{"id":92118,"date":"2018-09-14T14:00:43","date_gmt":"2018-09-14T17:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=92118"},"modified":"2018-09-13T19:28:10","modified_gmt":"2018-09-13T22:28:10","slug":"catastrofes-revelam-deficiencias-das-infraestruturas-do-japao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/catastrofes-revelam-deficiencias-das-infraestruturas-do-japao\/","title":{"rendered":"Cat\u00e1strofes revelam defici\u00eancias das infraestruturas do Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"maincontent\">\n<div id=\"content\" class=\"content\">\n<article class=\"articlecontent loaded\" data-id=\"76\" data-m=\"{&quot;i&quot;:76,&quot;p&quot;:73,&quot;n&quot;:&quot;article&quot;,&quot;y&quot;:6,&quot;o&quot;:3}\" data-nativead-placements=\"article_aside:3;singlecard1:1;singlecard2:1;singlecard3:1;singlecard4:1;singlecard5:1;singlecard6:1;singlecard7:1;singlecard8:1;singlecard9:1;singlecard10:1;singlecard11:1;\">\n<section class=\"flexarticle\" data-id=\"77\" data-m=\"{&quot;i&quot;:77,&quot;p&quot;:76,&quot;n&quot;:&quot;flexarticle&quot;,&quot;y&quot;:6,&quot;o&quot;:1}\">\n<section class=\"articlebody \" data-id=\"78\" data-m=\"{&quot;i&quot;:78,&quot;p&quot;:77,&quot;n&quot;:&quot;articlebody&quot;,&quot;y&quot;:6,&quot;o&quot;:1}\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-92119\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A s\u00e9rie recente de desastres naturais no Jap\u00e3o deixou em evid\u00eancia a vulnerabilidade de infraestruturas importantes, come\u00e7ando pelo aeroporto de Kanzai, o primeiro do mundo constru\u00eddo em uma ilha artificial.Afetada pelo tuf\u00e3o Jebi na semana passada, a regi\u00e3o de Osaka (oeste) &#8220;representa 10,9% da riqueza japonesa&#8221;, afirma Kohei Iwahara, economista da Natixis Japan Securities. &#8220;\u00c9 um pouco mais do que a B\u00e9lgica e quase o equivalente \u00e0 Su\u00e9cia&#8221;, completou.Kansai abriga o aeroporto KIX, perto de Osaka, fundamental para o turismo e para a distribui\u00e7\u00e3o de mercadorias. Suas pistas est\u00e3o inundadas, e milhares de passageiros permaneceram bloqueados por 24 horas.<\/p>\n<p>Quase uma semana depois da passagem do tuf\u00e3o, o terceiro maior aeroporto do pa\u00eds, com 28 milh\u00f5es de passageiros por ano, continua sem funcionar com normalidade.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c0 merc\u00ea dos desastres &#8211;<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos danos sofridos em suas instala\u00e7\u00f5es, a ponte, \u00fanico acesso \u00e0 terra firme, foi abalada ao ser atingida por um petroleiro.<\/p>\n<p>&#8220;A pergunta \u00e9: Quanto tempo isto vai durar?&#8221;, indaga Iwahara.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o mais recente problema para este aeroporto, inaugurado em 1994, ap\u00f3s as obras colossais realizadas na ba\u00eda de Osaka, a 5 quil\u00f4metros da costa, para evitar o barulho.<\/p>\n<p>Este foi o primeiro aeroporto do mundo constru\u00eddo em uma ilha artificial, uma proeza com v\u00e1rios inconvenientes: seu peso provoca um afundamento lento no mar e sua localiza\u00e7\u00e3o o exp\u00f5e a todo tipo de calamidades naturais.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos, o aeroporto passou a ter uma s\u00e9rie de dispositivos caros, que custam bilh\u00f5es de d\u00f3lares. S\u00e3o usados para a retirada da \u00e1gua e para prote\u00e7\u00e3o contra as chuvas torrenciais, as ondas e tsunamis, al\u00e9m das mar\u00e9s altas provocadas por tuf\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8211; Turismo &#8211;<\/p>\n<p>Os sistemas foram insuficientes para enfrentar o Jebi, no momento em que o aeroporto estava em plena expans\u00e3o.<\/p>\n<p>O KIX atrai muitos visitantes da \u00c1sia pela proximidade das ilhas tur\u00edsticas de Kyoto e Nara.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 uma plataforma para o transporte de mercadorias: &#8220;5,3 trilh\u00f5es de ienes em bens, muitos deles semicondutores e componentes el\u00e9tricos, embarcam no aeroporto, ou seja, 7,2% das exporta\u00e7\u00f5es do Jap\u00e3o&#8221;, destaca o professor Yoshihisa Inada, do Centro de Pesquisas \u00c1sia-Pac\u00edfico, que tem sede em Osaka.<\/p>\n<p>&#8220;As empresas podem optar com bastante facilidade por itiner\u00e1rios diferentes&#8221;, completa o professor, mais preocupado com as repercuss\u00f5es no turismo.<\/p>\n<p>&#8220;Dos 28 milh\u00f5es de visitantes do arquip\u00e9lago em 2017, 10 milh\u00f5es passaram por Kansai e gastaram 885 bilh\u00f5es de ienes (7,9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares)&#8221;, afirma Inada. &#8220;Se a situa\u00e7\u00e3o atual do aeroporto prosseguir por um m\u00eas, como vamos compensar a perda de faturamento?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p>&#8211; Apag\u00e3o em Hokkaido &#8211;<\/p>\n<p>Antes do tuf\u00e3o Jebi, seguido de um terremoto na ilha de Hokkaido (norte), o Jap\u00e3o sofreu com as chuvas torrenciais no in\u00edcio do ver\u00e3o que, segundo a Ag\u00eancia Nacional de Turismo, provocaram &#8220;cancelamentos e um impacto sobre a demanda da Coreia do Sul e de Hong Kong&#8221;.<\/p>\n<p>Este ros\u00e1rio de cat\u00e1strofes &#8220;vai dissuadir os turistas a curto prazo, mas retornar\u00e3o&#8221;, opina Kohei Iwahara, analista da Natixis.<\/p>\n<p>Os desastres recentes evidenciam ainda as falhas da rede de energia el\u00e9trica. Em Hokkaido, a paralisa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da principal central t\u00e9rmica, pr\u00f3xima ao epicentro do tremor, provocou um apag\u00e3o que afetou tr\u00eas milh\u00f5es de clientes, algo nunca visto. E o ritmo normal deve retornar apenas em novembro.<\/p>\n<p>A crise do sistema el\u00e9trico afeta hospitais, fazendas e f\u00e1bricas. Mas, no Jap\u00e3o, o caos n\u00e3o dura muito tempo. &#8220;Os terremotos e tuf\u00f5es fazem parte do nosso dia a dia. No plano econ\u00f4mico, vamos superar em alguns meses&#8221;, opina Iwahara.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie recente de desastres naturais no Jap\u00e3o deixou em evid\u00eancia a vulnerabilidade de infraestruturas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92119,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/catastofre.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A s\u00e9rie recente de desastres naturais no Jap\u00e3o deixou em evid\u00eancia a vulnerabilidade de infraestruturas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92118\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}