{"id":92245,"date":"2018-09-16T13:30:32","date_gmt":"2018-09-16T16:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=92245"},"modified":"2018-09-15T22:19:40","modified_gmt":"2018-09-16T01:19:40","slug":"cientistas-descobrem-tres-especies-de-peixes-no-fundo-do-pacifico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descobrem-tres-especies-de-peixes-no-fundo-do-pacifico\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem tr\u00eas esp\u00e9cies de peixes no fundo do Pac\u00edfico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-92246\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas descobriram tr\u00eas novas esp\u00e9cies de peixes que vivem em uma das partes mais profundas do oceano, criaturas transl\u00facidas sem escamas perfeitamente adaptadas a condi\u00e7\u00f5es que instantaneamente matariam a maior parte da vida na Terra.<\/p>\n<p>Uma equipe internacional de pesquisadores usou c\u00e2meras subaqu\u00e1ticas de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o para encontrar o novo peixe no fundo da trincheira do Atacama, no Oceano Pac\u00edfico, a uma profundidade de 7.500 metros &#8211; e ficaram surpresos com sua abund\u00e2ncia em um ambiente t\u00e3o in\u00f3spito.<\/p>\n<p>&#8220;Essas coisas est\u00e3o no limite do que todos os peixes podem aguentar, ent\u00e3o naquela profundidade voc\u00ea pode esperar que talvez tenha sorte de ver um ou dois batalhando para sobreviver&#8221;, disse \u00e0 AFP nesta sexta-feira Alan Jamieson, professor s\u00eanior de ecologia marinha da Universidade de Newcastle.<\/p>\n<p>&#8220;Mas h\u00e1 um monte deles l\u00e1&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Temporariamente denominados peixe-caracol rosa, azul e roxo do Atacama, as criaturas at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas t\u00eam entre 20 e 25 cent\u00edmetros de comprimento, s\u00e3o transl\u00facidas e n\u00e3o t\u00eam escamas.<\/p>\n<p>Eles parecem ser exclusivamente adaptados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es presentes a pouco mais de sete quil\u00f4metros abaixo da superf\u00edcie do oceano, onde os dias s\u00e3o permanentemente escuros e a temperatura da \u00e1gua mal chega a dois graus Celsius.<\/p>\n<p>Em tais profundidades, a press\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande que animais maiores seriam esmagados sob sua pr\u00f3pria massa.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o equivalente a ter um peso de 800 quilos colocado em seu dedo mindinho&#8221;, disse Jamieson.<\/p>\n<p>Os pesquisadores acreditam que os peixes podem ter evolu\u00eddo para viver no fundo do mar para evitar presas maiores.<\/p>\n<p>&#8220;As estruturas mais duras em seus corpos s\u00e3o os ossos de seu ouvido interno, que lhes d\u00e3o equil\u00edbrio, e seus dentes&#8221;, disse Thomas Linley, um pesquisador de Newcastle que participou da expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na verdade, por serem feitos quase totalmente de uma subst\u00e2ncia parecida com o gel, os peixes morreriam sem a press\u00e3o esmagadora que os mant\u00e9m inteiros.<\/p>\n<p>&#8220;Seus corpos s\u00e3o extremamente fr\u00e1geis e derretem rapidamente quando trazidos para a superf\u00edcie&#8221;, disse Linley.<\/p>\n<p>A trincheira do Atacama ocupa quase 6.000 quil\u00f4metros ao longo da costa oeste da Am\u00e9rica do Sul e tem 8.000 metros de profundidade.<\/p>\n<p>Jamieson disse que a descoberta da equipe deve dar esperan\u00e7a aos pesquisadores que trabalham para descobrir novas esp\u00e9cies em alguns dos cantos menos explorados do planeta.<\/p>\n<p><span class=\"storyimage fullwidth inlineimage\" data-aop=\"image\"><span class=\"image\" data-attrib=\"Fornecido por AFP\" data-caption=\"Pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que &quot;h\u00e1 um monte deles&quot;\" data-id=\"80\" data-m=\"{&quot;i&quot;:80,&quot;p&quot;:78,&quot;n&quot;:&quot;openModal&quot;,&quot;t&quot;:&quot;articleImages&quot;,&quot;o&quot;:2}\"><img loading=\"lazy\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBNlFaU.img?h=822&amp;w=1119&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"Pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que &quot;h\u00e1 um monte deles&quot;\" width=\"638\" height=\"469\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;59&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBNlFaU.img?h=822&amp;w=1119&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;dpi&quot;:1.4,&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;46&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBNlFaU.img?h=643&amp;w=874&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;46&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBNlFaU.img?h=643&amp;w=874&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;}}\" \/><\/span><span class=\"caption truncate\"><span class=\"attribution\">\u00a9 Fornecido por AFP<\/span>\u00a0Pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que &#8220;h\u00e1 um monte deles&#8221;<\/span><\/span><\/p>\n<p>&#8220;A descoberta de novas esp\u00e9cies n\u00e3o se limita a pequenas coisas na lama ou min\u00fasculas \u00e1guas-vivas, aqui h\u00e1 tr\u00eas esp\u00e9cies de peixes com cerca de 20-25 cm de comprimento&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;A trincheira do Atacama \u00e9 do mesmo tamanho da Cordilheira dos Andes. Se conseguimos colocar uma c\u00e2mera l\u00e1 embaixo e pegar tr\u00eas novas esp\u00e9cies em quest\u00e3o de dias&#8230; essas coisas n\u00e3o s\u00e3o raras &#8211; elas s\u00f3 est\u00e3o fora de alcance&#8221;.<\/p>\n<p>Com mais de 300 variedades conhecidas de peixe-caracol, Jamieson disse que este se adaptou a uma grande variedade de condi\u00e7\u00f5es, algumas extremamente dif\u00edceis de se sobreviver.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria deles vive em n\u00edveis superficiais (&#8230;). Eles s\u00e3o uma fam\u00edlia incr\u00edvel que evoluiu para se adequar a todos os nichos, todos os cantos do planeta&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Ele admitiu, no entanto, estar impressionado com as variedades rec\u00e9m-descobertas e sua capacidade de prosperar em alguns dos ambientes mais duros da Terra.<\/p>\n<p>&#8220;A temperatura da \u00e1gua nessas trincheiras \u00e9 sempre menor do que 2\u00baC &#8211; o que por si s\u00f3 \u00e9 bastante dif\u00edcil, sem falar na press\u00e3o (&#8230;) e na baixa quantidade de alimento&#8221;, acrescentou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas descobriram tr\u00eas novas esp\u00e9cies de peixes que vivem em uma das partes mais profundas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92246,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/peixes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas descobriram tr\u00eas novas esp\u00e9cies de peixes que vivem em uma das partes mais profundas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92245"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92245"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92245\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}