{"id":94303,"date":"2018-10-23T09:41:28","date_gmt":"2018-10-23T12:41:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=94303"},"modified":"2018-10-23T09:41:28","modified_gmt":"2018-10-23T12:41:28","slug":"dia-internacional-da-gagueira-quem-precisa-de-calma-e-o-adulto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dia-internacional-da-gagueira-quem-precisa-de-calma-e-o-adulto\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Gagueira: \u201cQuem precisa de calma \u00e9 o adulto\u201d"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/gagueira.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-94304\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/gagueira-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/gagueira-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/gagueira.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No dicion\u00e1rio, a palavra gago \u00e9 descrita como adjetivo. Mas, no dia a dia, a gente bem sabe: \u00e9 usada como apelido pejorativo para quem\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Colunistas\/Ana-Maria-Escobar\/noticia\/2017\/03\/e-normal-uma-crianca-de-3-anos-gaguejar-demais-de-uma-hora-para-outra.html\">sofre de gagueira<\/a>\u00a0&#8211; n\u00e3o \u00e0 toa, os sin\u00f4nimos e varia\u00e7\u00f5es da palavra, segundo lista o mesmo dicion\u00e1rio, seguem a linha da deprecia\u00e7\u00e3o: \u201cborbor\u00f3, linguinha, qui-qui-qui, tard\u00edloquo, tartamelo, tartamudo, t\u00e1taro, tatibitate\u201d.<\/p>\n<p>Neste 22 de outubro, Dia Internacional de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Gagueira, conversamos com a fonoaudi\u00f3loga e colunista de CRESCER L\u00edlian Kuhn\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Colunistas\/Lilian-Kuhn\/noticia\/2015\/08\/gagueira-precisa-tratar.html\">sobre o dist\u00farbio de flu\u00eancia da fala<\/a>que atinge 1% da popula\u00e7\u00e3o mundial. O que \u00e9? Como identificar? Onde e quando procurar ajuda? E, principalmente: como lidar com uma crian\u00e7a que apresenta gagueira? A especialista explica tudo isso a seguir.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a import\u00e2ncia deste dia dedicado \u00e0 aten\u00e7\u00e3o \u00e0 gagueira?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um dia de conscientiza\u00e7\u00e3o que existe desde 1998 e que come\u00e7ou na Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos. \u00c9 um dia em que todos os profissionais dividem conhecimento e d\u00e3o suporte \u00e0s pessoas que gaguejam. Esse dist\u00farbio causa um impacto na vida da pessoa, porque ela \u00e9 motivo de riso e piada, e isso traz quest\u00f5es emocionais que se somam \u00e0s dificuldades que a pessoa j\u00e1 tem com a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Criancas\/Escola\/noticia\/2018\/07\/musica-ajuda-criancas-no-desenvolvimento-da-linguagem.html\">comunica\u00e7\u00e3o<\/a>. No caso das crian\u00e7as, ainda tem a quest\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Voce-precisa-saber\/noticia\/2018\/09\/150-milhoes-de-adolescentes-sofrem-bullying-nas-escolas-aponta-novo-relatorio-do-unicef.html\">bullying escolar<\/a>\u00a0associado.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a gagueira?<\/strong><br \/>\nA gagueira \u00e9 um dist\u00farbio cr\u00f4nico da flu\u00eancia da fala que tem maior ocorr\u00eancia na fase infantil. Ela existe em v\u00e1rios n\u00edveis. Em alguns casos h\u00e1 associado a ela tiques de tens\u00e3o -movimentos tensionados ou ritmados do corpo que acontecem junto com a gagueira. Isso distrai o interlocutor e agrava o quadro do dist\u00farbio da comunica\u00e7\u00e3o. Essa condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem cura, mas pode melhorar muito com a interven\u00e7\u00e3o fonoaudiol\u00f3gica; em alguns casos, \u00e9 preciso associar a psicoterapia para deixar a crian\u00e7a segura para lidar com as rea\u00e7\u00f5es negativas que recebe de seus interlocutores.<\/p>\n<p><strong>A crian\u00e7a consegue controlar o problema?<\/strong><br \/>\n\u00c9 importante entender que a gagueira \u00e9 involunt\u00e1ria. N\u00e3o adianta pedir pra pessoa parar de gaguejar, nem pedir para ficar calma, respirar, falar devagar. A ansiedade e o nervosismo impactam a gagueira, mas essas n\u00e3o s\u00e3o as causas do dist\u00farbio &#8211; ela n\u00e3o gagueja porque est\u00e1 nervosa. As pessoas fazem muito isso e o efeito \u00e9 o contr\u00e1rio: vai deixando a crian\u00e7a mais ansiosa, mais nervosa, pois ela est\u00e1 tentando falar e tem algu\u00e9m dando ordem, dizendo o que ela deve fazer. Quem tem que ficar calmo \u00e9 o ouvinte.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o como se deve agir com a crian\u00e7a?<\/strong><br \/>\nO melhor jeito de reagir \u00e9 ouvir o que essas crian\u00e7as est\u00e3o falando:\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Encontros-CRESCER-com-Dra-Ana\/2014\/noticia\/2014\/05\/3-coisas-sobre-fala-das-criancas.html\">o conte\u00fado da fala, e n\u00e3o o formato da fala<\/a>. O ideal \u00e9 mostrar que est\u00e1 entendendo o que est\u00e1 sendo dito. N\u00e3o se deve rir, orientar a fala, nem completar a frase. \u00c9 preciso esperar, ouvir e responder adequadamente. Como falantes mais experientes, adultos em geral precisam dar o exemplo: falando com calma, parando o que est\u00e3o fazendo para responder devagar e olhando para a crian\u00e7a, em vez de apenas dizerem a ela como devem falar.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Crian\u00e7a sofrendo bullying dentro da escola (Foto: Thinkstock)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/8T8-BAhuxxKwWixKRcQzWD33qIE=\/620x520\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/04\/27\/bullying.jpg\" alt=\"Crian\u00e7a sofrendo bullying dentro da escola (Foto: Thinkstock)\" width=\"640\" height=\"537\" \/><label class=\"foto-legenda\">Crian\u00e7a sofrendo bullying dentro da escola (Foto: Thinkstock)<\/label><\/div>\n<p><strong>Como a escola impacta a vida da crian\u00e7a nessa condi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nPara uma crian\u00e7a em fase escolar, a gagueira costuma trazer sentimentos negativos e ansiedade, que lhe rendem dificuldades de aprendizagem, mas n\u00e3o por causa do problema em si, mas por atividades como ler em voz alta, apresentar trabalhos orais, responder perguntas em voz alta. Isso tudo pode gerar situa\u00e7\u00f5es de bullying. O professor deve estar atento e poupar a crian\u00e7a dessas situa\u00e7\u00f5es nos dias em que notar que ela est\u00e1 gaguejando mais. Professores e pais s\u00e3o pe\u00e7as fundamentais para ajudar crian\u00e7as que gaguejam. N\u00e3o v\u00e3o cur\u00e1-la, mas v\u00e3o detectar o problema e ajudar a crian\u00e7a a se sair melhor.<\/p>\n<p><strong>O que causa a gagueira?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o se sabe o que causa a gagueira, mas a hereditariedade \u00e9 um fator importante. H\u00e1 50% de chance de transmitir a gagueira aos filhos. Fatores ambientais e emocionais podem influenciar &#8211; por exemplo, quando a crian\u00e7a n\u00e3o tem espa\u00e7o para falar. H\u00e1 casos em que um irm\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 chance, cortando a fala do outro; ou um dos irm\u00e3os fala demais e n\u00e3o d\u00e1 tempo de o outro se expressar. Aparentemente, existe uma dificuldade de planejar motoramente o som da fala. Dados de 2010 atestam que ela atinge 1% da popula\u00e7\u00e3o mundial e 80% dessas pessoas s\u00e3o homens. N\u00e3o existe uma explica\u00e7\u00e3o para essa preval\u00eancia, mas a gente sabe que as brincadeiras oferecidas \u00e0s meninas s\u00e3o mais intelectuais e, com meninos, mais corporais, e isso pode impactar o funcionamento cerebral.<\/p>\n<p><strong>Quando a crian\u00e7a demonstra a gagueira?<\/strong><br \/>\nA gagueira pode aparecer at\u00e9 os 7 anos da crian\u00e7a, pois nesse per\u00edodo ela est\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Colunistas\/Ana-Maria-Escobar\/noticia\/2015\/07\/minha-filha-tem-3-anos-e-5-meses-e-gagueja-muito-isso-e-normal.html\">desenvolvendo a linguagem<\/a>. Mas o mais comum \u00e9 por volta de 2 a 3 anos, quando a crian\u00e7a come\u00e7a a falar com mais frequ\u00eancia. Em geral, \u00e9 de in\u00edcio s\u00fabito: de repente, ela come\u00e7a a gaguejar. Isso deixa os pais desesperados. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar um fonoaudi\u00f3logo, que vai identificar se \u00e9 algo passageiro, que pode acontecer porque a crian\u00e7a est\u00e1 come\u00e7ando a falar e pode se atrapalhar com as velocidades de pensamento e fala, mas que some. No quadro de dist\u00farbio de flu\u00eancia, a gagueira n\u00e3o some, mas melhora depois de tratamento. Quanto antes tratar, melhor, por causa da plasticidade neural. Um quadro de sucesso \u00e9 ver a gagueira controlada j\u00e1 aos 4 anos.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 o tratamento?<\/strong><br \/>\nO\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Os-primeiros-1000-dias-do-seu-filho\/noticia\/2015\/02\/linguagem-quando-e-preciso-consultar-um-fonoaudiologo.html\">tratamento com fonoaudi\u00f3logo<\/a>\u00a0inclui um trabalho l\u00fadico, com m\u00fasicas e hist\u00f3rias, que fazem a crian\u00e7a perceber como \u00e9 fala dela e como ela pode control\u00e1-la. A crian\u00e7a precisa ter consci\u00eancia da fala para depois ter controle sobre ela. A dura\u00e7\u00e3o \u00e9 de m\u00e9dio a longo prazo; pode ir de 6 meses a 2 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dicion\u00e1rio, a palavra gago \u00e9 descrita como adjetivo. 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