{"id":93473,"date":"2018-10-08T18:08:29","date_gmt":"2018-10-08T21:08:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=93473"},"modified":"2018-10-08T18:08:29","modified_gmt":"2018-10-08T21:08:29","slug":"quem-mais-gera-lixo-no-mundo-e-quem-mais-sofre-com-o-problema-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/quem-mais-gera-lixo-no-mundo-e-quem-mais-sofre-com-o-problema-2\/","title":{"rendered":"Quem mais gera lixo no mundo, e quem mais sofre com o problema"},"content":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio do Banco Mundial alerta para um crescimento perigoso da quantidade de res\u00edduos gerados daqui at\u00e9 2050<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/dXis3QoUgX2XuclOHlQqpPCrQyE=\/620x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/10\/05\/scrapyard-2441432_1920.jpg\" alt=\"Aterro sanit\u00c3\u00a1rio (Foto: Pixabay)\" width=\"640\" height=\"444\" \/><\/p>\n<p>a m\u00e9dia mundial, quem come\u00e7a agora a ler esse texto gera 740 gramas de lixo diariamente. Pode parecer pouco, mas imagine isso multiplicado pelos 365 dias do ano: 270,1 quilos de lixo gerado por pessoa. O resultado,\u00a0<strong>2,01 bilh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos em todo o mundo no ano de 2016<\/strong>, a maior parte sem receber o tratamento adequado.<\/p>\n<p>Tudo isso est\u00e1 no\u00a0\u00faltimo relat\u00f3rio\u00a0sobre a gera\u00e7\u00e3o de lixo do\u00a0Banco Mundial, que considera esse um dos grandes\u00a0<strong>problemas ambientais<\/strong>\u00a0da atualidade. Segundo o banco, o crescimento acelerado da gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos no mundo todo est\u00e1 \u201camea\u00e7ando a sa\u00fade humana e ambientes locais, ao mesmo tempo que prejudica o clima\u201d.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o prev\u00ea que, at\u00e9 2050, se nada for feito para diminuir a produ\u00e7\u00e3o de lixo, a quantidade descartada pelas pessoas, empresas e governos pode\u00a0<strong>crescer 70%<\/strong>\u00a0sobre o que foi observado em 2016 (o \u00faltimo ano com dados consolidados). Isso significaria\u00a0<strong>3,4 bilh\u00f5es de toneladas de lixo geradas anualmente<\/strong>.<\/p>\n<p>O problema dessa quantidade de lixo n\u00e3o se resume \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do local que ocupa e do perigo de doen\u00e7as \u00e0s popula\u00e7\u00f5es. Ele tamb\u00e9m piora a qualidade do ar e acelera as\u00a0mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O relat\u00f3rio estima que em 2016, 1,6 bilh\u00e3o de toneladas de gases equivalentes ao di\u00f3xido de carbono foram geradas por processos inadequados de tratamento de lixo, o que representa 5% das emiss\u00f5es totais no mundo inteiro.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a\u00a0<strong>reciclagem<\/strong>\u00a0\u00e9 um sonho distante. Mesmo nos pa\u00edses mais ricos, apenas pouco mais de um ter\u00e7o do lixo \u00e9 reciclado ou reaproveitado por compostagem. Nos pa\u00edses considerados pobres, a taxa n\u00e3o ultrapassa 4%.<\/p>\n<p>Mas quais s\u00e3o os segmentos e regi\u00f5es do mundo que mais geram lixo? A regi\u00e3o que, em n\u00fameros absolutos, mais contribui com o problema \u00e9 a regi\u00e3o do\u00a0<strong>Leste Asi\u00e1tico e Pac\u00edfico<\/strong>, que hoje colabora com 468 milh\u00f5es toneladas de lixo. Em 2050, pode gerar 714 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Sul da \u00c1sia e a \u00c1frica Subsaariana preocupam pelo\u00a0<strong>potencial futuro<\/strong>: na primeira regi\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de lixo chegar\u00e1 perto de dobrar, passando de 334 milh\u00f5es de toneladas para 661 milh\u00f5es, enquanto a segunda praticamente triplicar\u00e1 o volume, no ritmo atual, indo de 174 milh\u00f5es a 516 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Isso se deve ao grande contingente populacional dessas regi\u00f5es, que, no caso asi\u00e1tico, s\u00e3o as mais populosas do mundo. E, no lado africano, dever\u00e3o passar por crescimento econ\u00f4mico desordenado e sem controle dos res\u00edduos.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Europa e \u00c1sia Central, que hoje \u00e9 a segunda maior geradora de lixo, com 392 milh\u00f5es de toneladas, ter\u00e1 o menor crescimento relativo, passando para 490 milh\u00f5es. J\u00e1 Am\u00e9rica Latina e Caribe dever\u00e3o passar, se nada for feito, de 231 milh\u00f5es para 369 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar de ter mais meios de tratamento do lixo, os\u00a0<strong>pa\u00edses caracterizados por altas rendas\u00a0<\/strong>acabam contribuindo relativamente mais para o problema do lixo. Embora tenham apenas 16% da popula\u00e7\u00e3o mundial, geram 34% dos res\u00edduos. E, mesmo nesses pa\u00edses, 39% do lixo \u00e9 depositado em aterros sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nos\u00a0<strong>pa\u00edses pobres<\/strong>, nada menos que 93% dos res\u00edduos s\u00e3o depositados em lix\u00f5es a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<p>Infelizmente, os\u00a0<strong>mais pobres<\/strong>\u00a0da sociedade s\u00e3o geralmente os mais impactados pelo tratamento inadequado do lixo. N\u00e3o deveria ser assim. Nosso recursos precisam ser usados e ent\u00e3o reusados continuamente, para que n\u00e3o acabe em aterros sanit\u00e1rios\u201d, comenta, na divulga\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, Laura Truck, vice-presidente de desenvolvimento sustent\u00e1vel do Banco Mundial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio do Banco Mundial alerta para um crescimento perigoso da quantidade de res\u00edduos gerados daqui<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Relat\u00f3rio do Banco Mundial alerta para um crescimento perigoso da quantidade de res\u00edduos gerados daqui","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93473"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93473"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93473\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93473"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93473"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93473"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}