{"id":90541,"date":"2018-08-19T19:23:05","date_gmt":"2018-08-19T22:23:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90541"},"modified":"2018-08-19T19:23:53","modified_gmt":"2018-08-19T22:23:53","slug":"doencas-mais-comuns-em-felinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/doencas-mais-comuns-em-felinos\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as mais comuns em felinos"},"content":{"rendered":"<div id=\"entry\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gato-triste-istock.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para Doen\u00c3\u00a7as mais comuns em felinos\" width=\"640\" height=\"425\" \/><\/p>\n<p>Ter um gato em casa \u00e9 uma alegria sem tamanho. Os bichanos s\u00e3o muito companheiros, apesar de muitos acharem que isso \u00e9 caracter\u00edstica dos c\u00e3es. Por essas e outras, nada parte mais o cora\u00e7\u00e3o de um tutor do que ver seu felino doente. Algumas doen\u00e7as s\u00e3o comuns em gatos, e \u00e9 importante estar atento a elas para diagnosticar e logo tratar o problema.<\/p>\n<p>\u201cNa verdade, s\u00e3o dezenas de doen\u00e7as frequentes nos felinos, dependendo da faixa et\u00e1ria deles\u201d, explica Mariane Brunner, especialista em felinos do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.apontador.com.br\/local\/sp\/sao_paulo\/clinicas_e_hospitais_veterinarios\/PJNG2WX3\/hospital_veterinario_santa_ines_santana.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Hospital Veterin\u00e1rio Santa In\u00eas<\/strong><\/a>. Associadas \u00e0 idade, est\u00e3o doen\u00e7as gastrointestinais, oncol\u00f3gicas, doen\u00e7a renal cr\u00f4nica e articular degenerativa, por exemplo. \u201cMas, podemos citar tamb\u00e9m doen\u00e7as infecciosas, como FIV, FeLV, PIF, e doen\u00e7as end\u00f3crinas, como diabetes mellitus e hipertireoidismo\u201d, revela a m\u00e9dica veterin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por serem mam\u00edferos do topo da cadeia alimentar, os gatos t\u00eam por instinto esconder boa parte dos sintomas de suas enfermidades. Os tutores\u00a0acabam descobrindo a doen\u00e7a j\u00e1 em progress\u00e3o, podendo, inclusive, estar em est\u00e1gio avan\u00e7ado. Isso reafirma a grande necessidade de serem acompanhados periodicamente por m\u00e9dicos especializados.<\/p>\n<p>Para ajudar os tutores de gatos, Mariane explicou as causas, sintomas e tratamentos de algumas das principais doen\u00e7as que acometem esses animais.\u00a0<strong>Confira:<\/strong><\/p>\n<h4>V\u00edrus da imunodefici\u00eancia felina (FIV)<\/h4>\n<p>FIV \u00e9 uma doen\u00e7a causada por um v\u00edrus e atua, nos gatos, como a AIDS em humanos. Ela afeta o sistema imunol\u00f3gico, deixando o felino muito suscet\u00edvel a outras doen\u00e7as, que em animais saud\u00e1veis n\u00e3o gerariam grandes preocupa\u00e7\u00f5es. Assim como a AIDS humana, o FIV n\u00e3o tem sinais e sintomas espec\u00edficos. Geralmente, se desconfia da doen\u00e7a quando uma simples gripe n\u00e3o se resolve, ou quando h\u00e1 emagrecimento sem motivo aparente, por exemplo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O FIV \u00e9 transmitido atrav\u00e9s da saliva, normalmente no momento da mordedura em brigas de gatos. Sendo assim, se o seu gatinho tem acesso a rua, ele tem maiores chances de contrair a doen\u00e7a. Principalmente se ele for macho n\u00e3o castrado, que costuma sair a noite em busca de namoradas. Isso porque, na disputa pela f\u00eamea, ele pode se envolver com um outro macho doente, ou mesmo uma f\u00eamea doente que recuse suas car\u00edcias. O FIV tamb\u00e9m pode ser transmitido durante o ato sexual, ou da m\u00e3e paras os filhotes durante a gesta\u00e7\u00e3o ou amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 feito atrav\u00e9s de um teste sorol\u00f3gico, precisando de pouco sangue para ser realizado. Por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 cura para a doen\u00e7a, e por isso o tratamento realizado \u00e9 paliativo. Ele n\u00e3o \u00e9 direcionado para o FIV, mas varia de acordo com os sintomas que o gato apresenta.<\/p>\n<h4>V\u00edrus da leucemia felina (FeLV)<\/h4>\n<p>Junto com a FIV, a FeLV \u00e9 uma das doen\u00e7as infecciosas de maior import\u00e2ncia para os nossos gatos. O v\u00edrus da FeLV est\u00e1 presente na maioria dos fluidos corporais, como saliva, fezes, urina e leite. Para que ocorra a transmiss\u00e3o, deve haver um contato sustentado, ou seja, um \u00fanico contato com um animal soropositivo n\u00e3o \u00e9 o suficiente.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o comportamento de lambeduras entre gatos, compartilhamento de vasilhas de \u00e1gua, comida e leiteiras favorece a transmiss\u00e3o da FeLV. Por esse motivo tamb\u00e9m, a doen\u00e7a \u00e9 encontrada principalmente em locais com muitos gatos confinados. A transmiss\u00e3o pode ocorrer ainda durante a gesta\u00e7\u00e3o ou amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_51157\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 650px;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gatos-comida-istock.jpg\" rel=\"attachment wp-att-51157\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-51157 \" src=\"http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gatos-comida-istock.jpg\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" srcset=\"http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gatos-comida-istock.jpg 740w, http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gatos-comida-istock-300x191.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"408\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Compartilhar vasilhas pode ser um comportamento perigoso pois favorece a transmiss\u00e3o do v\u00edrus<\/p>\n<\/div>\n<p>Seus sintomas s\u00e3o inespec\u00edficos. Os gatos podem apresentar febre, mal-estar ou se manterem assintom\u00e1ticos por um per\u00edodo. O fato de o v\u00edrus da FeLV possuir v\u00e1rios subtipos acarreta em v\u00e1rias formas de manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, podendo o animal apresentar queda da imunidade, anemias, linfomas e leucemias (combinados ou isolados).<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 feito atrav\u00e9s de sorologia, que testa tanto a FIV quanto a FeLV. Assim como a FIV, a FeLV n\u00e3o tem cura, mas existem formas de manter o bem-estar e qualidade de vida do animal. Os tratamentos s\u00e3o direcionados aos sintomas que o gato apresenta, e n\u00e3o \u00e0 FeLV especificamente.<\/p>\n<h4>Peritonite Infecciosa Felina (PIF)<\/h4>\n<p>A PIF \u00e9 a sigla para Peritonite Infeciosa Felina. Infelizmente, a doen\u00e7a \u00e9 comum, fatal e sem preven\u00e7\u00e3o. O agente causador da doen\u00e7a \u00e9 uma muta\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Coronav\u00edrus felino (FCov). Esse v\u00edrus consegue se manter em ambientes secos por at\u00e9 sete semanas, mas \u00e9 sens\u00edvel a desinfetantes comuns.<\/p>\n<p>Cerca de 80 a 90% dos gatos que vivem em col\u00f4nia, e 60% dos gatos que vivem sozinhos, j\u00e1 entraram em contato com o FCov em algum momento da vida. Mas, por raz\u00f5es desconhecidas, uma muta\u00e7\u00e3o pontual ocorre em cerca de 10 a 12% desses animais, e transforma o v\u00edrus no causador da PIF (FIPV). A transmiss\u00e3o do FCov se d\u00e1 atrav\u00e9s de fezes, saliva e urina. A partir do momento que o FCov sofre a muta\u00e7\u00e3o e vira FIPV, ele dificilmente ser\u00e1 transmitido, devido a forte liga\u00e7\u00e3o com as c\u00e9lulas e tecidos. \u201cPor esse motivo, hoje j\u00e1 \u00e9 discutida a classifica\u00e7\u00e3o da PIF como doen\u00e7a infecciosa, uma vez que ela, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 transmitida de animal para animal\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A PIF tem duas apresenta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas: a forma efusiva ou \u00famida e a forma seca. A apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica que o animal ir\u00e1 desenvolver depende de sua imunidade. Os sintomas gerais s\u00e3o muito inespec\u00edficos, como febre, apatia, perda de apetite e perda de peso. Na forma efusiva, o animal come\u00e7a a ter ac\u00famulo de l\u00edquidos nas cavidades tor\u00e1cica e\/ou abdominal, podendo apresentar icter\u00edcia (mucosas amareladas), aumento do tamanho dos g\u00e2nglios, desconforto abdominal e dificuldade de respirar.<\/p>\n<p>Na forma seca, os sintomas s\u00e3o ainda menos espec\u00edficos. Pode haver uve\u00edte, que \u00e9 um tipo de inflama\u00e7\u00e3o nos olhos, e icter\u00edcia, al\u00e9m de sinais neurol\u00f3gicos como convuls\u00f5es, tremores, problemas renais e articulares. Os sinais v\u00e3o depender muito do \u00f3rg\u00e3o mais afetado pelo v\u00edrus. \u201cN\u00e3o h\u00e1 diagn\u00f3stico laboratorial, o diagn\u00f3stico da PIF \u00e9 como montar um quebra-cabe\u00e7a\u201d, alerta Mariane. \u201cA sorologia em busca de FCov \u00e9 falha, uma vez que s\u00f3 vai dizer se o animal entrou em contato com o v\u00edrus \u2013 e, como dito antes, pelo menos 60% deles entraram em contato, mas n\u00e3o desenvolvem a doen\u00e7a\u201d, explica a especialista.<\/p>\n<p>A \u00fanica maneira de se fazer uma tentativa de diagn\u00f3stico mais precisa \u00e9 atrav\u00e9s da bi\u00f3psia dos \u00f3rg\u00e3os, ou seja, uma cirurgia explorat\u00f3ria em busca de les\u00f5es em \u00f3rg\u00e3os. Al\u00e9m desta forma mais invasiva, o diagn\u00f3stico \u00e9 apenas uma hip\u00f3tese. Infelizmente n\u00e3o h\u00e1 tratamento e muito menos cura. Mais uma vez, o que se faz \u00e9 um tratamento paliativo para dar conforto ao animal.<\/p>\n<h4>Diabetes<\/h4>\n<p>A diabetes felina \u00e9 uma desordem pancre\u00e1tica que gera hiperglicemia, ou excesso de a\u00e7\u00facar no sangue, devido a falta de insulina ou sua incapacidade em exercer adequadamente seus efeitos. Dos sete aos dez anos de idade, cerca de 20% a 30% dos animais s\u00e3o diagnosticados com diabetes, e 55% a 65% ap\u00f3s os dez anos de idade.<\/p>\n<p>A diabetes felina corresponde, em 80% dos casos, com a diabetes tipo 2 em humanos. Ou seja, o p\u00e2ncreas consegue produzir a insulina, por\u00e9m ela n\u00e3o atua de maneira eficiente. Este tipo de diabetes est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 obesidade. O n\u00famero de casos de diabetes em gatos tem aumentado nos \u00faltimos anos devido ao aumento dos \u00edndices de obesidade felina e do consumo de dietas com altos n\u00edveis de carboidratos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gato-obesidade-istock.jpg\" rel=\"attachment wp-att-51155\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-51155 \" src=\"http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gato-obesidade-istock.jpg\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" srcset=\"http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gato-obesidade-istock.jpg 724w, http:\/\/www.petcidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gato-obesidade-istock-300x200.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os principais sintomas da diabetes felina s\u00e3o semelhantes aos da diabetes em humanos: sede e fome excessivas nas fases iniciais, aumento nos epis\u00f3dios e nos volumes de mic\u00e7\u00e3o e perda de peso. Nas fases mais avan\u00e7adas da doen\u00e7a, o animal pode apresentar desidrata\u00e7\u00e3o, v\u00f4mitos, apatia, al\u00e9m de andar encostando os calcanhares no ch\u00e3o ao inv\u00e9s de apenas os d\u00edgitos.<\/p>\n<p>O tratamento inclui o uso de insulina e dieta especial, al\u00e9m do manejo da obesidade. A insulina que o felino melhor se adapta \u00e9 a insulina de longa dura\u00e7\u00e3o, que mant\u00e9m os valores de glicemia est\u00e1veis por mais tempo e evita picos de glicose sangu\u00ednea. As dietas especiais para animais diab\u00e9ticos possuem n\u00edveis moderados de calorias para ajudar a controlar o sobrepeso, formula\u00e7\u00f5es com maiores teores de fibras e prote\u00ednas e menores de carboidratos, a fim de diminuir as varia\u00e7\u00f5es glic\u00eamicas durante o dia.<\/p>\n<p>Uma particularidade dos gatos diab\u00e9ticos \u00e9 que, em alguns casos, o animal pode apresentar remiss\u00e3o, ou seja, as taxas de glicose sangu\u00ednea permanecem dentro dos limites de normalidade mesmo sem o uso de insulina. Por\u00e9m, vale ressaltar que essa remiss\u00e3o n\u00e3o significa cura, pois estes animais podem, depois de um tempo em remiss\u00e3o, apresentar novamente os sintomas de diabetes, tendo ent\u00e3o que retomar o tratamento com insulina.<\/p>\n<p><em>Fotos: Getty Images<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"author-description\">\n<div class=\"esquerda\"><img loading=\"lazy\" class=\"avatar avatar-102 photo\" src=\"http:\/\/0.gravatar.com\/avatar\/0e43f4c2b46fa5db5658216970d1d815?s=102&amp;d=mm&amp;r=g\" srcset=\"http:\/\/0.gravatar.com\/avatar\/0e43f4c2b46fa5db5658216970d1d815?s=204&amp;d=mm&amp;r=g 2x\" alt=\"\" width=\"102\" height=\"102\" \/><\/div>\n<div class=\"direita\">\n<h4>Mariana Castro<\/h4>\n<h5>Jornalista apaixonada por todos os seres vivos. Enquanto n\u00e3o realiza seu sonho de ter um cachorrinho, segue escrevendo sobre eles e se apaixonando por vira-latas de terceiros.<\/h5>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ter um gato em casa \u00e9 uma alegria sem tamanho. Os bichanos s\u00e3o muito companheiros,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Ter um gato em casa \u00e9 uma alegria sem tamanho. 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