{"id":9340,"date":"2014-10-27T15:00:00","date_gmt":"2014-10-27T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=9340"},"modified":"2014-10-27T12:32:47","modified_gmt":"2014-10-27T12:32:47","slug":"colecao-de-mauricio-de-nassau-inspira-investigacao-antropologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/colecao-de-mauricio-de-nassau-inspira-investigacao-antropologica\/","title":{"rendered":"Cole\u00e7\u00e3o de Maur\u00edcio de Nassau inspira investiga\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p><b><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-9342\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Por Claudia Izique<\/b><\/p>\n<p>O conde alem\u00e3o Jo\u00e3o Maur\u00edcio de Nassau-Siegen aportou no Recife em 1637, designado governador-geral do Brasil holand\u00eas. Durante os oito anos em que aqui esteve, Nassau colecionou esp\u00e9cies tropicais, anota\u00e7\u00f5es sobre a flora e a fauna, desenhos, aquarelas, pinturas a \u00f3leo \u2013 boa parte delas assinadas por Albert Eckhout e Frans Post \u2013, al\u00e9m de artefatos ind\u00edgenas, objetos e ornamentos de na\u00e7\u00f5es africanas.<\/p>\n<p>Quando voltou aos Pa\u00edses Baixos, em 1644, levou consigo esse \u201cgabinete de curiosidades\u201d, designa\u00e7\u00e3o dada \u00e0s cole\u00e7\u00f5es dos s\u00e9culos 16 e 17. O acervo chegou a ser exibido em Haia e em Cleve, entre 1644 e 1652, antes de o pr\u00f3prio Nassau fragment\u00e1-lo na forma de presentes \u00e0 alta nobreza do norte da Europa, transformando-o num \u201ccapital simb\u00f3lico\u201d que lhe permitiu recuperar o prest\u00edgio pol\u00edtico e social desgastado na Col\u00f4nia. O que restou da cole\u00e7\u00e3o se dispersou com a sua morte.<\/p>\n<p>No livro <i>De Olinda a Holanda<\/i>, lan\u00e7ado no dia 21 de outubro pela Editora da Unicamp com apoio da FAPESP, a antrop\u00f3loga Mariana de Campos Fran\u00e7ozo reconstitui a trajet\u00f3ria de parte da cole\u00e7\u00e3o de Nassau.<\/p>\n<p>A autora acompanha o percurso de v\u00e1rios objetos \u2013 alguns c\u00f3dices, um manto de penas, uma bacia de prata, entre outros \u2013 e analisa seu impacto nos circuitos de \u201ctrocas de saberes\u201d sobre o mundo colonial. \u201cInterpretar a cultura material ao lado e \u00e0 luz das fontes hist\u00f3ricas \u00e9 uma forma muito rica de acessar os m\u00faltiplos sentidos do passado\u201d, diz Fran\u00e7ozo.<\/p>\n<p>O livro \u00e9 resultado da sua tese de doutorado defendida em 2009 no Instituto de Filosofia e Ci\u00eancia Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sob a orienta\u00e7\u00e3o de John Manuel Monteiro.<\/p>\n<p>No primeiro cap\u00edtulo, al\u00e9m da biografia do conde, Fran\u00e7ozo procura mostrar como a participa\u00e7\u00e3o dos holandeses no com\u00e9rcio atl\u00e2ntico intensificou a circula\u00e7\u00e3o de \u201ccoisas\u201d entre o Novo Mundo e a Europa e como essas \u201ccoisas\u201d eram consumidas no pa\u00eds de destino, quer seja na forma de mercadoria ou de objetos incorporados \u00e0s cole\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o de Nassau, nessa perspectiva, tem papel revelador sobre a experi\u00eancia holandesa nos tr\u00f3picos e a representa\u00e7\u00e3o mais gen\u00e9rica sobre o Brasil colonial. Ocupa, na avalia\u00e7\u00e3o de Fran\u00e7ozo, um lugar de transi\u00e7\u00e3o entre os registros do s\u00e9culo 16 \u2013 \u201cfocados nas maravilhas e excepcionalidades\u201d e na busca de confirma\u00e7\u00e3o para saberes cl\u00e1ssicos \u2013 e os do s\u00e9culo 18, mais explorat\u00f3rios e cient\u00edficos.<\/p>\n<p>\u201cNo s\u00e9culo 17, colecionar era parte da pol\u00edtica e dos projetos coloniais, mas tamb\u00e9m parte integrante e essencial do desenvolvimento do pensamento e conhecimento cient\u00edficos na Europa. Era preciso conhecer o mundo nas suas mais diversas formas, por motivos diversos: religiosos, pol\u00edticos, econ\u00f4micos e humanistas.\u201d<\/p>\n<p>No segundo cap\u00edtulo, Fran\u00e7ozo trata da experi\u00eancia de Nassau como governador e da forma\u00e7\u00e3o de sua cole\u00e7\u00e3o. Como se sabe, o conde chega a Pernambuco trazendo consigo, al\u00e9m de 2.700 soldados, um grupo de cientistas e artistas que criaram um dos mais eloquentes registros textuais e visuais sobre a experi\u00eancia holandesa na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>\u201cNassau estava interessado em entender o mundo \u00e0 sua volta. Foi dos poucos governadores coloniais europeus que tinha um projeto de conhecimento t\u00e3o amplo, t\u00e3o importante, t\u00e3o decisivo\u201d, ela observa.<\/p>\n<p>Georg Markgraf foi um dos que chegaram ao Brasil trazido por Nassau. Tinha estudado Bot\u00e2nica, Matem\u00e1tica, Medicina e Astronomia em 10 universidades europeias \u2013 e ganhou de Nassau o primeiro observat\u00f3rio astron\u00f4mico do Novo Mundo. Participou de cinco expedi\u00e7\u00f5es ao interior da Col\u00f4nia, fazendo anota\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria natural, astronomia e cartografia, todas elas incorporadas \u00e0 cole\u00e7\u00e3o do conde.<\/p>\n<p>Markgraf \u00e9 coautor de <i>Libri principis<\/i>, um dos tr\u00eas livros da cole\u00e7\u00e3o de Nassau \u2013 ao lado de <i>Theatrum rerum naturalium Brasiliae<\/i> e <i>Miscel\u00e2nia cleyeri<\/i> \u2013 encontrados atualmente no acervo da Biblioteca Jaguel\u00f4nica de Crac\u00f3via, na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os livros ganham a aten\u00e7\u00e3o da autora no cap\u00edtulo 3. \u201cNa Holanda do s\u00e9culo 17, assistiu-se a um movimento importante na tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica, em que os pintores passaram a retratar o mundo de forma descritiva, isto \u00e9, de acordo com o que viam \u2013 isso ficou conhecido como pintura \u2018naer het leven\u2019 e foi magistralmente explicado por Svetlana Alpers em <i>A Arte de Descrever<\/i>, publicado no Brasil pela Edusp. O desenvolvimento das artes e das Ci\u00eancias Naturais andava lado a lado naquele per\u00edodo.\u201d<\/p>\n<p>Os livros da cole\u00e7\u00e3o de Nassau re\u00fanem descri\u00e7\u00f5es textuais, anota\u00e7\u00f5es e 900 desenhos de hist\u00f3ria natural em diversas t\u00e9cnicas, assinados por cinco artistas, entre eles Eckhout. Os desenhos reproduzem flora e fauna do jardim do Pal\u00e1cio de Vrijburg, no Recife, e do interior de Pernambuco.<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s do olhar atento do artista e de sua habilidade, todo o mundo vis\u00edvel era registrado, de forma que as artes visuais, e em especial a pintura, formavam o meio por excel\u00eancia para conhecer e compreender o mundo\u201d, ela escreveu.<\/p>\n<p>Numa \u00e9poca em que crescia vigorosamente o conhecimento emp\u00edrico do mundo, os desenhos de Eckhout e as descri\u00e7\u00f5es de Markgraf s\u00e3o registros meticulosos e \u201celoquentes\u201d das coisas da natureza, ela sublinha. Exibidos na Europa, ati\u00e7avam a curiosidade e ampliavam o conhecimento emp\u00edrico sobre o Novo Mundo.<\/p>\n<p>Doados a Frederico Guilherme, duque da Pr\u00fassia, em 1652, alguns desses desenhos trazem anota\u00e7\u00f5es de pr\u00f3prio punho de Nassau, notadamente o <i>Libri principis<\/i>: o sagui \u201cn\u00e3o \u00e9 maior que o pulso de uma senhora\u201d; o cachorro brasileiro \u00e9 \u201cindolente e malconformado\u201d; o caranguejo \u201cmesmo cru \u00e9 saboroso\u201d. Esse tipo de descri\u00e7\u00e3o servia de propaganda e, ao mesmo tempo, de guia para os interessados em conhecer o Novo Mundo, explica a autora.<\/p>\n<p>Outro livro, <i>Hist\u00f3ria Natural do Brasil<\/i>, traz desenhos e registros semelhantes. Com publica\u00e7\u00e3o comissionada por Nassau e lan\u00e7ado pela casa editorial Elsevier em Amsterd\u00e3, em 1648, \u00e9 considerado o primeiro tratado de hist\u00f3ria natural sobre o pa\u00eds por sua amplitude e abrang\u00eancia. \u201cNa parte da Biologia, continuou sendo refer\u00eancia por pelo menos dois s\u00e9culos, e ainda hoje \u00e9 importante para entender os conhecimentos ind\u00edgenas que foram depois incorporados pela ci\u00eancia europeia\u201d, diz Fran\u00e7ozo.<\/p>\n<p><b>Um olhar antropol\u00f3gico sobre o Brasil Holand\u00eas<\/b><\/p>\n<p>A busca dessa cole\u00e7\u00e3o exigiu f\u00f4lego. Fran\u00e7ozo percorreu 30 museus, bibliotecas e arquivos em sete pa\u00edses: Brasil, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Fran\u00e7a, Dinamarca e Inglaterra. Isso sem falar nas consultas aos cat\u00e1logos de leil\u00f5es de arte da Christie\u00b4s e Sotheby\u00b4s.<\/p>\n<p>Nesse esfor\u00e7o, contou com bolsa de doutorado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e uma bolsa-sandu\u00edche da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes).<\/p>\n<p>\u201cFui pesquisadora visitante do Centro de Pesquisa e Documenta\u00e7\u00e3o sobre Am\u00e9rica Latina (Cedla) da Universidade de Amsterd\u00e3. Encerrada a bolsa de doutorado, contei com um aux\u00edlio-pesquisa do Grupo Coimbra, que me permitiu ficar dois meses no Departamento de Antropologia da Universidade de Aarhus, na Dinamarca\u201d, ela conta.<\/p>\n<p>A pesquisa continuou com uma bolsa de p\u00f3s-doutorado da Funda\u00e7\u00e3o Fritz-Thyssen que patrocinou o per\u00edodo de consultas na Biblioteca de Gotha, na Alemanha. \u201cPara a publica\u00e7\u00e3o do livro, tive <a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/82006\/de-olinda-a-holanda-a-circulacao-de-objetos-e-saberes-no-atlantico-holandes-1600-1700\/\" target=\"_blank\"><b>apoio FAPESP<\/b><\/a>, bem como da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Leiden, onde atualmente sou professora.\u201d<\/p>\n<p>Foi como \u201cmontar um quebra-cabe\u00e7a\u201d, ela resume. \u201cDeparei, por exemplo, com um artigo em dinamarqu\u00eas que citava uma fonte manuscrita em holand\u00eas antigo que, por sua vez, se relacionava com um artefato de museu que est\u00e1 na Fran\u00e7a e com outra fonte em alem\u00e3o impresso em letras g\u00f3ticas. Precisei consultar especialistas, me afundar no dicion\u00e1rio e n\u00e3o ter pressa.\u201d<\/p>\n<p>Seu trabalho foi em boa parte facilitado pelo fato de ela falar holand\u00eas e alem\u00e3o. O dom\u00ednio do holand\u00eas \u2013 adquirido na adolesc\u00eancia \u2013 tamb\u00e9m pesou na escolha do tema de pesquisa. \u201cEu queria estudar algum aspecto do per\u00edodo colonial no Brasil que me permitisse formular quest\u00f5es a partir de um olhar antropol\u00f3gico. Meu orientador sugeriu que eu fizesse uso do meu conhecimento do holand\u00eas e enfocasse o per\u00edodo que ficou conhecido como Brasil holand\u00eas. Elegi o colecionismo dos holandeses, tema ainda pouco explorado.&#8221;<\/p>\n<p>Seu livro traz, al\u00e9m de uma rica bibliografia, uma lista de fontes de arquivos, bibliotecas e museus. E o livro \u00e9 ilustrado com 44 imagens \u2013 algumas delas capturadas pela pr\u00f3pria autora \u2013 com as \u201ccoisas\u201d que compuseram o gabinete de curiosidades de Nassau.<\/p>\n<p>Uma dessas imagens ela encontrou em suas andan\u00e7as pelo Castelo de Wasserburg-Anholt, em Isselburg, Alemanha. Ali, na Sala dos Cavaleiros, chamou-lhe a aten\u00e7\u00e3o o retrato da princesa Sofia do Palatinado (1630-1714), coberta com um manto feito de penas vermelhas, tendo ao fundo uma paisagem tropical.<\/p>\n<p>O quadro, pintado pela irm\u00e3 da princesa, Louise Hollandine do Palatinado, \u00e9 prova de que pelo menos um manto trazido por Nassau circulou na corte de Haia. Muito provavelmente, sup\u00f5e Fran\u00e7ozo, a princesa o vestira para um baile \u00e0 fantasia. Mary Stuart, princesa de Orange e esposa do pr\u00edncipe herdeiro Guilherme II, tamb\u00e9m usou manto semelhante cedido por Nassau para fantasiar-se de ind\u00edgena, em 1655.<\/p>\n<p><b>Tapuias, Carapat\u00f3s e Vaibepas<\/b><\/p>\n<p>Al\u00e9m de mantos de pena e outros objetos, Nassau teria, segundo as fontes, trazido consigo 11 ind\u00edgenas: dois Tapuias e quatro Carapat\u00f3s e Vaipebas, al\u00e9m de outros cinco \u201cbrasilianos\u201d. Os \u201cselvagens\u201d teriam dan\u00e7ado nus para um grupo restrito de convidados em 12 de agosto de 1644, em uma festa em sua casa \u2013 constru\u00edda com espa\u00e7o suficiente para abrigar sua cole\u00e7\u00e3o \u2013, que reuniu o conselheiro do pr\u00edncipe Frederico Henrique e alguns ministros protestantes.<\/p>\n<p>\u201cOs ind\u00edgenas eram uma parte muito especial e peculiar do conjunto de elementos ex\u00f3ticos que Nassau usava para representar e discorrer sobre seu tempo no Novo Mundo\u201d, escreveu Fran\u00e7ozo no quarto cap\u00edtulo do livro.<\/p>\n<p>Quando morreu, Nassau j\u00e1 tinha se separado de grande parte de suas curiosidades. Um invent\u00e1rio deu conta de que ele guardava um gabinete de madeira do Brasil com 49 tipos de instrumentos matem\u00e1ticos e alguns animais empalhados, al\u00e9m de uma placa que ele mandara fazer em 1670, que o descreve como \u201cpiedoso e valente her\u00f3i\u201d.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o de Nassau, ela conclui, foi uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica: \u201ca cole\u00e7\u00e3o era aquilo que definia e adjetivava seu dono\u201d. Mas as cole\u00e7\u00f5es atuais de museus permitiram \u00e0 autora encontrar rela\u00e7\u00f5es sociais que iam al\u00e9m da dicotomia colonizador <i>versus<\/i> colonizado e reconhecer \u201cexperi\u00eancias hist\u00f3ricas de personagens normalmente ignorados nas grandes narrativas\u201d.<\/p>\n<p><b>De Olinda a Holanda \u2013 O gabinete de curiosidades de Nassau<\/b><br \/>\nAutor: Mariana de Campos Fran\u00e7ozo<br \/>\nLan\u00e7amento: 21 de outubro de 2014<br \/>\nPre\u00e7o: R$ 60,00<br \/>\nP\u00e1ginas: 288<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: <b><a href=\"http:\/\/www.editora.unicamp.br\/de-olinda-a-holanda.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.editora.unicamp.br\/de-olinda-a-holanda.html<\/a><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Claudia Izique O conde alem\u00e3o Jo\u00e3o Maur\u00edcio de Nassau-Siegen aportou no Recife em 1637,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9342,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mauricio_nassau.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Claudia Izique O conde alem\u00e3o Jo\u00e3o Maur\u00edcio de Nassau-Siegen aportou no Recife em 1637,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9340"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9340\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}