{"id":95201,"date":"2018-11-08T10:00:14","date_gmt":"2018-11-08T13:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=95201"},"modified":"2018-11-07T23:31:04","modified_gmt":"2018-11-08T02:31:04","slug":"partes-do-fundo-do-oceano-estao-se-dissolvendo-rapidamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/partes-do-fundo-do-oceano-estao-se-dissolvendo-rapidamente\/","title":{"rendered":"Partes do fundo do oceano est\u00e3o se dissolvendo rapidamente"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-95202\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>U<\/span>m estudo publicado no\u00a0peri\u00f3dico Proceedings of National Academy of Sciences\u00a0descobriu que as mesmas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa que est\u00e3o causando o aquecimento global tamb\u00e9m podem dissolver o fundo dos oceanos. Pesquisas apontam que em algumas regi\u00f5es o fundo dos oceanos tende a derreter mais r\u00e1pido do que em outras.<\/p>\n<div class=\"mh-content-ad\"><\/div>\n<p>O processo funciona da seguinte forma: o oceano absorve o carbono da atmosfera e acidifica a \u00e1gua. No fundo, onde a press\u00e3o \u00e9 alta, essa \u00e1gua acidificada reage com o carbonato de c\u00e1lcio proveniente de criaturas mortas, e a rea\u00e7\u00e3o neutraliza esse carbono, originando ent\u00e3o o bicarbonato.<\/p>\n<p>Ao longo dos mil\u00eanios, essa rea\u00e7\u00e3o tem sido uma maneira pr\u00e1tica de armazenar carbono sem prejudicar a qu\u00edmica do oceano. No entanto, n\u00f3s queimamos muitos combust\u00edveis f\u00f3sseis, o que gerou mais carbono para as \u00e1guas marinhas.<\/p>\n<p>De acordo com a NASA, cerca de 48% do excesso de carbono que os seres humanos despejaram na atmosfera foram absorvidos pelos oceanos. Isso significa 525 bilh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono e carbonato de c\u00e1lcio se misturando nas \u00e1guas marinhas. Toda essa subst\u00e2ncia representa mais acidez no mar e, consequentemente, resulta em uma dissolu\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida do carbonato de c\u00e1lcio do fundo dos oceanos.<\/p>\n<p>A fim de descobrir a rapidez que a humanidade acelerando o processo de dissolu\u00e7\u00e3o, pesquisadores estimaram uma prov\u00e1vel taxa de dissolu\u00e7\u00e3o em todo o mundo, usando dados de corrente de \u00e1gua, medi\u00e7\u00f5es de carbonato de c\u00e1lcio em sedimentos do fundo do mar e outros indicadores como a salinidade do oceano, bem como a sua temperatura. Eles compararam os resultados com dados da \u00e9poca da revolu\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>As descobertas foram um misto de boas e m\u00e1s not\u00edcias: a boa \u00e9 que a maioria das \u00e1reas dos oceanos ainda n\u00e3o mostra uma diferen\u00e7a dram\u00e1tica na taxa de dissolu\u00e7\u00e3o de carbonato de c\u00e1lcio antes e depois da revolu\u00e7\u00e3o industrial. No entanto, existem v\u00e1rios lugares onde as emiss\u00f5es de carbono causadas pelo homem est\u00e3o fazendo uma grande diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>O ponto mais cr\u00edtico \u00e9 o Atl\u00e2ntico Norte ocidental onde, segundo a pesquisa, o carbono antropog\u00eanico \u00e9 respons\u00e1vel por entre 40% e 100% de carbonato de c\u00e1lcio dissolvido, uma camada de 300 metros de profundidade. O Oceano \u00cdndico e o Atl\u00e2ntico Sul tamb\u00e9m chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos cientistas: nessas regi\u00f5es, generosos dep\u00f3sitos de carbono aceleram a taxa de dissolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos est\u00e1 amea\u00e7ando os corais e as criaturas marinhas de casca dura, como mexilh\u00f5es e ostras, mas os cientistas ainda n\u00e3o sabem como isso afetar\u00e1 as muitas outras esp\u00e9cies que vivem no fundo do mar.<\/p>\n<p>Se eventos anteriores de acidifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o alguma indica\u00e7\u00e3o, a perspectiva n\u00e3o \u00e9 muito boa. Cerca de 252 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, enormes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas dispararam grandes quantidades de di\u00f3xido de carbono no ar, causando a r\u00e1pida acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos do mundo. Mais de 90% da vida marinha foi extinta durante esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Futuros ge\u00f3logos poder\u00e3o ver mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pelo homem nas rochas eventualmente formadas pelo leito oce\u00e2nico de hoje. Alguns pesquisadores atuais j\u00e1 apelidaram essa era de Antropoceno, definindo-o como o ponto em que as atividades humanas come\u00e7aram a dominar o meio ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado no\u00a0peri\u00f3dico Proceedings of National Academy of Sciences\u00a0descobriu que as mesmas emiss\u00f5es de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95202,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/pceano.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo publicado no\u00a0peri\u00f3dico Proceedings of National Academy of Sciences\u00a0descobriu que as mesmas emiss\u00f5es de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95201"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95201\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95202"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}