{"id":94164,"date":"2018-10-20T19:31:21","date_gmt":"2018-10-20T22:31:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=94164"},"modified":"2018-10-20T19:31:21","modified_gmt":"2018-10-20T22:31:21","slug":"as-verdadeiras-e-muitas-cores-da-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/as-verdadeiras-e-muitas-cores-da-caatinga\/","title":{"rendered":"As verdadeiras \u2013 e muitas \u2013 cores da Caatinga"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Capa_-Vista-da-parte-alta-da-Reserva-Natural-Serra-das-Almas.jpg\" width=\"638\" height=\"425\" \/><\/p>\n<p>A Caatinga \u00e9 uma floresta. Essa afirma\u00e7\u00e3o talvez surpreenda muitos leitores. Posso confessar sem falsa e pretensa sabedoria que me surpreendeu. No imagin\u00e1rio da maioria dos brasileiros o sert\u00e3o se resume \u00e0 imagem do solo seco e rachado e \u00e0 figura do sertanejo sofredor. Mas a Caatinga tamb\u00e9m \u00e9 verde e \u00e9 considerada o semi\u00e1rido mais biodiverso do mundo.<\/p>\n<p>Minha jornada de descoberta do bioma &#8211; o \u00fanico exclusivamente brasileiro &#8211; come\u00e7ou com um convite da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.acaatinga.org.br\/\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Caatinga<\/a>, uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Governamental respons\u00e1vel, entre outras coisas, pela gest\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wikiparques.org\/wiki\/RPPN_Reserva_Natural_Serra_das_Almas\" rel=\"noopener\">Reserva Natural Serra das Almas<\/a>, no interior do Cear\u00e1. A oportunidade veio por ocasi\u00e3o do anivers\u00e1rio de maioridade da \u00e1rea protegida, que completou 18 anos no dia 15 de setembro, e foi celebrado com a 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do \u201cSomos Todos Caatingueiros\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o de cerca de 30 pessoas.<\/p>\n<p>O evento nasceu da necessidade de mostrar para os moradores das comunidades do entorno da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/28475-o-que-e-uma-reserva-particular-do-patrimonio-natural-rppn\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN)<\/a>\u00a0qual era o verdadeiro trabalho e import\u00e2ncia da \u00e1rea protegida. Ainda em Fortaleza, a equipe da ONG me explica que a cria\u00e7\u00e3o da unidade de conserva\u00e7\u00e3o levantou uma s\u00e9rie de desconfian\u00e7as e de mitos. \u201cN\u00e3o entendiam porque algu\u00e9m iria gastar milh\u00f5es para comprar uma propriedade no meio do nada, em pleno sert\u00e3o, para n\u00e3o produzir nada, apenas conservar\u201d, contam. Multiplicaram-se teorias sobre a real finalidade da \u00e1rea, desde que seria feita a extra\u00e7\u00e3o de veneno de cobra ou de algum min\u00e9rio valioso, at\u00e9 a curiosa hip\u00f3tese de que ali seria constru\u00eddo um centro de clonagem &#8211; a teoria curiosa explica-se porque na \u00e9poca estava em exibi\u00e7\u00e3o a novela O Clone.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Um-t%C3%BAnel-de-%C3%A1rvores-j%C3%A1-desfolhadas-em-uma-das-trilhas-da-reserva.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/>Um t\u00fanel de \u00e1rvores j\u00e1 desfolhadas em uma das trilhas da reserva. Foto: Duda Menegassi.<\/p>\n<p>18 anos depois, atrav\u00e9s de um intenso trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental, de aproxima\u00e7\u00e3o e de di\u00e1logo com as comunidades do entorno, al\u00e9m da abertura da RPPN ao turismo, o cen\u00e1rio j\u00e1 \u00e9 outro. Um exemplo real \u00e9 o guarda-parque mais antigo da reserva, Marcos, morador de Crate\u00fas e ex-ca\u00e7ador que hoje \u00e9 um dos principais defensores da Serra das Almas. \u201cEle ca\u00e7ava \u00e0s vezes para comer, \u00e0s vezes por esporte, e entrou na reserva em 2001, ainda na fase de estrutura\u00e7\u00e3o, e foi entendendo o que estavam fazendo aqui e porque estavam cuidando dessa \u00e1rea. Hoje ele \u00e9 um apaixonado. O relato dele \u00e9 inspirador e prova que h\u00e1 como mudar o pensamento das pessoas.\u201d, conta o coordenador de Conserva\u00e7\u00e3o da RPPN, Gilson Miranda, que lembra que a ca\u00e7a ainda \u00e9 um dos principais problemas enfrentados pela unidade e que o trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 constante e cont\u00ednuo. \u00a0\u201cA educa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 capaz de fazer as pessoas mudarem seus comportamentos e n\u00f3s apostamos nisso\u201d, conclui.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de contratar pessoas que morem nos arredores da reserva \u00e9 uma parte fundamental deste trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o dos moradores das 21 comunidades do entorno da Serra das Almas para fazer com que al\u00e9m de sertanejos, os moradores assumam a identidade de caatingueiros, de defensores do bioma. \u201cTodos os funcion\u00e1rios da reserva s\u00e3o das comunidades vizinhas. Dessa forma, al\u00e9m de levar uma oportunidade de emprego e estimular o desenvolvimento local, tamb\u00e9m ajudamos a sensibilizar os moradores porque aquela pessoa poder\u00e1 contar para as outras sobre o trabalho que desenvolvemos aqui\u201d, explica o coordenador. Gilson acrescenta que eles tamb\u00e9m fazem a capacita\u00e7\u00e3o dos jovens locais como guias de ecoturismo para conduzirem os visitantes nas trilhas da reserva.<\/p>\n<p>Crate\u00fas fica a 350 quil\u00f4metros da capital cearense, no limite do estado com o Piau\u00ed, e do centro do munic\u00edpio ainda restam 50 quil\u00f4metros at\u00e9 \u00e0 Sede da Reserva, na parte alta da serra, sendo os \u00faltimos 15 em estrada de terra. \u00c9 uma longa jornada e quando chegamos na RPPN, j\u00e1 era noite e teria que esperar o dia seguinte para dar uma primeira espiadela na paisagem da Caatinga. Com o sol fora de cena, pude admirar as outras luzes que prevalecem na noite do sert\u00e3o: as estrelas &#8211; e uma caprichosa lua em estado crescente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Os-cactos-s%C3%A3o-personagens-t%C3%ADpicos-da-paisagem-da-Caatinga.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/>Os cactos s\u00e3o personagens t\u00edpicos da paisagem da Caatinga. Foto: Duda Menegassi.<\/p>\n<p>A sede da reserva possui um alojamento que comporta at\u00e9 44 pessoas e foi l\u00e1 que passamos a noite, com a quietude da madrugada quebrada apenas pelo barulho do forte vento nordestino na folhagem.<\/p>\n<p>No dia seguinte, com a ben\u00e7\u00e3o solar, fui apresentada \u00e0 Caatinga e toda sua imensid\u00e3o. E nada melhor, pelo menos para mim, do que conhec\u00ea-la atrav\u00e9s de uma caminhada. Na \u00e1rea superior da reserva existem tr\u00eas op\u00e7\u00f5es de trilhas abertas aos turistas: a das arapucas, dos macacos e do lajeiro. Na parte baixa h\u00e1 outras duas trilhas. Por ano, a RPPN recebe uma m\u00e9dia de mil visitantes, a maioria alunos de escolas e de universidades, e pesquisadores. A dist\u00e2ncia da capital e a concorr\u00eancia com as praias do litoral cearense s\u00e3o os desafios para conseguir aumentar o n\u00famero de turistas.<\/p>\n<p>Como carioca estrangeira em terras nordestinas, eu fiz todo o circuito tur\u00edstico da sede, que inclui as tr\u00eas trilhas e um tour no centro de visitantes. A Trilha das Arapucas, a maior delas, com 12 quil\u00f4metros de extens\u00e3o (ida e volta) leva a dois mirantes que se debru\u00e7am no limite da serra, mais de 700 metros acima do resto da paisagem, na borda da depress\u00e3o sertaneja. De l\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ter uma vista panor\u00e2mica de toda a regi\u00e3o e da extens\u00e3o da reserva, que possui mais de 6 mil hectares, e \u00e9 a maior RPPN do Cear\u00e1. Pela sua extens\u00e3o e relev\u00e2ncia para conserva\u00e7\u00e3o, a reserva foi reconhecida em 2005 pela UNESCO como Posto Avan\u00e7ado da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/28448-o-que-e-uma-reserva-da-biosfera\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reserva da Biosfera<\/a>, o primeiro na Caatinga.<\/p>\n<p>Em setembro, a vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 no chamado per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, quando as \u00e1rvores come\u00e7am a perder as folhas, uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia para diminuir a depend\u00eancia de \u00e1gua antes do auge da seca. O ch\u00e3o estava uma verdadeira aquarela de outono, coberto por folhas amarelas e avermelhadas.<\/p>\n<p>O nome de mata branca foi dado pelos ind\u00edgenas, primeiros habitantes da regi\u00e3o, j\u00e1 que durante a esta\u00e7\u00e3o seca a maioria das plantas se despe de folhagem e predomina a cor esbranqui\u00e7ada dos troncos das \u00e1rvores. Por isso, Caatinga, que em tupi se traduz para floresta branca. Com o in\u00edcio do per\u00edodo chuvoso, a partir de mar\u00e7o, a floresta se pinta de verde junto com a rebrota das folhas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Do-mirante-da-Trilha-das-Arapucas-%C3%A9-poss%C3%ADvel-ter-uma-no%C3%A7%C3%A3o-da-extens%C3%A3o-da-RPPN.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/>Do mirante da Trilha das Arapucas \u00e9 poss\u00edvel ter uma no\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o da RPPN. Foto: Duda Menegassi.<\/p>\n<p>Mesmo em setembro, j\u00e1 com a predomin\u00e2ncia do tom s\u00e9pia, algumas \u00e1rvores perseveravam com suas folhagens verdes, com aparente indiferen\u00e7a ao forte calor. A floresta branca \u00e9, na verdade, como uma tela em branco que assume diversas cores ao longo do ano e \u00e9 colorida diariamente pelos caprichos art\u00edsticos do sol, o verdadeiro rei do sert\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea protegida, onde a cobertura vegetal est\u00e1 preservada, a pr\u00f3pria seca parece n\u00e3o ser t\u00e3o severa e as folhas ficam verdes por mais tempo. A nascente do riacho Melancias, por exemplo, que est\u00e1 dentro da RPPN, nunca secou &#8211; uma prova, como se precis\u00e1ssemos de mais uma, de que a conserva\u00e7\u00e3o florestal est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 disponibilidade h\u00eddrica, mesmo, e talvez principalmente, no semi\u00e1rido.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das coisas que a equipe da ONG tenta mostrar aos moradores para conscientiz\u00e1-los sobre a rela\u00e7\u00e3o de floresta, \u00e1gua e clima. \u201cN\u00f3s tentamos plantar nas pessoas o pensamento de prote\u00e7\u00e3o para faz\u00ea-los entender que \u00e9 necess\u00e1rio proteger para garantir. As pessoas conseguem ver essa diferen\u00e7a quando conhecem nossa reserva, nosso riacho que nunca secou, o microclima da reserva que mesmo no auge da seca n\u00e3o fica t\u00e3o quente. As pessoas veem isso e est\u00e3o aprendendo. Porque n\u00f3s temos cisternas para armazenar \u00e1gua, mas o maior sistema de armazenamento de \u00e1gua que n\u00f3s temos \u00e9 a floresta\u201d, ressalta Gilson.<\/p>\n<p>Durante a caminhada, aonde alguns poderiam ver apenas troncos desnudos, fr\u00e1geis e expostos, eu via uma floresta de resist\u00eancia, que se adaptou \u00e0 rigidez do semi\u00e1rido. Ra\u00edzes profundas, folhas pequenas ou transformadas em espinhos e caules fotossintetizantes s\u00e3o algumas das solu\u00e7\u00f5es encontradas pela flora para resistir \u00e0 seca. Uma perseveran\u00e7a mim\u00e9tica \u00e0 figura do sertanejo, o personagem principal da Caatinga. \u201cA Caatinga \u00e9 tudo. A gente nasceu aqui e a nossa vida \u00e9 ela\u201d, pontua Gleison, guarda-parque e morador da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/O-uso-de-perneiras-%C3%A9-obrigat%C3%B3rio-no-passeio-na-reserva.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/>O uso de perneiras \u00e9 obrigat\u00f3rio no passeio na reserva. Foto: Duda Menegassi.<\/p>\n<p>No entorno da reserva existem 21 comunidades, sendo dois assentamentos do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.incra.gov.br\/\" rel=\"noopener\">INCRA<\/a>\u00a0e duas aldeias ind\u00edgenas, das etnias Potiguara e Tabajara. De acordo com o coordenador da \u00e1rea protegida, o apoio dos vizinhos \u00e9 essencial. \u201cUma RPPN n\u00e3o possui zona de amortecimento, como existe nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o da esfera p\u00fablica, ent\u00e3o a nossa zona de amortecimento ser\u00e1 constru\u00edda a partir da rela\u00e7\u00e3o que n\u00f3s tivermos com os vizinhos\u201d, pontua. Uma vit\u00f3ria na parceria com a vizinhan\u00e7a foi a delimita\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/27492-o-que-e-reserva-legal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reserva Legal<\/a>\u00a0(que na Caatinga est\u00e1 estipulada em 20% da propriedade) dos assentamentos rurais na fronteira com a RPPN, o que adiciona uma camada cont\u00ednua de floresta e consequentemente de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 reserva.<\/p>\n<p>Como o nome diz, a miss\u00e3o do \u201cSomos Todos Caatingueiros\u201d \u00e9 despertar nas pessoas a paix\u00e3o pelo bioma e inspirar todos a se engajarem pela sua prote\u00e7\u00e3o. O coordenador geral da Associa\u00e7\u00e3o Caatinga, Daniel Fernandes, refor\u00e7a que o evento \u00e9 uma oportunidade de conscientizar e multiplicar a mensagem pela preserva\u00e7\u00e3o da Caatinga Brasil afora, \u201ccontamos com suas vozes ativas para repercutir ainda mais a nossa causa\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de conhecer as paisagens encantadoras e surpreendentes da reserva, eu pude mergulhar tamb\u00e9m nos sabores locais, com um jantar especial organizado para o evento onde os ingredientes principais eram os cactos. O projeto da Gastrotinga, criado pelo chef Tim\u00f3teo Domingos, \u00e9 uma cozinha baseada em receitas que utilizam elementos t\u00edpicos do bioma, inclusive e principalmente, as cact\u00e1ceas, como a palma (<em>Opuntia cochenillifera<\/em>) e o xique-xique (<em>Pilocereus gounellei<\/em>).<\/p>\n<p>Paladar, vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, olfato, tato\u2026 com todos os sentidos entregues aos sabores, cores, sons, cheiros e texturas da Caatinga, foi imposs\u00edvel n\u00e3o sair de l\u00e1 encantada e, inequivocamente, caatingueira. Ser caatingueiro nada mais \u00e9 do que lutar pela prote\u00e7\u00e3o da natureza nativa e t\u00e3o nossa, brasileira de raiz e de esp\u00edrito guerreiro, que resiste \u00e0 seca e faz da chuva primavera. Que sejamos todos caatingueiros!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/%C3%81rvores-e-cactos-disputam-o-topo-da-floresta-sertaneja-1122x740.jpg\" alt=\"\u00c3\u0081rvores e cactos disputam o topo da floresta sertaneja. Foto: Duda Menegassi.\" width=\"640\" height=\"422\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Visual-panor%C3%A2mico-a-partir-da-torre-de-observa%C3%A7%C3%A3o-da-reserva-1122x740.jpg\" alt=\"Visual panor\u00c3\u00a2mico a partir da torre de observa\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o da reserva. Foto: Duda Menegassi.\" width=\"640\" height=\"422\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Um-pica-pau-se-exibe-para-os-caminhantes-na-Trilha-dos-Macacos-1122x740.jpg\" alt=\"Um pica-pau se exibe para os caminhantes na Trilha dos Macacos. Foto: Duda Menegassi.\" width=\"640\" height=\"422\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Gastrotinga-a-culin%C3%A1ria-da-Caatinga-1122x740.jpg\" alt=\"Gastrotinga, a culin\u00c3\u00a1ria da Caatinga. Foto: Duda Menegassi\" width=\"640\" height=\"422\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Um-xique-xique-um-dos-cactos-mais-caracter%C3%ADsticos-da-Caatinga-1122x740.jpg\" alt=\"Um xique-xique, um dos cactos mais caracter\u00c3\u00adsticos da Caatinga. Foto: Duda Menegassi\" width=\"640\" height=\"422\" \/><\/p>\n<p><strong>O bioma<\/strong><\/p>\n<p>A Caatinga ocupa cerca de 11% do territ\u00f3rio nacional e est\u00e1 concentrada principalmente nos estados do nordeste. De acordo com dados do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, o bioma j\u00e1 perdeu aproximadamente metade da sua cobertura original, um n\u00famero que pode crescer facilmente pela baixa quantidade de unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral na Caatinga &#8211; que equivalem a menos de 2% do total da \u00e1rea do bioma.<\/p>\n<p>Considerado o semi\u00e1rido mais rico do mundo, o bioma abriga 178 esp\u00e9cies de mam\u00edferos, 591 de aves, 177 de r\u00e9pteis, 79 de anf\u00edbios e 241 de peixes. Entre as esp\u00e9cies mais simb\u00f3licas da Caatinga est\u00e1 o tatu-bola (<em>Tolypeutes tricinctus<\/em>), amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o e end\u00eamico do Brasil, onde ocorre majoritariamente nos ambientes da Caatinga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*A rep\u00f3rter viajou a convite da Associa\u00e7\u00e3o Caatinga<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Caatinga \u00e9 uma floresta. 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