{"id":93253,"date":"2018-10-04T12:00:08","date_gmt":"2018-10-04T15:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=93253"},"modified":"2018-10-03T23:27:53","modified_gmt":"2018-10-04T02:27:53","slug":"projeto-reduzira-tempo-de-levantamento-do-perfil-do-subsolo-marinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/projeto-reduzira-tempo-de-levantamento-do-perfil-do-subsolo-marinho\/","title":{"rendered":"Projeto reduzir\u00e1 tempo de levantamento do perfil do subsolo marinho"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-93254\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um grupo de 65 pesquisadores e desenvolvedores vai investir os pr\u00f3ximos anos na resolu\u00e7\u00e3o de um problema conhecido na ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s: a obten\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida de um perfil do leito marinho onde possam ser localizados poss\u00edveis reservat\u00f3rios e \u00e1reas mais prop\u00edcias \u00e0 perfura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O novo projeto do Research Center for Gas Innovation (<b><a href=\"http:\/\/www.rcgi.poli.usp.br\/\" target=\"_blank\">RCGI<\/a><\/b>) \u2013 um Centro de Pesquisa em Engenharia (<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/cpe\/\" target=\"_blank\">CPE<\/a><\/b>) financiado pela FAPESP e pela Shell, com sede na Escola Polit\u00e9cnica da USP \u2013 consiste em criar um software aberto que diminuir\u00e1 o tempo entre a capta\u00e7\u00e3o de dados no campo e a transforma\u00e7\u00e3o deles em informa\u00e7\u00f5es que ge\u00f3logos e geof\u00edsicos possam utilizar na explora\u00e7\u00e3o offshore de petr\u00f3leo e g\u00e1s. Atualmente, esse intervalo \u00e9 de at\u00e9 dois anos.<\/p>\n<p>O projeto, o 46\u00ba iniciado desde que o RCGI entrou em opera\u00e7\u00e3o h\u00e1 dois anos e meio, foi anunciado na abertura do evento 3\u00ba Sustainable Gas Research and Innovation \u2013 Transforming gas to transform the future, ocorrido nos dias 26 e 27 de setembro no Centro de Difus\u00e3o Internacional da USP.<\/p>\n<p>\u201cEm qualquer levantamento de reservat\u00f3rios de \u00f3leo, g\u00e1s ou mesmo de s\u00edtios para fazer armazenamento de carbono, \u00e9 preciso esse tipo de an\u00e1lise\u201d, disse\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/en\/pesquisador\/37701\" target=\"_blank\">Bruno Souza Carmo<\/a><\/b>, professor da Escola Polit\u00e9cnica da USP e coordenador do projeto, uma parceria com a Shell e o Imperial College, de Londres.<\/p>\n<p>Para fazer o levantamento, s\u00e3o disparadas ondas ac\u00fasticas na dire\u00e7\u00e3o do leito oce\u00e2nico, por meio de pistolas de ar embarcadas em navio. Uma s\u00e9rie de hidrofones boiando na \u00e1gua captura o sinal de resposta, gerando uma enorme quantidade de dados.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s processados, esses dados se convertem em imagens utilizadas por geof\u00edsicos e ge\u00f3logos, que apontam onde \u00e9 mais prov\u00e1vel que haja reservat\u00f3rios de \u00f3leo e g\u00e1s e conseguem ter boa ideia da dificuldade de perfurar uma determinada regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO processamento desses dados \u00e9 muito custoso em termos de computa\u00e7\u00e3o. Nossa ideia \u00e9 criar softwares totalmente abertos, que possam ser usados por qualquer interessado e que se adaptem aos avan\u00e7os da computa\u00e7\u00e3o\u201d, disse Carmo \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cOs computadores ficam mais r\u00e1pidos a cada dia. O hardware est\u00e1 sempre aumentando em performance, mas reescrever os c\u00f3digos para fazer uso desses novos computadores leva tempo. Por isso, um elemento do projeto \u00e9 tornar os softwares mais port\u00e1teis, de forma que n\u00e3o seja preciso reescrever os algoritmos toda vez que os computadores s\u00e3o atualizados\u201d, disse Aly Brandenburg, gerente-geral de tecnologia de subsolo da Shell, que coordena o projeto do lado da empresa.<\/p>\n<p><strong>Nova fase<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/1885\" target=\"_blank\">J\u00falio Meneghini<\/a><\/b>, coordenador do RCGI, explicou que o novo projeto vai utilizar tanto as tecnologias de hardware e software existentes como ferramentas de programa\u00e7\u00e3o que vierem a surgir.<\/p>\n<p>\u201cUsaremos inclusive intelig\u00eancia artificial e aprendizado de m\u00e1quina (<em>machine learning<\/em>), porque a quantidade de dados que \u00e9 gerada nessas prospec\u00e7\u00f5es s\u00edsmicas \u00e9 gigantesca e os algoritmos que existem agora n\u00e3o s\u00e3o capazes de process\u00e1-los. Por isso, ser\u00e3o desenvolvidas ferramentas com novas arquiteturas de supercomputa\u00e7\u00e3o em mente, que est\u00e3o sendo consolidadas nesse momento\u201d, disse Meneghini \u00e0\u00a0<b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do novo projeto, o evento apresentou uma s\u00e9rie de trabalhos desenvolvidos no \u00e2mbito do RCGI. Uma novidade do encontro deste ano s\u00e3o os primeiros resultados do programa de abatimento de emiss\u00f5es de CO2, iniciado em novembro do ano passado. Este \u00e9 o quarto programa em opera\u00e7\u00e3o no centro, al\u00e9m dos de engenharia, f\u00edsico-qu\u00edmica e pol\u00edtica energ\u00e9tica e economia.<\/p>\n<p>S\u00f3 no novo programa, s\u00e3o 16 projetos focados no abatimento de g\u00e1s carb\u00f4nico, que incluem captura do CO2 da atmosfera, utiliza\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis sint\u00e9ticos, produ\u00e7\u00e3o de eletricidade, monitoramento de vazamentos de metano em po\u00e7os onde foi injetado g\u00e1s carb\u00f4nico, entre outros.<\/p>\n<p>\u201cTemos mais de 300 pessoas trabalhando no RCGI atualmente e teremos cerca de outros 50 pesquisadores no novo projeto. O n\u00famero est\u00e1 crescendo e a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica vai aumentar exponencialmente. A FAPESP, mas tamb\u00e9m a Shell, cobra resultados na fronteira do conhecimento nas \u00e1reas dos 46 projetos. E n\u00f3s estamos cumprindo\u201d, disse Meneghini.<\/p>\n<p>Os projetos de captura e utiliza\u00e7\u00e3o de CO2 respondem n\u00e3o somente \u00e0 demanda clim\u00e1tica global de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de novas fontes energ\u00e9ticas.<\/p>\n<p>\u201cPode demorar muitas d\u00e9cadas para concluir essa transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica [de combust\u00edveis f\u00f3sseis para fontes renov\u00e1veis]. Se analisarmos a hist\u00f3ria, veremos que sempre estivemos em transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. S\u00e3o sempre processos muito lentos\u201d, disse David Torres, vice-presidente de tecnologia de abatimento integrado de CO2 e g\u00e1s da Shell.<\/p>\n<p>Torres lembra que a ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s n\u00e3o se resume \u00e0 queima de combust\u00edveis. Ela inclui a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos, fertilizantes, pl\u00e1sticos e outros produtos que ainda n\u00e3o t\u00eam substitutos. Por isso, mesmo com o pico da produ\u00e7\u00e3o previsto para 2030, a Shell tem um horizonte para seus neg\u00f3cios at\u00e9 pelo menos 2070.<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o vai come\u00e7ar a decair a partir da\u00ed [2030], mas vai continuar presente. O petr\u00f3leo vai continuar sendo parte do mix [de fontes energ\u00e9ticas]. Ent\u00e3o, acho que temos que pensar em horizontes bem longos\u201d, disse Torres.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o RCGI:\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.rcgi.poli.usp.br\/\" target=\"_blank\">www.rcgi.poli.usp.br<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de 65 pesquisadores e desenvolvedores vai investir os pr\u00f3ximos anos na resolu\u00e7\u00e3o de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93254,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/oceano.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um grupo de 65 pesquisadores e desenvolvedores vai investir os pr\u00f3ximos anos na resolu\u00e7\u00e3o de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93253"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93253\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}