{"id":94714,"date":"2018-10-30T10:16:06","date_gmt":"2018-10-30T13:16:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=94714"},"modified":"2018-10-30T10:16:06","modified_gmt":"2018-10-30T13:16:06","slug":"o-sol-que-castiga-o-sertao-e-realidade-como-fonte-de-energia-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-sol-que-castiga-o-sertao-e-realidade-como-fonte-de-energia-na-paraiba\/","title":{"rendered":"O sol que castiga o sert\u00e3o \u00e9 realidade como fonte de energia na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<div id=\"viewlet-below-content-title\">\n<div class=\"documentDescription description\"><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-94715\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A solu\u00e7\u00e3o solar \u00e9 \u00f3tima para comunidades mais distantes e isoladas da rede de distribui\u00e7\u00e3o, mas nada impede que \u00e1reas urbanas fa\u00e7am a op\u00e7\u00e3o<\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"documentDescription description\">Se em boa parte do Pa\u00eds a\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/blogs\/outras-palavras\/por-que-a-energia-solar-nao-deslancha-no-brasil-3402.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">energia solar ainda \u00e9 uma promessa<\/a>, representando menos de 1% na matriz energ\u00e9tica brasileira, no extremo noroeste do estado da Para\u00edba j\u00e1 \u00e9 uma realidade e com potencial para crescer muito, pois existem projetos variados que englobam a\u00e7\u00f5es no setor p\u00fablico, privado e de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content-core\">\n<div id=\"textstructured\">\n<p>A Para\u00edba e a regi\u00e3o Nordeste apresentam os maiores e melhores n\u00edveis de radia\u00e7\u00e3o solar do Brasil fora os enormes ganhos que essa op\u00e7\u00e3o representa no que tange ao enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em raz\u00e3o de ser uma energia limpa e renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>S\u00f3 para se ter uma ideia, o munic\u00edpio de Sousa possui apenas 10% (80 mil habitantes) da popula\u00e7\u00e3o registrada na capital, mas j\u00e1 \u00e9 respons\u00e1vel por gerar 2,5 vezes mais energia solar que Jo\u00e3o Pessoa, o que representa em torno de 2,1 megawatts.<\/p>\n<p>Claro que o tema do uso da energia solar no sert\u00e3o est\u00e1 diretamente associado \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es com a seguran\u00e7a h\u00eddrica e as consequ\u00eancias cada vez mais severas do aquecimento global.<\/p>\n<p>Diversas regi\u00f5es do Nordeste brasileiro e a Para\u00edba \u00e9 uma delas enfrenta h\u00e1 sete anos uma seca severa cujas consequ\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o mais dram\u00e1ticas em raz\u00e3o de programas como a constru\u00e7\u00e3o de cisternas, Bolsa Fam\u00edlia e os de apoio \u00e0 agricultura familiar que, possibilitaram manter o sertanejo produzindo e sendo capaz de dar condi\u00e7\u00f5es de vida para suas fam\u00edlias, programas estes que foram se consolidando nos \u00faltimos 15 anos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se ouve mais falar em flagelado, frentes de trabalho e migra\u00e7\u00f5es, gra\u00e7as principalmente as cisternas que garantiram o abastecimento de \u00e1gua dos trabalhadores do campo\u201d, afirma a professora Mariana Moreira, da Universidade Federal de Campina Grande, Campus Cajazeiras.<\/p>\n<p>Mas para a capta\u00e7\u00e3o da \u00e1gua que escasseia na regi\u00e3o \u00e9 fundamental obter fontes de energia a pre\u00e7os acess\u00edveis e que sejam capazes, entre outras necessidades, de extrair e tratar a \u00e1gua que ser\u00e1 consumida pelas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, o Comit\u00ea de Energias Renov\u00e1veis do Semi\u00e1rido vem trabalhando h\u00e1 mais de quatro anos junto aos pequenos produtores por meio de suas associa\u00e7\u00f5es, comunidades e apoio da academia.<\/p>\n<p>C\u00e9sar N\u00f3brega, coordenador-geral do Cersa, aponta que a energia el\u00e9trica representa um grande custo para o agricultor familiar e a fonte solar pode representar a independ\u00eancia energ\u00e9tica do pequeno produtor, \u201cdessa forma deixamos de ver a energia como mercadoria, mas como um bem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d, explica N\u00f3brega.<\/p>\n<p>A ideia central dos projetos tocados pelo Cersa \u00e9 a descentraliza\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia das pequenas propriedades rurais para que de maneira aut\u00f4noma sejam capazes de gerar sua pr\u00f3pria energia e fazer frente \u00e0s suas necessidades. \u00c9 o caso do Assentamento Acau\u00e3, localizado na cidade de Aparecida, cujas placas fotovoltaicas instaladas na vila movimentam a bomba d\u00b4\u00e1gua que abastece todas as suas 114 fam\u00edlias.<\/p>\n<p><b>Cidade Solar<\/b><\/p>\n<p>Se a solu\u00e7\u00e3o solar \u00e9 \u00f3tima para comunidades mais distantes e isoladas da rede de distribui\u00e7\u00e3o, nada impede que \u00e1reas urbanas j\u00e1 servidas por energia el\u00e9trica fa\u00e7am a op\u00e7\u00e3o pela abundante renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em Sousa, essa op\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 presente em hotel, posto de gasolina e at\u00e9 mesmo a par\u00f3quia Centro Pastoral da Par\u00f3quia de Santana e o cemit\u00e9rio da cidade j\u00e1 s\u00e3o solares. Nesse \u00faltimo, um sistema de po\u00e7o artesiano movido pela energia solar abastece de \u00e1gua a popula\u00e7\u00e3o local e serve para a limpeza do cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio de Sousa tamb\u00e9m foi pioneiro em todo o estado da Para\u00edba ao instalar o primeiro sistema solar fotovoltaico em escola estadual de ensino fundamental e m\u00e9dio, o col\u00e9gio Professora Dione Diniz Oliveira Dias no N\u00facleo Habitacional II. O projeto foi realizado em parceria com o Comit\u00ea de Energias Renov\u00e1veis do Semi\u00e1rido (Cersa), o F\u00f3rum de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Justi\u00e7a Social, Misereor (entidade ligada \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica alem\u00e3) e a C\u00e1ritas (cat\u00f3lica brasileira).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tudo isso, 5% das depend\u00eancias da Prefeitura j\u00e1 s\u00e3o abastecidas com energia solar. Para o prefeito F\u00e1bio Tyrone, do PSB, a op\u00e7\u00e3o pela energia solar de Sousa j\u00e1 est\u00e1 consolidada. \u201cQueremos que todos os pr\u00e9dios da prefeitura migrem pra energia solar\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o prefeito, em apenas 30 meses os investimentos seriam recuperados. A cidade possui em torno de 26 escolas e 28 postos de sa\u00fade, al\u00e9m de cerca de cinquenta im\u00f3veis, totalizando mais de 100 espa\u00e7os p\u00fablicos, incluindo a\u00ed a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>O prefeito de Sousa tamb\u00e9m se compromete a viabilizar a instala\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is solares nas resid\u00eancias. O valor m\u00e9dio de\u00a0 8 mil reais para abastecer a casa de uma fam\u00edlia com quatro pessoas levaria, pelas condi\u00e7\u00f5es atuais, em torno de seis anos para ser pago. Com incentivo p\u00fablico, cr\u00e9dito e condi\u00e7\u00f5es facilitadas, a cidade poder\u00e1 servir de grande exemplo para o Nordeste e para todo o Brasil sobre como aproveitar o que temos de melhor e transformar o lim\u00e3o (sol escaldante) em limonada (energia da melhor qualidade).\u00a0 (#Envolverde)<\/p>\n<p><em>*O jornalista viajou a convite da ag\u00eancia de not\u00edcias Inter Press Service<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A solu\u00e7\u00e3o solar \u00e9 \u00f3tima para comunidades mais distantes e isoladas da rede de distribui\u00e7\u00e3o,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":94715,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/sertao_paraiba.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A solu\u00e7\u00e3o solar \u00e9 \u00f3tima para comunidades mais distantes e isoladas da rede de distribui\u00e7\u00e3o,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94714"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94714"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94714\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94715"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}