{"id":92987,"date":"2018-09-30T10:14:49","date_gmt":"2018-09-30T13:14:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=92987"},"modified":"2018-09-30T10:14:49","modified_gmt":"2018-09-30T13:14:49","slug":"mata-atlantica-perdeu-pelo-menos-44-de-mamiferos-apos-colonizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mata-atlantica-perdeu-pelo-menos-44-de-mamiferos-apos-colonizacao\/","title":{"rendered":"Mata atl\u00e2ntica perdeu pelo menos 44% de mam\u00edferos ap\u00f3s coloniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-92988\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Desde 1500, ano em que portugueses desembarcaram no Brasil, a mata atl\u00e2ntica pode ter perdido 71% da fauna de mam\u00edferos que vivia nela, transformando-a em uma floresta vazia. Em alguns regi\u00f5es, como o Nordeste, as perdas de esp\u00e9cies pode ser ainda maiores, entre 85% e 90%.\u00a0O estudo saiu na \u00faltima ter\u00e7a-feira (25) no peri\u00f3dico Plos One.<\/p>\n<p>Para chegar a esses valores, pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, avaliaram as informa\u00e7\u00f5es de 105 estudos, a partir dos quais conseguiram construir 497 assembleias -conjuntos de diferentes esp\u00e9cies de animais que habitam uma mesma \u00e1rea.<\/p>\n<p>Em seguida, cruzaram essas informa\u00e7\u00f5es com a base de dados da UICN (Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza) de distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, com a qual puderam determinar as localiza\u00e7\u00f5es em que determinados animais habitam ou poderiam habitar.<\/p>\n<p>A taxa de defauna\u00e7\u00e3o -ou seja, perda de fauna- encontrada foi de 71%, levando em conta um panorama pessimista. No cen\u00e1rio mais conservador, a perda fica em 44%. &#8220;O cen\u00e1rio em que eu particularmente acredito \u00e9 o de 71%&#8221;, diz Juliano Bogoni, pesquisador da USP, citando a robustez dos dados utilizados. &#8220;Mesmo se for 44% de perda \u00e9 muito preocupante. N\u00e3o documentamos nenhuma extin\u00e7\u00e3o para a mata atl\u00e2ntica como um todo, documentamos milhares de extin\u00e7\u00f5es locais.&#8221;<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de fauna \u00e9 relevante n\u00e3o s\u00f3 para quem est\u00e1 preocupado com a defesa dos animais, mas por causa dos servi\u00e7os ecol\u00f3gicos que eles desempenham. Os mam\u00edferos considerados no estudo s\u00e3o importantes por seus pap\u00e9is reguladores de popula\u00e7\u00e3o e dispersores de sementes. Desse modo, o comprometimento de uma parte da fauna impacta o ambiente como um todo.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de haver alguns lugares com cobertura florestal razoavelmente boa, as florestas est\u00e3o vazias&#8221;, afirma Bogoni. &#8220;A floresta est\u00e1 l\u00e1 mas n\u00e3o tem mais os bichos ou tem animais de menor porte e mais generalistas.&#8221;<\/p>\n<p>Os mam\u00edferos de m\u00e9dio e grande porte s\u00e3o as maiores v\u00edtimas, entre eles predadores marcantes da mata atl\u00e2ntica, como a on\u00e7a-pintada e a on\u00e7a-parda. De acordo com a pesquisa, o desmatamento, a fragmenta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de floresta e a ca\u00e7a \u2013todos j\u00e1 bastante conhecidos dos conservacionistas\u2013 favorecem a perda de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Segundo Bogoni, o tamanho e isolamento de fragmentos de mata atl\u00e2ntica \u2013que hoje conta com apenas 12% da cobertura original\u2013 s\u00e3o fatores com importante impacto na defauna\u00e7\u00e3o. Regi\u00f5es muito pequenas e isoladas, mesmo que ainda tenham cobertura vegetal, podem n\u00e3o ser suficientes para garantir a sobreviv\u00eancia de esp\u00e9cies, devido, por exemplo, \u00e0 baixa variabilidade gen\u00e9tica a longo prazo.<\/p>\n<p>Mas o que resta de mata atl\u00e2ntica s\u00e3o exatamente pequenas manchas, com menos de 50 hectares, muitas vezes isoladas de outras \u00e1reas de floresta e pr\u00f3ximas a grandes centros urbanos, ou seja, altamente perturbadas por atividades humanas.<\/p>\n<p>Por isso, as grandes \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o podem ser o caminho para evitar maiores perdas de fauna no que resta da mata. Bogoni cita a Serra do Mar, a Serra Geral (no sul do pa\u00eds) -as regi\u00f5es com menores perdas do bioma- e o Parque Nacional do Igua\u00e7u como bons exemplos com \u00edndices menores de defauna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A meta \u00e9 evitar que a floresta fique ainda mais vazia, afirma Bogoni. As \u00e1reas mais conservadas s\u00e3o justamente aquelas legalmente protegidas. &#8220;Isso mostra que essas pol\u00edticas p\u00fablicas de conserva\u00e7\u00e3o de grandes fragmentos s\u00e3o o que atenua a defauna\u00e7\u00e3o. \u00c9 s\u00f3 nesses locais que vamos encontrar, com uma certa seguran\u00e7a, os bichos mais amea\u00e7ados. E somente l\u00e1 que talvez, a m\u00e9dio e longo prazo, eles consigam prosperar&#8221;, diz. Com informa\u00e7\u00f5es da Folhapress.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1500, ano em que portugueses desembarcaram no Brasil, a mata atl\u00e2ntica pode ter perdido<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/floresta-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Desde 1500, ano em que portugueses desembarcaram no Brasil, a mata atl\u00e2ntica pode ter perdido","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92987"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92987"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92987\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}