{"id":90650,"date":"2018-08-21T14:30:17","date_gmt":"2018-08-21T17:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90650"},"modified":"2018-08-21T10:42:44","modified_gmt":"2018-08-21T13:42:44","slug":"radiogalaxia-mais-distante-da-terra-e-descoberta-com-participacao-de-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/radiogalaxia-mais-distante-da-terra-e-descoberta-com-participacao-de-brasileiro\/","title":{"rendered":"Radiogal\u00e1xia mais distante da Terra \u00e9 descoberta com participa\u00e7\u00e3o de brasileiro"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90651\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Num trabalho conjunto, pesquisadores brasileiros e holandeses descobriram a radiogal\u00e1xia mais distante da Terra, a 12,4 bilh\u00f5es de anos-luz, quando o\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/topics\/4fdf1711-6845-4344-98cc-1a382ed91b65\">universo<\/a>\u00a0tinha apenas 7% da sua idade e tamanho atuais.<\/p>\n<p>Batizada de TGSS J1530+1049, ela bateu o recorde da TN J0924-2201, descoberta em 1999 a 12,2 bilh\u00f5es de anos-luz. O encontro desse tipo de objeto \u00e9 importante, porque ensina muito sobre a forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias e seus buracos negros logo ap\u00f3s o Big Bang, a grande explos\u00e3o que teria ocorrido entre 13,3 ou 13,9 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s e dado origem ao cosmo.<\/p>\n<p>O estudo, publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, em 6 de agosto, foi feito pelos alunos de doutorado Aayush Saxena, do Observat\u00f3rio de Leiden, na Holanda, e Murilo Marinello, do Observat\u00f3rio Nacional, que fez um est\u00e1gio naquele pa\u00eds, por meio um conv\u00eanio entre os dois institutos e o projeto Jovem Cientista do Nosso Estado da Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas Filho de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), do orientador dele, Roderik Overzier.<\/p>\n<p>Radiogal\u00e1xias t\u00eam um grande buraco negro de alta rota\u00e7\u00e3o em seu centro, que emite quantidades colossais de radia\u00e7\u00e3o nas ondas de r\u00e1dio do espectro eletromagn\u00e9tico. Nessas frequ\u00eancias, s\u00e3o como far\u00f3is brilhando intensamente nos confins do cosmo, quando o sistema solar nem sonhava em existir.<\/p>\n<p>&#8220;Minha pesquisa \u00e9 voltada para entender como as gal\u00e1xias ativas funcionam e seu papel no universo&#8221;, diz Marinello. &#8220;Esse tipo difere das normais por possu\u00edrem um brilho extraordin\u00e1rio, o qual n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo apenas ao das estrelas que o comp\u00f5em.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F186\/production\/_103103816_galaxia3.jpg\" alt=\"Vista interna do telesc\u00f3pio Gemini Norte\" width=\"638\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GEMINI OBSERVATORY\/AURA IMAGE BY JOY POLLARD<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">O telesc\u00f3pio Gemini Norte; descoberta contribui para entendimento do Big Bang<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Quasares e espirais<\/h2>\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-parrot\">\n<aside class=\"parrot\">Existem diversas tipos delas, como quasares (fontes extremamente luminosas e distantes, de apar\u00eancia estelar ou quase estelar, da\u00ed o nome quasar QUAsi-StellAr Radio Source), seyfert (espirais que possuem n\u00facleos extremamente pequenos e muito luminosos) e as pr\u00f3prias radiogal\u00e1xias. O buraco negro no centro delas, com massa milh\u00f5es (e at\u00e9 mesmo bilh\u00f5es) de vezes maior que a do Sol, \u00e9 circundado por um disco de g\u00e1s &#8211; chamado disco de acre\u00e7\u00e3o -, que vai sendo engolido paulatinamente por ele. Esse disco, por sua vez, \u00e9 circundado por uma estrutura toroidal (que tem o formato de um pneu um pouco achatado) de poeira.<\/aside>\n<\/div>\n<p>Marinello explica que, nesse processo, a mat\u00e9ria acrescida ao disco libera energia, alguma vezes em forma de poderosos jatos observados em frequ\u00eancias de r\u00e1dio.<\/p>\n<p>&#8220;Quando olhamos para essas gal\u00e1xias podemos estar vendo diretamente a regi\u00e3o nuclear delas, e neste caso as chamamos de quasares&#8221;, explica. &#8220;Quando miramos na dire\u00e7\u00e3o do toro de poeira, o n\u00facleo fica obscurecido, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel ver os jatos de r\u00e1dio. Nesse caso, temos o que chamamos de r\u00e1dio gal\u00e1xia.&#8221;<\/p>\n<p>Ou seja, quasares e radiogal\u00e1xia podem ser considerados o mesmo tipo de objeto. A diferen\u00e7a est\u00e1 apenas no \u00e2ngulo que os jatos formam com a linha de visada do observador.<\/p>\n<p>&#8220;A apar\u00eancia delas depende da sua orienta\u00e7\u00e3o em nossa dire\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Overzier. &#8220;Quando o disco de acre\u00e7\u00e3o de g\u00e1s ao redor do buraco negro e os jatos est\u00e3o apontados diretamente em nossa dire\u00e7\u00e3o, vemos um ponto extremamente brilhante. Este \u00e9 chamado de quasar.&#8221;<\/p>\n<p>Se o disco de g\u00e1s e os jatos estiverem apontados, no entanto, em outra dire\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode ver o primeiro perto do buraco negro, porque est\u00e1 obscurecido por nuvens de poeira, e os segundo aparecem mais fracos. &#8220;Neste caso, a gal\u00e1xia ativa \u00e9 do tipo &#8216;quasar obscurecido&#8217; ou radiogal\u00e1xia (quando tem emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o na faixa das ondas de r\u00e1dio por conta de rota\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do buraco negro)&#8221;, diz Overzier.<\/p>\n<p>A descoberta de Marinello n\u00e3o \u00e9 algo trivial, pois as ativas s\u00e3o raras. Por dois motivos. &#8220;Primeiro, porque o per\u00edodo de atividade do buraco negro, que resulta na emiss\u00e3o de energia na frequ\u00eancia de r\u00e1dio, \u00e9 sempre curto, algo em torno 10 milh\u00f5es de anos&#8221;, explica Overzier. &#8220;Portanto, a maior parte do tempo c\u00f3smico as gal\u00e1xias est\u00e3o inativas. Al\u00e9m disso, as radiogal\u00e1xias tamb\u00e9m precisam ter buracos negros gigantes que estejam girando, o que \u00e9 ainda menos comum.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Telesc\u00f3pio gigantesco ajudou na descoberta<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2E36\/production\/_103103811_geminy-north.jpg\" alt=\"O telesc\u00f3pio Gemini Norte\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GEMINI OBSERVATORY\/AURA<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">O telesc\u00f3pio Gemini Norte \u00e9 um dos maiores j\u00e1 constru\u00eddos<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Para descobrir a TGSS J1530+1049, Mainello n\u00e3o ficou apontando a esmo o telesc\u00f3pio para o c\u00e9u. Ele sabia o que e onde procurar. &#8220;Ela foi pr\u00e9-selecionada pelos nossos colaboradores na Holanda, analisando as imagens em diversas frequ\u00eancias de ondas de r\u00e1dio&#8221;, conta. &#8220;Esse tipo de an\u00e1lise pode estabelecer um limite inferior para a dist\u00e2ncia delas. As que foram escolhidas ainda n\u00e3o apareciam em imagens tomadas com telesc\u00f3pios \u00f3pticos. A amostra delas tinha caracter\u00edsticas que indicavam que estas eram fontes distantes.&#8221;<\/p>\n<p>Tendo essas informa\u00e7\u00f5es, os\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/topics\/0f469e6a-d4a6-46f2-b727-2bd039cb6b53\">pesquisadores<\/a>\u00a0utilizaram o telesc\u00f3pio Gemini Norte, localizado no Hava\u00ed (ele tem &#8220;irm\u00e3o g\u00eameo&#8221;, o Gemini Sul, instalado no Chile), que \u00e9 um dos maiores j\u00e1 constru\u00eddo, com um espelho de 8,2 m de di\u00e2metro. O Brasil \u00e9 associado a ele, por meio do Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica (LNA), na cidade de Itajub\u00e1 (MG). &#8220;As imagens em r\u00e1dio d\u00e3o uma grande precis\u00e3o astrom\u00e9trica, que indica a localiza\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias no c\u00e9u, para onde apontamos o instrumento&#8221;, conta Marinello. &#8220;N\u00f3s ent\u00e3o utilizamos espectroscopia para observ\u00e1-las.&#8221;<\/p>\n<p>Ele preparou as observa\u00e7\u00f5es e analisou os dados obtidos com elas. &#8220;Nos espectros da TGSS J1530+1049 encontramos uma \u00fanica linha de emiss\u00e3o, o que nos possibilitou estimar a dist\u00e2ncia dela&#8221;, explica Marinello. &#8220;Essa estimativa \u00e9 feita comparando-se o comprimento de onda no qual a linha \u00e9 emitida em laborat\u00f3rio e no qual ela \u00e9 observada na radiogal\u00e1xia.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com ele, quanto mais longe o objeto se localiza, mais deslocada para maiores comprimentos de onda a linha observada estar\u00e1. &#8220;A de hidrog\u00eanio que observamos deveria se encontrar no ultravioleta, mas porque a radiogal\u00e1xia \u00e9 muito distante, ela foi observada na regi\u00e3o do \u00f3ptico&#8221;, diz. &#8220;Este m\u00e9todo foi o mesmo utilizado em 1999 na descoberta da at\u00e9 ent\u00e3o mais afastada de n\u00f3s.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de trazer novos conhecimentos sobre a forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias e seus buracos negros logo ap\u00f3s o Big Bang, a busca pelas que emitem ondas de r\u00e1dio distantes tem um importante motivo adicional. &#8220;No futuro, novos radiotelesc\u00f3pios, como o Low-frequency Array (LOFAR) e o Square Kilometer Array (SKA), ser\u00e3o capazes de analisar seus espectros, para estudar como a luz ionizante produzida pelas primeiras estrelas e gal\u00e1xias do universo afetou as propriedades do espa\u00e7o entre elas durante a &#8220;\u00e9poca da reioniza\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Roderik.<\/p>\n<p>Esse per\u00edodo durou entre 300 mil e um bilh\u00e3o de anos depois do Big Bang. Antes disso, o universo era opaco, ou seja, vivia numa esp\u00e9cie de era de trevas, na qual toda a mat\u00e9ria bari\u00f4nica (aquela composta principalmente de pr\u00f3tons, n\u00eautrons e el\u00e9trons) estava na forma, principalmente, de hidrog\u00eanio neutro ou n\u00e3o ionizado (e um pouco de h\u00e9lio e l\u00edtio).<\/p>\n<p>Depois das trevas, quando as primeiras estrelas e gal\u00e1xias se formaram, elas produziram luz ultravioleta capaz de ionizar o hidrog\u00eanio neutro, separando o seu pr\u00f3ton e el\u00e9tron at\u00e9 toda a mat\u00e9ria no espa\u00e7o entre os objetos c\u00f3smicos ser reionizada.<\/p>\n<p>&#8220;Essa \u00e9poca de reioniza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante na cosmologia, mas ainda n\u00e3o \u00e9 bem entendida&#8221;, diz Overzier. &#8220;Assim, as radiogal\u00e1xias tamb\u00e9m podem ser usadas como ferramentas para descobrir mais sobre esse per\u00edodo.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num trabalho conjunto, pesquisadores brasileiros e holandeses descobriram a radiogal\u00e1xia mais distante da Terra, a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":90651,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/radio_galaxia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Num trabalho conjunto, pesquisadores brasileiros e holandeses descobriram a radiogal\u00e1xia mais distante da Terra, a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90650"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90650"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90650\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}