{"id":91987,"date":"2018-09-12T12:30:43","date_gmt":"2018-09-12T15:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=91987"},"modified":"2018-09-11T19:11:32","modified_gmt":"2018-09-11T22:11:32","slug":"dioxido-de-carbono-pode-produzir-coisas-uteis-mas-captacao-e-desafio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dioxido-de-carbono-pode-produzir-coisas-uteis-mas-captacao-e-desafio\/","title":{"rendered":"Di\u00f3xido de carbono pode produzir coisas \u00fateis, mas capta\u00e7\u00e3o \u00e9 desafio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91988\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para fugir de uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica ainda maior, o Acordo de Paris estipulou uma meta: evitar que a temperatura do planeta cres\u00e7a mais que 2 graus Celsius acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. Al\u00e9m de reduzir as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono por meio da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, pesquisadores em todo o mundo t\u00eam buscado formas alternativas para reciclar o CO2 que j\u00e1 foi liberado, um dos maiores respons\u00e1veis pelo efeito estufa.<\/p>\n<div class=\"mh-content-ad\"><\/div>\n<p>T\u00e9cnicas para captura desse g\u00e1s j\u00e1 est\u00e3o em planos dos relat\u00f3rios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas). Em 2015, \u00e9poca da defini\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris, tamb\u00e9m foi o momento em que a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 chegou pela primeira vez, desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, \u00e0 marca de 400 partes por milh\u00e3o (ppm). Antes do uso intenso do carv\u00e3o e do petr\u00f3leo, a concentra\u00e7\u00e3o era de 278 ppm.<\/p>\n<p>O cientista brit\u00e2nico Michael North, professor de Qu\u00edmica na Universidade de York e membro do Centro de Excel\u00eancia em Qu\u00edmica Verde da mesma institui\u00e7\u00e3o, explica que \u00e9 poss\u00edvel criar diversos materiais \u00fateis usando esse g\u00e1s, como carpetes e f\u00f3rmicas de cozinha. \u201cExistem muitas coisas que se pode fazer com o CO2\u201d, afirma North, que esteve recentemente no Rio de Janeiro, na Confer\u00eancia Internacional de Utiliza\u00e7\u00e3o de Di\u00f3xido de Carbono. De acordo com o pesquisador, o Reino Unido tem interesse em fabricar baterias de l\u00edtio-\u00edon com di\u00f3xido de carbono para serem utilizadas em celulares, tablets, computadores e carros el\u00e9tricos. \u201cUma parte importante dessas baterias pode ser feita com CO2\u201d, conta ele, lembrando que at\u00e9 aspirinas e fertilizantes s\u00e3o feitos com base nesse elemento qu\u00edmico.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><\/div>\n<p>O cientista tamb\u00e9m se debru\u00e7a sobre formas de utiliza\u00e7\u00e3o do CO2 em catalisadores. \u201cNosso interesse se concentra em v\u00e1rios aspectos de tornar a qu\u00edmica org\u00e2nica sustent\u00e1vel. O di\u00f3xido de carbono \u00e9 uma fonte alternativa potencial de carbono para a ind\u00fastria qu\u00edmica\u201d, explica o brit\u00e2nico. \u201cO desafio de aumentar o uso futuro de CO2 como mat\u00e9ria-prima qu\u00edmica \u00e9, em grande parte, o desenvolvimento de catalisadores para permitir que as transforma\u00e7\u00f5es ocorram pr\u00f3ximo da temperatura ambiente e da press\u00e3o atmosf\u00e9rica.\u201d<\/p>\n<p>O governo da Alemanha estuda ainda a transforma\u00e7\u00e3o do di\u00f3xido de carbono em querosene de avia\u00e7\u00e3o, para uso em lugares nos quais a log\u00edstica de transporte e estocagem \u00e9 muito cara, explica Alexandre Szklo, professor de Planejamento Energ\u00e9tico da Coppe\/UFRJ. \u201cPoder\u00edamos fazer metanol de CO2, poder\u00edamos us\u00e1-lo at\u00e9 para carbonatar bebidas, fazer refrigerante. O problema \u00e9 que a demanda do CO2 pela ind\u00fastria \u00e9 muito pequena diante do quanto n\u00f3s emitimos\u201d, afirma Szklo, que calcula existir na atmosfera nada menos que 40 gigatoneladas de CO2, considerando apenas as emiss\u00f5es de combust\u00e3o de petr\u00f3leo e carv\u00e3o, desconsiderando os efeitos de queimadas e da pecu\u00e1ria.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><\/div>\n<p><strong><em>Miragem<\/em><\/strong><br \/>\nA discuss\u00e3o se torna ainda mais complexa quando se pensa em como capturar o CO2. H\u00e1 duas formas: a captura do g\u00e1s diretamente em unidades industriais, conhecida pela sigla CCS (Carbon Capture Storage), e a absor\u00e7\u00e3o do CO2 diretamente da atmosfera, conhecida como DAC (Direct Air Capture). Ambas, no entanto, n\u00e3o ser\u00e3o capazes de impedir um aquecimento de at\u00e9 2 graus Celsius, como desejado no Acordo de Paris, avalia Szklo.<\/p>\n<p>No mundo, j\u00e1 est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o 21 unidades de CCS, uma inclusive no Brasil. Em uma plataforma de extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s na Bacia de Santos, a Petrobras retira o CO2 e o reinjeta no po\u00e7o para diluir o petr\u00f3leo para facilitar seu bombeamento. No mundo, unidades produtoras de etanol, ind\u00fastrias sider\u00fargicas e de extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo utilizam esse sistema. \u201cComo o CCS pode alcan\u00e7ar redu\u00e7\u00f5es significativas de emiss\u00e3o de CO2, ele \u00e9 considerado uma op\u00e7\u00e3o fundamental dentro do portf\u00f3lio de abordagens necess\u00e1rias para reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa\u201d, diz o brit\u00e2nico Michael North.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que, nos c\u00e1lculos da Coppe\/UFRJ, seriam necess\u00e1rias at\u00e9 3 mil unidades de CCS no mundo at\u00e9 2040 para garantir a meta de aquecimento m\u00e9dio do Acordo de Paris. \u201cHoje temos uma capacidade de captura de 40 milh\u00f5es de toneladas, mil vezes menos a capacidade de captura do que a gente emite\u201d, afirma Szklo.<\/p>\n<p>J\u00e1 a DAC \u00e9, para o especialista, ainda uma miragem. A retirada do CO2 \u00e9 muito mais dif\u00edcil quando ele est\u00e1 disperso na atmosfera e exige o uso de solventes que produzir\u00e3o muito mais lixo qu\u00edmico do que a humanidade conseguir\u00e1 aproveitar. Em recente confer\u00eancia, Szklo conheceu um m\u00e9todo desenvolvido por pesquisadores da China para fazer essa absor\u00e7\u00e3o direta do g\u00e1s com uso de soda c\u00e1ustica como solvente.<\/p>\n<p>Alguns relat\u00f3rios, diz o pesquisador brasileiro, indicam a necessidade de captura de 2 bilh\u00f5es de toneladas de CO2 por ano da atmosfera. Usando o sistema chin\u00eas, seria necess\u00e1rio um gasto de energia de 9 mil gigawatts em todo mundo. S\u00f3 o Brasil consome 140 gigawatts. \u201cIsso demanda muita energia para funcionar. Al\u00e9m do consumo de energia, esse processo produz cloro, e n\u00e3o saber\u00edamos o que fazer com ele hoje.\u201d Enquanto n\u00e3o se conseguem meios eficazes de capturar o CO2, a solu\u00e7\u00e3o ainda continua sendo a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para fugir de uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica ainda maior, o Acordo de Paris estipulou uma meta:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":91988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/carbono.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para fugir de uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica ainda maior, o Acordo de Paris estipulou uma meta:","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91987"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91987"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91987\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}