{"id":94239,"date":"2018-10-22T11:00:05","date_gmt":"2018-10-22T14:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=94239"},"modified":"2018-10-22T10:25:10","modified_gmt":"2018-10-22T13:25:10","slug":"estamos-ceifando-a-arvore-da-vida-alerta-estudo-sobre-extincao-em-massa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estamos-ceifando-a-arvore-da-vida-alerta-estudo-sobre-extincao-em-massa\/","title":{"rendered":"Estamos ceifando a \u00e1rvore da vida, alerta estudo sobre extin\u00e7\u00e3o em massa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-94240\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A evolu\u00e7\u00e3o de um ser vivo na Terra \u00e9 marcada por ciclos de vida e morte.\u00a0Nos \u00faltimos 450 milh\u00f5es de anos, cinco grandes extin\u00e7\u00f5es em massa levaram ao\u00a0desaparecimento de milhares de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/especies\/\" target=\"_blank\">esp\u00e9cies<\/a><\/strong>\u00a0de plantas e animais. Ao que tudo indica, vivemos um novo ciclo de exterm\u00ednio. Atualmente, uma em cada cinco\u00a0esp\u00e9cies corre risco de extin\u00e7\u00e3o e, at\u00e9 o final do s\u00e9culo, metade de todas as\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/animais\/\" target=\"_blank\">esp\u00e9cies\u00a0animais<\/a><\/strong>\u00a0poder\u00e1 sumir.<\/p>\n<p>Mas, diferentemente dos processos anteriores, causados por fortes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas,\u00a0eras glaciais e queda de meteoritos (como o que extinguiu os dinossauros h\u00e1 65 milh\u00f5es\u00a0de anos), a chamada sexta\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/animais-em-extincao\/\" target=\"_blank\">extin\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>\u00a0em massa n\u00e3o est\u00e1 sendo causada por desastres\u00a0naturais, mas por uma \u00fanica esp\u00e9cie \u2013 n\u00f3s, humanos.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\"><\/div>\n<p>Um novo e preocupante estudo, publicado na\u00a0revista da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2018\/10\/09\/1804906115\" target=\"_blank\">Academia Nacional de Ci\u00eancias dos Estados Unidos (PNAS),\u00a0<\/a>estima que desde a ascens\u00e3o do Homo sapiens, mais de 300 esp\u00e9cies de\u00a0mam\u00edferos desapareceram da face da Terra, e com elas, mais de 2,5 bilh\u00f5es de anos de\u00a0uma hist\u00f3ria evolutiva \u00fanica.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria evolutiva? Pois \u00e9, a biodiversidade \u00e9 mais do que o n\u00famero de esp\u00e9cies\u00a0presentes na Terra, e representa o conhecimento apreendido pelas esp\u00e9cies ao longo de milhares de anos de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"ad-content\"><\/div>\n<p>A soma desses conhecimentos alimenta o que os cientistas chamam de \u00e1rvore da vida,\u00a0cujos galhos representam a hist\u00f3ria de cada esp\u00e9cie que j\u00e1 passou por aqui. E o que o novo estudo mostra \u00e9 que as perdas nessa seara s\u00e3o desproporcionalmente grandes nas esp\u00e9cies de\u00a0mam\u00edferos em compara\u00e7\u00e3o com o n\u00famero de esp\u00e9cies que foram extintas recentemente.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 preocupante. Quanto mais diferenciada a esp\u00e9cie\u00a0\u2014\u00a0como \u00e9 o caso de grandes mam\u00edferos, que levaram\u00a0centenas de milhares de anos para evoluir a chegar a sua forma atual\u00a0\u2014\u00a0maior \u00e9 o\u00a0galho e a perda evolucional quando a esp\u00e9cie some.<\/p>\n<p>\u201cGrandes mam\u00edferos, ou megafauna, como pregui\u00e7as-gigantes e tigres-dentes-de-sabre,\u00a0extintos h\u00e1 cerca de 10.000 anos, eram altamente distintos em termos evolucion\u00e1rios. Como tinham poucos parentes pr\u00f3ximos, suas extin\u00e7\u00f5es significavam que ramos inteiros\u00a0da \u00e1rvore evolutiva da Terra eram cortados\u201d diz o paleont\u00f3logo Matt Davis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que liderou o estudo em comunicado da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><\/div>\n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Embora a cada extin\u00e7\u00e3o em massa, o tecido da vida preencha lentamente suas lacunas com novas\u00a0esp\u00e9cies, n\u00f3s humanos estamos exterminando animais t\u00e3o rapidamente que o\u00a0mecanismo de defesa embutido na natureza, que \u00e9 a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o consegue acompanhar, alerta o estudo, feito em parceria com a Universidade de Gotemburgo, na Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>A queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, o desmatamento de florestas para o agroneg\u00f3cio, a constru\u00e7\u00e3o de cidades em \u00e1reas sens\u00edveis, o despejo de res\u00edduos no oceano e a ca\u00e7a excessiva, todas essas atividades tornam a Terra mais hostil aos animais e os empurram para a extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se os atuais esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o forem melhorados, os pesquisadores advertem que muitas esp\u00e9cies de\u00a0mam\u00edferos ser\u00e3o extintas ao longo dos pr\u00f3ximos 50 anos, e ser\u00e1 necess\u00e1rio de 3 a 5 milh\u00f5es de anos para a natureza se recuperar dessas perdas.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso seria o tempo que mam\u00edferos menores teriam que evoluir e diversificar para compensar a o sumi\u00e7o dos grandes mam\u00edferos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perdas que ocorreram desde que os humanos modernos come\u00e7aram a andar por aqui, seriam necess\u00e1rios de 5 a 7 milh\u00f5es de anos, estima o estudo.<\/p>\n<p>Para o estudo, os pesquisadores vasculharam um extenso banco de dados de mam\u00edferos que inclui esp\u00e9cies existentes e que viveram no passado recente, mas foram extintas nos \u00faltimos 130 anos.<\/p>\n<p>\u201cEstamos come\u00e7ando a derrubar toda a \u00e1rvore [da vida], incluindo o ramo em que estamos sentados agora\u201d, disse Davis, da Universidade de Aarhus, ao brit\u00e2nico\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2018\/oct\/15\/humanity-is-cutting-down-the-tree-of-life-warn-scientists\" target=\"_blank\">The Guardian.\u00a0<\/a>\u201cEstamos entrando\u00a0no que poderia ser uma extin\u00e7\u00e3o na escala da que matou os dinossauros.\u201d<\/p>\n<p>De maneira preocupante, algumas dos grandes animais mais ic\u00f4nicos da atualidade est\u00e3o\u00a0enfrentando taxas crescentes de extin\u00e7\u00e3o. Esp\u00e9cies criticamente amea\u00e7adas, como o rinoceronte negro, correm alto risco de extin\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos 50 anos. Outras, como os elefantes asi\u00e1ticos, uma das duas \u00fanicas esp\u00e9cies sobreviventes de uma not\u00e1vel ordem de mam\u00edferos que inclu\u00eda mamutes e mastodontes, t\u00eam menos de 33% de chance de sobreviver at\u00e9 o final deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>\u201cApesar de termos vivido em um mundo de gigantes, como os castores, tatus e cervos gigantes, agora vivemos em um mundo cada vez mais empobrecido de grandes\u00a0esp\u00e9cies de mam\u00edferos selvagens. Os poucos gigantes remanescentes correm o risco de serem eliminados muito rapidamente \u201c, disse Jens-Christian Svenning, da Universidade de Aarhus, no comunicado de imprensa.<\/p>\n<p>A equipe de pesquisa n\u00e3o tem apenas m\u00e1s not\u00edcias, no entanto. Seus dados e m\u00e9todos\u00a0podem ser usados para identificar rapidamente esp\u00e9cies em risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Salvar animais com longas hist\u00f3rias evolutivas, como \u00e9 o caso do grandes mam\u00edferos amea\u00e7ados da atualidade, deveria estar no centro dos esfor\u00e7os de preserva\u00e7\u00e3o dos governos mundiais, defende o principal autor da pesquisa. \u201c\u00c9 muito mais f\u00e1cil salvar a biodiversidade agora do que voltar a evolu\u00ed-la mais\u00a0tarde\u201d, disse Davis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A evolu\u00e7\u00e3o de um ser vivo na Terra \u00e9 marcada por ciclos de vida e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":94240,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/macaco.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A evolu\u00e7\u00e3o de um ser vivo na Terra \u00e9 marcada por ciclos de vida e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94239"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94239"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94239\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94240"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}