{"id":91372,"date":"2018-09-02T10:42:25","date_gmt":"2018-09-02T13:42:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=91372"},"modified":"2018-09-02T10:47:21","modified_gmt":"2018-09-02T13:47:21","slug":"aumento-na-emissao-de-carbono-torna-alimentos-menos-nutritivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/aumento-na-emissao-de-carbono-torna-alimentos-menos-nutritivos\/","title":{"rendered":"Aumento na emiss\u00e3o de carbono torna alimentos menos nutritivos"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91373\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41558-018-0253-3\">estudo rec\u00e9m-publicado<\/a>\u00a0na\u00a0<\/em>Nature Climate Change,<em>\u00a0da revista\u00a0<\/em>Nature<em>, os n\u00edveis crescentes de di\u00f3xido de carbono est\u00e3o tornando menos nutritivas culturas b\u00e1sicas para a alimenta\u00e7\u00e3o, como arroz e trigo. Com isso, 175 milh\u00f5es de pessoas poder\u00e3o sofrer defici\u00eancia de zinco e 122 milh\u00f5es\u00a0em prote\u00ednas at\u00e9 2050.\u00a0A seguir, a\u00a0s\u00edntese do estudo conduzido pela Harvard T.H. Chan School of Public Health<\/em><\/p>\n<p>N\u00edveis crescentes de di\u00f3xido de carbono oriundos da atividade humana est\u00e3o tornando culturas b\u00e1sicas, como arroz e trigo, menos nutritivos, o que poder\u00e1 levar 175 milh\u00f5es de pessoas \u00e0 defici\u00eancia em zinco e 122 milh\u00f5es de pessoas deficientes em prote\u00edna at\u00e9 2050, de acordo com pesquisa liderada pela Harvard T.H. Chan School of Public Health, intitulada \u201cO risco de aumento do CO2 atmosf\u00e9rico na adequa\u00e7\u00e3o nutricional humana\u201d. O estudo tamb\u00e9m descobriu que mais de 1 bilh\u00e3o de mulheres e crian\u00e7as podem perder uma grande quantidade de sua ingest\u00e3o diet\u00e9tica de ferro, o que as colocaria em maior risco de anemia e outras doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cNossa pesquisa deixa claro que as decis\u00f5es que estamos tomando todos os dias \u2013 o que comemos, como nos movimentamos, o que escolhemos comprar\u00a0\u2013 est\u00e3o tornando nossos alimentos menos nutritivos e pondo em perigo a sa\u00fade de outras popula\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es futuras\u201d, disse Sam Myers, principal autor do estudo e principal pesquisador da Harvard Chan School. O estudo foi publicado em 27 de agosto de 2018 na\u00a0<em>Nature Climate Change<\/em>.<\/p>\n<p>Atualmente, estima-se que mais de 2 bilh\u00f5es de pessoas em todo o mundo sejam deficientes em um ou mais nutrientes. Em geral, os seres humanos tendem a obter a maioria dos principais nutrientes a partir de plantas: 63% da prote\u00edna da dieta humana vem de fontes vegetais, bem como 81% do ferro e 68% do zinco. Foi mostrado que n\u00edveis atmosf\u00e9ricos mais elevados de CO2 resultam em colheitas menos nutritivas, com concentra\u00e7\u00f5es de prote\u00edna, ferro e zinco 3% a 17% menores quando as lavouras s\u00e3o cultivadas em ambientes onde a concentra\u00e7\u00e3o de CO2 \u00e9 de 550 partes por milh\u00e3o (ppm), na compara\u00e7\u00e3o com lavouras cultivadas em condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas nas quais os n\u00edveis de CO2 est\u00e3o pouco acima de 400 ppm.<\/p>\n<p>Os\u00a0pesquisadores\u00a0 criaram um\u00a0padr\u00e3o unificado de premissas em todos os nutrientes e usaram dados mais detalhados do fornecimento de alimentos de acordo com idade e sexo, com o objetivo de obter estimativas precisas dos impactos em 225\u00a0tipos de\u00a0alimentos. O estudo baseou-se em an\u00e1lises pr\u00e9vias dos pesquisadores sobre defici\u00eancias nutricionais relacionadas a CO2, que haviam\u00a0utilizado\u00a0um n\u00famero menor de alimentos e de pa\u00edses.<\/p>\n<p>Este novo estudo mostra que em meados deste s\u00e9culo, quando as concentra\u00e7\u00f5es de \u00a0CO2 na atmosfera dever\u00e3o atingir cerca de 550 ppm, 1,9% da popula\u00e7\u00e3o global \u2013 ou cerca de 175 milh\u00f5es pessoas, com base em estimativas da popula\u00e7\u00e3o para 2050 \u2013 poder\u00e3o ter defici\u00eancia em zinco e que 1,3% da popula\u00e7\u00e3o global, ou 122 milh\u00f5es de pessoas, poder\u00e3o sofrer defici\u00eancia de prote\u00edna. Al\u00e9m disso, 1,4 bilh\u00e3o de mulheres em idade f\u00e9rtil e crian\u00e7as menores de 5 anos, que j\u00e1 se encontram atualmente em alto risco de defici\u00eancia de ferro, poder\u00e3o ter sua ingest\u00e3o de ferro na dieta reduzida em 4% ou mais. Os pesquisadores tamb\u00e9m enfatizaram que bilh\u00f5es de pessoas atualmente vivem com defici\u00eancias nutricionais provavelmente veriam suas condi\u00e7\u00f5es piorarem como resultado de lavouras menos nutritivas.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, o maior impacto ser\u00e1 na \u00cdndia, onde estima-se que 50 milh\u00f5es de pessoas ficar\u00e3o deficientes em zinco, 38 milh\u00f5es em prote\u00ednas e 502 milh\u00f5es de mulheres e crian\u00e7as tornando-se vulner\u00e1veis a doen\u00e7as associadas \u00e0 defici\u00eancia de ferro. Outros pa\u00edses no sul da \u00c1sia, sudeste da \u00c1sia, \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio tamb\u00e9m ser\u00e3o significativamente impactados.<\/p>\n<p>\u201cEsta pesquisa ilustra um princ\u00edpio fundamental do campo emergente da sa\u00fade planet\u00e1ria: \u201cN\u00e3o podemos alterar a maior parte das condi\u00e7\u00f5es biof\u00edsicas \u00e0s quais nos adaptamos ao longo de milh\u00f5es de anos sem causar impactos imprevistos sobre nossa pr\u00f3pria sa\u00fade e bem-estar\u201d, diz Myers, que dirige a Planetary Health Alliance, alocada na Harvard Chan School e no Centro Universit\u00e1rio de Harvard para o Meio Ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo\u00a0estudo rec\u00e9m-publicado\u00a0na\u00a0Nature Climate Change,\u00a0da revista\u00a0Nature, os n\u00edveis crescentes de di\u00f3xido de carbono est\u00e3o tornando menos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":91373,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/arroz.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo\u00a0estudo rec\u00e9m-publicado\u00a0na\u00a0Nature Climate Change,\u00a0da revista\u00a0Nature, os n\u00edveis crescentes de di\u00f3xido de carbono est\u00e3o tornando menos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91372"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91372"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91372\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}