{"id":95263,"date":"2018-11-09T11:58:48","date_gmt":"2018-11-09T14:58:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=95263"},"modified":"2018-11-09T11:56:54","modified_gmt":"2018-11-09T14:56:54","slug":"folhas-de-oliveira-descoberto-metodo-de-extracao-sustentavel-do-acido-oleanolico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/folhas-de-oliveira-descoberto-metodo-de-extracao-sustentavel-do-acido-oleanolico\/","title":{"rendered":"Folhas de oliveira: descoberto m\u00e9todo de extra\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do \u00e1cido olean\u00f3lico"},"content":{"rendered":"<div class=\"advanced-editor space-bottom\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-95264\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na Universidade de Aveiro (UA) uma equipe de qu\u00edmicos desenvolveu um m\u00e9todo mais sustent\u00e1vel capaz de extrair este \u00e1cido das folhas de oliveira. A pensar nas ind\u00fastrias farmac\u00eautica e do azeite, o m\u00e9todo de extra\u00e7\u00e3o desenvolvido promete dar um valor acrescentado aos milhares de toneladas de folhas que o pa\u00eds produz todos os anos.<\/p>\n<p>\u201cO interesse no \u00e1cido olean\u00f3lico deve-se \u00e0s suas propriedades ben\u00e9ficas para a sa\u00fade humana, nomeadamente as propriedades antioxidantes, anticancer\u00edgenas, anti-inflamat\u00f3rias e antial\u00e9rgicas, apresentando assim um grande interesse para a ind\u00fastria farmac\u00eautica\u201d, explica a investigadora Ana Cl\u00e1udio que, juntamente com Emanuelle Faria, Armando Silvestre e Mara Freire do CICECO \u2013 Instituto de Materiais de Aveiro e do Departamento de Qu\u00edmica da UA, assina o trabalho.<\/p>\n<p>As folhas de oliveira s\u00e3o um res\u00edduo proveniente da ind\u00fastria do azeite, uma das ind\u00fastrias mais relevantes em Portugal e que, ao n\u00edvel mundial, gera anualmente cerca de 1 milh\u00e3o de toneladas de folhas.\u00a0 Atualmente este res\u00edduo \u00e9 normalmente queimado para gerar energia j\u00e1 que para se extrair o \u00e1cido olean\u00f3lico o m\u00e9todo at\u00e9 agora existente n\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel e recorre \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de solventes org\u00e2nicos vol\u00e1teis, muitas das vezes t\u00f3xicos e carcinog\u00e9nicos.<\/p>\n<p><strong>Trabalho a pensar nas ind\u00fastrias nacionais<\/strong><\/p>\n<p>Na UA, os investigadores descobriram ser poss\u00edvel extrair o \u00e1cido olean\u00f3lico com a utiliza\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es aquosas de l\u00edquidos i\u00f3nicos a temperaturas pr\u00f3ximas do ambiente, substituindo a utiliza\u00e7\u00e3o de solventes org\u00e2nicos vol\u00e1teis e as elevadas temperaturas para o efeito.<\/p>\n<p>\u201cEste trabalho surgiu com o intuito de valorizar este subproduto atrav\u00e9s da extra\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de compostos de valor acrescentado presentes nas folhas de oliveira, tais como os \u00e1cidos triterp\u00e9nicos [onde o \u00e1cido olean\u00f3lico se insere]\u201d, explica Ana Cl\u00e1udio cujo trabalho contou tamb\u00e9m com a colabora\u00e7\u00e3o da Universidade Tecnol\u00f3gica de Viena (\u00c1ustria).<\/p>\n<p>Especificamente utilizaram-se solu\u00e7\u00f5es aquosas de l\u00edquidos i\u00f3nicos como solventes alternativos, permitindo o desenvolvimento de um processo de extra\u00e7\u00e3o seletivo e mais sustent\u00e1vel. Para al\u00e9m de \u00e1gua, aponta a investigadora, \u201cutiliza-se apenas uma pequena quantidade de l\u00edquidos i\u00f3nicos, sendo que estes \u00faltimos apresentam uma press\u00e3o de vapor desprez\u00e1vel e, portanto, diminuem a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica\u201d.<\/p>\n<p>No final deste novo processo de extra\u00e7\u00e3o do \u00e1cido olean\u00f3lico, os investigadores garantem ainda ser poss\u00edvel reutilizar quer os l\u00edquidos i\u00f3nicos, quer as folhas de oliveira para gerar energia, contribuindo tamb\u00e9m este m\u00e9todo para o desenvolvimento de um processo integrado em biorefinaria.<\/p>\n<p>O processo desenvolvido pode ser utilizado em grande parte das ind\u00fastrias nacionais que produzam res\u00edduos agroflorestais ou res\u00edduos alimentares que apresentem na sua composi\u00e7\u00e3o compostos de valor acrescentado, sendo apenas necess\u00e1rio ajustar as propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas dos l\u00edquidos i\u00f3nicos utilizados e demais condi\u00e7\u00f5es operacionais.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Universidade de Aveiro (UA) uma equipe de qu\u00edmicos desenvolveu um m\u00e9todo mais sustent\u00e1vel capaz<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95264,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/oliveira.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Na Universidade de Aveiro (UA) uma equipe de qu\u00edmicos desenvolveu um m\u00e9todo mais sustent\u00e1vel capaz","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95263"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95263"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95263\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}