{"id":93788,"date":"2018-10-14T14:00:46","date_gmt":"2018-10-14T17:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=93788"},"modified":"2018-10-14T09:56:11","modified_gmt":"2018-10-14T12:56:11","slug":"ipcc-mostra-avalanche-de-efeitos-com-aumento-de-15oc-a-2oc-na-temperatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ipcc-mostra-avalanche-de-efeitos-com-aumento-de-15oc-a-2oc-na-temperatura\/","title":{"rendered":"IPCC mostra avalanche de efeitos com aumento de 1,5\u00baC a 2\u00baC na temperatura"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-93789\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O novo relat\u00f3rio produzido pelo\u00a0Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), vinculado \u00e0 ONU, trouxe \u00e0 tona not\u00edcias piores do que o previsto para os pr\u00f3ximos anos. Desde o Acordo de Paris, firmado em 2015 por 195 na\u00e7\u00f5es, incluindo o Brasil, existe a meta de evitar que a temperatura global aumente 2\u00baC em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-industrial. Na perspectiva otimista, o ideal seria manter o avan\u00e7o em at\u00e9 1,5\u00baC. Contudo, o estudo divulgado na segunda-feira, 8, na Coreia do Sul mostrou que a diferen\u00e7a entre os impactos causados com essa varia\u00e7\u00e3o de 0,5\u00baC seria brutal. Em apenas um exemplo, no ano de 2100 a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar seria dez cent\u00edmetros maior no cen\u00e1rio mais quente \u2014 isso representa o deslocamento de dez milh\u00f5es de pessoas que vivem em \u00e1reas de risco.<\/p>\n<p>Todas as estimativas t\u00eam a ci\u00eancia como base. O relat\u00f3rio foi escrito e editado por 91 especialistas de 40 pa\u00edses, que analisaram mais de 6 000 estudos. Ele tamb\u00e9m ser\u00e1 uma refer\u00eancia para a tomada de decis\u00f5es na COP 24, a principal confer\u00eancia do clima, que acontecer\u00e1 na Pol\u00f4nia em dezembro deste ano.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\"><\/div>\n<p>Atualmente, a temperatura global aumentou 1\u00baC em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-industrial. Se continuarmos na mesma toada, alcan\u00e7aremos o 1,5\u00baC entre 2030 e 2052 \u2014 ou seja, dentro da expectativa de vida de boa parte da popula\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Algumas das principais consequ\u00eancias previstas no relat\u00f3rio s\u00e3o:<\/p>\n<ul class=\"widget-news-list\">\n<li><strong>1,5\u00baC:<\/strong>\u00a070% a 90% dos corais, que ajudam a regular os oceanos, devem desaparecer;\u00a0<strong>2\u00baC:<\/strong>\u00a0praticamente todos os corais morrer\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>1,5\u00baC:<\/strong>\u00a0no \u00c1rtico, o\u00a0derretimento total do gelo pode acontecer a cada ver\u00e3o por s\u00e9culo;\u00a0<strong>2\u00baC:<\/strong>\u00a0esse padr\u00e3o se repetir\u00e1 uma vez por d\u00e9cada.<\/li>\n<li><strong>1,5\u00baC:<\/strong>\u00a0centenas de milhares de pessoas ficar\u00e3o menos expostas aos riscos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e \u00e0 pobreza;\u00a0<strong>2\u00baC:<\/strong>\u00a0essas centenas de milhares de pessoas estar\u00e3o vulner\u00e1veis a esses impactos.<\/li>\n<li><strong>1,5\u00baC:<\/strong>\u00a0a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mundial exposta a crises h\u00eddricas seria 50% menor;\u00a0<strong>2\u00baC:<\/strong>\u00a0essa propor\u00e7\u00e3o seria 50% maior.<\/li>\n<li><strong>1,5\u00baC:<\/strong>\u00a0a pesca perderia 1,5 milh\u00e3o de toneladas em produtos do mar;\u00a0<strong>2\u00baC:<\/strong>as perdas aumentariam para 3 milh\u00f5es de toneladas.<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><\/div>\n<p>Qual \u00e9 o caminho para limitar o aumento da temperatura a 1,5\u00baC?<\/p>\n<p>Entre as conclus\u00f5es, distribu\u00eddas ao longo de 400 p\u00e1ginas, as emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico, o CO2, um dos causadores do efeito estufa, t\u00eam que diminuir 45% contando a partir de 2010 at\u00e9 2030 \u2014 e chegar a zero at\u00e9 2050. Para evitar os 2\u00baC, a redu\u00e7\u00e3o seria de 20% at\u00e9 2030 e atingir a meta de emiss\u00e3o zero at\u00e9 2075.<\/p>\n<p>Os gases metano e de carbono negro, ambos de maior impacto negativo na atmosfera, precisam ser cortados em 35% at\u00e9 2050. Ao mesmo tempo, o IPCC faz um alerta: a transi\u00e7\u00e3o para a bioenergia pode aumentar o \u00edndice de polui\u00e7\u00e3o por \u00f3xido nitroso, g\u00e1s emitido pela agricultura.<\/p>\n<p>No setor de energia, fontes renov\u00e1veis ter\u00e3o que representar entre 70% a 80% da matriz energ\u00e9tica at\u00e9 2050. Mitigar as emiss\u00f5es dessa \u00e1rea exigir\u00e1 um investimento de 900 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano entre 2015 e 2050. No total, os custos podem chegar a 3.8 trilh\u00f5es de d\u00f3lares. Evitar o aumento de 1,5\u00baC ser\u00e1 12% mais caro do que o de 2\u00baC.<\/p>\n<p>Quanto menor o volume de emiss\u00f5es em 2030, mais f\u00e1cil ser\u00e1 limitar o aumento da temperatura a 1,5\u00baC. Para que seja poss\u00edvel, o ponto chave do relat\u00f3rio dialoga com o atual momento de elei\u00e7\u00f5es no Brasil: governos precisam atuar com pol\u00edticas que favore\u00e7am o investimento em infraestrutura de baixa emiss\u00e3o e em projetos de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A transi\u00e7\u00e3o exige que o poder p\u00fablico e o setor privado trabalhem em conjunto para construir o caminho em dire\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento sustent\u00e1vel. O IPCC j\u00e1 deu o recado sobre o que aguarda a humanidade caso as medidas necess\u00e1rias n\u00e3o sejam adotadas em escala global, por todas as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo relat\u00f3rio produzido pelo\u00a0Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), vinculado \u00e0 ONU, trouxe \u00e0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93789,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ursos_polares.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O novo relat\u00f3rio produzido pelo\u00a0Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), vinculado \u00e0 ONU, trouxe \u00e0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93788"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93788\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}