{"id":93964,"date":"2018-10-17T13:00:52","date_gmt":"2018-10-17T16:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=93964"},"modified":"2018-10-16T21:41:15","modified_gmt":"2018-10-17T00:41:15","slug":"precisariamos-de-5-milhoes-de-anos-para-recuperar-os-mamiferos-extintos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/precisariamos-de-5-milhoes-de-anos-para-recuperar-os-mamiferos-extintos\/","title":{"rendered":"Precisar\u00edamos de 5 milh\u00f5es de anos para recuperar os mam\u00edferos extintos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-93965\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>U<\/span>m estudo publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2018\/10\/09\/1804906115\">PNAS<\/a>\u00a0por cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, calcula a rapidez com que esp\u00e9cies de mam\u00edferos est\u00e3o sendo extintas e quanto tempo de evolu\u00e7\u00e3o seria necess\u00e1rio para trazer de volta \u00e0 Terra a sua biodiversidade atual. O resultado n\u00e3o foi nada animador: muitos desses animais tendem a desaparecer nos pr\u00f3ximos 50 anos e precisar\u00edamos de entre tr\u00eas a cinco milh\u00f5es de anos para recuper\u00e1-los.<\/p>\n<p>Outra hip\u00f3tese trazida pelos especialistas diz que seria necess\u00e1rio entre cinco e sete milh\u00f5es de anos para que o nosso planeta retornasse ao estado que o reino animal era antes da evolu\u00e7\u00e3o dos humanos modernos.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\"><\/div>\n<p>Para chegar a esses n\u00fameros, os pesquisadores usaram um banco de dados contendo esp\u00e9cies de mam\u00edferos existentes e outras j\u00e1 extintas em compara\u00e7\u00e3o com o n\u00famero de seres humanos no planeta. Esses dados foram combinados com informa\u00e7\u00f5es sobre as extin\u00e7\u00f5es esperadas para os pr\u00f3ximos 50 anos, al\u00e9m da simula\u00e7\u00e3o de quanto tempo levaria para sua recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As estimativas se baseiam na suposi\u00e7\u00e3o de que as pessoas arruinar\u00e3o os habitats e acabar\u00e3o com algumas esp\u00e9cies, o que far\u00e1 com que a extin\u00e7\u00e3o caia. Se a taxa de extin\u00e7\u00e3o, no geral, n\u00e3o come\u00e7ar a cair entre os pr\u00f3ximos 100 anos, mais esp\u00e9cies provavelmente desaparecer\u00e3o, causando uma maior perda de diversidade, segundo o estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Agora vivemos em um mundo que est\u00e1 se tornando cada vez mais pobre de grandes esp\u00e9cies selvagens de mam\u00edferos&#8221;, disse Jens-Christian Svenning, coautor do estudo. &#8220;Os poucos gigantes remanescentes, como rinocerontes e elefantes, correm o risco de serem eliminados muito rapidamente.&#8221;<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza prev\u00ea que 99,9% das esp\u00e9cies criticamente amea\u00e7adas no mundo, al\u00e9m de 67% em extin\u00e7\u00e3o extin\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o totalmente perdidas nos pr\u00f3ximos 100 anos (o que n\u00e3o inclui apenas mam\u00edferos). Isso significaria que a Terra poderia estar entrando em sua sexta extin\u00e7\u00e3o em massa (era na qual os ambientes do planeta mudam tanto que a maioria das esp\u00e9cies animais e vegetais morrem). Das outras vezes cinco vezes que esse tipo de extin\u00e7\u00e3o ocorreu, os desastres naturais foram os culpados. Mas agora, o principal vil\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3prio ser humano.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 o mecanismo de defesa do planeta contra a perda de biodiversidade: \u00e0 medida que os habitats e climas mudam, algumas esp\u00e9cies morrem e outras surgem lentamente. Esse processo \u00e9 muito mais lento do que a rapidez da pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar do cen\u00e1rio preocupante, os cientistas afirmam que a pesquisa pode ser usada para descobrir quais esp\u00e9cies amea\u00e7adas s\u00e3o \u00fanicas na evolu\u00e7\u00e3o, o que ajudaria os conservacionistas a decidir onde concentrar seus esfor\u00e7os para evitar extin\u00e7\u00f5es mais devastadoras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado na revista cient\u00edfica\u00a0PNAS\u00a0por cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, calcula a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93965,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/rinoceronte.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo publicado na revista cient\u00edfica\u00a0PNAS\u00a0por cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, calcula a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93964"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93964"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93964\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93965"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93964"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93964"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93964"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}