{"id":93665,"date":"2018-10-12T12:00:43","date_gmt":"2018-10-12T15:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=93665"},"modified":"2018-10-12T11:38:05","modified_gmt":"2018-10-12T14:38:05","slug":"o-bicudinho-quase-foi-para-o-brejo-antes-de-ser-conhecido-pelos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-bicudinho-quase-foi-para-o-brejo-antes-de-ser-conhecido-pelos-brasileiros\/","title":{"rendered":"O bicudinho quase foi para o brejo antes de ser conhecido pelos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-93666\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Mauro Galetti<\/p>\n<p>Era a primavera de 1995 e o \u00faltimo dia em que Bianca Reinert e Marcos Bornschein (o Marc\u00e3o), dois jovens ornit\u00f3logos, armariam redes de neblina num brejo cheio de mosquitos em Pontal do Sul, litoral do Paran\u00e1. Os dois pesquisadores n\u00e3o tinham mais dinheiro para continuar suas pesquisas sobre a ecologia e comportamento do carret\u00e3o (<em>Agelasticus cyanopus<\/em>), uma ave t\u00edpica de p\u00e2ntanos da Mata Atl\u00e2ntica. O p\u00e2ntano cada dia ia sendo empurrado e aterrado para constru\u00e7\u00f5es de casas de veraneio e n\u00e3o ia mais sobrar brejos para se estudar. Depois de quatro anos gastando do seu pr\u00f3prio bolso, Bianca e Marc\u00e3o abriam ent\u00e3o pela manh\u00e3 a \u00faltima rede de neblina. Foi a\u00ed que, por um milagre, uma ave min\u00fascula passou por debaixo da rede de neblina. Espantados, logo perceberam que como um gnomo ou um p\u00e9-grande, poderia ser uma ave desconhecida pela ci\u00eancia, afinal durante quatro anos eles conheciam tudo o que se mexia naquele brejo. Mas como assim? Ningu\u00e9m descrevia uma esp\u00e9cie nova de ave no Brasil h\u00e1 mais de 100 anos. Descrever aves \u00e9 coisa de naturalista do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>Como numa brincadeira de esconde-esconde, semanas se passaram, montando redes e sendo devorados por mosquitos. A esquiva ave era t\u00e3o pequena que passava pelas malhas da rede de neblina ou desviava da rede. Depois de um incessante esfor\u00e7o, Bianca e Marc\u00e3o capturaram finalmente pela primeira vez uma ave franzina, ferrug\u00ednea, de asas pequenas e delicadas. Como todo pesquisador que tem nas m\u00e3os uma nova descoberta, Bianca e Marc\u00e3o correram para o Museu Nacional do Rio de Janeiro para comparar o que eles tinham capturado com o que sabemos que existe. Por isso os Museus de biodiversidade s\u00e3o t\u00e3o importantes. Durante 300 anos, muito mesmo antes de Darwin, os pesquisadores coletam animais e plantas e os depositam em Museus. Esses animais e plantas s\u00e3o o testemunho de todas esp\u00e9cies que existem no mundo e o que se conhece pela ci\u00eancia. Se voc\u00ea acha que descobriu uma esp\u00e9cie nova, tem que comparar com tudo que foi coletado antes. Obviamente que existem pistas; se n\u00e3o, para validar cada descoberta levaria anos. Afinal s\u00f3 no Brasil s\u00e3o mais de 1900 esp\u00e9cies de aves.<\/p>\n<div id=\"attachment_63479\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-63479\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Bicudinho-femea-Itapo%C3%A1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Bicudinho-femea-Itapo\u00e1.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Bicudinho-femea-Itapo\u00e1-300x202.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"269\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Bicudinho-do-brejo f\u00eamea. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p>O RG das aves \u00e9 o formato do bico e o CPF sua laringe. Cada fam\u00edlia de ave tem um formato peculiar de bico, o papagaio difere do jac\u00fa, que difere do sabi\u00e1, que difere da curicaca e assim vai. A laringe separa se a ave \u00e9 um p\u00e1ssaro, o que os cientistas chamam de passeriforme (songbird em ingl\u00eas) de um n\u00e3o-p\u00e1ssaro. Analisando a laringe das aves os ornit\u00f3logos conseguem diferenciar os g\u00eaneros. O bicudinho do brejo era certamente um Thamnophilidae, mesma fam\u00edlia do matrac\u00e3o (<em>Batara cinerea<\/em>), os conhecidos seguidores de formigas. Depois de descrever detalhes da nova ave e com a ajuda do experiente ornit\u00f3logo, Dante Teixeira; Bianca e Marc\u00e3o descreveram formalmente para a ci\u00eancia o\u00a0<em>Stymphalornis<\/em>\u00a0<em>acutirostris\u00a0<\/em>(hoje\u00a0<em>Formicivora acutirostris)<\/em>. Infelizmente, quase ningu\u00e9m leu ou viu. N\u00e3o saiu no Jornal Nacional, nem no Fant\u00e1stico. A descri\u00e7\u00e3o de uma ave brasileira ap\u00f3s 100 anos foi publicada numa revista completamente obscura (Instituto Igua\u00e7u de Pesquisa e Prote\u00e7\u00e3o Ambiental) que nem mesmo os ornit\u00f3logos brasileiros conheciam. A revista s\u00f3 teve um \u00fanico volume e faliu. Mas a descoberta de uma ave na Mata Atl\u00e2ntica, uma das florestas mais devastadas e fragmentadas do mundo, ap\u00f3s 100 anos, aos poucos gerou uma certa excita\u00e7\u00e3o entre a sociedade de ornit\u00f3logos. Haveriam mais esp\u00e9cies escondidas?<\/p>\n<p>O bicudinho do brejo \u00e9 uma ave monog\u00e2mica de menos de 10 g, que se n\u00e3o fosse Bianca e Marc\u00e3o poderia estar extinta antes de ser conhecido pelos brasileiros. Essa min\u00fascula ave tem muitos comportamentos semelhantes ao do seu compatriota destruidor de brejos, o\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>. Para come\u00e7ar, o bicudinho vive apenas em p\u00e2ntanos e brejos entre dunas no litoral do Paran\u00e1 e Santa Catarina, exatamente onde um tal de\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>\u00a0constr\u00f3i suas casas de veraneio para passar alguns dias do ano. O pequeno e fr\u00e1gil bicudinho tem vida longa e pode viver at\u00e9 17 anos, bastante not\u00e1vel para uma ave t\u00e3o pequena. Bem mais que um gato ou cachorro. Assim como os seres humanos, a fama de monog\u00e2mico \u00e9 as vezes abalada pelos fatos. Bianca e Marc\u00e3o descobriram que mesmo consideradas monog\u00e2mica, as f\u00eameas do bicudinho \u201cpulam a cerca\u201d e tem seus amantes. At\u00e9 mesmo a sociedade tradicional do bicudinho tem div\u00f3rcio e trai\u00e7\u00e3o. O casal permanece defendendo um territ\u00f3rio pequeno por anos, a f\u00eamea coloca apenas dois ovos. Bianca descobriu por an\u00e1lise de paternidade que alguns filhotes n\u00e3o eram do casal anilhado. O mais interessante, \u00e9 que o amante nunca \u00e9 o vizinho, mas sim um macho de um territ\u00f3rio distante.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Reserva_Bicudinho-do-brejo_acr%C3%ADlica-2.jpg\" width=\"639\" height=\"263\" \/>\u00a0Reserva bicudinho-do-brejo. Arte: Kitty Harvill.<\/p>\n<div id=\"attachment_63475\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/div>\n<p>Hoje o brejo onde os primeiros bicudinhos foram descobertos j\u00e1 n\u00e3o existe mais, foi aterrado e invadido por casas de veraneio. Existem hoje menos de 7 mil bicudinhos-do-brejo em menos de 6 mil hectares, uma \u00e1rea menor que muitos bairros da cidade de S\u00e3o Paulo. Como se o bicudinho j\u00e1 n\u00e3o tivesse problemas, al\u00e9m da sua quest\u00e3o fundi\u00e1ria, ele n\u00e3o ocorre em nenhum parque protegido e, para piorar, seu habitat est\u00e1 sendo invadido pela braqui\u00e1ria, um capim trazido da \u00c1frica. A braqui\u00e1ria acaba competindo com as plantas nativas do brejo e sufoca a vegeta\u00e7\u00e3o. Mas contrariando Tom Jobim, que disse que enquanto o americano \u00e9 treinado para ganhar e o brasileiro \u00e9 treinado para perder, Bianca e Marc\u00e3o n\u00e3o desistiram de salvar as poucas popula\u00e7\u00f5es do bicudinho-do-brejo. Quando Bianca procurou especialistas em erradicar braqui\u00e1ria, todos foram un\u00e2nimes em dizer para ela usar glifosato, um veneno poderoso, mas que ningu\u00e9m sabe muito bem qual o impacto no ambiente. Teimosa, Bianca e Marc\u00e3o contrataram pessoas para retirar manualmente milhares de touceiras de braqui\u00e1ria. E funcionou! Alguns p\u00e2ntanos repletos de branqui\u00e1ria foram limpos e a vegeta\u00e7\u00e3o natural foi restaurada e o bicudinho-do-brejo recolonizou essas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Mas o destino do bicudinho-do-brejo tamb\u00e9m est\u00e1 nas m\u00e3os do Donald Trump. Isso mesmo, algo que certamente voc\u00ea nem imaginava. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que negada por tanta gente, ocasionam um pequeno aumento da temperatura no planeta e o derretimento do gelo nos polos, acarreta leve subida no n\u00edvel do mar. Como o bicudinho vive apenas nos brejos em frente ao mar, muitas \u00e1reas que ele ocorre j\u00e1 est\u00e3o sendo alagadas (assim como as casas que destru\u00edram o brejo). O bicudinho faz ninhos baixos na vegeta\u00e7\u00e3o e qualquer altera\u00e7\u00e3o da mar\u00e9 e do n\u00edvel do mar, acaba destruindo os ovos ou afogando os filhotes. Mas, gra\u00e7as a Bianca e Marc\u00e3o, o bicudinho n\u00e3o foi para o brejo, por enquanto!<\/p>\n<div id=\"attachment_63477\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-63477\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Bianca-e-eu.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Bianca-e-eu.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Bianca-e-eu-273x300.jpg 273w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"440\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">A pintora Kitty Harvill e a ornit\u00f3loga Bianca Reinert. Atr\u00e1s, as obras de Kitty retratando a reserva bicudinho-do-brejo. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p>Desde a descoberta do bicudinho-do-brejo em 1995, os ornit\u00f3logos brasileiros j\u00e1 descobriram mais de uma dezena de novas aves no Brasil. Se uma esp\u00e9cie n\u00e3o \u00e9 descrita formalmente, ela n\u00e3o existe para a ci\u00eancia e nem judicialmente pode ser protegida. Nunca saberemos \u201cpara que serve\u201d a esp\u00e9cie, sua fun\u00e7\u00e3o no ambiente, se fornece servi\u00e7os ambientais ao homem, se podem produzir novos f\u00e1rmacos, ou se apenas \u201cservem\u201d para ser admiradas. Muitas dessas descobertas s\u00e3o por acaso e todas s\u00e3o fruto da paix\u00e3o e perseveran\u00e7a desses cientistas pelo que mais gostam de fazer.<\/p>\n<p>Encontrei novamente Bianca Reinert com apar\u00eancia fr\u00e1gil e voz suave em 2017. Uma eterna apaixonada por aves, Bianca decidiu morar no mato, vendo aves em lugares brejosos. \u2013 \u201cNingu\u00e9m gosta de molhar o p\u00e9, por isso o bicudinho ficou tanto tempo escondido da ci\u00eancia\u201d, diz Bianca. Sem fama ou dinheiro, e sobrevivendo de artesanato, essa ornit\u00f3loga n\u00e3o desiste frente aos mais severos desafios. Bianca descobriu em 2001 um c\u00e2ncer de mama e veio a falecer em 10 de setembro de 2018. Depois da descoberta do bicudinho, Bianca ainda descobriu mais duas esp\u00e9cies de aves, inclusive um bicudinho-do-brejo-paulista ao lado da cidade de S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m vivendo num brejo cheio de mosquito que ningu\u00e9m visita. Bianca com um sorriso me fala: \u00a0\u2013 \u201cAs pessoas reclamam de tudo, do tempo, da pol\u00edtica, eu n\u00e3o. Eu estou feliz s\u00f3 por acordar. Quero aproveitar o dia e ver passarinhos\u201d.<\/p>\n<p>Nosso pa\u00eds est\u00e1 cheio de her\u00f3is an\u00f4nimos como Bianca, n\u00e3o sai na TV, n\u00e3o tem fama, mas que fazem a diferen\u00e7a para a conserva\u00e7\u00e3o da nossa diversidade. Pois \u00e9, acho que todos devemos em vez de reclamar, ir ali, ver passarinhos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mauro Galetti Era a primavera de 1995 e o \u00faltimo dia em que Bianca<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93666,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/bicudinho_brejo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Mauro Galetti Era a primavera de 1995 e o \u00faltimo dia em que Bianca","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93665"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93665\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93666"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}