{"id":92614,"date":"2018-09-23T20:54:32","date_gmt":"2018-09-23T23:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=92614"},"modified":"2018-09-23T20:55:03","modified_gmt":"2018-09-23T23:55:03","slug":"sete-especies-de-arvores-brasileiras-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sete-especies-de-arvores-brasileiras-ameacadas-de-extincao\/","title":{"rendered":"Sete esp\u00e9cies de \u00e1rvores brasileiras amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/jornalfolhadoparana.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pinheiro-04.05.2018.jpg\" alt=\"Imagem relacionada\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>\u2013 Cerca de 14% das mais de 60 mil esp\u00e9cies de \u00e1rvores catalogadas no mundo s\u00e3o encontrados no Brasil, o que d\u00e1 ao pa\u00eds o t\u00edtulo de detentor da maior biodiversidade de \u00e1rvores do planeta. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de um estudo desenvolvido em 2017 pela Botanical Gardens Conservation International com base nos dados de 500 jardins bot\u00e2nicos. Completando esse cen\u00e1rio, a Lista Nacional Oficial de Esp\u00e9cies da Flora Brasileira Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o, feita pelo Instituto de Pesquisas Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro, indica que 2.113 esp\u00e9cies de \u00e1rvores presentes no Brasil encontram-se amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>\u201cQuando pensamos na extin\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie, precisamos pensar nela como integrante de uma realidade maior. Com o desaparecimento de uma \u00e1rvore, \u00e9 como se o ecossistema perdesse um \u00f3rg\u00e3o. Isso enfraquece todo o bioma\u201d, explica o professor do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) e membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, Carlos Augusto Figueiredo.<\/p>\n<p>Nesta sexta-feira, 21 de setembro, comemoramos o Dia da \u00c1rvore. Pensando nisso, a Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza preparou uma lista com as sete esp\u00e9cies de \u00e1rvores amea\u00e7adas no Brasil para conscientiza\u00e7\u00e3o da nossa popula\u00e7\u00e3o brasileira sobre a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o ambiental. Confira:<\/p>\n<p>1. Pau-brasil: a \u00e1rvore que batizou o pa\u00eds come\u00e7ou a ser explorada em 1503. Com altura entre 10 e 15 metros, a esp\u00e9cie era encontrada em grande quantidade na Mata Atl\u00e2ntica e chegou a ser considerada extinta. Foi redescoberta em Pernambuco, em 1928. Em 1978, por meio da Lei n\u00ba 6.607, o dia 3 de maio foi institu\u00eddo como o dia oficial do pau-brasil.<\/p>\n<p>2. Castanheira-do-Brasil: nativa da Amaz\u00f4nia, pode atingir entre 30 e 50 metros de altura e chegar a 2 metros de di\u00e2metro. \u00c9 uma das \u00e1rvores mais altas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, crescendo nas margens de grandes rios.<\/p>\n<p>3. Bra\u00fana: natural da Mata Atl\u00e2ntica e com altura que varia entre 20 e 25 metros, a bra\u00fana possui cor acastanhada e, quanto mais o tempo passa, mais escura sua casca se torna.<\/p>\n<p>4. Cedro-rosa: de grande porte, essa esp\u00e9cie pode ser encontrada em diferentes biomas: Amaz\u00f4nia, Caatinga, Cerrado e tamb\u00e9m na Mata Atl\u00e2ntica, sendo mais abundante entre os estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Alcan\u00e7ando at\u00e9 30 metros de altura, a \u00e1rvore produz um fruto que, ao abrir para soltar suas sementes, assume a forma de uma flor de madeira.<\/p>\n<p>5. Arauc\u00e1ria: tamb\u00e9m conhecida como pinheiro-do-paran\u00e1, a \u00e1rvore s\u00edmbolo do estado produz uma semente conhecida como pinh\u00e3o, usada na alimenta\u00e7\u00e3o de animais silvestres, dom\u00e9sticos e do homem. \u201cUma \u00e1rvore que se encontra em perigo impacta o ecossistema de duas formas. A primeira \u00e9 que muitos animais, em especial as aves, usam as \u00e1rvores como suas \u2018casas\u2019, como \u00e9 o caso do pica-pau. O outro fator \u00e9 que esses animais dependem de algumas esp\u00e9cies de \u00e1rvores para se alimentar, como \u00e9 o caso da arauc\u00e1ria. Com uma quantidade cada vez menor desta esp\u00e9cie na natureza e com os frutos tamb\u00e9m sendo consumidos pelo homem, aves que dependem da semente para alimenta\u00e7\u00e3o, como o papagaio-char\u00e3o e o papagaio-de-peito-roxo, que atualmente est\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, s\u00e3o prejudicados. Uma alternativa para este problema \u00e9 o plantio de Arauc\u00e1rias de forma comercial, o que seria uma maneira sustent\u00e1vel para a produ\u00e7\u00e3o dos frutos para a alimenta\u00e7\u00e3o humana e da fauna, reduzindo conflitos\u201d, ressalta Paulo de Tarso Antas, bi\u00f3logo, con sultor da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Natureza (FUNATURA) e membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza.<\/p>\n<p>6. Mogno: tamb\u00e9m conhecido como Aguano, Araputanga e Acap\u00fa. Natural da Amaz\u00f4nia, a esp\u00e9cie tem sua cor como uma caracter\u00edstica predominante \u2013 varia do marrom avermelhado ao vermelho. Com crescimento r\u00e1pido, a \u00e1rvore pode atingir 4 metros com apenas dois anos de idade.<\/p>\n<p>7. Jequitib\u00e1-rosa: chega at\u00e9 50 metros de altura e \u00e9 nativa da Mata Atl\u00e2ntica. O exemplar de jequitib\u00e1-rosa de Santa Rita do Passa Quatro \u00e9 considerado a \u00e1rvore mais antiga do Brasil, com idade estimada de 3.000<br \/>\nanos.<\/p>\n<p>Sobre a Rede de Especialistas<\/p>\n<p>A Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza \u00e9 uma reuni\u00e3o de profissionais, de refer\u00eancia nacional e internacional, que atuam em \u00e1reas relacionadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulga\u00e7\u00e3o de posicionamentos em defesa da conserva\u00e7\u00e3o da natureza brasileira. A Rede foi constitu\u00edda em 2014, por iniciativa da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2013 Cerca de 14% das mais de 60 mil esp\u00e9cies de \u00e1rvores catalogadas no mundo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013 Cerca de 14% das mais de 60 mil esp\u00e9cies de \u00e1rvores catalogadas no mundo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92614"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92614"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92614\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}