{"id":91471,"date":"2018-09-03T17:37:48","date_gmt":"2018-09-03T20:37:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=91471"},"modified":"2018-09-03T17:37:48","modified_gmt":"2018-09-03T20:37:48","slug":"o-mito-dos-agrotoxicos-inocuos-quando-sustentologia-rima-com-astrologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-mito-dos-agrotoxicos-inocuos-quando-sustentologia-rima-com-astrologia\/","title":{"rendered":"O mito dos agrot\u00f3xicos in\u00f3cuos: quando &#8220;sustentologia&#8221; rima com astrologia"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"description\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91472\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Eduardo Gudynas*<\/h2>\n<h2 class=\"description\">Eduardo Gudynas analisa os mitos cient\u00edficos em torno do glifosato e o novo termo do agroneg\u00f3cio: a sustentologia<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">As pol\u00eamicas sobre os riscos e efeitos de um dos herbicidas mais usados no planeta, o glifosato, n\u00e3o acabam. Ganharam um novo impulso ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do veredicto contra o mais conhecido produtor, a Monsanto, declarada culpada em um processo travado por um jardineiro de 46 anos que sofre de c\u00e2ncer terminal. A corpora\u00e7\u00e3o ter\u00e1 que pagar 289 milh\u00f5es de d\u00f3lares. E existem outros oito mil processos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nos dias posteriores, o valor de mercado da empresa alem\u00e3 Bayer, que acaba de comprar a Monsanto, caiu para a cota\u00e7\u00e3o mais baixa em cinco anos, com perdas de 18 milh\u00f5es de d\u00f3lares &#8211; e s\u00f3 agora est\u00e1 se recuperando. Se os pr\u00f3ximos julgamentos seguem o mesmo caminho, a empresa deve enfrentar indeniza\u00e7\u00f5es de at\u00e9 5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Em paralelo, pa\u00edses como Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Alemanha anunciaram que ir\u00e3o revisar suas posturas sobre o glifosato.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tudo isto surtiu efeito tamb\u00e9m nos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul que fazem uso intensivo do glifosato, principalmente nos monocultivos de soja transg\u00eanica (Argentina, Brasil, Bol\u00edvia, Paraguai e Uruguai). Muitos grupos da sociedade civil utilizaram a senten\u00e7a dos Estados Unidos para refor\u00e7ar a cr\u00edtica ao herbicida. Nesses pa\u00edses, o uso do herbicida e da soja transg\u00eanica tornou-se mais intenso pela tentativa de supera\u00e7\u00e3o de problemas econ\u00f4micos atrav\u00e9s do incremento da agroexporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Defendendo o glifosato<\/strong><\/p>\n<p>Em todos esses pa\u00edses, a\u00a0defesa do glifosato parte\u00a0de um conjunto amplo que inclui o governo, acad\u00eamicos, agricultores e empresas de insumos agr\u00edcolas. Eles argumentam que o glifosato \u00e9 uma subst\u00e2ncia in\u00f3cua, sem riscos se bem manuseada, e proclamam que isso \u00e9 uma verdade \u201ccient\u00edfica\u201d. Acrescentam que as cr\u00edticas e advert\u00eancias seriam ideias de charlat\u00f5es ou ignorantes. Por exemplo, na Argentina, o ministro de Ci\u00eancia e Tecnologia comparou o glifosato com \u00e1gua e sal e, no Uruguai, o Minist\u00e9rio da Pecu\u00e1ria e da Agricultura afirmou que a subst\u00e2ncia seria como uma aspirina (1).<\/p>\n<p>No meio acad\u00eamico surgiram alguns slogans que sustentam que o glifosato \u00e9 menos t\u00f3xico do que a cafe\u00edna, como defende um biotecn\u00f3logo espanhol no suplemento Rural do jornal argentino\u00a0<em>Clar\u00edn<\/em>, de Buenos Aires (2). Essa imagem \u00e9 poderosa: se o glifosato \u00e9 como o caf\u00e9, n\u00e3o deveria ter nenhuma regulamenta\u00e7\u00e3o, assim como aspirinas s\u00e3o vendidas em qualquer farm\u00e1cia.<\/p>\n<p>De m\u00e3os dadas com essa campanha, os empres\u00e1rios rurais argentinos lan\u00e7am agora a ideia de \u201csustentologia\u201d (3). Esse conceito \u00e9 apresentado como uma fus\u00e3o da ci\u00eancia, tecnologia e sustentabilidade &#8211; um termo que evoca o cuidado ambiental. Esta \u00e9 uma estrat\u00e9gia que segue a mesma l\u00f3gica que \u00e9 empregada pelas corpora\u00e7\u00f5es mineradoras com a chamada \u201cminera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, estamos diante de dois argumentos: um que sustenta que o herbicida glifosato \u00e9 in\u00f3cuo e que isso est\u00e1 comprovado cientificamente; e a outra, como consequ\u00eancia, de que \u00e9 poss\u00edvel ter uma agricultura \u201csustent\u00e1vel\u201d, a \u201csustentologia\u201d, que utilize esse agrot\u00f3xico. \u00c9 necess\u00e1rio abordar estas concep\u00e7\u00f5es para deixar claro que elas n\u00e3o s\u00e3o apenas falsas, mas s\u00e3o perigosas, acima de tudo.<\/p>\n<p><strong>Herbicida e caf\u00e9: uma compara\u00e7\u00e3o sem sentido<\/strong><\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o do glifosato com o caf\u00e9 ou com a aspirina, apesar de ser usada inescrupulosamente por alguns acad\u00eamicos, na verdade n\u00e3o prov\u00e9m do \u00e2mbito cient\u00edfico, mas das\u00a0pr\u00f3prias corpora\u00e7\u00f5es. H\u00e1 v\u00e1rios anos, a Monsanto e os portais apoiadores da corpora\u00e7\u00e3o, como o\u00a0<em>Genetic Literacy Project<\/em>, apresentam essas compara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Formalmente, \u00e9 certo que o caf\u00e9 \u00e9 mais \u201ct\u00f3xico\u201d que o glifosato, mas essa imagem \u00e9 uma simplifica\u00e7\u00e3o e deforma\u00e7\u00e3o t\u00e3o extrema que se torna imposs\u00edvel. Em primeiro lugar, vamos esclarecer que o glifosato n\u00e3o \u00e9 servido sozinho, mas que o \u201cherbicida\u201d \u00e9 realmente um composto que incorpora outras subst\u00e2ncias, como tensoativos, por exemplo, cada uma com riscos espec\u00edficos e com efeitos complementares entre elas. O estudo dos impactos deve considerar esse conjunto.<\/p>\n<p>Uma segunda quest\u00e3o-chave: esta compara\u00e7\u00e3o com o caf\u00e9 est\u00e1 baseada somente na toxicidade aguda e desse modo desaparecem, por um lado, a toxicidade cr\u00f4nica, e, por outro lado, a carcinog\u00eanese, ou seja, a responsabilidade da subst\u00e2ncia na ocorr\u00eancia do c\u00e2ncer. N\u00e3o \u00e9 de se estranhar que essas refer\u00eancias ao caf\u00e9 ou a \u00e1gua com sal sejam qualificadas por alguns toxicologistas como compara\u00e7\u00f5es \u201cest\u00fapidas\u201d: \u00e9 como considerar que o cigarro \u00e9 pouco t\u00f3xico j\u00e1 que \u00e9 muito dif\u00edcil morrer asfixiado pela sua fuma\u00e7a, ocultando que ele aumenta a incid\u00eancia de certos carcinomas no fumante e naqueles que o rodeiam.<\/p>\n<p>Um terceiro erro \u00e9 a cegueira diante da multiplicidade dos \u00e2mbitos afetados. N\u00e3o existem s\u00f3 os efeitos diretos do herbicida sobre aqueles que o aplicam, mas tamb\u00e9m contam os impactos indiretos, como, por exemplo, os vizinhos fumigados e al\u00e9m deles, o que acontece com todas as pessoas que consomem alimentos ou bebidas contaminadas por esses qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Uma quarta considera\u00e7\u00e3o \u00e9 que tampouco pode-se excluir as discuss\u00f5es sobre os impactos destes herbicidas, incluindo sobre a fauna e a flora.<\/p>\n<p><strong>O\u00a0mito diante dos alertas cient\u00edficos<\/strong><\/p>\n<p>Paralelamente, insiste-se que n\u00e3o existe evid\u00eancia cient\u00edfica s\u00f3lida sobre efeitos cr\u00f4nicos ou cancer\u00edgenos dos herbicidas sobre a sa\u00fade. \u00c9 certo que alguns estudos indicam isso. Mas o que n\u00e3o se diz \u00e9 que h\u00e1 muitos outros estudos cient\u00edficos que apontam impactos concretos ou poss\u00edveis na sa\u00fade, seja por observa\u00e7\u00f5es diretas como por ensaios em laborat\u00f3rios. Esses estudos indicam desde danos renais a altera\u00e7\u00f5es no funcionamento end\u00f3crino e hep\u00e1tico, ainda que a maior preocupa\u00e7\u00e3o esteja no seu fator cancer\u00edgeno, h\u00e1 outros que inclusive apontam que \u00e9 teratog\u00eanico (induz malforma\u00e7\u00f5es em rec\u00e9m-nascidos) e, por fim, que algumas consequ\u00eancias n\u00e3o aparecem necessariamente no sujeito afetado, mas em seus descendentes (5).<\/p>\n<p>Por isso, quando o biotecn\u00f3logo Jos\u00e9 Mulet afirma ao\u00a0<em>Clar\u00edn\u00a0<\/em>que \u201co debate cient\u00edfico n\u00e3o existe\u201d ao defender sua inocuidade, est\u00e1 profundamente errado. A controv\u00e9rsia cient\u00edfica \u00e9 enorme, muito intensa e agora admite-se que as regulamenta\u00e7\u00f5es atuais est\u00e3o baseadas em uma ci\u00eancia antiquada e que por isso s\u00e3o necess\u00e1rios novos estudos epidemiol\u00f3gicos e novos padr\u00f5es (6).<\/p>\n<p>Toda esta situa\u00e7\u00e3o se torna mais complicada ao saber que Monsanto atua sobre a comunidade cient\u00edfica para defender seu produto, simultaneamente atacando as pessoas e os relat\u00f3rios que advertiram sobre seus efeitos negativos e atuando inclusive sobre t\u00e9cnicos da ag\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em ingl\u00eas) (7). Isto deve gerar uma enorme preocupa\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses do sul, j\u00e1 que \u00e9 comum que as decis\u00f5es da EPA sejam tomadas como refer\u00eancia para controles pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Os promotores da mitologia do glifosato n\u00e3o s\u00e3o cientistas. Eles n\u00e3o duvidam e sabem de tudo, uma atitude muito diferente da de um cientista, que sempre duvida. Por isso, se trata de uma ret\u00f3rica mais pr\u00f3pria de um tecn\u00f3logo que defende sua ferramenta preferida. Isso n\u00e3o deve soar estranho j\u00e1 que a Monsanto \u00e9 uma provedora de tecnologias.<\/p>\n<p>Como promotores tecnol\u00f3gicos tampouco compreendem as implica\u00e7\u00f5es nas pol\u00edticas p\u00fablicas. Mais uma vez, a compara\u00e7\u00e3o entre caf\u00e9 e glifosato revela essa limita\u00e7\u00e3o. Afinal de contas, a decis\u00e3o de tomar caf\u00e9 \u00e9 sempre pessoal e a quantidade de x\u00edcaras que algu\u00e9m pode tomar determinar\u00e1 as consequ\u00eancias t\u00f3xicas no pr\u00f3prio corpo. Mas no setor agroalimentar, as empresas e governos nos privam dessa capacidade de decidir sobre os tipos de alimento ou bebida que preferimos, j\u00e1 que quase tudo est\u00e1 contaminado por glifosato. Por tudo isso, a imagem que compara glifosato com caf\u00e9 ou \u00e1gua com sal, s\u00f3 serve para pacificar a cidadania \u00a0diante de uma imposi\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria de uma tecnologia que \u00e9 incapaz de conter a si mesma e contamina tudo que tem ao seu redor. Simultaneamente, desgasta uma ci\u00eancia que serve para alimentar um debate democr\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>Sustentologia: astrologia para agrot\u00f3xicos<\/strong><\/p>\n<p>A ideia de \u201csustentologia\u201d est\u00e1 inserida nesse contexto, como uma s\u00edntese da ci\u00eancia, da tecnologia e da sustentabilidade. Como j\u00e1 vimos acima, o componente \u201cci\u00eancia\u201d, se levado a s\u00e9rio, exige a retirada do glifosato da agricultura intensiva. Do mesmo modo, as ideias originais de sustentabilidade prov\u00e9m das ci\u00eancias ambientais, incluindo as den\u00fancias iniciais contra os agrot\u00f3xicos pelos seus impactos nos ecossistemas. Por isso, se esse fator for corretamente considerado, ele se torna mais uma raz\u00e3o para impedir o uso do glifosato. Na contra-m\u00e3o disso, a \u201csustentologia\u201d, lan\u00e7ada na Argentina, \u00e9 usada em um sentido oposto, para justificar o uso de agrot\u00f3xicos e os monocultivos.<\/p>\n<p>De um jeito ou de outro, fica evidente que estamos diante de cren\u00e7as que, para al\u00e9m das inten\u00e7\u00f5es ou sinceridade de cada um, s\u00e3o quase uma religi\u00e3o. Nos afastamos da ci\u00eancia em seu sentido estrito, e a utilizamos em seu sentido inverso, atribuindo toda a carga da prova a aqueles que percebem os riscos de ser contaminados pelo glifosato ou outros qu\u00edmicos, devendo demonstrar a periculosidade desses produtos. Quando algu\u00e9m pode faz\u00ea-lo j\u00e1 \u00e9 demasiado tarde, como no caso do jardineiro que processou a Monsanto e que tem uma expectativa de vida de apenas dois anos, segundo os m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>O mito do glifosato ser mais in\u00f3cuo que \u00e9 o caf\u00e9 nos coloca em um campo que \u00e9 mais pr\u00f3prio do que poderia ser uma astrologia agropecu\u00e1ria produtivista. A esses crentes, que n\u00e3o t\u00eam d\u00favidas ao dizer que o glifosato rima com aspirina, eu lhes digo que sustentologia rima com astrologia.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p>(1) Sobre o caso argentino veja mais em \u201cMinistros dos Agrot\u00f3xicos\u201d, por D. Aranda, P\u00e1gina 12, Buenos Aires, 6 de agosto de 2018; sobre o Uruguai, veja \u201cAgroqu\u00edmicos como aspirinas: maniobrando contra la agroecolog\u00eda\u201d, por E. Gudynas, Montevideo Portal, 15 de julho de 2018.<\/p>\n<p>(2) \u201cO glifosato \u00e9 seguro\u201d, por Jos\u00e9 M. Mulet, Clar\u00edn Rural, Buenos Aires, 23 de maio de 2018. O autor \u00e9 professor da Universidade de Valencia (Espanha) e, segundo os registros p\u00fablicos, patenteia produtos com a corpora\u00e7\u00e3o BASF (dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"https:\/\/patents.justia.com\/inventor\/jose-miguel-mulet-salort\" target=\"_blank\" rel=\"external\">https:\/\/patents.justia.com\/inventor\/jose-miguel-mulet-salort<\/a>)<\/p>\n<p>(3) No XXVI Congresso da Aapresid. La Naci\u00f3n, Buenos Aires, 18 de agosto.<\/p>\n<p>(4) Ressalto que n\u00e3o tenho nada contra o uso de imagens, met\u00e1foras e slogans, e de fato me aproveito delas para denunciar problemas ambientais. Mas esse recurso deve servir para trazer novas informa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o para ocult\u00e1-las, deve desentranhar complexidades e n\u00e3o simplificar, e deve alimentar um pensamento cr\u00edtico pr\u00f3prio e n\u00e3o uma aceita\u00e7\u00e3o passiva.<\/p>\n<p>(5) Como exemplo, veja \u201cTeratogenic effects of glyphosate-based herbicides: divergence of regulatory decisions from scientific evidence\u201d, por M. Antonious e colaboradores, Environmental Analytical Toxicology S4, 2012.<\/p>\n<p>(6) \u201cPreocupa\u00e7\u00f5es com o uso de herbicidas \u00e0 base de glifosato e os riscos associados com a exposi\u00e7\u00e3o: uma declara\u00e7\u00e3o de consenso\u201d, por J.P. Myers e colaboradores, Environmental Heatl, 15, 2016.<\/p>\n<p>(7) Essas e outras a\u00e7\u00f5es da Monsanto contra Academicos, suas institui\u00e7\u00f5es e revistas, est\u00e3o ilustradas nos \u201cMonsanto Papers\u201d; uma sele\u00e7\u00e3o em espanhol est\u00e1 dispon\u00edvel no site\u00a0<a href=\"http:\/\/monsantopapers.lavaca.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"external\">http:\/\/monsantopapers.lavaca.org\/<\/a>.<\/p>\n<p>*Eduardo Gudynas \u00e9 investigador do Centro Latino Americano de Ecologia Social (CLAES), em Montevid\u00e9u, Uruguai. Twitter: @EGudynas<\/p>\n<p class=\"editor\">Edi\u00e7\u00e3o: Pedro Ribeiro Nogueira | Tradu\u00e7\u00e3o: Luiza Man\u00e7ano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo Gudynas* Eduardo Gudynas analisa os mitos cient\u00edficos em torno do glifosato e o novo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":91472,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/agrotoxico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Eduardo Gudynas* Eduardo Gudynas analisa os mitos cient\u00edficos em torno do glifosato e o novo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91471"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91471"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91471\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}