{"id":92327,"date":"2018-09-18T10:00:03","date_gmt":"2018-09-18T13:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=92327"},"modified":"2018-09-18T09:12:31","modified_gmt":"2018-09-18T12:12:31","slug":"americanos-desenvolvem-metodo-para-contar-aves-migratorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/americanos-desenvolvem-metodo-para-contar-aves-migratorias\/","title":{"rendered":"Americanos desenvolvem m\u00e9todo para contar aves migrat\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-92328\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando o outono chega ao Hemisf\u00e9rio Norte, em setembro, um esquadr\u00e3o de 4,7 bilh\u00f5es de p\u00e1ssaros deixam os Estados Unidos em dire\u00e7\u00e3o ao sul, em m\u00e9dia, todos os anos. Mas nem todos voltam. Na verdade, cerca de 1,2 bilh\u00e3o de aves ficam pelo caminho. Para chegar a esses n\u00fameros, pesquisadores do Laborat\u00f3rio de Ornitologia da Cornell utilizaram dados de 143 esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas espalhadas por todo o territ\u00f3rio do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cDescobrimos que a cada outono (no Hemisf\u00e9rio Norte), uma m\u00e9dia de 4 bilh\u00f5es de p\u00e1ssaros se mudam do Canad\u00e1 para os Estados Unidos\u201d, complementa Adriaan Dokter, autor principal do estudo, publicado esta semana na Nature Ecology &amp; Evolution. &#8220;Na primavera, 3,5 bilh\u00f5es de p\u00e1ssaros chegam aos EUA a partir dos pontos ao sul, e 2,6 bilh\u00f5es de p\u00e1ssaros retornam ao Canad\u00e1 na fronteira norte dos EUA&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>Os pesquisadores chamam a aten\u00e7\u00e3o para o fato de aves que migram para pa\u00edses do Sul terem uma taxa de retorno maior (76%) do que aquelas que saem do Canad\u00e1 para passar o inverno nos Estados Unidos (64%). Eles acreditam que v\u00e1rios fatores podem explicar essa diferen\u00e7a, como uma menor taxa reprodutiva das aves que invernam nos tr\u00f3picos ou elevada mortandade nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Jornada Perigosa<\/strong><\/p>\n<p>O ornit\u00f3logo Mario Cohn-Haft, curador da cole\u00e7\u00e3o de aves do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), destaca que a migra\u00e7\u00e3o \u00e9 arriscada para as aves, j\u00e1 que no caminho elas encontram tempestades, predadores e correm o risco de encontrar no destino locais desmatados ou carregados de pesticidas. \u201cNa It\u00e1lia, por exemplo, matam p\u00e1ssaros que migram da Europa para a \u00c1frica, para se alimentar\u201d, conta o pesquisador.<\/p>\n<p>Conh-Haft, que n\u00e3o participou dos estudos publicados pelos americanos, explica que a maior parte das aves que migram da Am\u00e9rica do Norte chegam ao Caribe, Am\u00e9rica Central e costa norte da Am\u00e9rica do Sul. \u201cUma propor\u00e7\u00e3o pequena vem para a Amaz\u00f4nia\u201d, destaca. \u201cMas existem esp\u00e9cies cuja popula\u00e7\u00e3o inteira fica na Amaz\u00f4nia. Elas passam mais tempo aqui do que l\u00e1 (na Am\u00e9rica do Norte).\u201d Ele cita esp\u00e9cies como ma\u00e7arico, andorinha-azul (<em>Progne subis),\u00a0<\/em>andorinha-de-bando (<em>Hirundo rustica)<\/em>\u00a0e o gavi\u00e3o-de-asa-larga (<em>Buteo platypterus)<\/em>.<\/p>\n<p>Em Manaus, conforme conta o ornit\u00f3logo, era comum encontrar grandes bandos de andorinhas-azuis, na refinaria da Petrobr\u00e1s, Distrito Industrial, na Zona Leste da Cidade. Mas elas desapareceram da capital, embora possam ser vistas no interior. \u201c\u00c9 como se toda a popula\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte se afunilasse e viesse para a Amaz\u00f4nia Central\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Ele explica que s\u00e3o esp\u00e9cies tropicais que, durante passam o per\u00edodo de reprodu\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es mais ao norte. A ra\u00e7\u00e3o \u00e9 a disponibilidade de comida, principalmente insetos. Enquanto nos tr\u00f3picos existe uma oferta de insetos distribu\u00edda ao longo do ano, em regi\u00f5es temperadas a presen\u00e7a deles se concentra em poucos meses, com temperatura mais elevada durante o ano.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um boom imenso na popula\u00e7\u00e3o de inseto, tudo eclode de uma vez\u201d, afirma o pesquisador. \u201c(As aves migrat\u00f3rias) s\u00e3o esp\u00e9cies tropicais que ao longo da evolu\u00e7\u00e3o aprenderam a encontrar uma superabund\u00e2ncia de recursos em outros lugares. Para criar a prole, quando precisam de mais alimento, procuram esses lugares onde a comida \u00e9 abundante durante um per\u00edodo do ano\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o outono chega ao Hemisf\u00e9rio Norte, em setembro, um esquadr\u00e3o de 4,7 bilh\u00f5es de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92328,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ave_migratoria.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando o outono chega ao Hemisf\u00e9rio Norte, em setembro, um esquadr\u00e3o de 4,7 bilh\u00f5es de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92327"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92327"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92327\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}