d, disse a professora Raquel Oliveira Santos Teixeira, do Departamento de Sociologia da Fafich e subcoordenadora do projeto de extens\u00e3o O desastre e a pol\u00edtica das afeta\u00e7\u00f5es: compreens\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o em um contexto de crise.<\/p>\n<p>Segundo Raquel, a equipe analisa as intera\u00e7\u00f5es dos atingidos com as institui\u00e7\u00f5es, investigando, sobretudo, os encaminhamentos de processos, como negocia\u00e7\u00f5es e delibera\u00e7\u00f5es de grupos de trabalho e discuss\u00f5es sobre repara\u00e7\u00f5es. Desde 2016, o grupo, coordenado pela professora Andrea Zhouri, acompanha as a\u00e7\u00f5es das empresas respons\u00e1veis pelo desastre, da Funda\u00e7\u00e3o Renova, do Minist\u00e9rio P\u00fablico, do Estado e dos atingidos em Mariana.<\/p>\n<p><strong>Cartografia social<\/strong><\/p>\n<p>O projeto Acervos familiares nasceu por sugest\u00e3o dos pr\u00f3prios moradores. A proposta, que envolveu 30 fam\u00edlias, materializou-se por meio de quatro oficinas com o intuito de resgatar as mem\u00f3rias atrav\u00e9s da cartografia social. No primeiro momento, os moradores fizeram croquis dos lugares em que viviam. Em seguida, visitaram territ\u00f3rios atingidos e trabalharam na produ\u00e7\u00e3o de um boletim com informa\u00e7\u00f5es atualizadas sobre o andamento dos trabalhos.<\/p>\n<p>\u201cO desastre n\u00e3o termina com os termos de acordos, ele permanece em curso. Dependendo dos encaminhamentos institucionais, a trag\u00e9dia se agrava. Os danos v\u00e3o se acumulando justamente por conta das respostas das institui\u00e7\u00f5es, que, muitas vezes, s\u00e3o insuficientes e inadequadas, provocando ainda mais ang\u00fastia e frustra\u00e7\u00e3o\u201d, analisou Raquel Oliveira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a trag\u00e9dia ambiental em Mariana, em novembro de 2015, a Universidade Federal de Minas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Desde a trag\u00e9dia ambiental em Mariana, em novembro de 2015, a Universidade Federal de Minas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95371"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95371"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95371\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}