{"id":90491,"date":"2018-08-19T12:02:30","date_gmt":"2018-08-19T15:02:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90491"},"modified":"2018-08-19T12:02:30","modified_gmt":"2018-08-19T15:02:30","slug":"especie-pre-historica-de-peixe-corre-risco-de-extincao-devido-a-exploracao-de-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/especie-pre-historica-de-peixe-corre-risco-de-extincao-devido-a-exploracao-de-petroleo\/","title":{"rendered":"Esp\u00e9cie pr\u00e9-hist\u00f3rica de peixe corre risco de extin\u00e7\u00e3o devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/celacanto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90492\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/celacanto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/celacanto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/celacanto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Celacantos s\u00e3o, al\u00e9m de azuis brilhantes, mais velhos que os dinossauros e t\u00e3o pesados quanto um homem de tamanho m\u00e9dio, a esp\u00e9cie de peixe mais amea\u00e7ada na \u00c1frica do Sul e uma das mais raras do mundo. Apenas 30 destes animais em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica ainda est\u00e3o vivos e vivem atualmente na costa leste da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o dos celacantos \u00e9 extremamente preocupante: a \u00e1rea tem sido cotada por uma empresa de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo que, de acordo com seus planos futuros, comprometer\u00e3o de forma significativa a sobreviv\u00eancia desta esp\u00e9cie que tem habitado o planeta desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria.<\/p>\n<div id=\"attachment_723234\" class=\"wp-caption aligncenter\">O primeiro representante da esp\u00e9cie foi encontrado na cidade portu\u00e1ria de East London em 1932 e, desde ent\u00e3o, t\u00eam chamado a aten\u00e7\u00e3o de cientistas e, principalmente, de grupos de defesa dos direitos animais. N\u00e3o apenas pela apar\u00eancia do animal, mas tamb\u00e9m pelo fato de sua forma ter permanecido praticamente inalterada por 420 milh\u00f5es de anos.<\/div>\n<p>A descoberta de um \u00fanico animal foi seguida de v\u00e1rias outras, nas ilhas de Comores em 1950, confirmando que os celacantos definitivamente n\u00e3o estavam extintos. Em dezembro de 2000, mergulhadores trouxeram ainda mais entusiasmo aos especialistas quando, durante uma expedi\u00e7\u00e3o, encontraram uma pequena col\u00f4nia de celacanto em c\u00e2nions submersos perto da Ba\u00eda de Sodwana, na \u00c1frica do Sul, adjacente ao parque aqu\u00e1tico iSimangaliso e ao patrim\u00f4nio mundial.<\/p>\n<p>Recentemente o peixe voltou a ter grande repercuss\u00e3o no mundo, mas dessa vez por uma raz\u00e3o mais triste, j\u00e1 que o grupo Eni, com sede em Roma, anunciou que planeja perfurar v\u00e1rios po\u00e7os de petr\u00f3leo em \u00e1guas profundas em um bloco de explora\u00e7\u00e3o de 400 quil\u00f4metros de extens\u00e3o conhecido como Bloco ER236.<\/p>\n<p>\u201cO derramamento de \u00f3leo da Deepwater Horizon no Golfo do M\u00e9xico em 2010 dizimou popula\u00e7\u00f5es de peixes \u2013 ent\u00e3o um vazamento de \u00f3leo no iSimangaliso \u00e9 muito prov\u00e1vel que isso possa acabar com esses celacantos\u201d, afirma o Dr. Andrew Venter, executivo-chefe da Wildtrust, um dos v\u00e1rios grupos de conserva\u00e7\u00e3o que pressionam por uma expans\u00e3o significativa das \u00e1reas oce\u00e2nicas protegidas da \u00c1frica do Sul. As informa\u00e7\u00f5es foram coletadas do jornal The Guardian.<\/p>\n<p>Os celacantos de Sodwana est\u00e3o a cerca de 40 km da fronteira norte da \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o de Eni e a cerca de 200 km a norte dos primeiros locais de perfura\u00e7\u00e3o, mas Venter disse que os derrames de petr\u00f3leo se espalharam muito e em uma velocidade assustadora. Suas preocupa\u00e7\u00f5es foram repetidas pelo especialista em celacantos, Mike Bruton, que disse que os peixes s\u00e3o criaturas especializadas, sens\u00edveis a dist\u00farbios ambientais.<\/p>\n<p>\u201cQualquer coisa que interfira em sua capacidade de absorver oxig\u00eanio, como a polui\u00e7\u00e3o por \u00f3leo, amea\u00e7aria sua sobreviv\u00eancia. O risco de derrames de petr\u00f3leo ou erup\u00e7\u00f5es durante a explora\u00e7\u00e3o ou futura produ\u00e7\u00e3o comercial no Bloco ER236 \u00e9 uma fonte de s\u00e9ria preocupa\u00e7\u00e3o\u201d, ele afirma.<\/p>\n<p>No ano passado, a Eni encomendou uma avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental (EIA) obrigat\u00f3ria, mas o relat\u00f3rio faz pouca refer\u00eancia \u00e0 potencial amea\u00e7a aos celacantos de Sodwana. N\u00e3o apenas n\u00e3o cita a situa\u00e7\u00e3o como sugere que os celacantos dificilmente seriam encontrados ao lado dos primeiros po\u00e7os de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA Eni sempre aplica os mais altos padr\u00f5es operacionais e ambientais, que freq\u00fcentemente excedem os regulamentos locais de conformidade\u201d, afirmou a empresa respondendo a temores de que os peixes poderiam ser exterminados por vazamentos ou explos\u00f5es submarinas. \u201cAntes de qualquer opera\u00e7\u00e3o, realizamos um mapeamento de sensibilidade para identificar o habitat marinho offshore sens\u00edvel que orienta nosso planejamento. Al\u00e9m disso, a Eni cumprir\u00e1 todos os requisitos do programa de gest\u00e3o ambiental, que se baseia nos resultados da avalia\u00e7\u00e3o de impacto.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_723235\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-723235\" src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/peixe-prehistorico-amea%C3%A7a-extin%C3%A7%C3%A3o2.jpg\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" srcset=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/peixe-prehistorico-amea\u00e7a-extin\u00e7\u00e3o2.jpg 620w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/peixe-prehistorico-amea\u00e7a-extin\u00e7\u00e3o2-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/peixe-prehistorico-amea\u00e7a-extin\u00e7\u00e3o2-250x150.jpg 250w, https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/peixe-prehistorico-amea\u00e7a-extin\u00e7\u00e3o2-100x60.jpg 100w, 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\u00e1reas marinhas protegidas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celacantos s\u00e3o, al\u00e9m de azuis brilhantes, mais velhos que os dinossauros e t\u00e3o pesados 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