{"id":93729,"date":"2018-10-13T09:51:50","date_gmt":"2018-10-13T12:51:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=93729"},"modified":"2018-10-13T09:51:50","modified_gmt":"2018-10-13T12:51:50","slug":"como-caprichos-do-mar-determinaram-a-cara-dos-manguezais-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-caprichos-do-mar-determinaram-a-cara-dos-manguezais-brasileiros\/","title":{"rendered":"Como caprichos do mar determinaram a cara dos manguezais brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-93730\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O bi\u00f3logo Gustavo Mori, professor do Instituto de Bioci\u00eancias da Unesp, chegara h\u00e1 pouco \u00e0 cidade de Bragan\u00e7a \u2014 um munic\u00edpio paraense de 100 mil habitantes e 2.000 quil\u00f4metros quadrados \u2014 quando teve de conter um arrepio de espanto (rea\u00e7\u00e3o pouco compreens\u00edvel ante ao calor daquela regi\u00e3o equatorial). O ano era 2008, e Mori contou que fora ao Par\u00e1 para estudar um tema que, ent\u00e3o, come\u00e7ava a fascin\u00e1-lo: o mangue.<\/p>\n<p>Uma faixa de vegeta\u00e7\u00e3o entre a terra e o mar, banhado por \u00e1gua doce e salgada, o manguezal \u00e9 um bioma lamacento e, a olhos desavisados, mon\u00f3tono. N\u00e3o os de Bragan\u00e7a. Esses, Mori descobriu, eram exuberantes j\u00e1 \u00e0 primeira vista: &#8220;Eu jamais encontrara \u00e1rvores como aquelas&#8221;, lembrou Mori, rindo da pr\u00f3pria rea\u00e7\u00e3o, uma d\u00e9cada depois. &#8220;Eram gigantescas.Tinham 30, 40 metros de altura, e se espalhavam pelo rio que cortava a cidade. Chegava a ser assustador.&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/epoca.globo.com\/23061577-743-388\/GEOMIDIA\/375\/7-mangue.jpg\" alt=\"\u00c3\u0081rvores mangue vermelho da esp\u00c3\u00a9cie Rhizophora racemosa na ilha do Maraj\u00c3\u00b3. Suas ra\u00c3\u00adzes s\u00c3\u00a3o t\u00c3\u00a3o imensas que ultrapassam a altura de uma pessoa Foto: Gustavo Maruyama Mori\/ Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o \/ Gustavo Maruyama Mori\/ Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"639\" height=\"360\" \/>\u00c1rvores mangue vermelho da esp\u00e9cie Rhizophora racemosa na ilha do Maraj\u00f3. Suas ra\u00edzes s\u00e3o t\u00e3o imensas que ultrapassam a altura de uma pessoa Foto: Gustavo Maruyama Mori\/ Divulga\u00e7\u00e3o \/ Gustavo Maruyama Mori\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Mori era um estudante de mestrado e sua grande ambi\u00e7\u00e3o era aliar estudos de gen\u00e9tica a projetos de conserva\u00e7\u00e3o. Seu projeto poderia dar pistas de como os manguezais evolu\u00edram ao longo dos mil\u00eanios e do que \u00e9 preciso fazer para preserv\u00e1-los. A viagem para Bragan\u00e7a aconteceu por um golpe de sorte: sua coorientadora desenvolvia projetos de pesquisa na cidade. Mori, que nasceu no Paran\u00e1 e estudou em S\u00e3o Paulo, s\u00f3 visitara os mangues ao sul do pa\u00eds: &#8220;Onde as \u00e1rvores mais altas chegam a 10 metros de altura&#8221;, disse. Seus colegas em Bragan\u00e7a j\u00e1 estavam acostumados \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o agigantada da regi\u00e3o. Solit\u00e1rio em seu espanto, Mori precisou guardar a surpresa para si.<\/p>\n<p>Uma d\u00e9cada de pesquisas depois, os estudos de Mori e seus colegas mostraram que a diferen\u00e7a entre aquelas \u00e1rvores do norte e do sul n\u00e3o se restringiam \u00e0s dimens\u00f5es. As an\u00e1lises gen\u00e9ticas de Mori sustentam que, mesmo quando pertencem \u00e0 mesma esp\u00e9cie, as plantas que nascem no norte do pa\u00eds s\u00e3o drasticamente diferentes daquelas que crescem no sul. T\u00e3o diferentes que uma n\u00e3o sobreviveria caso fosse plantada no mesmo ambiente que a outra. O trabalho permitiu aos pesquisadores entender como as esp\u00e9cies de plantas de mangue se propagaram pela costa brasileira. O estudo tamb\u00e9m tem impacto na forma como s\u00e3o planejados projetos de reflorestamento dessas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Para um rec\u00e9m-chegado, o mangue parece uma sucess\u00e3o de mesmices. Em todo o mundo, o bioma \u00e9 formado por dez esp\u00e9cies diferentes de plantas cuja ocorr\u00eancia varia. No Brasil, h\u00e1 cinco delas. Tr\u00eas do g\u00eanero Rizophora (aquelas \u00e1rvores de ra\u00edzes arqueadas) e duas do g\u00eanero Aviccenia : &#8220;No Brasil, n\u00e3o h\u00e1 lugares em que as cinco esp\u00e9cies coexistam&#8221;, disse a professora Anete Pereira de Souza, do Instituto de Biologia da Unicamp, e orientadora de doutorado de Mori. \u00c9 dif\u00edcil distinguir uma planta da outra. As ra\u00edzes a\u00e9reas das \u00e1rvores s\u00e3o o tra\u00e7o distintivo do bioma que, de resto, desaponta o observador comum: &#8220;At\u00e9 porque est\u00e1 tudo na lama&#8221;, disse Souza.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/epoca.globo.com\/23061551-4b5-022\/GEOMIDIA\/375\/3mangue.jpg\" alt=\"Guar\u00c3\u00a1s sobrevoam floresta de mangue do norte do pa\u00c3\u00ads Foto: Mariana Vargas Cruz\/ Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o \/ Mariana Vargas Cruz\/ Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"639\" height=\"360\" \/>Guar\u00e1s sobrevoam floresta de mangue do norte do pa\u00eds Foto: Mariana Vargas Cruz\/ Divulga\u00e7\u00e3o \/ Mariana Vargas Cruz\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Simpatizar com o mangue n\u00e3o \u00e9 para todos. Essa falta de gra\u00e7a aparente deixou o bioma relegado a uma posi\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel: &#8220;H\u00e1 menos gente estudando o mangue que a Mata Atl\u00e2ntica, por exemplo&#8221;, disse Souza. E menos gente pensando em como proteg\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Desde 2008, a equipe de Mori, Anete e da bi\u00f3loga Patr\u00edcia Mara Francisco monta um quebra-cabe\u00e7as da diversidade gen\u00e9tica dos mangues do pa\u00eds. Para fazer isso, coletaram esp\u00e9cimes espalhados por 15 pontos ao longo da costa. Descobriram que os mangues nacionais podem ser divididos em dois grupos: os que existem acima e os que existem abaixo do Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>O estudo exigiu a an\u00e1lise de trechos do DNA das plantas que os cientistas chamam de microssat\u00e9lites: &#8220;\u00c9 o mesmo tipo de t\u00e9cnica usada em testes de paternidade de humanos&#8221;, afirmou Mori. Eles s\u00e3o uma esp\u00e9cie de gagueira molecular: em meio \u00e0 sequ\u00eancia de letras que comp\u00f5em o DNA dos seres vivos, ocorrem repeti\u00e7\u00f5es sem utilidade aparente. Elas s\u00e3o transmitidas ao longo das gera\u00e7\u00f5es, e sua ocorr\u00eancia pode revelar la\u00e7os de parentesco. Mori e Mara analisaram 40 microssat\u00e9lites: &#8220;O que a gente descobriu \u00e9 que as plantas ao norte do Rio Grande do Norte formam uma comunidade, que compartilha semelhan\u00e7as gen\u00e9ticas. E que essa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 muito diferente, em termos gen\u00e9ticos, da que existe ao sul do Rio Grande do Norte&#8221;, contou Mori. Essas diferen\u00e7as, segundo os pesquisadores, s\u00e3o resultados de um capricho do mar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/epoca.globo.com\/23061488-ee5-4c7\/GEOMIDIA\/375\/1-mangue.JPG\" alt=\"Ra\u00c3\u00adzes de mangue vermelho (cientificamente, Rhizophora mangle) se projetam sobre o solo lodoso do manguezal do norte do Brasil Foto: Mariana Vargas Cruz\/ Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o \/ Mariana Vargas Cruz\/ Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"639\" height=\"360\" \/>Ra\u00edzes de mangue vermelho (cientificamente, Rhizophora mangle) se projetam sobre o solo lodoso do manguezal do norte do Brasil Foto: Mariana Vargas Cruz\/ Divulga\u00e7\u00e3o \/ Mariana Vargas Cruz\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o dos manguezais teve de se adaptar a condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia ingratas. S\u00e3o poucas as esp\u00e9cies capazes de resistir em \u00e1reas alagadi\u00e7as, plantadas sobre solo pobre em oxig\u00eanio. Suas adapta\u00e7\u00f5es inclu\u00edram o desenvolvimento de sementes e frutos \u2014 que os cientistas chamam de prop\u00e1gulos \u2014 capazes de sobreviver por mais de um ano submersos. S\u00e3o as correntes mar\u00edtimas que carregam essas sementes e garantem a propaga\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de mangue. S\u00e3o tamb\u00e9m as correntes mar\u00edtimas que ajudam a definir qual o perfil gen\u00e9tico dos manguezais.<\/p>\n<p>O que acontece, na altura do Rio Grande do Norte, \u00e9 uma bifurca\u00e7\u00e3o. De l\u00e1 parte a corrente do Brasil, que segue para o sul do pa\u00eds. Parte tamb\u00e9m a corrente do norte do Brasil, que corre na dire\u00e7\u00e3o oposta. Cada qual carrega sua cota de sementes para um lado e para o outro. O resultado disso \u00e9 que os manguezais ao norte e ao sul n\u00e3o compartilham material gen\u00e9tico entre si. Ao longo de milhares de anos, essas popula\u00e7\u00f5es evolu\u00edram de maneira independente. E se especializaram para sobreviver cada qual em seu ambiente: &#8220;As \u00e1rvores do Par\u00e1, por exemplo, demoram mais a crescer e t\u00eam mecanismos para sobreviver a per\u00edodos de seca&#8221;, afirmou Mori. J\u00e1 as \u00e1rvores do sul e sudeste s\u00e3o mais afoitas: crescem mais rapidamente e est\u00e3o mais aptas a sobreviver em climas mais frios. Se uma planta do norte do pa\u00eds for plantada no sul, ela vai morrer.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/epoca.globo.com\/23061557-38f-ae2\/GEOMIDIA\/375\/5mangue.jpg\" alt=\"Semente de uma esp\u00c3\u00a9cie de mangue vermelho no sul do Jap\u00c3\u00a3o. No mundo todo, h\u00c3\u00a1 dez esp\u00c3\u00a9cies de plantas de mangue, cuja ocorr\u00c3\u00aancia varia Foto: Gustavo Maruyama Mori\/ Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o \/ Gustavo Maruyama Mori\/ Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"639\" height=\"360\" \/>Semente de uma esp\u00e9cie de mangue vermelho no sul do Jap\u00e3o. No mundo todo, h\u00e1 dez esp\u00e9cies de plantas de mangue, cuja ocorr\u00eancia varia Foto: Gustavo Maruyama Mori\/ Divulga\u00e7\u00e3o \/ Gustavo Maruyama Mori\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Essa compreens\u00e3o \u00e9 importante porque pode subsidiar projetos de reflorestamento dessas regi\u00f5es. O Brasil \u00e9 o pa\u00eds com a segunda maior \u00e1rea de manguezais do mundo. Perde somente para a Indon\u00e9sia. Mas trata-se de um patrim\u00f4nio sob amea\u00e7a: metade da \u00e1rea original j\u00e1 foi perdida. Perder mangue significa perder diversidade mar\u00edtima. O bioma \u00e9 um grande ber\u00e7\u00e1rio para esp\u00e9cies de peixes e crust\u00e1ceos. Inclusive esp\u00e9cies de valor comercial, como o robalo: &#8220;Nas regi\u00f5es em que o mangue desapareceu, caiu tamb\u00e9m a diversidade de peixes&#8221;, disse Souza.<\/p>\n<p>O mangue que restou no Brasil vive pressionado pelo avan\u00e7o imobili\u00e1rio. Preocupa tamb\u00e9m o avan\u00e7o do n\u00edvel do mar, provocado pelo aquecimento global: &#8220;N\u00f3s ainda n\u00e3o sabemos para onde essa vegeta\u00e7\u00e3o vai migrar, quando o mar subir. Se \u00e9 que vai conseguir migrar&#8221;, disse Mori.<\/p>\n<p>Hoje, o professor fala do tema com a verve de um apaixonado por seu objeto de estudo. Descobriu que a aparente monotonia dos mangues esconde mist\u00e9rios: &#8220;Por que as mesmas esp\u00e9cies se repetem ao redor de todo o mundo?&#8221;, perguntou Mori, animado. &#8220;E ser\u00e1 que essas varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, que a gente descobriu, foram influenciadas pela sele\u00e7\u00e3o natural?&#8221;. Desde que come\u00e7ou a estud\u00e1-los, os mangues s\u00f3 lhe trouxeram mais d\u00favidas: &#8220;Mas \u00e9 essa a gra\u00e7a da ci\u00eancia, n\u00e3o \u00e9? Uma pergunta sempre leva a outra\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bi\u00f3logo Gustavo Mori, professor do Instituto de Bioci\u00eancias da Unesp, chegara h\u00e1 pouco \u00e0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93730,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/manguezal.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O bi\u00f3logo Gustavo Mori, professor do Instituto de Bioci\u00eancias da Unesp, chegara h\u00e1 pouco \u00e0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93729"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93729\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}