{"id":9502,"date":"2014-10-30T17:00:19","date_gmt":"2014-10-30T17:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=9502"},"modified":"2014-10-30T11:47:08","modified_gmt":"2014-10-30T11:47:08","slug":"pesquisadores-estudam-fatores-que-levam-abelhas-a-morte-prematura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-estudam-fatores-que-levam-abelhas-a-morte-prematura\/","title":{"rendered":"Pesquisadores estudam fatores que levam abelhas \u00e0 morte prematura"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-9504\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Pesquisadores do Instituto Tecnol\u00f3gico Vale de Bel\u00e9m (ITV) e da CSIRO, ag\u00eancia nacional de pesquisa da Austr\u00e1lia, desenvolveram uma metodologia que permite medir a influ\u00eancia dos fatores que impactam na sa\u00fade das abelhas, levando-as \u00e0 morte prematuramente. Conhecido como Dist\u00farbio de Colapso de Col\u00f4nias (CCD, na sigla em ingl\u00eas), o fen\u00f4meno tem intrigado cientistas do mundo inteiro. Este \u00e9 um dos primeiros resultados do trabalho, que vem sendo desenvolvido com colmeias na Amaz\u00f4nia e na Tasm\u00e2nia.<\/p>\n<p>&#8220;Descobrimos uma &#8216;fun\u00e7\u00e3o de longevidade&#8217;, uma esp\u00e9cie de \u00edndice de sa\u00fade das abelhas. Com essa fun\u00e7\u00e3o, conseguimos medir o impacto de qualquer fator debilitante sobre os insetos e, possivelmente, o ponto cr\u00edtico de ruptura da estrutura social da colmeia, ou seja, o CCD&#8221;, explicou o f\u00edsico Paulo de Souza, coordenador do experimento. Desde junho, a equipe do f\u00edsico, que \u00e9 professor-visitante do Instituto Tecnol\u00f3gico Vale e pesquisador do CSIRO, vem monitorando o comportamento de um grupo de 400 abelhas africanizadas por meio de um microssensor instalado no t\u00f3rax dos insetos. O experimento est\u00e1 sendo desenvolvido em um api\u00e1rio de Santa B\u00e1rbara do Par\u00e1, na regi\u00e3o metropolitana de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>Alguns fatores podem explicar a causa do dist\u00farbio, como o uso abusivo de pesticidas nas lavouras; ondas eletromagn\u00e9ticas emitidas por redes de telefonia celular; mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, particularmente com maior ocorr\u00eancia de eventos extremos; infesta\u00e7\u00e3o por praga (a varroa, um \u00e1caro que se alimenta do sangue das abelhas); dissemina\u00e7\u00e3o da monocultura; polui\u00e7\u00e3o do ar; e at\u00e9 o uso de t\u00e9cnicas para aumentar a produ\u00e7\u00e3o de mel, que estressam e desorientam os insetos.<\/p>\n<p>A metodologia envolve dois componentes principais: os microssensores, que, uma vez instalados nas abelhas, revelam minucias do seu comportamento; e os modelos anal\u00edticos que medem a resposta a fatores que as impactam. &#8220;Estes modelos s\u00e3o inspirados nas leis da f\u00edsica que explicam o decaimento radioativo. O decaimento ocorre pela diminui\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o emitida por elementos radioativos por parte das colmeias, o que ajuda a explicar o seu decl\u00ednio&#8221;, disse Paulo de Souza.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia na Amaz\u00f4nia faz parte de um estudo maior, iniciado por Paulo e sua equipe na CSIRO em setembro do ano passado na Tasm\u00e2nia, que tenta descobrir as causas do CCD. A doen\u00e7a tem provocado a morte de popula\u00e7\u00e3o das abelhas duas vezes mais r\u00e1pido do que alguns anos atr\u00e1s. Nos Estados Unidos, o CCD j\u00e1 provocou a morte de 35% desses insetos criados em cativeiro. Na Amaz\u00f4nia, segundo o coordenador da pesquisa, o problema n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave, mas h\u00e1 ind\u00edcios de redu\u00e7\u00e3o das colmeias.<\/p>\n<p>&#8220;Avan\u00e7amos significativamente no entendimento do comportamento destes insetos sociais e de como eles respondem a fatores de estresse. Estamos entrando numa nova fase da pesquisa em que iremos expor as abelhas da Tasm\u00e2nia a pesticidas em doses subletais (insuficientes para matar) e observar o impacto em toda a col\u00f4nia. Al\u00e9m disso, iniciaremos ainda neste m\u00eas o trabalho com abelhas sem ferr\u00e3o, nativas da Amaz\u00f4nia, na busca do entendimento da influ\u00eancia de alguns fatores de estresse sobre a sa\u00fade da colmeia&#8221;, afirmou Souza. As abelhas sem ferr\u00e3o s\u00e3o essenciais na produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed e na poliniza\u00e7\u00e3o de plantas na regi\u00e3o. Segundo o coordenador da pesquisa, que \u00e9 conduzida por 22 pesquisadores e alunos de mestrado do ITV e de doutorado de universidades australianas, tamb\u00e9m est\u00e1 em fase final de testes um sensor que gera energia a partir do movimento das abelhas. O equipamento ser\u00e1 testado ainda em Bel\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img style=\"width: 640px; height: 524px;\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/iStock_000041383272_Small.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;\">Foto:<\/span>\u00a0<span style=\"font-size: 10px;\"><span style=\"color: #2a3333; font-family: 'iStock Maquette', Arial, sans-serif; line-height: 17.6000003814697px;\">\u00a9iStock\/SumikoPhoto<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Poliniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As abelhas s\u00e3o respons\u00e1veis por levar o p\u00f3len de uma planta para outra, colaborando com a fecunda\u00e7\u00e3o das flores que, por sua vez, geram novos frutos e sementes. \u00c9 o processo de poliniza\u00e7\u00e3o. Quando essa cadeia \u00e9 interrompida, como vem acontecendo por meio do CCD, a reprodu\u00e7\u00e3o fica comprometida. O que os cientistas do mundo todo est\u00e3o observando \u00e9 que muitas abelhas deixam as colmeias e n\u00e3o voltam. Desorientadas, acabam morrendo.<\/p>\n<p>Na pesquisa desenvolvida na Tasm\u00e2nia, que tamb\u00e9m conta com o apoio do ITV, ser\u00e3o implantados microssensores em dez mil abelhas at\u00e9 abril de 2015. Segundo o coordenador do projeto, inicialmente os pesquisadores est\u00e3o se concentrando na an\u00e1lise do uso de pesticida. Na Amaz\u00f4nia, a inten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores \u00e9 observar em que medida as mudan\u00e7as do clima, principalmente a altera\u00e7\u00e3o do regime de chuvas, est\u00e1 afetando o comportamento dos insetos.<\/p>\n<p>&#8220;Para uma empresa como a Vale, a pesquisa pode auxili\u00e1-la no monitoramento ambiental em \u00e1reas de opera\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es preventivas diante de um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, reduzindo riscos ao neg\u00f3cio e promovendo o desenvolvimento sustent\u00e1vel na Amaz\u00f4nia&#8221;, explicou\u00a0 o diretor do ITV de Bel\u00e9m, Jos\u00e9 Oswaldo Siqueira. Al\u00e9m disso, os microssensores podem ser \u00fateis \u00e0 \u00e1rea de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a. &#8220;Este pequeno chip poder\u00e1 ser usado como dispositivo de seguran\u00e7a. Instalado nas roupas de empregados que trabalham na manuten\u00e7\u00e3o de ferrovia ou em \u00e1reas de riscos, a empresa poder\u00e1 monitor\u00e1-los e, assim, evitar acidentes&#8221;, exemplificou o pesquisador Paulo de Souza. Na sa\u00fade, a tecnologia poder\u00e1 mapear regi\u00f5es de alto risco de mal\u00e1ria ou dengue, por meio da instala\u00e7\u00e3o do microssensor em mosquitos, e, assim, evitar a maior exposi\u00e7\u00e3o de empregados a doen\u00e7as.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Instituto Tecnol\u00f3gico Vale de Bel\u00e9m (ITV) e da CSIRO, ag\u00eancia nacional de pesquisa<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9504,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/abelhas_mortes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores do Instituto Tecnol\u00f3gico Vale de Bel\u00e9m (ITV) e da CSIRO, ag\u00eancia nacional de pesquisa","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9502"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9502"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9502\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9502"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9502"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9502"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}