{"id":94924,"date":"2018-11-02T20:03:28","date_gmt":"2018-11-02T23:03:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=94924"},"modified":"2018-11-02T20:03:13","modified_gmt":"2018-11-02T23:03:13","slug":"wwf-humanidade-eliminou-60-da-populacao-animal-desde-1970","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wwf-humanidade-eliminou-60-da-populacao-animal-desde-1970\/","title":{"rendered":"WWF: Humanidade eliminou 60% da popula\u00e7\u00e3o animal desde 1970"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBP7R9l.img?h=582&amp;w=1119&amp;m=6&amp;q=60&amp;u=t&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"Slide 1 de 12: Tartarugas-olivas (Lepidochelys olivacea) retornam ao mar depois de depositar seus ovos na praia de Rushikulya, na \u00c3\u008dndia - 16\/02\/2017\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>popula\u00e7\u00e3o mundial de animais vertebrados<\/strong>\u00a0diminuiu 60% entre 1970 e 2014, apontou um\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.wwf.org.uk\/updates\/living-planet-report-2018\" target=\"_blank\" data-id=\"153\" data-m=\"{&quot;i&quot;:153,&quot;p&quot;:80,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:2}\">novo estudo<\/a><\/strong>\u00a0elaborado pela organiza\u00e7\u00e3o ambientalista\u00a0<strong>WWF<\/strong>. Segundo a pesquisa, a principal causa do desaparecimento de animais selvagens nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 a \u201cexplos\u00e3o do consumo humano\u201d.<\/p>\n<p>O estudo aponta ainda que a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de animais chega a 89% entre as esp\u00e9cies que habitam as Am\u00e9ricas do Sul e Central.<\/p>\n<p>Elaborado por 59 cientistas de todo o mundo, o trabalho analisou a situa\u00e7\u00e3o de 16.704 popula\u00e7\u00f5es de 4.005 esp\u00e9cies de vertebrados entre 1970 e 2014. Segundo o estudo, o \u00edndice de extin\u00e7\u00e3o \u00e9 mais acelerado em cinco grandes grupos: aves, mam\u00edferos, anf\u00edbios, corais e cicad\u00e1ceas (tipo de plantas datado do per\u00edodo pr\u00e9-hist\u00f3rico).<\/p>\n<p>\u201cA Terra est\u00e1 perdendo sua biodiversidade a uma taxa vista apenas durante as extin\u00e7\u00f5es em massa\u201d, afirma o relat\u00f3rio da WWF, publicado a cada dois anos. \u201cA mudan\u00e7a est\u00e1 sendo impulsionada pela crescente produ\u00e7\u00e3o de alimentos e pelo aumento da demanda por energia, terra e \u00e1gua.\u201d<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio de 2018 diz ainda que apenas um quarto da \u00e1rea terrestre do mundo est\u00e1 livre do impacto da atividade humana. Essa propor\u00e7\u00e3o ter\u00e1 ca\u00eddo para apenas um d\u00e9cimo at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>Dentre as popula\u00e7\u00f5es que sofreram maiores perdas est\u00e1 a dos animais de \u00e1gua doce, que tiveram uma queda de 83% em sua popula\u00e7\u00e3o. J\u00e1 os mam\u00edferos ca\u00edram 22% de 1970 a 2010, porcentual que chega a 60% no Caribe.<\/p>\n<p>O n\u00famero de elefantes da zona de Selous-Mikumi, na Tanz\u00e2nia, diminuiu 66% de 2009 a 2014. Desde 1976, essa redu\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a 86%. Outro exemplo \u00e9 o n\u00famero de coalas, que caiu de 326.400, em 1990, para 188.000, em 2010 \u2014 diminui\u00e7\u00e3o de 42%. Neste caso, o principal motivo \u00e9 o desmatamento da regi\u00e3o central da Austr\u00e1lia, onde se concentra a maior parte desses marsupiais.<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Intensidade da Biodiversidade (BII), que estima a perman\u00eancia da biodiversidade original de cada regi\u00e3o, sofreu queda de 81,6%, em 1970, para 78,6%, em 2014. Segundo a WWF, o impacto real pode ser maior, pois a estimativa n\u00e3o incorpora os efeitos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nem os impactos da mudan\u00e7a do uso da terra.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 verdadeiramente ruim, o que j\u00e1 dizemos h\u00e1 algum tempo, mas ela n\u00e3o deixa de piorar. Tem-se colocado muita aten\u00e7\u00e3o no clima, unicamente. Mas esquecemos dos outros \u2018sistemas\u2019 (bosques, oceanos etc), que est\u00e3o interconectados com o clima e que s\u00e3o muito importantes para a conserva\u00e7\u00e3o da vida na Terra\u201d, declarou Marco Lambertini, diretor-geral da WWF.<\/p>\n<p>Ao divulgar o relat\u00f3rio, a organiza\u00e7\u00e3o defende a cria\u00e7\u00e3o de um \u201cAcordo de Paris para a Natureza\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio um conjunto de a\u00e7\u00f5es coletivas, juntamente com um roteiro para metas, indicadores e m\u00e9tricas para reverter a perda de natureza, incluindo, por exemplo, cen\u00e1rios para mudan\u00e7as no uso da terra, mudan\u00e7a na dieta, colheita sustent\u00e1vel, bem como abordagens tradicionais de conserva\u00e7\u00e3o, como \u00e1reas protegidas\u201d, diz o texto divulgado pela ONG.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0popula\u00e7\u00e3o mundial de animais vertebrados\u00a0diminuiu 60% entre 1970 e 2014, apontou um\u00a0novo estudo\u00a0elaborado pela organiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A\u00a0popula\u00e7\u00e3o mundial de animais vertebrados\u00a0diminuiu 60% entre 1970 e 2014, apontou um\u00a0novo estudo\u00a0elaborado pela organiza\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94924"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94924\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}