{"id":91045,"date":"2018-08-28T10:24:50","date_gmt":"2018-08-28T13:24:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=91045"},"modified":"2018-08-28T10:31:45","modified_gmt":"2018-08-28T13:31:45","slug":"conheca-a-regiao-nunca-se-recuperou-do-desmatamento-provocado-pelos-maias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-a-regiao-nunca-se-recuperou-do-desmatamento-provocado-pelos-maias\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a regi\u00e3o nunca se recuperou do desmatamento provocado pelos maias"},"content":{"rendered":"<div class=\"entry-content clearfix\">\n<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/maias-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91046\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/maias-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/maias-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/maias-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H<\/span>\u00e1 4 mil anos, os maias come\u00e7aram a cultivar seus pr\u00f3prios alimentos. A dissemina\u00e7\u00e3o da agricultura, no entanto, aliada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o das cidades, levou a um intenso desmatamento e eros\u00e3o do solo, o que \u00e9 apontado como um dos motivos para o colapso da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um novo estudo mostra que as consequ\u00eancias do desmatamento maia dura at\u00e9 hoje. A derrubada de florestas tamb\u00e9m dizimou os reservat\u00f3rios de carbono nos solos tropicais da regi\u00e3o da pen\u00ednsula de Iucat\u00e3, ber\u00e7o da civiliza\u00e7\u00e3o maia,\u00a0 muito depois de antigas cidades terem sido abandonadas e as florestas terem crescido novamente.<\/p>\n<p>\u201cO que \u00e9 mais surpreendente no novo estudo \u00e9 que os solos da regi\u00e3o ainda n\u00e3o se recuperaram completamente como sumidouros de carbono em mais de um mil\u00eanio de reflorestamento\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/mcgill.ca\/newsroom\/channels\/news\/carbon-reserves-central-american-soils-still-affected-ancient-mayan-deforestation-288800\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">diz o geoqu\u00edmico da McGill University<\/a>, Peter Douglas, principal autor do novo estudo.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea vai a essa \u00e1rea hoje, muito parece uma floresta tropical densa e antiga\u201d, diz Dougla. \u201cMas quando voc\u00ea olha para o armazenamento de carbono no solo, parece que o ecossistema foi fundamentalmente modificado e nunca retornou ao seu estado original\u201d.<\/p>\n<p>O solo \u00e9 um dos maiores dep\u00f3sitos de carbono da Terra, contendo pelo menos duas vezes mais carbono que a atmosfera de hoje. No entanto, os cientistas t\u00eam muito pouca compreens\u00e3o de como os reservat\u00f3rios de carbono do solo mudam em escalas de tempo superiores a uma d\u00e9cada ou mais. O novo estudo, sugere que esses reservat\u00f3rios podem mudar drasticamente ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Para investigar esses efeitos a longo prazo, Douglas e seus co-autores examinaram amostras de sedimentos extra\u00eddos do fundo de tr\u00eas lagos nas plan\u00edcies maias do sul do M\u00e9xico e da Guatemala. Os pesquisadores usaram medidas de radiocarbono, um is\u00f3topo que decai com o tempo, para determinar a idade das mol\u00e9culas chamadas ceras vegetais, que s\u00e3o normalmente armazenadas no solo por um longo tempo, porque se ligam a minerais. Eles ent\u00e3o compararam a idade das mol\u00e9culas de cera com a de f\u00f3sseis de plantas depositados nos sedimentos.<\/p>\n<p>A equipe descobriu que uma vez que os antigos maias come\u00e7aram a desflorestar a paisagem, a diferen\u00e7a de idade entre os f\u00f3sseis e as ceras vegetais foi de muito grande para muito pequena. Isso implica que o carbono estava sendo armazenado no solo por per\u00edodos muito mais curtos de tempo.<\/p>\n<p>O projeto resultou de uma pesquisa que Douglas havia feito h\u00e1 alguns anos como estudante de doutorado em Yale, usando mol\u00e9culas de cera vegetal para rastrear as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que afetaram os antigos maias. Ao mesmo tempo, o trabalho de outros pesquisadores indicava que essas mol\u00e9culas eram um bom marcador para mudan\u00e7as nos reservat\u00f3rios de carbono do solo.<\/p>\n<p>\u201cColocando essas coisas em conjunto, percebemos que havia um importante conjunto de dados aqui relacionando o desmatamento antigo \u00e0s mudan\u00e7as nos reservat\u00f3rios de carbono do solo\u201d, explica Douglas.<\/p>\n<div class=\"story-body\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"custom_html-16\" class=\"widget_text mh-widget mh-posts-2 widget_custom_html\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 4 mil anos, os maias come\u00e7aram a cultivar seus pr\u00f3prios alimentos. 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