{"id":93726,"date":"2018-10-13T11:00:19","date_gmt":"2018-10-13T14:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=93726"},"modified":"2018-10-13T09:41:50","modified_gmt":"2018-10-13T12:41:50","slug":"a-vida-excepcional-e-selvagem-numa-plataforma-encravada-na-floresta-amazonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-vida-excepcional-e-selvagem-numa-plataforma-encravada-na-floresta-amazonica\/","title":{"rendered":"A vida excepcional e selvagem numa plataforma encravada na Floresta Amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-93727\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma on\u00e7a-pintada preguicenta \u2014 animal que costuma se dissimular na mata \u2014 exibe-se sobre dutos da Petrobras, indiferente aos olhares a sua volta, perto de uma planta industrial no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. A visita faz parte da rotina na Prov\u00edncia Petrol\u00edfera de Urucu, que em 2018 completa 30 anos. S\u00e3o torres met\u00e1licas, tanques e esferas gigantes no meio da selva para produzir, por dia, 38 mil barris de petr\u00f3leo, 13 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s natural e o equivalente a 115 mil botij\u00f5es de 13 quilos de g\u00e1s de cozinha (GLP). Uma superestrutura que, apesar de ser a maior produtora terrestre de \u00f3leo no pa\u00eds, desaparece na imensid\u00e3o verde que a cerca, impondo \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, essencial \u00e0 Regi\u00e3o Norte e a parte do Nordeste, desafios descomunais.<\/p>\n<p>A come\u00e7ar pela odisseia log\u00edstica para manter as engrenagens desse confim do Brasil, nas entranhas do estado do Amazonas. Em linha reta, as cidades mais pr\u00f3ximas s\u00e3o Carauari e Tef\u00e9, a 170 e 180 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, respectivamente. Do centro do munic\u00edpio de Coari, onde o territ\u00f3rio est\u00e1 localizado, s\u00e3o outros 285 quil\u00f4metros. E da capital, Manaus, 650 quil\u00f4metros. Por recomenda\u00e7\u00e3o de cientistas na \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o do polo, n\u00e3o h\u00e1 estradas que liguem Urucu a lugar algum, com o intuito de n\u00e3o estimular o adensamento populacional da regi\u00e3o. As \u00fanicas que existem est\u00e3o dentro do complexo da Petrobras e d\u00e3o acesso a alojamentos, portos e parte dos 65 po\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para chegar a esse rinc\u00e3o, todo trabalhador \u2014 s\u00e3o cerca de 1.070 simultaneamente, em regime de escalas \u2014 aterrissa num avi\u00e3o turbo\u00e9lice, com capacidade para 47 passageiros, em voos di\u00e1rios de aproximadamente uma hora e meia de Manaus, ou tr\u00eas vezes por semana de Carauari. O restante, da alface das refei\u00e7\u00f5es a caminh\u00f5es, v\u00e1lvulas e sondas, vai de barco. A viagem leva de sete a dez dias pelo Rio Solim\u00f5es e, a partir de Coari, pelo sinuoso Rio Urucu, que se torna estreito e raso no per\u00edodo de vazante na Amaz\u00f4nia. Um complicador, sobretudo de agosto a outubro, que exige m\u00e3o de obra local qualificada para n\u00e3o deixar encalhar as balsas, com calado de apenas 60 cent\u00edmetros, nessa \u00e9poca do ano.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 como navegar numa piscina. Uma pessoa baixa consegue atravessar o rio sem ficar submersa, o que aumenta o isolamento do lugar. N\u00e3o estamos numa plataforma mar\u00edtima. Mas o mar em nosso entorno \u00e9 verde. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que, nos dias de trabalho em Urucu, dizemos estar embarcados. Hoje, brinco que o lugar parece um hotel cinco estrelas. No in\u00edcio, no entanto, dorm\u00edamos em balsas, and\u00e1vamos de trator por caminhos de lama, n\u00e3o havia telefone, nada&#8221;, contou o paraense Marques Cavalcante, gerente de suporte operacional da Petrobras que aportou na prov\u00edncia antes mesmo do in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o, h\u00e1 31 anos.<\/p>\n<p>Grande parte da capital do Amazonas \u2014 cidade de mais de 2 milh\u00f5es de habitantes, a s\u00e9tima mais populosa do Brasil \u2014 tampouco tem a dimens\u00e3o de qu\u00e3o crucial esse interior se tornou para sua sobreviv\u00eancia. Desde 2009, h\u00e1 663 quil\u00f4metros de gasoduto que cortam a selva, de Urucu at\u00e9 a Refinaria de Manaus (Reman). Das quatro Unidades de Processamento de G\u00e1s Natural existentes na floresta, na segunda semana de agosto partiram 5 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s, quase 90% para a gera\u00e7\u00e3o de energia nas termoel\u00e9tricas da capital.<\/p>\n<p>O resto \u00e9 levado para toda a Regi\u00e3o Norte, o Maranh\u00e3o, o Piau\u00ed e parte do Cear\u00e1. Tamb\u00e9m h\u00e1 dutos que conduzem o petr\u00f3leo e o GLP at\u00e9 Coari, de onde s\u00e3o transportados por via fluvial a outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>A petroleira russa Rosneft tamb\u00e9m faz prospec\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o de Carauari e Tef\u00e9, depois de ter obtido os direitos de explora\u00e7\u00e3o de 16 blocos na Bacia do Solim\u00f5es que pertenciam \u00e0 PetroRio, antiga HRT. A quest\u00e3o \u00e9 que adquirir expertise na selva pode consumir anos a fio. Em Urucu, os po\u00e7os se espalham por uma \u00e1rea de 350 quil\u00f4metros quadrados, maior que 44% dos munic\u00edpios brasileiros. E alguns s\u00e3o remotos, ou seja, n\u00e3o t\u00eam acesso por estrada, \u00e0s vezes a mais de 50 quil\u00f4metros da base. Os helic\u00f3pteros s\u00e3o usados para carregar de tudo at\u00e9 l\u00e1, por i\u00e7amento com cabos. O transporte de uma \u00fanica sonda de perfura\u00e7\u00e3o, desmontada, pode requerer at\u00e9 500 viagens.<\/p>\n<p>As on\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos animais a frequentar as instala\u00e7\u00f5es industriais. Em 2014, um avi\u00e3o colidiu com uma anta na decolagem da pista de Urucu. Quando a \u00e1rea do aeroporto foi cercada, v\u00e1rios homens tiveram de fazer for\u00e7a para carregar sucuris que habitavam o matagal. Recentemente, durante uma inspe\u00e7\u00e3o numa torre de telecomunica\u00e7\u00f5es, os t\u00e9cnicos encontraram outra cobra no alto da estrutura. J\u00e1 os morcegos obrigaram a empresa a fazer adapta\u00e7\u00f5es na linha de produ\u00e7\u00e3o de energia, que j\u00e1 parou por causa de um bicho-pregui\u00e7a.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/23076342-1fc-c17\/GEOMIDIA\/375\/Provincia-Petrolifera-de-Urucu.jpg\" alt=\"Na Prov\u00c3\u00adncia Petrol\u00c3\u00adfera de Urucu, trabalhadores vivem como embarcados. Em vez de mar, t\u00c3\u00aam \u00c3\u00a0 volta as \u00c3\u00a1rvores da maior floresta do mundo Foto: Guito Moreto \/ Ag\u00c3\u00aancia O Globo\" width=\"639\" height=\"360\" \/>Na Prov\u00edncia Petrol\u00edfera de Urucu, trabalhadores vivem como embarcados. Em vez de mar, t\u00eam \u00e0 volta as \u00e1rvores da maior floresta do mundo Foto: Guito Moreto \/ Ag\u00eancia O Globo<\/p>\n<p>Na Prov\u00edncia Petrol\u00edfera de Urucu, trabalhadores vivem como embarcados. Em vez de mar, t\u00eam \u00e0 volta as \u00e1rvores da maior floresta do mundo Foto: Guito Moreto \/ Ag\u00eancia O Globo<br \/>\nA diversidade de aves \u00e9 outro cart\u00e3o de visitas. O canto dos japiins, p\u00e1ssaro amarelo e preto que \u00e9 nome de um bairro de Manaus, d\u00e1 as boas-vindas a quem desembarca na prov\u00edncia. Jacar\u00e9s e veados volta e meia d\u00e3o o ar da gra\u00e7a. E \u00e9 esperado que eles apare\u00e7am, pois s\u00e3o indicadores de qualidade da gest\u00e3o ambiental na base. Num santu\u00e1rio como esse, ali\u00e1s, nada pode sair errado, sob pena de um enorme preju\u00edzo \u00e0 Floresta Amaz\u00f4nica e, por consequ\u00eancia, \u00e0 Petrobras.<\/p>\n<p>Para mitigar os impactos da atividade na selva, se a supress\u00e3o de trechos da mata \u00e9 inevit\u00e1vel, a empresa \u00e9 obrigada a reflorestar \u00e1reas como jazidas e po\u00e7os desativados. Numa dessas clareiras, est\u00e1 sendo criado um bosque de \u00e1rvores protegidas, com seringueiras e copa\u00edbas. Para a miss\u00e3o, a base conta com um viveiro de plantas nativas, com 55 mil mudas, um bromeli\u00e1rio e um orquid\u00e1rio, com uma das esp\u00e9cies ainda n\u00e3o identificada pelos bot\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Outro ponto sens\u00edvel, num lugar que opera materiais altamente poluentes, \u00e9 o lixo e o esgoto. S\u00f3 no \u00faltimo m\u00eas de julho, foram geradas 150 toneladas de res\u00edduos. Sem sua pr\u00f3pria Central de Tratamento de Res\u00edduos, essa cidade perdida se inviabilizaria num ambiente t\u00e3o protegido. Na instala\u00e7\u00e3o, os restos de alimentos \u2014 uma m\u00e9dia de 900 quilos por dia \u2014 s\u00e3o misturados com a madeira de pallets descartados e transformados em 1 tonelada di\u00e1ria de adubo, usado no reflorestamento.<\/p>\n<p>A cada sete dias uma embarca\u00e7\u00e3o deixa Manaus com alimentos em cont\u00eaineres, totalizando 100 toneladas de comida por m\u00eas \u2014 nenhum alimento \u00e9 produzido ou recolhido da mata na prov\u00edncia, onde tamb\u00e9m \u00e9 proibido ca\u00e7ar e pescar. Numa semana comum, o card\u00e1pio tem sempre op\u00e7\u00f5es de carne, arroz, feij\u00e3o, legumes, frutas e, \u00e0s vezes, iguarias do Norte, como suco de cupua\u00e7u, vatap\u00e1 amazonense e farofa com farinha do Uarini, mais grossa e crocante que a tradicional.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o \u00e9 preciso trazer de fora \u00e9 produzido na base de opera\u00e7\u00f5es, como o cal\u00e7amento de vias e a energia el\u00e9trica, suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes e que serve os processos de produ\u00e7\u00e3o e os alojamentos de Urucu. O principal, o Vit\u00f3ria R\u00e9gia, acomoda 980 pessoas em quartos equipados com ar-condicionado para enfrentar o calor local.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, o lugar tem ares de vilarejo do interior. Os p\u00e1tios fazem as vezes das pracinhas, onde as pessoas se encontram para bater papo, caminhar e, \u00e0s vezes, comandar uma roda de samba, um forr\u00f3 ou carimb\u00f3. Cercado pela mata, pode parecer tamb\u00e9m um hotel de selva \u2014 com menos luxo do que os lodges de Manaus ou Anavilhanas, claro. H\u00e1 dois restaurantes, \u00e1rea de jogos, academia de gin\u00e1stica, cabines de telefone e audit\u00f3rio para palestras e cerim\u00f4nias religiosas. E ainda quatro salas de TV, uma delas feminina, onde as mulheres t\u00eam prioridade na escolha da programa\u00e7\u00e3o. Uma novidade num ambiente majoritariamente masculino.<\/p>\n<p>As mulheres somam apenas 10% dos trabalhadores de Urucu. E s\u00f3 chegam a esse percentual porque muitas delas est\u00e3o em atividades como limpeza e hotelaria. Envolvidas na produ\u00e7\u00e3o e na gest\u00e3o, elas s\u00e3o poucas, mas dispostas a mudar esse quadro.<\/p>\n<p>&#8220;Somos minoria, por\u00e9m fortes. Derrubamos os outros 900&#8221;, disse Roberta Viana. Oriunda de Quixad\u00e1, no sert\u00e3o do Cear\u00e1, ela ocupa atualmente um dos mais altos cargos de Urucu. Outra nordestina, Carolina da Silva, do Recife, Pernambuco, comanda uma equipe de homens no centro de opera\u00e7\u00f5es do polo, onde se monitora toda a prov\u00edncia com dados de c\u00e2meras e sensores que detectam qualquer sinal de risco \u00e0 opera\u00e7\u00e3o. E, pela primeira vez em tr\u00eas d\u00e9cadas, h\u00e1 oito meses Urucu tem uma &#8220;prefeita&#8221;, Selma Fontes, de Aracaju, capital de Sergipe.<\/p>\n<p>De fala mansa, mas certeira, seu cargo oficial \u00e9 gerente de base, num regime de 14 dias em Urucu e 21 em casa. Carolina da Silva revelou que, quando Fontes est\u00e1 prestes a chegar, todos tratam de p\u00f4r a casa na mais perfeita ordem. &#8220;N\u00e3o \u00e9 linha-dura, mas justa&#8221;, dizem os colegas. Em campo, o r\u00e1dio \u00e9 companheiro insepar\u00e1vel da sergipana, solicitada para resolver todo tipo de demanda, dos aspectos da produ\u00e7\u00e3o \u00e0 conviv\u00eancia entre os trabalhadores. Acorda assim que o sol surge no horizonte \u2014 o caf\u00e9 da manh\u00e3 em Urucu \u00e9 servido das 6 horas \u00e0s 7 horas \u2014 e s\u00f3 para de noite, numa jornada de trabalho de pelo menos 14 horas.<\/p>\n<p>&#8220;Preciso manter a cidade funcionando. \u00c9 cansativo, mas n\u00e3o tem rotina. A parte mais f\u00e1cil \u00e9 trazer as pessoas para Urucu, o que j\u00e1 \u00e9 bastante dif\u00edcil. Temos o petr\u00f3leo com a produ\u00e7\u00e3o mais barata da Petrobras, com muito rigor no que se faz e se gasta. As pessoas e o ambiente ajudam. Fico muito surpreendida com o fato de ser um local de confinamento onde o n\u00edvel de animosidade \u00e9 muito baixo. Talvez porque estejamos na selva, com mais espa\u00e7o que nas plataformas.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de impor restri\u00e7\u00f5es naturais a seus &#8220;moradores&#8221;, Urucu tem regras r\u00edgidas. Assim que descem do avi\u00e3o, por exemplo, os celulares dos trabalhadores s\u00e3o lacrados, por motivo de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que imagens da base s\u00f3 podem ser feitas com autoriza\u00e7\u00e3o. O uso da internet fica limitado a notebooks \u2014 que em tempos atuais tamb\u00e9m s\u00e3o os porta-retratos para matar a saudade da fam\u00edlia \u2014 e a uma sala de autodesenvolvimento, novidade implementada por Fontes, onde h\u00e1 computadores para acesso a redes sociais, sites de not\u00edcias e cursos \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Os cuidados com a seguran\u00e7a do trabalho tamb\u00e9m s\u00e3o r\u00edgidos \u2014 um acidente grave pode significar uma superopera\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia at\u00e9 Manaus. Para os demais atendimentos, ao lado do Vit\u00f3ria R\u00e9gia h\u00e1 um ambulat\u00f3rio com uma infraestrutura que a maioria das cidades do interior do Amazonas n\u00e3o tem. S\u00e3o enfermarias, sala de emerg\u00eancia, espa\u00e7o para pequenas cirurgias, consult\u00f3rios e salas de isolamento. Urucu \u00e9 livre, por exemplo, de mal\u00e1ria, mas \u00e0s vezes aparecem casos de trabalhadores que chegam doentes de suas casas.<\/p>\n<p>Apesar de distantes, as cidades do entorno, no centro do Amazonas, tamb\u00e9m dependem da Prov\u00edncia. De Carauari, com seus aproximadamente 28.300 habitantes, v\u00eam 750 trabalhadores. J\u00e1 Coari recebeu, no ano passado, R$ 52 milh\u00f5es em royalties do petr\u00f3leo e g\u00e1s produzidos em seu territ\u00f3rio. Uma riqueza que ainda n\u00e3o se traduziu numa significativa melhoria de qualidade de vida no munic\u00edpio, com cerca de 84 mil moradores numa \u00e1rea maior que o estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Com baixo \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) \u2014 0,586, numa escala de 0 a 1 \u2014, Coari vive assombrada por esc\u00e2ndalos pol\u00edticos e pelo tr\u00e1fico. \u00c9 uma realidade que pouco lembra a de Urucu, a prov\u00edncia instalada em seu territ\u00f3rio. A cidade virou ponto central da passagem de armas e drogas vindas de pa\u00edses como Peru e Col\u00f4mbia pela rota do Solim\u00f5es, o que gera ondas de viol\u00eancia. Um dos crimes de maior repercuss\u00e3o aconteceu em setembro de 2017, quando a atleta brit\u00e2nica Emma Kelty, que viajava de caiaque pela Amaz\u00f4nia, foi morta com tiros de espingarda e jogada no Solim\u00f5es, depois de ser atacada por piratas no rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma on\u00e7a-pintada preguicenta \u2014 animal que costuma se dissimular na mata \u2014 exibe-se sobre dutos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93727,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/tigre1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma on\u00e7a-pintada preguicenta \u2014 animal que costuma se dissimular na mata \u2014 exibe-se sobre dutos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93726"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93726"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93726\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93727"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}