{"id":94705,"date":"2018-10-30T12:30:55","date_gmt":"2018-10-30T15:30:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=94705"},"modified":"2018-10-30T14:33:21","modified_gmt":"2018-10-30T17:33:21","slug":"mundo-perdeu-60-dos-animais-selvagens-em-40-anos-alerta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mundo-perdeu-60-dos-animais-selvagens-em-40-anos-alerta-estudo\/","title":{"rendered":"Mundo perdeu 60% dos animais selvagens em 40 anos, alerta estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-94708\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/biodiversidade\" target=\"_blank\">\u00a0biodiversidade<\/a><\/strong>\u00a0planet\u00e1ria est\u00e1 amea\u00e7ada. Popula\u00e7\u00f5es globais de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/animais\" target=\"_blank\">animais<\/a>\u00a0<\/strong>selvagens diminu\u00edram em m\u00e9dia 60% em pouco mais de 40 anos, de acordo com\u00a0o relat\u00f3rio \u201cPlaneta Vivo 2018\u201d, da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental WWF (World Wildlife Fund).<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, divulgado hoje, apresenta uma imagem preocupante dos impactos humanos prejudiciais na vida selvagem, florestas, oceanos, rios e clima. Ao mesmo tempo, chama aten\u00e7\u00e3o para a curta janela de tempo para a\u00e7\u00e3o e a necessidade urgente de ado\u00e7\u00e3o em larga escala de novas abordagens para a valoriza\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/meio-ambiente\" target=\"_blank\">\u00a0natureza.<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O estudo reitera a amea\u00e7a j\u00e1 sublinhada no\u00a0<a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/mundo\/onu-pede-medidas-ineditas-para-evitar-piores-efeitos-do-aquecimento-global\/\" target=\"_blank\">recente relat\u00f3rio do Painel Internacional sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (IPCC)<\/a>: estamos no meio de uma crise planet\u00e1ria causada por atividades humanas e estamos fazendo pouco para mudar a rota.<\/p>\n<h3><b>O que est\u00e1 causando a perda global de esp\u00e9cies?<\/b><\/h3>\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o ambiental e perda de habitat devido \u00e0 agropecu\u00e1ria e \u00e0 superexplora\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies continuam sendo as maiores amea\u00e7as \u00e0 biodiversidade e ecossistemas terrestres e marinhos em todo o mundo. Segundo o estudo, apenas um quarto das terras do Planeta est\u00e3o livres dos impactos das atividades humanas e esse n\u00famero dever\u00e1 cair para apenas um d\u00e9cimo at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>Essas amea\u00e7as s\u00e3o particularmente evidentes nos tr\u00f3picos, resultando em uma perda mais significativa da vida selvagem nessas \u00e1reas, principalmente nas Am\u00e9ricas Central e do Sul, onde a redu\u00e7\u00e3o chega a 89% desde 1970. No\u00a0caso do Brasil, ainda somos a maior fronteira de desmatamento do mundo \u2014 perdemos\u00a0 1,4 milh\u00e3o de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o natural por ano.<\/p>\n<p><strong>Nos \u00faltimos 50 anos, 20% da vegeta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia j\u00e1 desapareceu<\/strong>.\u00a0<strong>Especialistas indicam que\u00a0<\/strong><strong>se o desmatamento total alcan\u00e7ar 25%, esse bioma\u00a0<a href=\"http:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/4\/2\/eaat2340\" target=\"_blank\">chegar\u00e1 ao \u201cponto de n\u00e3o retorno\u201d<\/a>, podendo entrar em colapso<\/strong>.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aponta tamb\u00e9m\u00a0<strong>a regi\u00e3o do Cerrado como uma das maiores frentes de desmatamento no mundo.<\/strong>\u00a0Al\u00e9m das perdas para a biodiversidade, o desmatamento no bioma p\u00f5e em risco a seguran\u00e7a h\u00eddrica do pa\u00eds, uma vez que as \u00e1guas que nascem no Cerrado alimentam seis das oito grandes bacias hidrogr\u00e1ficas brasileiras e alguns dos maiores reservat\u00f3rios de \u00e1gua subterr\u00e2nea do mundo.<\/p>\n<p>Outra amea\u00e7a crescente \u00e9 a\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/mudancas-climaticas\/\" target=\"_blank\">mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/a><\/strong>, que afeta ecossistemas e esp\u00e9cies, e que pode\u00a0dobrar a curva da perda de biodiversidade at\u00e9 o final do s\u00e9culo.\u00a0A mudan\u00e7a de uso do solo, principalmente o desmatamento, \u00e9 o maior fator de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa do Brasil, contribuindo\u00a0assim para o aquecimento global.\u00a0Entre 1990 e 2013, a mudan\u00e7a de uso do solo foi respons\u00e1vel por 62,1% do total de emiss\u00f5es do pa\u00eds, segundo o Sistema de Estimativa de Emiss\u00f5es e Remo\u00e7\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG).<\/p>\n<p><b>O que pode ser feito?<\/b><\/p>\n<p>Se at\u00e9 hoje, a perda de 60% da vida selvagem no mundo n\u00e3o conseguiu estimular governos, empresas e indiv\u00edduos a mudar o<em>\u00a0business as usual<\/em>, significa que est\u00e1 tudo perdido? Calma. Embora o cen\u00e1rio apresentado no relat\u00f3rio mostre uma realidade aterradora, existe esperan\u00e7a, diz a WWF.<\/p>\n<p>A natureza possui capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, mas para reverter a situa\u00e7\u00e3o atual ser\u00e1 preciso muito trabalho e mudan\u00e7as significativas na forma como nos relacionamos com o meio ambiente.\u00a0Governos em todos os n\u00edveis, empresas, ind\u00fastrias e o p\u00fablico devem unir for\u00e7as imediatamente para cumprir os compromissos b\u00e1sicos do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 biodiversidade, \u00e1reas protegidas e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>N\u00e3o fazer isso resultar\u00e1 em cont\u00ednuas perdas de vida selvagem, com muitas<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/especies\/\" target=\"_blank\">esp\u00e9cies<\/a><\/strong>\u00a0caminhando para a extin\u00e7\u00e3o. O estudo lembra que em\u00a02020, os l\u00edderes mundiais dever\u00e3o medir o progresso alcan\u00e7ado na Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica (CDB), nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e no Acordo de Paris, e que ainda h\u00e1 tempo para a\u00a0 comunidade global proteger e restaurar a natureza.<\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio\u00a0sugere um roteiro (de metas, indicadores e m\u00e9tricas) que os 196 Estados membros da CDB poderiam considerar para entregar um acordo global urgente, ambicioso e eficaz para a natureza (como o mundo fez pelo clima em Paris), quando se reunir na 14\u00aa Confer\u00eancia das Partes da CDB no Egito, em novembro deste ano.<\/p>\n<p>Publicado a cada dois anos, o estudo da WWF utiliza base de dados de 19 organiza\u00e7\u00f5es internacionais e envolve mais de 50 pesquisadores, que avaliam indicadores como o\u00a0Living Planet Index, fornecido pela Zoological Society of London, o Species Habitat Index, o \u00cdndice da Lista Vermelha da IUCN e \u00cdndice de Intensidade da Biodiversidade, bem como os limites planet\u00e1rios e a pegada ecol\u00f3gica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0biodiversidade\u00a0planet\u00e1ria est\u00e1 amea\u00e7ada. 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