{"id":92181,"date":"2018-09-15T13:30:16","date_gmt":"2018-09-15T16:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=92181"},"modified":"2018-09-15T13:01:04","modified_gmt":"2018-09-15T16:01:04","slug":"a-explicacao-por-tras-da-descoberta-de-jararacas-gigantes-em-parque-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-explicacao-por-tras-da-descoberta-de-jararacas-gigantes-em-parque-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"A explica\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s da descoberta de jararacas gigantes em parque de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-92182\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Depois de ter ficado famoso, em 1998, por ser a \u00e1rea onde o assassino em s\u00e9rie Francisco de Assis Pereira, o \u201cman\u00edaco do parque\u201d, estuprou e matou pelo menos seis mulheres e tentou fazer o mesmo com outras nove, o Parque Estadual das Fontes do Ipiranga \u2013 conhecido popularmente como Parque do Estado -, volta a chamar aten\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que agora por outro motivo.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Instituto Butantan descobriram que, em seus 540 hectares, encravados na zona sul de S\u00e3o Paulo, vivem\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/topics\/14745d1f-885d-4b9f-b28a-24540e7beb15\">jararacas<\/a>\u00a0(<i>Bothrops jararaca<\/i>) gigantes, pelo menos 50% maiores que os esp\u00e9cimes comuns.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita para o trabalho de mestrado do bi\u00f3logo Lucas Henrique Carvalho Siqueira no Instituto de Bioci\u00eancias, Letras e Ci\u00eancias Exatas do campus da Unesp de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, com orienta\u00e7\u00e3o do pesquisador do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o do Instituto Butantan Otavio Augusto Vuolo Marques.<\/p>\n<p>Os resultados foram divulgados no Journal of Herpetology, publicado pela Sociedade para o Estudo de Anf\u00edbios e R\u00e9pteis (SSAR, na sigla em ingl\u00eas), organiza\u00e7\u00e3o internacional fundada em 1958.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/DFFE\/production\/_103424375_686cd8e2-5a69-4bc2-9d72-b0203d820760.jpg\" alt=\"Serpente do Parque do Estado comparada a uma do litoral\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Jararacas do Parque do Estado s\u00e3o pelo menos 50% maiores que os esp\u00e9cimes comuns<\/figcaption><\/figure>\n<p>A ideia do estudo surgiu de um fato que intrigava os pesquisadores do Butantan.<\/p>\n<p>Eles notaram que entre as serpentes que s\u00e3o entregues o tempo todo na Recep\u00e7\u00e3o de Animais do instituto havia v\u00e1rias f\u00eameas de jararaca muito grandes, medindo por volta de 1,5 metro, quando a m\u00e9dia da esp\u00e9cie \u00e9 de cerca de um metro. Aos investigar a proced\u00eancia delas, eles descobriram que todas haviam sido capturadas no Parque do Estado.<\/p>\n<p>Isso despertou o interesse dos pesquisadores e, por isso, o tema foi investigado no trabalho de mestrado de Siqueira.<\/p>\n<p>Marques diz que estudos anteriores haviam mostrado que serpentes de grande porte, em geral, s\u00e3o mais comuns em ilhas. \u201cO Parque do Estado n\u00e3o tem liga\u00e7\u00e3o com outras \u00e1reas de mata\u201d, diz.<\/p>\n<blockquote><p>\u201c\u00c9 como uma ilha, s\u00f3 que em vez de estar cercado de \u00e1gua, est\u00e1 (rodeado) pela cidade.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Ele e seu orientando resolveram ent\u00e3o verificar se as jararacas do local estavam ficando maiores do que outras popula\u00e7\u00f5es e estudar algumas raz\u00f5es que poderiam explicar isso, como a oferta de alimentos e a presen\u00e7a de predadores, por exemplo.<\/p>\n<p>Siqueira explica que, para entender eventuais mudan\u00e7as que a popula\u00e7\u00e3o de jararacas do Parque do Estado teria sofrido por causa da influ\u00eancia urbana, ele precisava compar\u00e1-la com outra que n\u00e3o tivesse sofrido este efeito.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><\/div>\n<p>\u201cO Parque Estadual da Cantareira foi ent\u00e3o escolhido, porque tem vegeta\u00e7\u00e3o e caracter\u00edsticas ambientais e clim\u00e1ticas semelhantes \u00e0s do Parque do Estado\u201d, diz.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA principal diferen\u00e7a e foco do estudo \u00e9 que este segundo \u00e9 um pequeno fragmento de Mata Atl\u00e2ntica completamente isolado dentro da cidade de S\u00e3o Paulo, ao passo que o outro \u00e9 16 vezes maior, al\u00e9m de estar conectado com outros habitats.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/43BE\/production\/_103424371_48e4157b-4adb-45bd-82b1-1153b73d01da.jpg\" alt=\"Manejo da serpente com ganho e medi\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o no tubo de conten\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores analisaram tamanho das cobras, indo ao parque 4 vezes por m\u00eas<\/figcaption><\/figure>\n<p>Depois da ideia inicial, os pesquisadores partiram da hip\u00f3tese de que as jararacas do Parque do Estado atingiam maiores tamanhos que as de outros ambientes por causa da influ\u00eancia do ser humano.\u201dBaseamos essa hip\u00f3tese em duas premissas b\u00e1sicas, que geralmente explicam maiores tamanhos em serpentes: mais oferta de recursos alimentares ou menor incid\u00eancia de predadores\u201d, conta Siqueira.<\/p>\n<p>Para analisar o tamanho das jararacas, ele utilizou dados de serpentes j\u00e1 depositados na Cole\u00e7\u00e3o Herpetol\u00f3gica Alphonse Hoge, do Instituto Butantan, e de pesquisas publicadas anteriormente, al\u00e9m de ter ido a campo para complementar estes dados.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cCom a ajuda de colegas, \u00edamos para cada parque quatro dias por m\u00eas, onde procur\u00e1vamos ativamente as cobras\u201d, lembra.<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m disso, foram montadas armadilhas, para aumentar a chance de encontrar jararacas. Quando isso ocorria, eles pegavam as serpentes, as mediam e pesavam e, em seguida, implantavam um chip subcut\u00e2neo para identific\u00e1-las e as soltavam no mesmo local.<\/p>\n<p>O estudo foi feito apenas com cobras adultas, que se alimentam de pequenos roedores.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><\/div>\n<p>A aposta dos pesquisadores antes do trabalho de campo era de que as jararacas do Parque do Estado eram maiores porque dispunham de mais fontes de alimentos.<\/p>\n<p>Essa ideia estava baseada em um trabalho anterior, no qual pesquisadores do Instituto Butantan constataram que cobras da mesma esp\u00e9cie, que viviam no arquip\u00e9lago de Alcatrazes, no litoral norte de S\u00e3o Paulo, eram menores do que as do continente \u2013 um fen\u00f4meno que tamb\u00e9m pode ocorrer em ilhas, o nanismo.<\/p>\n<p>Eles atribu\u00edram isso \u00e0 dieta de baixo valor cal\u00f3rico delas, baseada em sapos, lagartos e lacraias, enquanto as continentais se alimentam de roedores, obtendo mais calorias.<\/p>\n<p>Por isso, para Marques, no caso do estudo em S\u00e3o Paulo, era natural pensar em uma grande oferta de recurso alimentar, proporcionada pelos ratos da cidade, maiores que os silvestres e do que sapos e lacraias, j\u00e1 que o Parque do Estado est\u00e1 em uma \u00e1rea urbana alterada.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cFomos surpreendidos, no entanto, pois a disponibilidade de alimento n\u00e3o era maior do que na Cantareira\u201d, diz. \u201cCapturamos menos ratinhos no Parque do Estado e n\u00e3o confirmamos a presen\u00e7a de ratos urbanos durante o tempo do estudo, s\u00f3 dos silvestres.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/6ACE\/production\/_103424372_1cc4bc38-94e6-4e61-b0c2-d496a9f47cc7.jpg\" alt=\"R\u00c3\u00a9plicas predada por ave na cabe\u00c3\u00a7a, mam\u00c3\u00adfero e tamb\u00c3\u00a9m mordida por mam\u00c3\u00adfero na vegeta\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores fabricaram cobras de massinha para monitorar preda\u00e7\u00e3o dos animais.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Restava ent\u00e3o verificar a segunda a premissa, ou seja, que houvesse uma quantidade menor de predadores no parque urbano.<\/p>\n<p>Como as serpentes \u2013 e os r\u00e9pteis em geral \u2013 nunca param de crescer durante a vida toda, quanto menos animais no ambiente ameacem sua exist\u00eancia, mais tempo elas conseguem viver e, com isso, atingir um grande tamanho.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><\/div>\n<p>Mas verificar isso era uma tarefa mais complicada, para a qual os pesquisadores lan\u00e7aram m\u00e3o de uma solu\u00e7\u00e3o criativa, no entanto.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cUm encontro com serpentes na natureza \u00e9 fortuito, mas presenciar um evento de preda\u00e7\u00e3o sobre elas seria mais raro ainda\u201d, diz Siqueira. \u201cPara superar essa dificuldade, utilizamos r\u00e9plicas de jararaca feitas com massinha de modelar \u2013 aquelas usadas por crian\u00e7as para brincar \u2013 para quantificar a incid\u00eancia dos predadores.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Eles fabricaram nada menos do que 1.440 jararacas de massinha e distribu\u00edram 720 em cada parque, 60 por m\u00eas, ao longo das 12 campanhas de pesquisa. A r\u00e9plica consiste em um modelo de uma jararaca adulta, com cabe\u00e7a triangular e colora\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 real. Elas ficavam expostas durante 48 horas.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/91DE\/production\/_103424373_fbb59a2d-0326-497c-a1ef-b82db0c8ca4c.jpg\" alt=\"Jararaca em movimento no Parque Estadual da Cantareira\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ataques de predadores foram mais que o dobro no Parque do Estado que na Cantareira<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os predadores confundiam as r\u00e9plicas com serpentes reais e as atacavam, deixando impressa a marca do ataque.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPara saber o n\u00famero absoluto de predadores de jararaca seria preciso uma c\u00e2mera em cada uma das r\u00e9plicas, o que n\u00e3o era vi\u00e1vel\u201d, diz Siqueira. \u201cMas conseguimos quantificar a frequ\u00eancia de ataque e dizer se o predador era ave ou mam\u00edfero.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Os pesquisadores constataram que o n\u00famero de ataques \u00e0s r\u00e9plicas na Cantareira foi mais do que o dobro do que no Parque do Estado.<\/p>\n<p>\u201cNa primeira, tivemos cerca de 12% das massinhas atacadas, o que \u00e9 um valor bem alto quando comparado a outros estudos relacionados\u201d, conta Siqueira.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNo segundo, um pouco mais de 5% das jararacas foram afetadas. Conclu\u00edmos que o fator respons\u00e1vel por encontramos maior propor\u00e7\u00e3o de f\u00eameas grandes no Parque do Estado \u00e9 a menor quantidade de predadores.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1CAE\/production\/_103424370_668ffed3-7066-4c79-b87a-528f2fd0bdc1.jpg\" alt=\"R\u00c3\u00a9plicas predada por ave na cabe\u00c3\u00a7a, mam\u00c3\u00adfero e tamb\u00c3\u00a9m mordida por mam\u00c3\u00adfero na vegeta\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores conclu\u00edram que h\u00e1 menos predadores no Parque do Estado, permitindo que mais cobras cres\u00e7am<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com Marques, a import\u00e2ncia do trabalho de seu orientando est\u00e1 na compreens\u00e3o de como as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o estruturadas em um fragmento florestal, que \u00e9 sempre fundamental para a conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEsse tipo de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um subs\u00eddio, que pode auxiliar na determina\u00e7\u00e3o de \u00e1reas m\u00ednimas ou mesmo no manejo de fragmentos florestais, a fim de preservar o m\u00e1ximo de sua biota.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de ter ficado famoso, em 1998, por ser a \u00e1rea onde o assassino em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92182,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/jararaca.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Depois de ter ficado famoso, em 1998, por ser a \u00e1rea onde o assassino em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92181"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92181"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92181\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}