{"id":91824,"date":"2018-09-09T13:01:23","date_gmt":"2018-09-09T16:01:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=91824"},"modified":"2018-09-09T13:01:23","modified_gmt":"2018-09-09T16:01:23","slug":"cultivo-de-grao-de-bico-e-testado-no-sistema-organico-e-ampliado-no-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cultivo-de-grao-de-bico-e-testado-no-sistema-organico-e-ampliado-no-mato-grosso\/","title":{"rendered":"Cultivo de gr\u00e3o-de-bico \u00e9 testado no sistema org\u00e2nico e ampliado no Mato Grosso"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/grao_de_bico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91825\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/grao_de_bico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/grao_de_bico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/grao_de_bico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Duas experi\u00eancias distintas, em estados diferentes, para uma mesma cultura. Em 2018, enquanto no Mato Grosso, a \u00e1rea de cultivo de gr\u00e3o-de-bico ampliou de 60 hectares para 6 mil hectares, em S\u00e3o Paulo a leguminosa foi testada no sistema org\u00e2nico. Em ambos os casos, apesar de ainda demandar informa\u00e7\u00f5es mais precisas como aduba\u00e7\u00e3o, irriga\u00e7\u00e3o, controle de pragas e doen\u00e7as, o gr\u00e3o-de-bico \u00e9 visto como potencial para os mercados interno e externo.<\/p>\n<p>Depois de plantar 10 quilos de gr\u00e3o-de-bico em 2017, o produtor do sistema org\u00e2nico Rafael Coimbra est\u00e1 otimista com a\u00a0colheita da \u00e1rea de 7 hectares cultivada esse ano. \u201cTivemos problemas com o clima, mas vamos conseguir colher uma boa quantidade. Muitas pessoas j\u00e1 demonstraram interesse na leguminosa, que \u00e9 uma fonte sustent\u00e1vel de prote\u00edna e tem um mercado promissor\u201d, ressalta o produtor do munic\u00edpio de Santa Cruz da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso do Mato Grosso, o agr\u00f4nomo Alex Luviseto \u00e9 o respons\u00e1vel do Grupo Ferrari pela coordena\u00e7\u00e3o dos trabalhos com a cultura na regi\u00e3o. \u201cAmpliamos a \u00e1rea plantada porque acreditamos que o gr\u00e3o-de-bico \u00e9 uma excelente op\u00e7\u00e3o para atender os mercados interno e externo. Precisamos ajustar quest\u00f5es t\u00e9cnicas de cultivo, mas o desempenho da cultura j\u00e1 tem sido favor\u00e1vel\u201d, acrescenta Luviseto, cuja empresa exportou o primeiro cont\u00eainer de gr\u00e3o-de-bico em 2016. No Brasil, o plantio de gr\u00e3o-de-bico iniciou h\u00e1 cerca de 5 anos no Cerrado Brasileiro, com a intensifica\u00e7\u00e3o das pesquisas e lan\u00e7amento de cultivares pela Embrapa Hortali\u00e7as<\/p>\n<p>No mercado externo, a \u00cdndia e outros pa\u00edses asi\u00e1ticos demandam cada vez mais por leguminosas de gr\u00e3os como lentilha, ervilha e gr\u00e3o-de-bico \u2013 conhecidas como pulses. A \u00cdndia \u00e9 o maior produtor, consumidor e exportador do mundo. Em 2017, eles importaram 6 milh\u00f5es de toneladas de pulses para suprir a demanda interna de 25 milh\u00f5es de toneladas. A expectativa \u00e9 que at\u00e9 2030 essa necessidade chegue a 40 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cComo a produtividade na \u00cdndia \u00e9 baixa, principalmente com o gr\u00e3o-de-bico, eles v\u00e3o depender das importa\u00e7\u00f5es, o que cria oportunidade para o Brasil\u201d, ressalta o chefe-geral da Embrapa Hortali\u00e7as Warley Nascimento, que coordena as pesquisas com gr\u00e3o-de-bico \u2013 algumas em parceria com\u00a0 empresa indiana. Recentemente,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/hortalicas\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/34213161\/materiais-indianos-de-graos-de-bico-tem-alto-potencial-produtivo-no-brasil\">Nascimento apresentou resultados sobre o desempenho de materiais indianos testados no Brasil.\u00a0<\/a><\/p>\n<p>O mercado interno tamb\u00e9m \u00e9 favor\u00e1vel. At\u00e9 o ano passado, o Brasil importou uma m\u00e9dia anual de 8 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3o-de-bico para atender o mercado nacional, cujo consumo anual n\u00e3o passa de 40 gramas\/ano por habitantes. A vantagem brasileira \u00e9 que existem segmentos da popula\u00e7\u00e3o formados por vegetarianos, cel\u00edacos e adeptos da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel que podem contribuir para alavancar o mercado de pulses.<\/p>\n<p>O desafio da pesquisa e de todos os envolvidos na cadeia produtiva \u00e9 tornar o pre\u00e7o do gr\u00e3o-de-bico acess\u00edvel aos consumidores, sendo o aumento da produ\u00e7\u00e3o uma das alternativas. De acordo com o Nascimento, a expectativa \u00e9 que o Brasil atinja, em 2018, 12 mil hectares em \u00e1reas distribu\u00eddas pelo Distrito Federal, Goi\u00e1s, Mato Grosso, Minas Gerais e Bahia.<\/p>\n<p><strong>Semin\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>No final de agosto (30 e 31), a Embrapa Hortali\u00e7as realizou o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/hortalicas\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/36923843\/grao-de-bico-sera-destaque-do-ii-seminario-de-leguminosas-em-brasilia\">II Semin\u00e1rio Sobre Hortali\u00e7as Leguminosas<\/a>\u00a0e reuniu entidades p\u00fablicas e privadas interessadas em promover a diversifica\u00e7\u00e3o dos sistemas produtivos e conhecer as pesquisas e os cen\u00e1rios interno e externo das pulses.<\/p>\n<p>Para o presidente da Embrapa, Maur\u00edcio Lopes, a inser\u00e7\u00e3o de leguminosas nos sistemas produtivos ajudar\u00e1 o Brasil a responder \u00e0 transi\u00e7\u00e3o nutricional que o mundo experimentar\u00e1 de forma mais intensa nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, com altera\u00e7\u00f5es na demanda por alimentos associadas \u00e0s mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas e ao crescimento da renda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas experi\u00eancias distintas, em estados diferentes, para uma mesma cultura. 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