{"id":91008,"date":"2018-08-27T11:46:24","date_gmt":"2018-08-27T14:46:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=91008"},"modified":"2018-08-27T11:46:24","modified_gmt":"2018-08-27T14:46:24","slug":"censo-realizado-em-dormitorios-da-especie-na-bahia-contabiliza-1-700-araras-azuis-lear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/censo-realizado-em-dormitorios-da-especie-na-bahia-contabiliza-1-700-araras-azuis-lear\/","title":{"rendered":"Censo realizado em dormit\u00f3rios da esp\u00e9cie na Bahia contabiliza 1.700 araras-azuis-lear"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-entry blockquote-style-2\">\n<div class=\"inner-post-entry\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-91010\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade\u00a0 (Cemave, Esec Raso da Catarina, Resex Canavieiras e APA Chapada do Araripe), da Funda\u00e7\u00e3o Biodiversitas, do INEMA e da Qualis Ambiental, al\u00e9m de 15 volunt\u00e1rios, realizaram o censo simult\u00e2neo anual da arara-azul-de-lear, na regi\u00e3o do Raso da Catarina, Bahia. Essa uni\u00e3o de esfor\u00e7os possibilitou, pela primeira vez, a realiza\u00e7\u00e3o do censo nos cinco dormit\u00f3rios atualmente utilizados pela esp\u00e9cie: Serra Branca (localizada no sul da Esec Raso da Catarina), Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Canudos, Fazenda Barreiras, Baixa do Chico (Terra ind\u00edgena dos Pankarar\u00e9s) e Barra do Tanque. \u201cIsso possibilitou chegarmos a uma estimativa mais aproximada do tamanho real da popula\u00e7\u00e3o de araras-azuis-de-lear na natureza\u201d, comemora Emanuel Barreto, analista ambiental do Cemave. A esp\u00e9cie \u00e9 end\u00eamica da caatinga.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O censo seguiu a metodologia padr\u00e3o estabelecida pelo Cemave, com seis contagens a partir de um ponto fixo, sendo tr\u00eas ao amanhecer (quando as araras saem dos dormit\u00f3rios para as \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o) e tr\u00eas ao entardecer (quando elas retornam aos dormit\u00f3rios) e totalizou um n\u00famero m\u00e9dio de 1694 araras-azuis-de-lear. Para a Bi\u00f3loga Tania Maria Alves da Silva, da Funda\u00e7\u00e3o Biodiversitas, \u201cparticipar do censo \u00e9 sempre uma mistura de emo\u00e7\u00e3o e expectativa na esperan\u00e7a de que o n\u00famero de indiv\u00edduos esteja aumentando, o que felizmente \u00e9 constatado a cada ano\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Voluntarios_Osmar_Borges-neo-mondo-1024x746.jpeg\" width=\"640\" height=\"466\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_11017\" class=\"wp-caption aligncenter\">Volunt\u00e1rios que trabalharam no censo. (Foto\/Osmar Borges)<\/div>\n<p>Em todos os pontos de contagem estabelecidos havia pelo menos dois recenseadores munidos de bin\u00f3culos, m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas e r\u00e1dios de comunica\u00e7\u00e3o. De acordo com o analista ambiental Osmar Borges, da ESEC Raso da Catarina, \u201ca comunica\u00e7\u00e3o entre os recenseadores \u00e9 importante para evitar duplicidade de contagem, especialmente nos locais com grande concentra\u00e7\u00e3o de araras\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>De acordo com o Bi\u00f3logo Thiago Filadelfo, da Qualis Ambiental, uma decis\u00e3o importante neste censo foi a inclus\u00e3o do dormit\u00f3rio situado na Barra do Tanque, em Euclides da Cunha, pois ele possui caracter\u00edstica diferente dos demais dormit\u00f3rios. \u201c\u00c9 o \u00fanico dormit\u00f3rio onde as araras dormem em \u00e1rvores, um h\u00e1bito comportamental desconhecido para a arara-azul-de-lear at\u00e9 pouco tempo\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Marianna Pinho, especialista em Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos, destacou a participa\u00e7\u00e3o do INEMA no censo. \u201cPara a Diretoria de Biodiversidade do INEMA, que participa do censo pelo segundo ano consecutivo, esta foi uma excelente oportunidade de envolvimento direto com a conserva\u00e7\u00e3o da arara-azul-de-lear, considerando que a esp\u00e9cie \u00e9 end\u00eamica do estado da Bahia. A parceria com o ICMBio na execu\u00e7\u00e3o desta atividade permite conhecer melhor a biologia da esp\u00e9cie, ter contato com representantes das institui\u00e7\u00f5es envolvidas e assim contribuir de maneira mais efetiva na conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/arara-azul-neo-mondo-1.jpg\" width=\"640\" height=\"428\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O envolvimento de outras unidades de conserva\u00e7\u00e3o do ICMBio, al\u00e9m da pr\u00f3pria Esec Raso da Catarina, foi importante para fortalecer a parceria com o Cemave e outras institui\u00e7\u00f5es. Para Fl\u00e1via Domingos, analista ambiental da APA Chapada do Araripe \u201cparticipar do censo foi uma experi\u00eancia enriquecedora e gratificante, tanto profissional quanto pessoal. Fiquei muito feliz por poder participar desse importante esfor\u00e7o para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Contribuiu ainda para o fortalecimento da rela\u00e7\u00e3o entre o Cemave e a unidade de conserva\u00e7\u00e3o proporcionando ambiente de aprendizado, troca e parceria\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O censo tamb\u00e9m foi uma oportunidade de treinamento para volunt\u00e1rios cadastrados no Programa de Voluntariado do ICMBio. Para o estudante de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas Ellie Pereira \u201co censo foi uma excelente oportunidade e o aprendizado ser\u00e1 muito \u00fatil para minha carreira de Bi\u00f3logo\u201d. Para Patrick Avelino, estudante de Engenharia de Pesca, \u201cquando recebi o convite para participar como volunt\u00e1rio n\u00e3o tive como recusar, pois, embora n\u00e3o seja minha \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o profissional, \u00e9 um privil\u00e9gio conhecer a arara-azul-de-lear e o ambiente onde ela vive\u201d. Um dos volunt\u00e1rios mais antigos, Alex Frank, \u00e9 um dos mais empolgados com o projeto de conserva\u00e7\u00e3o da arara-azul-de-lear. \u201cJ\u00e1 participei de v\u00e1rios censos e \u00e9 muito gratificante participar desse trabalho e estar em contato com a natureza. Sou grato ao ICMBio por dar oportunidade a outras pessoas. Meu filho Israel participou no ano passado e este ano meu pai, que tem 70 anos, participou pela primeira vez\u201d.<\/p>\n<p><strong>End\u00eamica da Caatinga<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) \u00e9 uma esp\u00e9cie end\u00eamica da caatinga, com ocorr\u00eancia nas regi\u00f5es do Raso da Catarina e do Boqueir\u00e3o da On\u00e7a, no Bahia. Embora descrita em 1856, s\u00f3 foi descoberta na natureza no ano de 1978. Utiliza cavidades em pared\u00f5es de arenito para pernoite e nidifica\u00e7\u00e3o, partindo diariamente, ao amanhecer, para as \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o. No final da tarde, os bandos retornam aos seus abrigos, chegando logo ap\u00f3s o p\u00f4r do sol ou ainda mais tarde. Seu principal alimento \u00e9 o coco da palmeira licuri (Syagrus coronata), mas tamb\u00e9m se alimenta de outros frutos e sementes da caatinga e de milho. A esp\u00e9cie \u00e9 categorizada como Em Perigo de extin\u00e7\u00e3o e est\u00e1 contemplada no Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para Conserva\u00e7\u00e3o das Aves da Caatinga.<\/p>\n<\/div>\n<div>Saiba mais\u00a0<a href=\"http:\/\/ara.cemave.gov.br\/?n=Anodorhynchus+leari\">aqui<\/a>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"fluid-width-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nSwCHvWTGUQ\" name=\"fitvid0\" width=\"300\" height=\"150\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<div class=\"penci-single-link-pages\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"tags-share-box center-box\"><span class=\"single-comment-o\"><i class=\"fa fa-comment-o\"><\/i>0 Co<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade\u00a0 (Cemave, Esec Raso da Catarina, Resex<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":91010,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/araras.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade\u00a0 (Cemave, Esec Raso da Catarina, Resex","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91008"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91008"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91008\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}