{"id":92262,"date":"2018-09-17T08:59:08","date_gmt":"2018-09-17T11:59:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=92262"},"modified":"2018-09-17T09:00:35","modified_gmt":"2018-09-17T12:00:35","slug":"agrotoxicos-uso-desordenado-sera-combatido-na-paraiba-com-a-fiscalizacao-dos-receituarios-agronomos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agrotoxicos-uso-desordenado-sera-combatido-na-paraiba-com-a-fiscalizacao-dos-receituarios-agronomos\/","title":{"rendered":"Agrot\u00f3xicos: uso desordenado ser\u00e1 combatido na Para\u00edba com a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos receitu\u00e1rios agr\u00f4nomos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/raniere_dantas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-92263\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/raniere_dantas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/raniere_dantas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/raniere_dantas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por An\u00e9zia Nunes<\/p>\n<p>Intensificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos receitu\u00e1rios agr\u00f4nomos na Para\u00edba. Essa \u00e9 uma das primeiras medidas a serem adotadas por um dos grupos de trabalho criados durante a reuni\u00e3o de reativa\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum de Combate ao Uso Indiscriminado de Agrot\u00f3xicos, que aconteceu no \u00faltimo dia 3, na sede do Procon Estadual, em Jo\u00e3o Pessoa. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do promotor Raniere da Silva Dantas, coordenador do Centro de Apoio \u00e0 Sa\u00fade, do Meio Ambiente e dos Consumidores da Para\u00edba.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em toda a Para\u00edba, h\u00e1 17.689 Segurados Especiais (denomina\u00e7\u00e3o usada para identificar trabalhadores do campo) afastados de suas atividades. Desse total s\u00e3o 11.801 em Campina Grande e 5.888 em Jo\u00e3o Pessoa. Dadas as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, suspeita-se que boa parte deles tenha adoecido em consequ\u00eancia dos efeitos dos agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Na Para\u00edba, o agrot\u00f3xico est\u00e1 presente em diversas culturas, conforme dados da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores da Agricultura do Estado da Para\u00edba (Fetag). Embora n\u00e3o haja n\u00fameros concretos em rela\u00e7\u00e3o ao adoecimento do homem do campo, o presidente da Fetag, Jo\u00e3o Alves, afirmou que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito preocupante. Reativado para tratar dessas e outras quest\u00f5es preocupantes, o F\u00f3rum de Combate ao Uso Indiscriminado de Agrot\u00f3xicos \u00e9 formado por esquipes que fazem parte de uma uni\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e cada um tem seu conhecimento aprofundado em um ponto espec\u00edfico, com sua expertise, e contribuindo com sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o para fazer todo um grande trabalho.<\/p>\n<p>\u201cReativamos o f\u00f3rum h\u00e1 cerca de 15 dias e, gra\u00e7as a Deus, criamos v\u00e1rios grupos de trabalho. Um deles vai discutir o projeto de lei que est\u00e1 para mudar, em n\u00edvel federal, a quest\u00e3o de rastreabilidade de alimentos\u201d, explica Raniere. O promotor de Justi\u00e7a explica que a rastreabilidade de alimentos, abrangendo toda a cadeia de abastecimento, do produtor ao supermercado, possibilita a redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de produtos n\u00e3o conformes ou de qualidade insatisfat\u00f3ria, diminuindo assim o potencial de publicidade negativa e recall de alimentos.\u00a0A ind\u00fastria de alimentos est\u00e1 se tornando gradativamente mais orientada para o consumidor e precisa de tempo de resposta mais r\u00e1pidos para lidar com esc\u00e2ndalos e incidentes de alimentos.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>A rastreabilidade \u00e9 vista como um instrumento para cumprir a legisla\u00e7\u00e3o e para atender aos requisitos de seguran\u00e7a e qualidade dos alimentos, considerada um sistema de seguran\u00e7a e acompanhamento efetivo da qualidade ao longo da cadeia produtiva e potencial para colaborar com a seguran\u00e7a, bem como para aumentar a confian\u00e7a do consumidor e conectar produtores e consumidores. \u201cHoje, um dos nossos grandes problemas \u00e9 a falta de rastreabilidade dos alimentos. J\u00e1 detectamos que um produto est\u00e1 com excesso de agrot\u00f3xico, mas acabamos n\u00e3o sabendo de onde veio e quem \u00e9 o produtor, pois n\u00e3o temos a rastreabilidade\u201d, relata o promotor.<\/p>\n<p>Segundo Raniere Dantas, com a forma\u00e7\u00e3o de grupo no f\u00f3rum, cada pessoa tem sua opini\u00e3o pr\u00f3pria e at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 querendo abolir o uso dos agrot\u00f3xicos, e sim que ele seja utilizado como previsto em lei. \u201cSe voc\u00ea est\u00e1 com uma determinada praga na sua lavoura, o correto seria o agr\u00f4nomo detectar o problema e n\u00e3o fazer o uso abusivo de agrot\u00f3xicos, fazer apenas a utiliza\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 sendo recomendado em carta para a sua lavoura. Nossa opini\u00e3o enquanto f\u00f3rum \u00e9 bem clara, que n\u00e3o somos contra os agrot\u00f3xicos, apenas queremos que sejam usados nas lavouras de forma correta, dentro dos seus limites, se aplicado na dosagem correta. Com isso estamos satisfeitos\u201d, diz Raniere.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lises<\/strong><\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Estadual de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (AgevisaPB) ir\u00e1 contribuir para ajudar o f\u00f3rum nos aspectos de sua compet\u00eancia, realizando an\u00e1lises de res\u00edduos de agrot\u00f3xicos nos hortifrutis, no com\u00e9rcio, e comunicando os resultados para as institui\u00e7\u00f5es de interesse, como o f\u00f3rum, afim de dar demais andamentos para inspe\u00e7\u00e3o de produtores no campo, por \u00f3rg\u00e3os competentes da agricultura. \u201cA reuni\u00e3o para a reativa\u00e7\u00e3o do f\u00f3rum foi muito produtiva, com estabelecimento de grupos t\u00e9cnicos por compet\u00eancia, para melhor proveito e estabelecimento de um cronograma de reuni\u00f5es anual\u201d, avalia Tatiane Lucena Galv\u00e3o, engenheira de alimentos e gerente t\u00e9cnica da Agevisa.<\/p>\n<p>No Brasil Cerca de um ter\u00e7o dos vegetais mais consumidos no Brasil apresentaram um n\u00edvel de agrot\u00f3xico acima do aceit\u00e1vel. Foram analisadas quase 2.500 amostras de 18 tipos de alimentos pelo Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos de Alimentos, da Anvisa. Entre os crit\u00e9rios do levantamento estavam a an\u00e1lise da presen\u00e7a de agrot\u00f3xicos acima do n\u00edvel permitido e a presen\u00e7a de agrot\u00f3xicos n\u00e3o autorizados para o tipo de alimento.<\/p>\n<p>Dependendo do tipo de agrot\u00f3xico ingerido pelo homem, ele pode sofrer graves danos de sa\u00fade e at\u00e9 mesmo morrer. Entre os problemas mais recorrentes est\u00e3o as les\u00f5es nos rins, c\u00e2nceres, redu\u00e7\u00e3o da fecundidade, problemas no sistema nervoso, convuls\u00f5es e envenenamento. Assim sendo, diante de tantos problemas causados pelos agrot\u00f3xicos, \u00e9 fundamental que haja um descarte adequado e que a aplica\u00e7\u00e3o desses produtos seja feita de maneira prudente e rigorosa. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante que novas maneiras de proteger as culturas sejam criadas com vistas a diminuir os impactos ambientais e os riscos \u00e0 sa\u00fade dos seres vivos.<\/p>\n<p><strong>Fique atento<\/strong><\/p>\n<p>Para detectar os alimentos que possuem mais contamina\u00e7\u00e3o, foram analisadas quase 2.500 amostras de 18 tipos de alimentos pelo Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos de Alimentos, da Anvisa. Entre os crit\u00e9rios do levantamento estavam a an\u00e1lise da presen\u00e7a de agrot\u00f3xicos acima do n\u00edvel permitido e a presen\u00e7a de agrot\u00f3xicos n\u00e3o autorizados para o tipo de alimento. A batata foi o \u00fanico vegetal examinado que n\u00e3o apresentou nenhum lote contaminado. Em compensa\u00e7\u00e3o, praticamente todas (91,8%) das amostras de piment\u00e3o apresentavam agrot\u00f3xicos acima do permitido. Morango, pepino e alface tamb\u00e9m estavam entre os itens mais contaminados, apresentando irregularidades em mais de 50% dos lotes examinados.<\/p>\n<p>Saiba quais s\u00e3o as 10 frutas e legumes que contem mais agrot\u00f3xicos: em primeiro lugar o piment\u00e3o com 91,8%, em segundo o morango com 63,4%, em terceiro o pepino com 57,4%, quarto o alface com 54,2%, em quinto lugar a cenoura com 49,6%, em sexta coloca\u00e7\u00e3o o abacaxi com 32,8%, no s\u00e9timo lugar a beterraba com 32,6%, oitavo o couve com 31,9%, em nono lugar o mam\u00e3o com 30,4% e em d\u00e9cimo lugar, mas n\u00e3o o \u00faltimo, o tomate que leva 16,3% com percentual de amostras inadequadas para o consumo, segundo a Anvisa.<\/p>\n<p>Dicas de como tirar os agrot\u00f3xicos dos alimentos: nem sempre \u00e9 poss\u00edvel tirar os agrot\u00f3xicos dos alimentos, por isso, a melhor forma de se proteger e evitar a ingest\u00e3o de agrot\u00f3xicos \u00e9 optar pelos alimentos de agricultura biol\u00f3gica, que tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos por alimentos org\u00e2nicos porque estes n\u00e3o cont\u00eam nenhum tipo de pesticidas, mas se isso n\u00e3o for poss\u00edvel voc\u00ea pode:<\/p>\n<p>\u2022 Descascar os alimentos antes de comer, o que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 muito bom porque a maior parte das vitaminas encontra-se na casca.<\/p>\n<p>\u2022 Lavar muito bem todas as frutas, legumes, verduras e hortali\u00e7as antes do seu consumo, com \u00e1gua e sab\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2022 Criar sua pr\u00f3pria planta\u00e7\u00e3o em casa, no terreno ou em vasos de plantas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por An\u00e9zia Nunes Intensificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos receitu\u00e1rios agr\u00f4nomos na Para\u00edba. 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