{"id":9061,"date":"2014-10-23T18:00:58","date_gmt":"2014-10-23T18:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=9061"},"modified":"2014-10-23T16:16:03","modified_gmt":"2014-10-23T16:16:03","slug":"mudancas-climaticas-ameaca-silenciosa-aos-polinizadores-da-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-climaticas-ameaca-silenciosa-aos-polinizadores-da-natureza\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas: amea\u00e7a silenciosa aos polinizadores da natureza"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-9062\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Polinizadores como abelhas, borboletas, mariposas, besouros, aves e morcegos garantem a produ\u00e7\u00e3o de um ter\u00e7o dos cultivos mundiais e a reprodu\u00e7\u00e3o de plantas em ecossistemas inteiros, como as florestas tropicais. Sem polinizadores, a maioria das plantas nativas e das cultivadas que consumimos n\u00e3o sobreviveria. Entretanto, o n\u00famero de polinizadores est\u00e1 declinando em todo o mundo e seu decl\u00ednio implica em uma amea\u00e7a \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade e \u00e0 sa\u00fade e alimenta\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>As principais causas desse decl\u00ednio s\u00e3o o uso indiscriminado de pesticidas e herbicidas, a exist\u00eancia de esp\u00e9cies invasoras, a perda e fragmenta\u00e7\u00e3o de ambientes naturais e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental (quando habitats perdem sua qualidade). Esses fatores reduzem tanto o n\u00famero de esp\u00e9cies de plantas com flor, que s\u00e3o fontes de alimento para os polinizadores, quanto o n\u00famero de locais dispon\u00edveis para reprodu\u00e7\u00e3o, abrigo e migra\u00e7\u00e3o dos polinizadores. Mas, h\u00e1 pouco, uma amea\u00e7a silenciosa come\u00e7ou a ser observada: as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Em um <a href=\"http:\/\/www.plosone.org\/article\/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0107792\" target=\"_blank\">estudo recente publicado na revista cient\u00edfica PLoS ONE<\/a> mostramos que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas dever\u00e3o diminuir em muito os locais adequados para a sobreviv\u00eancia de mariposas, um dos grupos de polinizadores mais diverso e importante para a manuten\u00e7\u00e3o dos ecossistemas naturais. Pior ainda, nem as <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/especial\/27099-o-que-sao-unidades-de-conservacao\" target=\"_blank\">Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o<\/a> ser\u00e3o capazes de conter essa redu\u00e7\u00e3o. Locais que satisfaziam as necessidades dos polinizadores come\u00e7am a se tornar inabit\u00e1veis \u00e0 medida que a temperatura aumenta ou varia muito, as chuvas tornam-se imprevis\u00edveis e a vegeta\u00e7\u00e3o muda.<\/p>\n<p><strong>Mude ou&#8230; extinga-se<\/strong><\/p>\n<p>Na tentativa de acompanhar essas mudan\u00e7as, as esp\u00e9cies podem fazer uma dessas tr\u00eas coisas: em primeiro lugar, elas podem migrar para outro local que tenha as condi\u00e7\u00f5es adequadas para sua sobreviv\u00eancia. Mas isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel caso esse local exista e esteja dentro do alcance dos indiv\u00edduos. Por\u00e9m, hoje, com o ambiente alterado, essa tarefa pode ser bem complicada. Imagine-se uma pequena borboleta, tendo que cruzar um &#8220;mar&#8221; de 10 km de planta\u00e7\u00e3o de soja ou cana-de-a\u00e7\u00facar at\u00e9 encontrar abrigo em uma matinha ou floresta. Cansou? Pois \u00e9, eu tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, elas podem se adaptar localmente. Isso \u00e9 bem mais f\u00e1cil de dizer do que fazer. A adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo complexo que envolve desde a variabilidade gen\u00e9tica encontrada na esp\u00e9cie at\u00e9 a mudan\u00e7a de seus padr\u00f5es comportamentais. H\u00e1 pesquisas sobre adapta\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas elas ainda s\u00e3o feitas para poucos organismos e os cientistas n\u00e3o conseguem extrapolar seus resultados para todas as esp\u00e9cies;<\/p>\n<p>Finalmente, elas podem se extinguir. Ok, isso n\u00e3o \u00e9 bem uma op\u00e7\u00e3o. Nenhuma esp\u00e9cie opta por desaparecer.<\/p>\n<p>Tudo isso acontece com os polinizadores. O que a maioria das pessoas n\u00e3o entende \u00e9 que a perda de polinizadores implica em uma perda econ\u00f4mica na agricultura, silvicultura e em um desequil\u00edbrio na natureza.<\/p>\n<p>Diversos estudos j\u00e1 mostraram a import\u00e2ncia de se manter por\u00e7\u00f5es de habitat nativo dentro de propriedades particulares para garantir e inclusive aumentar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Antes de tudo, o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o ambiental sobre a prote\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a alimentar (e h\u00eddrica), j\u00e1 que a maioria dos polinizadores, que garante e aumenta nossa produ\u00e7\u00e3o de alimentos, vive em ambientes remanescentes como as reservas legais, \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas pelo menos dentro das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o os polinizadores est\u00e3o protegidos, certo? Errado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.plosone.org\/article\/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0107792\" target=\"_blank\">Nossos estudos na Mata Atl\u00e2ntica<\/a> mostram que em 2080, a maioria das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/28610-o-que-e-o-bioma-mata-atlantica\" target=\"_blank\">Mata Atl\u00e2ntica<\/a> n\u00e3o ter\u00e1 um clima adequado para mariposas, por exemplo. Cerca de 4% desses polinizadores (20 das 507 esp\u00e9cies estudadas) dever\u00e3o ser extintos na Mata Atl\u00e2ntica e muitos deles s\u00f3 ocorrem nesse bioma. De fato, apenas algumas poucas UCs ao sul da Mata Atl\u00e2ntica, em locais altos e mais frios, ser\u00e3o capazes de manter condi\u00e7\u00f5es \u00f3timas para esses animais. Neste bioma a perda de polinizadores \u00e9 particularmente cr\u00edtica, uma vez que ele possui 8.000 esp\u00e9cies de plantas que s\u00f3 ocorrem ali e que 95% da produ\u00e7\u00e3o de sementes por plantas depende dos polinizadores. Isso sem mencionar que o que resta da Mata Atl\u00e2ntica (s\u00f3 resta cerca de 11% deste bioma) prov\u00ea \u00e1gua \u00e0s cidades ao longo do litoral brasileiro e sustenta in\u00fameras comunidades rurais cuja subsist\u00eancia depende da conserva\u00e7\u00e3o dos recursos da floresta.<\/p>\n<p>Mas nem tudo est\u00e1 perdido. <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/28367-o-que-e-a-biologia-da-conservacao\" target=\"_blank\">Ec\u00f3logos e cientistas da conserva\u00e7\u00e3o<\/a> t\u00eam concentrado esfor\u00e7os para entender melhor como esp\u00e9cies respondem \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Esse entendimento pode guiar e antecipar a tomada de decis\u00e3o para conserva\u00e7\u00e3o de polinizadores. Melhor ainda, ele permite que mais informa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica seja inclu\u00edda em estudos que estimam perdas econ\u00f4micas advindas da extin\u00e7\u00e3o de polinizadores, tanto em \u00e1reas cultivadas como em ambientes protegidos, como nos <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/28241-o-que-e-um-parque-nacional\" target=\"_blank\">Parques Nacionais<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.oikosjournal.org\/accepted-article\/geographic-mosaics-phenology-host-preference-adult-size-and-microhabitat-choice\" target=\"_blank\">Em outro estudo recente<\/a>, a ser publicado na revista Oikos, pesquisadores norte-americanos investigaram como borboletas escolhiam onde colocar seus ovos nas plantas em fun\u00e7\u00e3o da temperatura do ambiente. Por meio de observa\u00e7\u00f5es feitas em campo, eles chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que as borboletas colocam seus ovos pr\u00f3ximos ao ch\u00e3o quando est\u00e3o em locais mais quentes, e na parte mais alta das plantas quando est\u00e3o em locais mais frios, como no alto de montanhas. Ovos colocados a menos de 50 cm do ch\u00e3o s\u00e3o, em m\u00e9dia, 3o C mais frios que aqueles colocados \u00e0 1metro do ch\u00e3o. Assim, as borboletas estudadas minimizam os efeitos do aquecimento local e interferem no local onde os ovos ser\u00e3o depositados por meio de uma altera\u00e7\u00e3o em seu comportamento. Isso nos d\u00e1 pistas de que h\u00e1 esp\u00e9cies que poder\u00e3o ser capazes de minimizar os efeitos de um aquecimento generalizado, pelo menos nos locais onde vivem.<\/p>\n<p>Com tudo isso, espera-se que cientistas, ONGs, governo e atores locais re\u00fanam-se e definam pol\u00edticas p\u00fablicas que visem \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de polinizadores dentro e fora de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. Isso j\u00e1 acontece no Brasil dentro da <a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/biodiversidade\/biodiversidade-brasileira\/conserva%C3%A7%C3%A3o-de-polinizadores\" target=\"_blank\">Iniciativa Brasileira de Polinizadores<\/a>, uma a\u00e7\u00e3o que integra um projeto sobre conserva\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel de polinizadores liderado pela O<a href=\"https:\/\/www.fao.org.br\/\" target=\"_blank\">rganiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO)<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Ajude tamb\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>Para quem quer se envolver com a quest\u00e3o, h\u00e1 in\u00fameras iniciativas para prevenir a extin\u00e7\u00e3o de polinizadores. Para o cidad\u00e3o, essas iniciativas v\u00e3o desde o <a href=\"http:\/\/hypescience.com\/cidades-podem-salvar-os-insetos-polinizadores\/\" target=\"_blank\">cultivo de jardins nas cidades<\/a>, com plantas nativas que atraem diferentes polinizadores como abelhas nativas, mariposas, borboletas e aves, at\u00e9 a <a href=\"http:\/\/jardimviajante.wordpress.com\/2014\/06\/15\/hotel-para-insectos\/\" target=\"_blank\">constru\u00e7\u00e3o de pequenos hot\u00e9is para insetos<\/a>, passando pela participa\u00e7\u00e3o em eventos sobre poliniza\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea pode se inscrever do <a href=\"http:\/\/pollinationcourse.wix.com\/2014\" target=\"_blank\">XI Curso Internacional de Poliniza\u00e7\u00e3o<\/a>, que acontece de 8 a 20 de dezembro de 2014. H\u00e1 tamb\u00e9m um <a href=\"http:\/\/myrtus.uspnet.usp.br\/statuspolin\/index.html\" target=\"_blank\">livro publicado<\/a> no ano passado com o qual voc\u00ea pode aprender mais sobre a import\u00e2ncia da poliniza\u00e7\u00e3o e dos polinizadores para a nossa sa\u00fade e a dos ecossistemas.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea \u00e9 um pesquisador ou estudante da \u00e1rea, pode contribuir bastante divulgando resultados de suas pesquisas para o p\u00fablico geral por meio das redes sociais, blogs e da imprensa. Se \u00e9 um gestor de Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o pode identificar se polinizadores na \u00e1rea sob sua supervis\u00e3o ser\u00e1 impactada por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e estimular a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, al\u00e9m de fomentar programas de educa\u00e7\u00e3o ambiental voltados para comunidades locais e visitantes.<\/p>\n<p>Se \u00e9 um agente do governo, pode levantar a quest\u00e3o em f\u00f3runs apropriados e impulsionar a discuss\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o nas inst\u00e2ncias competentes por meio de oficinas, reuni\u00f5es e comiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Como voc\u00ea v\u00ea, h\u00e1 v\u00e1rias oportunidades de se envolver com o assunto e ajudar no problema. Vamos agir agora para que os polinizadores fiquem a salvo antes que seja tarde demais para eles e para n\u00f3s mesmos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Polinizadores como abelhas, borboletas, mariposas, besouros, aves e morcegos garantem a produ\u00e7\u00e3o de um ter\u00e7o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9062,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/borboletas1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Polinizadores como abelhas, borboletas, mariposas, besouros, aves e morcegos garantem a produ\u00e7\u00e3o de um ter\u00e7o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9061"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9061\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9062"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}