{"id":92357,"date":"2018-09-19T07:00:55","date_gmt":"2018-09-19T10:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=92357"},"modified":"2018-09-18T19:59:36","modified_gmt":"2018-09-18T22:59:36","slug":"o-que-seu-candidato-vai-fazer-a-respeito-do-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-que-seu-candidato-vai-fazer-a-respeito-do-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"O que seu candidato vai fazer a respeito do aquecimento global?"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/eleicoes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-92359\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/eleicoes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/eleicoes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/eleicoes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>OC investigou o que os presidenci\u00e1veis prometem no combate a desmatamento, promo\u00e7\u00e3o da energia limpa e outros t\u00f3picos ligados \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/h4>\n<p>De um lado, promessas de desmatamento zero, reforma fiscal verde, cumprimento do Acordo de Paris e reconhecimento dos direitos da natureza na Constitui\u00e7\u00e3o. De outro, propostas como acomodar o meio ambiente em uma pasta dedicada \u00e0 agropecu\u00e1ria e acelerar licen\u00e7as ambientais. Quando o tema \u00e9 meio ambiente e clima, os programas dos sete principais candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 2018 s\u00e3o heterog\u00eaneos. O Observat\u00f3rio do Clima mapeou as propostas para o tema nos planos de governo de sete candidatos a presidente e produziu um resumo de como cada um se posiciona.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 o principal desafio ambiental e econ\u00f4mico a ser enfrentado pela humanidade, j\u00e1 que a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura global depende de um modelo de desenvolvimento que hoje \u00e9 dominante e, e suas consequ\u00eancias afetam virtualmente todos os pa\u00edses. O ex-secret\u00e1rio-geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Ban Ki-moon, chegou a afirmar que este \u00e9 o \u201cdesafio moral de nossa gera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para saber como os presidenci\u00e1veis mais bem colocados nas pesquisas lidam com o assunto, resumimos as propostas para o clima nos programas de governo protocolados na Justi\u00e7a Eleitoral por Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL) Jo\u00e3o Amo\u00eado (NOVO), Lula\/Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (REDE).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Clima_Eleicoes_2018_Candidatos.jpeg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-8111 \" src=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Clima_Eleicoes_2018_Candidatos.jpeg\" alt=\"Posicionamento dos candidatos a presidente em quest\u00f5es relacionadas \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica\" width=\"640\" height=\"534\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 candidatos que dedicam cap\u00edtulos inteiros \u00e0 quest\u00e3o em seus planos de governo \u2013 caso de Marina Silva, Lula\/Haddad e Boulos. Os tr\u00eas planos trazem um contexto mais detalhado sobre desmatamento, matriz energ\u00e9tica com baixa emiss\u00e3o de gases de efeito estufa e sobre com utilizar os recursos naturais como motores do desenvolvimento e inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>Aparecem men\u00e7\u00f5es sobre incorporar estrat\u00e9gias de tributa\u00e7\u00e3o verde para incentivar tecnologias mais sustent\u00e1veis, revis\u00e3o de carga tribut\u00e1ria \u2013 o programa de Lula\/Haddad fala em reduzir o custo fiscal \u00a0para investimentos verdes em 46,5%; Marina fala em \u201cdescarboniza\u00e7\u00e3o\u201d da estrutura tribut\u00e1ria, com aperfei\u00e7oamento da contribui\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico (CIDE, tributo que incide sobre combust\u00edveis), de acordo com as emiss\u00f5es de carbono e, no m\u00e9dio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema de impostos, no contexto de uma ampla reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>Boulos, por sua vez, prop\u00f5e abandonar o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis, em uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica que ceder\u00e1 lugar para as fontes e\u00f3lica e solar, sem dar continuidade \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas e ao projeto de Angra 3. Mas a decis\u00e3o de banir os f\u00f3sseis da matriz energ\u00e9tica esbarra no pr\u00e9-sal: o programa de Boulos fala na anula\u00e7\u00e3o dos leil\u00f5es j\u00e1 realizados e invoca a retomada dos investimentos pela Petrobras, o que contradiz o objetivo inicial.<\/p>\n<p>Apesar dos planos detalhados em rela\u00e7\u00e3o aos t\u00f3picos relacionados \u00e0s energias renov\u00e1veis, os programas dos tr\u00eas candidatos apresentam poucas metas concretas de cumprimento dos objetivos \u2013 exceto para instala\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is fotovoltaicos, onde Marina fixa o objetivo de 1,5 milh\u00e3o de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e m\u00e9dio porte at\u00e9 2022. O programa de Lula\/Haddad prop\u00f5e instalar kits de gera\u00e7\u00e3o de energia solar em 500 mil resid\u00eancias por ano.<\/p>\n<p><b>Metas para desmatamento<\/b><\/p>\n<p>Quando se trata de mudan\u00e7as de uso da terra, Boulos fala em zerar o desmatamento em todos os biomas nos pr\u00f3ximos dez anos; Lula\/Haddad diz que vai assumir compromisso com uma taxa zero de desmatamento l\u00edquido (compensar o desmatamento de novas \u00e1reas com o reflorestamento) at\u00e9 2022; j\u00e1 Marina fala em \u201catingir o desmatamento zero no Brasil no menor prazo poss\u00edvel, com data limite em 2030\u201d. Tanto Boulos quanto Marina estabelecem prazos que v\u00e3o al\u00e9m do mandato presidencial de quatro anos, mas n\u00e3o afirmam se criar\u00e3o decretos para fix\u00e1-los. Poucos programas especificam se est\u00e3o falando de desmatamento em todos os biomas ou apenas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Com um programa de governo mais enxuto, o candidato Ciro Gomes n\u00e3o chega a dedicar um cap\u00edtulo ao tema meio ambiente\/clima, mas o relaciona com sua pol\u00edtica de desenvolvimento. O presidenci\u00e1vel do PDT afirma que \u201ca maior parte dos conflitos observados na pol\u00edtica de meio ambiente \u00e9 fruto de uma oposi\u00e7\u00e3o artificial entre dois conceitos interligados, a ecologia e a economia\u201d, e afirma que seu governo tratar\u00e1 de desenvolvimento econ\u00f4mico, reindustrializa\u00e7\u00e3o, agricultura e infraestrutura com olhar para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Seu plano de governo fala em a\u00e7\u00f5es para conter o desmatamento e cumprir metas clim\u00e1ticas at\u00e9 2020, mas n\u00e3o fornece detalhes de quais a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas na pr\u00e1tica para cumprir esses objetivos.<\/p>\n<p>No espectro mais liberal, Alckmin e Amo\u00eado dedicam poucas linhas a meio ambiente e clima, prometendo honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris (sem detalhar metas e estrat\u00e9gias) e aplicar o C\u00f3digo Florestal (Lei 12.651\/2012) como forma de harmonizar produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e conserva\u00e7\u00e3o de florestas. Nenhuma proposta mais ousada para a \u00e1rea aparece no rol dos candidatos, que parecem confort\u00e1veis em cumprir as leis e compromissos que j\u00e1 existem.<\/p>\n<p>Bolsonaro \u00e9 o candidato que dedica menos aten\u00e7\u00e3o ao assunto: ambiente apenas aparece como um dos itens subordinados ao minist\u00e9rio que pretende criar, fundindo agropecu\u00e1ria e recursos naturais. N\u00e3o h\u00e1 qualquer men\u00e7\u00e3o a clima, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ou Acordo de Paris \u2013 embora o candidato do PSL tenha afirmado em entrevistas que, se eleito, retiraria o Brasil do compromisso por entend\u00ea-lo como uma amea\u00e7a \u00e0 \u201csoberania nacional\u201d. Apenas na \u00e1rea de energia o candidato acena ao tema em seu plano, ao dizer que pretende estimular fontes renov\u00e1veis como e\u00f3lica e solar fotovoltaica, especialmente na regi\u00e3o Nordeste. O candidato do PSL prop\u00f5e reduzir o papel regulador e fiscalizador do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, reduzindo a pasta a uma inst\u00e2ncia subordinada ao novo minist\u00e9rio de agropecu\u00e1ria que pretende criar.<\/p>\n<p>A maior parte dos presidenci\u00e1veis fala em envidar esfor\u00e7os para o cumprimento do Acordo Paris, mas sem a fixa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias e metas claras. O acordo global, firmado em 2015 por 195 pa\u00edses junto \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas com o objetivo de frear o aquecimento global, foi ratificado no ano seguinte pelo Brasil, o que significa que o pa\u00eds ter\u00e1 de cumprir os compromissos nele assumidos. Sair dele, como pretende o candidato do PSL, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma alternativa simples \u2013 a ratifica\u00e7\u00e3o foi aprovada pela C\u00e2mara dos Deputados e Senado, que teriam igualmente de aprovar a sa\u00edda do pa\u00eds do compromisso.<\/p>\n<p><b>Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 crise do clima<\/b><\/p>\n<p>Uma preocupa\u00e7\u00e3o verificada pelo OC \u00e9 que, embora a mudan\u00e7a clim\u00e1tica seja pouco mencionada na agenda pol\u00edtica, seus efeitos j\u00e1 podem ser sentidos. O ano de 2017 foi considerado o mais quente da hist\u00f3ria, segundo a NOAA, ag\u00eancia americana dos oceanos e atmosfera. No Brasil, o agravamento de eventos extremos, como secas e inunda\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m \u00e9 realidade: 48,6% dos munic\u00edpios sofreram com secas nos \u00faltimos quatro anos, segundo o IBGE. O litoral est\u00e1 vulner\u00e1vel ao aumento do n\u00edvel do mar: 18 das 42 regi\u00f5es metropolitanas brasileiras se situam nas zonas costeiras, onde o mar poder\u00e1 subir at\u00e9 40 cm at\u00e9 2050, no cen\u00e1rio mais pessimista. Rio de Janeiro, Santos, Recife, Fortaleza, Salvador e o Vale do Itaja\u00ed (SC) est\u00e3o entre as regi\u00f5es mais sujeitas a inunda\u00e7\u00f5es e eventos extremos de clima. O clima tamb\u00e9m deve ter impacto em diferentes cultivares, incluindo soja, cana e caf\u00e9.<\/p>\n<p>A vulnerabilidade e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, por\u00e9m, recebe pouco espa\u00e7o nos programas de governo \u2013 Marina Silva fala em apoiar os munic\u00edpios para que coloquem em pr\u00e1tica planos de conting\u00eancia e monitoramento de extremos clim\u00e1ticos, com o objetivo de prevenir e mitigar os impactos de desastres naturais (secas, alagamentos, enxurradas e deslizamentos). O plano de Lula\/Haddad tamb\u00e9m fala em \u201cresili\u00eancia urbana\u201d para diminui\u00e7\u00e3o do risco de desastres, por meio de medidas que promovam a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Cita a\u00e7\u00f5es como investimentos em defesa urbana, drenagem, controle e mitiga\u00e7\u00e3o de riscos de enchentes, despolui\u00e7\u00e3o de rios, conten\u00e7\u00e3o de encostas em \u00e1reas de risco e fortalecimento de sistemas de monitoramento e alerta de desastres naturais. Os dois programas n\u00e3o elencam metas de adapta\u00e7\u00e3o para as cidades brasileiras mais vulner\u00e1veis aos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Apesar de a mudan\u00e7a clim\u00e1tica ser tema crucial para planejar o desenvolvimento do pa\u00eds, por\u00e9m, o tema tem recebido pouca aten\u00e7\u00e3o no debate eleitoral de 2018. Com o mapeamento de propostas que o OC oferece aqui, gostar\u00edamos de incentivar que as equipes de campanha e a imprensa d\u00eaem a quest\u00e3o clim\u00e1tica a import\u00e2ncia que ela merece na corrida presidencial.<\/p>\n<p>Veja abaixo as principais propostas dos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica para os eixos clima, energia, desmatamento e agricultura.<\/p>\n<hr \/>\n<blockquote id=\"candidatos\">\n<h2>Propostas por candidato<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/o-clima-nas-eleicoes\/#Ciro\"><b>Ciro Gomes<\/b><\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/o-clima-nas-eleicoes\/#Geraldo\"><b>Geraldo Alckmin<\/b><\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/o-clima-nas-eleicoes\/#Guilherme\"><b>Guilherme Boulos<\/b><\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/o-clima-nas-eleicoes\/#Jair\"><b>Jair Bolsonaro<\/b><\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/o-clima-nas-eleicoes\/#Jo%C3%A3o\"><b>Jo\u00e3o Amo\u00eado<\/b><\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/o-clima-nas-eleicoes\/#Lula\"><b>Lula\/Fernando Haddad<\/b><\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/o-clima-nas-eleicoes\/#Marina\"><b>Marina Silva<br \/>\n<\/b><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<hr \/>\n<h4 id=\"Ciro\">CIRO GOMES<\/h4>\n<p><b>Clima<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Colocar em opera\u00e7\u00e3o a\u00e7\u00f5es para implementar as metas clim\u00e1ticas, de redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o dos gases de estufa at\u00e9 2020, definidas pelo Acordo de Paris<\/li>\n<li>Articular com outros pa\u00edses para o cumprimento das metas do Acordo de Paris<\/li>\n<li>Desenhar modelo de precifica\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o (defini\u00e7\u00e3o de formas de taxa\u00e7\u00e3o para quem polui ou aprimoramento do mercado de certificados de emiss\u00e3o de carbono), com a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de compensa\u00e7\u00e3o financeira para atividades de impacto<\/li>\n<li>Desenvolver um sistema com informa\u00e7\u00f5es sobre a emiss\u00e3o de carbono no pa\u00eds, por emissor<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Energia<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Estimular ado\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis como biocombust\u00edveis, biomassa, hidr\u00e1ulica, solar e \u00a0e\u00f3lica, por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas<\/li>\n<li>Promover a coordena\u00e7\u00e3o entre os atuais sistemas e linhas de financiamento destinadas \u00e0 pesquisa ambiental e de sustentabilidade, incluindo a \u00e1rea de energia<\/li>\n<li>Petr\u00f3leo: recomprar todos os campos de petr\u00f3leo brasileiros vendidos ao exterior ap\u00f3s a Lei da Partilha, pagando indeniza\u00e7\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Desmatamento<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Desenhar estrat\u00e9gia para redu\u00e7\u00e3o do desmatamento<\/li>\n<li>Implementar as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) j\u00e1 criadas no Brasil com as devidas indeniza\u00e7\u00f5es e\/ou reassentamentos<\/li>\n<li>Elaborar plano de forma\u00e7\u00e3o de arranjos produtivos locais no entorno dessas unidades, voltados para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0s mesmas, bem como o desenvolvimento do turismo sustent\u00e1vel<\/li>\n<li>Criar concess\u00f5es \u00e0 iniciativa privada de \u00e1reas e equipamentos de uso p\u00fablico para explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de servi\u00e7os permitidos em UCs<\/li>\n<li>Apoiar gest\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es produtivas das comunidades da floresta e a implanta\u00e7\u00e3o da infraestrutura necess\u00e1ria ao desenvolvimento das cadeias produtivas<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Agricultura<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Ordenar uso e ocupa\u00e7\u00e3o das terras no Brasil, destinando \u00e1reas a sistemas produtivos em regi\u00f5es j\u00e1 modificadas pela a\u00e7\u00e3o humana<\/li>\n<li>Compatibilizar as agendas Marrom (Pol\u00edtica Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo C\u00f3digo Florestal) e Azul (Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos)<\/li>\n<li>Desenvolver defensivos agr\u00edcolas espec\u00edficos para as nossas culturas, de menor conte\u00fado t\u00f3xico para pessoas e o meio ambiente; incentivar a ado\u00e7\u00e3o de sistemas de controle alternativos na agricultura<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h4 id=\"Geraldo\">GERALDO ALCKMIN<\/h4>\n<p><b>Clima<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Perseguir \u201ccom afinco\u201d as metas assumidas no Acordo de Paris<\/li>\n<li>Usar os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel) como refer\u00eancia no relacionamento externo brasileiro<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Energia<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Priorizar pol\u00edticas que permitam \u00e0s regi\u00f5es Norte e Nordeste desenvolver suas potencialidades em \u00e1reas como energias renov\u00e1veis, turismo, ind\u00fastria, agricultura e economia criativa<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Desmatamento<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Nada consta<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Agricultura<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Refor\u00e7ar a lideran\u00e7a do Brasil na agricultura pela transforma\u00e7\u00e3o do Plano Safra em um plano plurianual para dar previsibilidade \u00e0s regras da pol\u00edtica agr\u00edcola<\/li>\n<li>Garantir a paz e a seguran\u00e7a agr\u00edcola no campo<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h4 id=\"Guilherme\">GUILHERME BOULOS<\/h4>\n<p><b>Clima<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris: reduzir suas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e restaurar 120 mil km\u00b2 de florestas at\u00e9 2030<\/li>\n<li>Reconhecer os \u201cdireitos da natureza\u201d na Constitui\u00e7\u00e3o, como foi feito por pa\u00edses como Equador e Bol\u00edvia<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Energia<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Superar o uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e realizar a transi\u00e7\u00e3o para energias renov\u00e1veis de baixo carbono (como a e\u00f3lica e a solar), proibir o fraturamento hidr\u00e1ulico do g\u00e1s de xisto, que tem alto impacto ambiental<\/li>\n<li>Transportes: modernizar o setor, priorizar o transporte coletivo e sob trilhos (para carga e passageiros); reverter a cultura do autom\u00f3vel nas grandes cidades<\/li>\n<li>Estimular o carro el\u00e9trico e reduzir a demanda de petr\u00f3leo<\/li>\n<li>Usinas nucleares: manter as Usinas Angra 1 e 2 em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim de sua vida \u00fatil; suspender as obras e rediscutir com a sociedade civil a continuidade do projeto de Angra 3<\/li>\n<li>Usinas hidrel\u00e9tricas: suspender as constru\u00e7\u00f5es de novas usinas<\/li>\n<li>Pr\u00e9-sal: reverter toda a legisla\u00e7\u00e3o de privatiza\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e da Petrobras<\/li>\n<li>Transformar a Petrobras de uma empresa de petr\u00f3leo em uma empresa de energia p\u00fablica \u201cdemocraticamente gerida\u201d, com um setor voltado para desenvolver energias renov\u00e1veis<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Desmatamento<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Zerar o desmatamento em todos os biomas em uma d\u00e9cada: para isso, ser\u00e1 preciso estabelecer meta para restaurar florestas com esp\u00e9cies nativas<\/li>\n<li>Estabelecer pol\u00edtica de est\u00edmulo ao aumento da produtividade agr\u00edcola nas \u00e1reas j\u00e1 desmatadas<\/li>\n<li>Promover aumento da efic\u00e1cia na fiscaliza\u00e7\u00e3o da atividade agropecu\u00e1ria e grilagem de terra; confiscar bens associados a crimes ambientais<\/li>\n<li>Criar novas \u00e1reas protegidas<\/li>\n<li>Usar a tributa\u00e7\u00e3o para o est\u00edmulo \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o, com o combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o do imposto territorial rural (ITR)<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Agricultura<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Criar incentivos financeiros para aumentar a produtividade e alterar a matriz produtiva agropecu\u00e1ria<\/li>\n<li>Fomentar a agricultura de alimentos saud\u00e1veis, priorizando vegetais, \u201cvoltada para a seguran\u00e7a alimentar do povo brasileiro\u201d<\/li>\n<li>Limitar a produ\u00e7\u00e3o de commodities para exporta\u00e7\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h4 id=\"Jair\">JAIR BOLSONARO<\/h4>\n<p><b>Clima<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Nada consta; candidato afirmou \u00e0 imprensa que pretende retirar o Brasil do Acordo de Paris, por ele representar \u201camea\u00e7a \u00e0 soberania nacional\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Energia<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Desenvolver o potencial do Nordeste em fontes renov\u00e1veis: solar e e\u00f3lica; expandir a produ\u00e7\u00e3o de energia e toda a cadeia relacionada, como produ\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is fotovoltaicos<\/li>\n<li>Realizar o licenciamento ambiental de PCHs (pequenas centrais hidrel\u00e9tricas) no prazo m\u00e1ximo de tr\u00eas meses<\/li>\n<li>Aumentar o papel do g\u00e1s natural na matriz el\u00e9trica nacional<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Desmatamento<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Nada consta<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Agricultura<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Criar uma nova estrutura federal agropecu\u00e1ria, respons\u00e1vel por: pol\u00edtica e economia agr\u00edcola (inclui com\u00e9rcio); recursos naturais e meio ambiente rural; defesa agropecu\u00e1ria e seguran\u00e7a alimentar; pesca e piscicultura; desenvolvimento rural sustent\u00e1vel; inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h4 class=\"Jo\u00e3o\">JO\u00c3O AMO\u00caDO<\/h4>\n<p><b>Clima<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Nada consta<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Energia<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Amplia\u00e7\u00e3o da energia renov\u00e1vel na matriz energ\u00e9tica<\/li>\n<li>Dar fim aos subs\u00eddios \u00e0 energia n\u00e3o renov\u00e1vel, como gasolina e diesel<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Desmatamento<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Eliminar o desmatamento ilegal<\/li>\n<li>Reduzir definitivamente o desmatamento ilegal na Amaz\u00f4nia Legal, com mais tecnologia e scaliza\u00e7\u00e3o\u00a0<i>(sic)<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Agricultura<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Aplicar o C\u00f3digo Florestal<\/li>\n<li>Avan\u00e7ar no Cadastro Ambiental Rural e promover mais coopera\u00e7\u00e3o entre \u00f3rg\u00e3os envolvidos<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h4 id=\"Lula\">LULA\/FERNANDO HADDAD<\/h4>\n<p><b>Clima<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Introduzir agenda estrat\u00e9gica de transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, que colocar\u00e1 as pol\u00edticas ambientais, territoriais, regionais, produtivas, tecnol\u00f3gicas, cient\u00edficas e educacionais como aliadas<\/li>\n<li>Realizar uma reforma fiscal verde, com aumento progressivo do custo da polui\u00e7\u00e3o e pr\u00eamio \u00e0 inova\u00e7\u00e3o de baixo carbono;<\/li>\n<li>Desonerar investimentos \u201cverdes\u201d (isen\u00e7\u00e3o de IPI, dedu\u00e7\u00e3o de tributos embutidos em bens de capital e recupera\u00e7\u00e3o imediata de ICMS e PIS\/COFINS), reduzindo o custo tribut\u00e1rio do investimento verde em 46,5%<\/li>\n<li>Sem elevar a carga tribut\u00e1ria, criar um tributo sobre carbono, que j\u00e1 foi adotado em v\u00e1rios pa\u00edses para aumentar o custo das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa<\/li>\n<li>Apoiar e incentivar os estados e munic\u00edpios a adotarem uma pol\u00edtica de gest\u00e3o ambiental urbana que proporcione redu\u00e7\u00e3o do consumo de energia, da emiss\u00e3o de poluentes que afetam a qualidade do ar, solo e \u00e1gua e de gases de efeito estufa<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Energia<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Construir um modelo energ\u00e9tico que ter\u00e1 como diretrizes: 1) a retomada do controle p\u00fablico, interrompendo as privatiza\u00e7\u00f5es; 2) amplia\u00e7\u00e3o dos investimentos para expandir a gera\u00e7\u00e3o com energias renov\u00e1veis (solar, e\u00f3lica \u00a0e biomassa); 3) tarifas justas; e 4) participa\u00e7\u00e3o social<\/li>\n<li>Retomar o papel estrat\u00e9gico da Eletrobr\u00e1s e da Petrobras<\/li>\n<li>Instalar kits fotovoltaicas em 500 mil resid\u00eancias por ano<\/li>\n<li>Impulsionar a micro e mini gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel pela possibilidade de venda do excedente de energia produzido por resid\u00eancias e empresas<\/li>\n<li>Modernizar o sistema el\u00e9trico existente: usinas geradoras, substitui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis l\u00edquidos e carv\u00e3o por g\u00e1s natural e biocombust\u00edvel, incorpora\u00e7\u00e3o das tecnologias de futuro nas redes de transmiss\u00e3o (smart grid)<\/li>\n<li>Perseguir o aumento da efici\u00eancia energ\u00e9tica<\/li>\n<li>Fortalecer o Programa Reluz e estender o Programa Luz para Todos para localidades isoladas na Amaz\u00f4nia<\/li>\n<li>Retomar investimentos em infraestrutura de transporte limpa, com diversifica\u00e7\u00e3o dos meios de transporte, incluindo ferrovias, hidrovias e meios menos poluentes<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Desmatamento<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Assumir compromisso com a taxa de desmatamento l\u00edquido zero at\u00e9 2022 e com o fim da expans\u00e3o da fronteira agropecu\u00e1ria<\/li>\n<li>Fiscalizar o cumprimento do C\u00f3digo Florestal, incluindo o Cadastramento Ambiental Rural<\/li>\n<li>Fortalecer a prote\u00e7\u00e3o das unidades de conserva\u00e7\u00e3o e dos demais bens da natureza<\/li>\n<li>Aperfei\u00e7oar os mecanismos de governan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia, por meio do di\u00e1logo federativo e participa\u00e7\u00e3o social nos processos decis\u00f3rios<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Agricultura<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Criar instrumentos que valorizem a produ\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos agropecu\u00e1rios de forma sustent\u00e1vel; promover a valora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da preserva\u00e7\u00e3o de recursos naturais nas propriedades rurais<\/li>\n<li>Utilizar, para a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, os mais de 240 milh\u00f5es de hectares j\u00e1 abertos para agricultura e pastagens<\/li>\n<li>Implementar o C\u00f3digo Florestal com prazos, \u201csem mais prorroga\u00e7\u00f5es ou atrasos\u201d<\/li>\n<li>Promover uma nova gera\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e programas voltados \u00e0 quest\u00e3o agr\u00e1ria, agricultura familiar e agroecologia no Brasil, com reforma no ambiente institucional.<\/li>\n<li>Desenvolver, em parceria com organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, universidades e sociedade civil projetos estrat\u00e9gicos para os assentamentos rurais<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h4 id=\"Marina\">MARINA SILVA<\/h4>\n<p><b>Clima<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Alinhar pol\u00edticas p\u00fablicas (econ\u00f4mica, fiscal, industrial, energ\u00e9tica, agr\u00edcola, pecu\u00e1ria, florestal, da gest\u00e3o de res\u00edduos e de infraestrutura) aos objetivos do Acordo de Paris<\/li>\n<li>Cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil com uma estrat\u00e9gia de longo prazo de descarbonizar\u00e3o da economia, com emiss\u00e3o l\u00edquida zero de gases de efeito estufa at\u00e9 2050<\/li>\n<li>Descarboninzar a estrutura tribut\u00e1ria: no curto prazo, aperfei\u00e7oar a contribui\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico (CIDE, tributo que incide sobre combust\u00edveis), com um adicional segundo a intensidade de carbono<\/li>\n<li>No m\u00e9dio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema tribut\u00e1rio nacional, no contexto de uma ampla reforma tribut\u00e1ria<\/li>\n<li>Implementar o Mercado Brasileiro de Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es e outros mecanismos para introduzir a precifica\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa<\/li>\n<li>Promover desenvolvimento urbano que inclua a redu\u00e7\u00e3o de gases de efeito esfufa entre as prioridades<\/li>\n<li>Apoiar os munic\u00edpios a implementar planos de conting\u00eancia e monitoramento de extremos clim\u00e1ticos para a preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o dos impactos<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Energia<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Mobilidade urbana: desenvolver pol\u00edticas que estimulem modais com baixa emiss\u00e3o de poluentes, gera\u00e7\u00e3o de energia limpa, renov\u00e1vel e com efici\u00eancia energ\u00e9tica; substituir ve\u00edculos movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis pelos el\u00e9tricos e movidos a biocombust\u00edveis<\/li>\n<li>Eletrobr\u00e1s: privatiza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 analisada no contexto da pol\u00edtica energ\u00e9tica nacional; dever\u00e1 modernizar suas estrat\u00e9gias a fim de incorporar energias renov\u00e1veis<\/li>\n<li>Petrobras: assumir\u00e1 papel de lideran\u00e7a nos investimentos em energias limpas<\/li>\n<li>Potencializar a efici\u00eancia energ\u00e9tica, por meio do est\u00edmulo regulat\u00f3rio com incentivos e metas em todas as etapas: gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 os consumidores<\/li>\n<li>Massificar a instala\u00e7\u00e3o de unidades de gera\u00e7\u00e3o de energia solar fotovoltaica distribu\u00edda nas cidades e comunidades vulner\u00e1veis: meta \u00e9 1,5 milh\u00e3o de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e m\u00e9dio porte at\u00e9 2022, representando 3,5 GW de pot\u00eancia operacional<\/li>\n<li>Renovabio: implementar o programa de biocombust\u00edveis, que dever\u00e1 criar 1,4 milh\u00e3o de empregos at\u00e9 2030<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Desmatamento<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Atingir o desmatamento zero no Brasil, no menor prazo poss\u00edvel, com data limite em 2030<\/li>\n<li>Valorizar a floresta em p\u00e9, com o desenvolvimento de uma economia florestal e das comunidades tradicionais vinculadas \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Ampliar o sistema de monitoramento de desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7as na cobertura do solo<\/li>\n<li>Recuperar 12 milh\u00f5es de hectares de florestas nativas at\u00e9 2030, como manda o Acordo de Paris e gerar empregos nessa atividade<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>Agricultura<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Ampliar pr\u00e1ticas de agricultura de baixo carbono nos Planos Safra anuais, com redu\u00e7\u00e3o da burocracia e estabelecendo atrativos para ades\u00e3o ao sistema<\/li>\n<li>Desenvolver programas de compensa\u00e7\u00e3o financeira que beneficiem comunidades tradicionais e agricultores familiares pela conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e ecossistemas.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OC investigou o que os presidenci\u00e1veis prometem no combate a desmatamento, promo\u00e7\u00e3o da energia 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