{"id":91873,"date":"2018-09-10T13:00:22","date_gmt":"2018-09-10T16:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=91873"},"modified":"2018-09-09T22:10:48","modified_gmt":"2018-09-10T01:10:48","slug":"probioticos-podem-nao-ser-tao-eficazes-quanto-os-cientistas-acreditavam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/probioticos-podem-nao-ser-tao-eficazes-quanto-os-cientistas-acreditavam\/","title":{"rendered":"Probi\u00f3ticos podem n\u00e3o ser t\u00e3o eficazes quanto os cientistas acreditavam"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91874\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando o assunto \u00e9 sa\u00fade intestinal, n\u00e3o h\u00e1 quem esque\u00e7a de recomendar os famosos\u00a0<strong>probi\u00f3ticos<\/strong>, alimentos que cont\u00eam bact\u00e9rias ben\u00e9ficas, famosas por sua habilidade de equilibrar a flora intestinal e melhorar o bem-estar. No entanto, dois estudos publicados recentemente na revista cient\u00edfica\u00a0Cell indicam que esses alimentos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o vantajosos quanto se acreditava. E, em alguns casos, podem at\u00e9 causar danos ao sistema digestivo.<\/p>\n<p>A flora intestinal ou microbiota \u00e9 o conjunto de todos os micro-organismos que vivem normalmente no intestino de uma pessoa. Nos \u00faltimos anos, esse sistema ganhou import\u00e2ncia e acredita-se que ele desempenha um papel importante na sa\u00fade em geral.\u00a0Os antibi\u00f3ticos, medicamentos utilizados para o tratamento de infec\u00e7\u00f5es bacterianas, danificam a\u00a0microbiota intestinal do paciente, por isso, \u00e9 comum que os m\u00e9dicos recomendem a ingest\u00e3o de probi\u00f3ticos ap\u00f3s tratamentos com esses rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>Para\u00a0investigar se de fato o uso destes produtos \u00e9 ben\u00e9fico,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cell.com\/cell\/fulltext\/S0092-8674(18)31102-4\" target=\"_blank\">21 participantes tiveram seu intestino analisado<\/a>\u00a0por meio de endoscopia e colonoscopia antes de tomarem antibi\u00f3ticos.\u00a0Em seguida, eles foram divididos em tr\u00eas grupos: no primeiro, considerado de controle, os volunt\u00e1rios n\u00e3o receberam qualquer medida interventiva; no segundo, receberam probi\u00f3ticos comuns;\u00a0 e no terceiro grupo, os participantes receberam a pr\u00f3pria microbiota, coletada antes do uso do tratamento, por meio de um t\u00e9cnica chamada\u00a0<strong>transplante de microbiota fecal.<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados mostraram que aqueles que tomaram probi\u00f3ticos apresentaram uma r\u00e1pida recoloniza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, as bact\u00e9rias origin\u00e1rias do seu intestino demoraram para voltar a crescer e a flora intestinal demorou meses para retornar ao \u2018normal\u2019. Al\u00e9m disso, esse grupo tamb\u00e9m apresentou altera\u00e7\u00f5es na\u00a0express\u00e3o g\u00eanica, processo no qual o DNA gen\u00e9tico \u00e9 transformado em produto gen\u00e9tico, como prote\u00edna ou RNA.\u00a0 Esse feito persistiu por seis meses.<\/p>\n<p>J\u00e1 no grupo que recebeu\u00a0amostras da pr\u00f3pria microbiota n\u00e3o foram observadas consequ\u00eancias. Pelo contr\u00e1rio, ela se normalizou em poucos dias. Entretanto, a equipe ressaltou que essa reintrodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel para todas as pessoas que tomam antibi\u00f3ticos por ser um tratamento invasivo.<\/p>\n<h3>Cada organismo reage de um jeito<\/h3>\n<p>No segundo<a href=\"https:\/\/www.cell.com\/cell\/fulltext\/S0092-8674(18)31108-5\">\u00a0estudo<\/a>\u00a0foram observados a coloniza\u00e7\u00e3o e o impacto dos probi\u00f3ticos em 15 pessoas atrav\u00e9s de amostras do trato gastrointestinal. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu uma prepara\u00e7\u00e3o feita com 11 cepas de probi\u00f3ticos mais comuns e o outro recebeu um placebo.\u00a0Nesta investiga\u00e7\u00e3o descobriu-se que alguns indiv\u00edduos simplesmente expulsaram os probi\u00f3ticos enquanto outros acolheram os novos micr\u00f3bios.<\/p>\n<p>\u201cSe algumas pessoas resistem [expulsando os probi\u00f3ticos] e somente algumas pessoas os aceitam [probi\u00f3ticos se tornam parte da microbiota], os benef\u00edcios dos probi\u00f3ticos que hoje adotamos como \u2018padr\u00e3o\u2019 podem n\u00e3o ser t\u00e3o universais quanto pens\u00e1vamos. Esses resultados destacam o papel da microbiota intestinal levando em conta as diferen\u00e7as cl\u00ednicas muito espec\u00edficas entre as pessoas\u201d, explicou\u00a0Eran Segal, co-autor do estudo, ao\u00a0<em>Medical News Today<\/em>.\u00a0No grupo placebo nada foi observado.<\/p>\n<p>O estudo revelou que por meio de uma an\u00e1lise da microbiota original e da express\u00e3o do gene do intestino de um indiv\u00edduo \u00e9 poss\u00edvel determinar quem \u00e9 capaz de resistir \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o e quem est\u00e1 mais predisposto a aceit\u00e1-la.\u00a0\u201cIsso nos diz que o paradigma de prepara\u00e7\u00e3o e tratamento de probi\u00f3ticos usado atualmente deve ser substitu\u00eddo por uma terapia personalizada que aproveita a ci\u00eancia, a medi\u00e7\u00e3o e a tecnologia. Com essa abordagem adaptada, os probi\u00f3ticos t\u00eam maiores chances para beneficiar a sa\u00fade\u201d, completou\u00a0 Elinav.<\/p>\n<p>No entanto, como o estudo n\u00e3o analisou os efeitos cl\u00ednicos dos probi\u00f3ticos, mas pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para esclarecer melhor os reais efeitos desses alimentos no organismo humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 sa\u00fade intestinal, n\u00e3o h\u00e1 quem esque\u00e7a de recomendar os famosos\u00a0probi\u00f3ticos, alimentos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":91874,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/probiotico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando o assunto \u00e9 sa\u00fade intestinal, n\u00e3o h\u00e1 quem esque\u00e7a de recomendar os famosos\u00a0probi\u00f3ticos, alimentos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91873"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91873"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91873\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91874"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}