{"id":94645,"date":"2018-10-29T13:30:03","date_gmt":"2018-10-29T16:30:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=94645"},"modified":"2018-10-29T11:20:06","modified_gmt":"2018-10-29T14:20:06","slug":"os-microplasticos-ja-chegaram-ao-intestino-humano-segundo-um-estudo-piloto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/os-microplasticos-ja-chegaram-ao-intestino-humano-segundo-um-estudo-piloto\/","title":{"rendered":"Os micropl\u00e1sticos j\u00e1 chegaram ao intestino humano, segundo um estudo-piloto"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-94646\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Amostras de fezes de pessoas de pa\u00edses t\u00e3o distantes e diferentes como o Reino Unido, It\u00e1lia, R\u00fassia e Jap\u00e3o continham part\u00edculas de policloreto de polivinila (PVC), polipropileno, polietileno tereftalato (PET) e at\u00e9 uma d\u00fazia de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/envases_plastico\">pl\u00e1sticos<\/a>\u00a0diferentes. Embora este seja um estudo-piloto com um pequeno grupo de pessoas, a diversidade geogr\u00e1fica dos participantes e os tipos de pl\u00e1sticos identificados leva os autores da pesquisa a destacar a urg\u00eancia em determinar o impacto desses materiais na sa\u00fade humana.<\/p>\n<p>Desde os anos 60 do s\u00e9culo passado a produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos cresceu quase 9% a cada ano. S\u00f3 em 2015, foram produzidas 322 milh\u00f5es de toneladas, segundo dados da ONU. Mais cedo ou mais tarde,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/06\/15\/ciencia\/1529079702_285280.html\">grande parte desse pl\u00e1stico acaba no meio ambiente, principalmente nos mares: cerca de oito milh\u00f5es de toneladas por ano<\/a>. A a\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, microrganismos e a luz do sol gradualmente degradam o pl\u00e1stico at\u00e9 reduzi-lo a pequenas part\u00edculas de algumas micras de comprimento (um m\u00edcron equivale a um mil\u00e9simo de mil\u00edmetro). Algumas s\u00e3o t\u00e3o pequenas que o pl\u00e2ncton microsc\u00f3pico as confunde com comida. At\u00e9 recentemente, as microesferas presentes em v\u00e1rios produtos cosm\u00e9ticos n\u00e3o precisavam da eros\u00e3o para se tornar um problema, mas a sua remo\u00e7\u00e3o progressiva dos produtos est\u00e1 minimizando seu impacto.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\"><\/div>\n<\/section>\n<p>O resto da hist\u00f3ria \u00e9 conhecido: o peixe grande come o pequeno. Era uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que o pl\u00e1stico criado pelos humanos retornasse a eles. O estudo, apresentado na ter\u00e7a-feira em um congresso de gastroenterologia que est\u00e1 sendo realizado em Viena (\u00c1ustria), contou com a participa\u00e7\u00e3o de oito volunt\u00e1rios do mesmo n\u00famero de pa\u00edses, entre os quais est\u00e3o, al\u00e9m dos mencionados, Finl\u00e2ndia, Pol\u00f4nia, Holanda e a pr\u00f3pria \u00c1ustria. Durante uma semana eles tiveram que comer e beber como de costume, anotando tudo o que ingeriam, se era fresco e o tipo de embalagem da comida. Depois disso, pesquisadores da Universidade M\u00e9dica de Viena e da ag\u00eancia estadual do meio ambiente do pa\u00eds dos Alpes coletaram amostras de suas fezes.<\/p>\n<p>Os resultados mostram que, dos 10 pl\u00e1sticos pesquisados, nove foram encontrados. Os mais comuns eram o propileno, b\u00e1sico em embalagens de leite e sucos, e o PET, com o qual \u00e9 feita a maioria das garrafas pl\u00e1sticas. O comprimento das part\u00edculas variou entre 50 e 500 micra. E, em m\u00e9dia, os pesquisadores encontraram 20 micropl\u00e1sticos para cada 10 gramas de mat\u00e9ria fecal. De acordo com o di\u00e1rio dos participantes, sabe-se que todos consumiram algum alimento embalado e pelo menos seis comeram peixe. Mas a pesquisa n\u00e3o conseguiu determinar a origem das part\u00edculas encontradas nas amostras.<a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\"><strong>Pesquisadores encontraram 20 micropl\u00e1sticos para cada 10 gramas de mat\u00e9ria fecal<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>&#8220;\u00c9 o primeiro estudo deste tipo e confirma o que suspeitamos h\u00e1 algum tempo, que os pl\u00e1sticos chegam ao intestino&#8221;, disse em nota o gastroenterologista e hepatologista Philipp Schwabl, da Universidade M\u00e9dica de Viena, principal autor do estudo. &#8220;Embora em estudos com animais a maior concentra\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos tenha sido localizada no intestino, as menores part\u00edculas de micropl\u00e1stico podem entrar na corrente sangu\u00ednea, no sistema linf\u00e1tico e at\u00e9 alcan\u00e7ar o f\u00edgado&#8221;, acrescenta, concluindo que \u00e9 urgente investigar o que isso implica para a sa\u00fade humana &#8220;.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fao_organizacion_naciones_unidas_agricultura_alimentacion\">FAO<\/a>) de 2016 coletou dados sobre a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos na vida marinha: at\u00e9 800 esp\u00e9cies de moluscos, crust\u00e1ceos e peixes j\u00e1 sabem o que \u00e9 comer pl\u00e1stico. Embora a grande maioria das part\u00edculas permane\u00e7a no sistema digestivo, uma parte do peixe que \u00e9 descartada pelos humanos, existe o risco de ingest\u00e3o nos casos em que \u00e9 comido por inteiro, como mariscos, bivalves ou peixes menores. Al\u00e9m disso, um estudo publicado pelo Greenpeace na semana passada mostrou que, particularmente na \u00c1sia, a grande maioria do sal marinho para uso dom\u00e9stico continha micropl\u00e1sticos.<a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\"><strong>A ci\u00eancia ainda n\u00e3o determinou o limite a partir do qual a ingest\u00e3o de micropl\u00e1sticos pode ser nefasta para os humanos<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Mas a quest\u00e3o que a ci\u00eancia ainda deve responder \u00e9 qual a quantidade ingerida de pl\u00e1stico que pode ser um problema para a sa\u00fade humana. Aqui, existem dois riscos: por um lado, o impacto da presen\u00e7a f\u00edsica das part\u00edculas de pl\u00e1stico e, por outro, a poss\u00edvel toxicidade de seus componentes qu\u00edmicos. Em meados do ano, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA) publicaram uma revis\u00e3o do que se sabe sobre os micropl\u00e1sticos no mar e seus poss\u00edveis riscos para a sa\u00fade humana. Um dos estudos estima que os seres humanos podem engolir at\u00e9 37 part\u00edculas de pl\u00e1stico por ano procedentes do sal marinho. N\u00e3o parece muito e menos ainda se acaba sendo expelido do corpo. Mas eles tamb\u00e9m notam que uma pessoa que goste muito de frutos do mar pode comer at\u00e9 11 mil part\u00edculas em um ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amostras de fezes de pessoas de pa\u00edses t\u00e3o distantes e diferentes como o Reino Unido,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":94646,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/microplastico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Amostras de fezes de pessoas de pa\u00edses t\u00e3o distantes e diferentes como o Reino Unido,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94645"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94645"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94645\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}