{"id":91677,"date":"2018-09-07T12:00:03","date_gmt":"2018-09-07T15:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=91677"},"modified":"2018-09-06T21:20:47","modified_gmt":"2018-09-07T00:20:47","slug":"a-diferenca-entre-bioplastico-plastico-oxidegradavel-e-biodegradavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-diferenca-entre-bioplastico-plastico-oxidegradavel-e-biodegradavel\/","title":{"rendered":"A diferen\u00e7a entre biopl\u00e1stico, pl\u00e1stico oxidegrad\u00e1vel e biodegrad\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91678\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Muito se fala sobre os diferentes tipos de embalagens e sua reciclagem, mas nem sempre a sua denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 clara, o que provoca d\u00favidas no consumidor tanto na hora de adquirir um produto quanto em seu descarte. Dois desses conceitos envolvem diretamente a reciclagem: os termos recicl\u00e1vel e reciclado. O primeiro indica que um produto foi fabricado com um material pl\u00e1stico que ap\u00f3s cumprir sua finalidade inicial pode passar por um novo processo de transforma\u00e7\u00e3o originando novos produtos, enquanto que reciclado indica que o produto foi fabricado com uma mat\u00e9ria-prima recuperada.<\/p>\n<p>Mas as d\u00favidas n\u00e3o param por a\u00ed. A discuss\u00e3o sobre o consumo de determinados pl\u00e1sticos tamb\u00e9m gera confus\u00e3o. Os convencionais s\u00e3o de origem f\u00f3ssil e s\u00e3o derivados do petr\u00f3leo \u2013 \u00a04% da produ\u00e7\u00e3o mundial de petr\u00f3leo se destinam \u00e0 ind\u00fastria do pl\u00e1stico. Esse pl\u00e1stico pode ser reciclado, ou seja, depois de sua primeira aplica\u00e7\u00e3o ele pode voltar para a ind\u00fastria e se transformar em um outro produto para os segmentos de constru\u00e7\u00e3o civil, automotivo, mobili\u00e1rio, embalagens para produtos de limpeza, bebidas, etc.<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-4\" data-google-query-id=\"COjz7u3Op90CFVE9TwodXsENdg\"><\/div>\n<h3>Biopl\u00e1stico<\/h3>\n<p>J\u00e1 o biopl\u00e1stico tem as mesmas propriedades do pl\u00e1stico \u00a0convencional , mas se difere por ter como mat\u00e9ria-prima fontes renov\u00e1veis como soja, amido de arroz, milho e de cana- de- a\u00e7\u00facar. Embora sua fonte seja de origem renov\u00e1vel, n\u00e3o necessariamente o biopl\u00e1stico ser\u00e1 biodegrad\u00e1vel, embora seja poss\u00edvel recicl\u00e1-lo.<\/p>\n<h3>Pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel<\/h3>\n<p>O pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel \u00e9 aquele que ao t\u00e9rmino de seu ciclo de vida sofre processo de compostagem em at\u00e9 180 dias pela a\u00e7\u00e3o de microrganismos, sob condi\u00e7\u00f5es \u00a0espec\u00edficas de calor, umidade, luz, oxig\u00eanio e nutrientes org\u00e2nicos . Em geral, esse produto deriva de fontes vegetais tais como a celulose, amido, etc.<\/p>\n<h3>Pl\u00e1stico oxidegrad\u00e1vel<\/h3>\n<p>J\u00e1 o oxidegrad\u00e1vel tem sido comercializado em muitos pa\u00edses com o apelo de \u00a0proporcionar a biodegrada\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 verdade segundo alerta o atual relat\u00f3rio da Nova Economia do Pl\u00e1stico da Funda\u00e7\u00e3o Ellen MacArthur. O estudo alerta que os pl\u00e1sticos que recebem aditivos oxidegrad\u00e1veis para acelerar seu processo de degrada\u00e7\u00e3o n\u00e3o se degradam em res\u00edduos inofensivos. Pelo contr\u00e1rio, como se fragmentam em pequenos peda\u00e7os contribuem para a polui\u00e7\u00e3o micropl\u00e1stica, tornando-se um risco para oceanos e outros ecossistemas.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, estes materiais n\u00e3o s\u00e3o adequados para a reutiliza\u00e7\u00e3o efetiva a longo prazo, reciclagem em escala ou compostagem, o que significa que eles n\u00e3o podem fazer parte de uma economia circular\u201d, ressalta Rob Opsomer, da Funda\u00e7\u00e3o Ellen MacArthur.<\/p>\n<h3>Proibi\u00e7\u00e3o de aditivos em produtos pl\u00e1sticos<\/h3>\n<p>Com o intuito de evitar o risco ambiental em larga escala, a Funda\u00e7\u00e3o Ellen MacArthur elaborou um documento em que prop\u00f5e a proibi\u00e7\u00e3o de aditivos oxidegrad\u00e1veis em embalagens e produtos pl\u00e1sticos em todo o mundo. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Pl\u00e1stico (ABIPLAST) foi a \u00fanica representante da ind\u00fastria brasileira a endossar o documento, que foi assinado por mais de 150 organiza\u00e7\u00f5es de todo o planeta, como empresas l\u00edderes, associa\u00e7\u00f5es industriais, ONGs, cientistas e membros do Parlamento Europeu.<\/p>\n<p>Desde 2015, a ABIPLAST n\u00e3o recomenda o uso de materiais pl\u00e1sticos aditivados com pr\u00f3-degradantes. A entidade defende que a solu\u00e7\u00e3o eficaz para o tratamento dos res\u00edduos p\u00f3s-consumo est\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o ambiental da popula\u00e7\u00e3o, no consumo consciente, na produ\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel e no descarte adequado das embalagens \u2013 o que faz com que os res\u00edduos pl\u00e1sticos retornem para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e formem novos produtos pl\u00e1sticos. Al\u00e9m disso, por acreditar que toda a cadeia do pl\u00e1stico possui responsabilidade nesse processo, a entidade promoveu a cria\u00e7\u00e3o da Rede Empresarial de Coopera\u00e7\u00e3o para o Pl\u00e1stico, que engaja as principais empresas representantes da cadeia produtiva do pl\u00e1stico, reunidas pelo desafio de viabilizar a economia circular e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, de evitar que o pl\u00e1stico v\u00e1 parar no meio ambiente.<\/p>\n<h3>O pl\u00e1stico na Economia Circular<\/h3>\n<p>A versatilidade do pl\u00e1stico, tanto do ponto de vista de utiliza\u00e7\u00e3o quanto pela diversidade de mat\u00e9rias-primas, possibilita sua total adapta\u00e7\u00e3o aos preceitos da Economia Circular. Para isso \u00e9 fundamental que se trabalhe a viabilidade econ\u00f4mica dessas mat\u00e9rias-primas, principalmente dos materiais reciclados. Atenta a essa necessidade, a Associa\u00e7\u00e3o promove o debate e a divulga\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o e do consumo conscientes, da reutiliza\u00e7\u00e3o de embalagens e produtos e tamb\u00e9m do descarte correto dos produtos pl\u00e1sticos \u2013 para que esses sejam sempre destinados \u00e0 reciclagem retornando dessa forma \u00e0 cadeia produtiva e otimizando a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos naturais e efici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-7\" data-google-query-id=\"CMKP7-3Op90CFRFOAQodQEcKQw\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito se fala sobre os diferentes tipos de embalagens e sua reciclagem, mas nem sempre<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":91678,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plastico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Muito se fala sobre os diferentes tipos de embalagens e sua reciclagem, mas nem sempre","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91677"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91677\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}