{"id":90379,"date":"2018-08-17T10:00:59","date_gmt":"2018-08-17T13:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90379"},"modified":"2018-08-16T20:18:00","modified_gmt":"2018-08-16T23:18:00","slug":"primeira-reproducao-por-meio-natural-de-pato-mergulhao-sob-cuidados-humanos-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/primeira-reproducao-por-meio-natural-de-pato-mergulhao-sob-cuidados-humanos-no-mundo\/","title":{"rendered":"Primeira reprodu\u00e7\u00e3o por meio natural de pato-mergulh\u00e3o sob cuidados humanos no mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90380\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O projeto de reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie come\u00e7ou a ganhar forma em 2012, com a cria\u00e7\u00e3o do PAN (Plano Nacional de Conserva\u00e7\u00e3o) do pato-mergulh\u00e3o.<\/p>\n<div>O Zooparque Itatiba registrou a primeira reprodu\u00e7\u00e3o por meio natural de pato-mergulh\u00e3o sob cuidados humanos no mundo. Quatro filhotes nasceram no dia 8 de julho, de ovos incubados pela primeira vez pelos pr\u00f3prios pais. O pato-mergulh\u00e3o \u00e9 uma das aves aqu\u00e1ticas mais raras e amea\u00e7adas do mundo, com menos de 250 indiv\u00edduos na natureza. O Zooparque Itatiba \u00e9 a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o no mundo que mant\u00e9m essa esp\u00e9cie sob seus cuidados.<\/p>\n<p>O nascimento destes filhotes representa mais uma conquista para o PAN Pato-Mergulh\u00e3o, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) com o apoio de diversas insitui\u00e7\u00f5es parceiras como o Zooparque, que buscam a reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, que j\u00e1 ganhou o t\u00edtulo de Embaixador das \u00c1guas do Brasil.<\/p>\n<p>O sucesso reprodutivo foi poss\u00edvel gra\u00e7as aos esfor\u00e7os da Associa\u00e7\u00e3o Natureza do Futuro, que tem sua sede no Zooparque Itatiba e desenvolve ativamente projetos focados na conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas da fauna nacional. Seu objetivo principal \u00e9 a conserva\u00e7\u00e3o do pato-mergulh\u00e3o, sendo este um dos mais importantes projetos de conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas do pa\u00eds.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O primeiro objetivo desse trabalho foi possibilitar o nascimento de indiv\u00edduos dessa esp\u00e9cie no zoo, proporcionando o aumento de sua popula\u00e7\u00e3o. A amostragem definida para o in\u00edcio da reprodu\u00e7\u00e3o foi de cinco casais formados. Ap\u00f3s esses pareamentos, ocorreram as primeiras posturas e os primeiros nascimentos de pato-mergulh\u00e3o em um ambiente sob cuidados humanos, em 2017.<\/p>\n<\/div>\n<div>O Zooparque tem hoje 21 patos-mergulh\u00f5es adultos. At\u00e9 ent\u00e3o, todos os indiv\u00edduos nascidos no zoo foram criados de maneira artificial, utilizando-se da infraestrutura de maternidade existente na institui\u00e7\u00e3o. Os ovos foram incubados artificialmente e os filhotes, criados manualmente. Neste ano, tr\u00eas casais fizeram a postura de ovos no zoo e, diferentemente do ano anterior, o processo de incuba\u00e7\u00e3o ficou totalmente a cargo dos pais. Esta \u00e9 a primeira vez que os casais foram respons\u00e1veis por todo o processo de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<p><strong>PAN Pato-mergulh\u00e3o<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div>O projeto do pato-mergulh\u00e3o come\u00e7ou a ganhar forma em 2012, com a cria\u00e7\u00e3o do PAN (Plano Nacional de Conserva\u00e7\u00e3o) do pato-mergulh\u00e3o, institu\u00eddo pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), com monitoramento de um grupo de trabalho formado por \u00f3rg\u00e3os do governo e institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais. Desde 2017, est\u00e1 em vigor o 2\u00ba Ciclo do PAN do pato-mergulh\u00e3o, cujo respons\u00e1vel \u00e9 o Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Aves Silvestres (Cemave). O PAN conta com a parceria do Zooparque Itatiba e a Associa\u00e7\u00e3o Natureza do Futuro, que desempenham um papel fundamental. Como parte da metodologia de trabalho, foi designada a essas duas institui\u00e7\u00f5es realizar o manejo e a reprodu\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie. Assim, teve in\u00edcio o projeto de conserva\u00e7\u00e3o do pato-mergulh\u00e3o no Zooparque Itatiba. A base desse projeto foi realizar a coleta de ovos em ambiente natural para serem incubados posteriormente no zoo. Esses ovos foram escolhidos para a coleta cient\u00edfica no Jalap\u00e3o (TO), em Patroc\u00ednio (MG) e na Serra da Canastra (MG) por se tratarem de ovos que n\u00e3o teriam chances de eclos\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div>O sucesso reprodutivo do pato-mergulh\u00e3o demostra a import\u00e2ncia da reprodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas sob cuidados humanos. O foco principal de todo esse projeto \u00e9 o aumento da popula\u00e7\u00e3o dessa ave, possibilitando, futuramente, a reintrodu\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es nascidas no zoo em seu habitat natural. Para Alexandre Resende, veterin\u00e1rio do Zooparque, o nascimento desses filhotes junto \u00e0 m\u00e3e \u00e9 um indicativo de que, embora criados sob cuidados humanos, eles podem sobreviver em seu habitat natural. \u201cComo foram criados longe dos pais naturais, t\u00ednhamos a d\u00favida de que seriam bons pais, j\u00e1 que estes n\u00e3o estavam por perto para ensin\u00e1-los. Foi provado agora que n\u00e3o teremos problema quanto a isso\u201d, justificou.<\/p>\n<\/div>\n<div>Essa futura reintrodu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 dar uma sobrevida a essa esp\u00e9cie criticamente amea\u00e7ada. Para Robert Kooij, diretor do Zooparque, o nascimento de mais uma gera\u00e7\u00e3o de patos-mergulh\u00f5es \u00e9 apenas a primeira etapa desse grande projeto. \u201cUm projeto dessa relev\u00e2ncia mostra como os zool\u00f3gicos s\u00e3o importantes na conserva\u00e7\u00e3o da fauna brasileira. Atrav\u00e9s da reprodu\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies amea\u00e7adas \u00e9 poss\u00edvel ter um aumento em sua popula\u00e7\u00e3o e, futuramente, com parcerias, possibilitar a reintrodu\u00e7\u00e3o dessas gera\u00e7\u00f5es nascidas sob cuidados humanos\u201d, afirmou.<\/p>\n<\/div>\n<div>No Zooparque, os patos-mergulh\u00f5es s\u00e3o mantidos em recintos fechados \u00e0 visita\u00e7\u00e3o, em uma \u00e1rea de 100 m2 para cada casal, lagoa artificial de \u00e1gua corrente, vegeta\u00e7\u00e3o e ninho em tronco de madeira e cavidades naturais nos recintos. S\u00e3o monitorados por c\u00e2meras 24 horas por dia. A alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 balanceada com ra\u00e7\u00e3o e alevinos de lambaris vivos colocados nas lagoas para estimular o comportamento natural da esp\u00e9cie. Os visitantes podem v\u00ea-los atrav\u00e9s de um centro audiovisual instalado na maternidade.<\/div>\n<p><strong>Lista vermelha<\/strong><\/p>\n<div>O pato-mergulh\u00e3o \u00e9 uma das aves aqu\u00e1ticas mais amea\u00e7as do mundo, considerada criticamente em perigo de extin\u00e7\u00e3o em n\u00edvel global segundo a IUCN (Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza). Segundo informa\u00e7\u00f5es, existem menos de 250 aves em vida livre e esse n\u00famero est\u00e1 diminuindo. A esp\u00e9cie s\u00f3 \u00e9 encontrada em regi\u00f5es nas regi\u00f5es da Serra da Canastra (MG), Patroc\u00ednio (MG), Chapada dos Veadeiros (GO) e no Jalap\u00e3o (TO), em \u00e1reas com unidades de conserva\u00e7\u00e3o, geridas pelo ICMBio.<\/p>\n<\/div>\n<div>A ave depende de \u00e1guas limpas e transparentes porque se alimenta somente de peixes, e por isso precisa ter boa visibilidade debaixo d\u2019\u00e1gua para conseguir mergulhar e ca\u00e7ar, da\u00ed o nome pato-mergulh\u00e3o. Os mergulh\u00f5es gostam de rios com corredeiras e vegeta\u00e7\u00e3o nas margens, e s\u00e3o extremamente afetados pela degrada\u00e7\u00e3o das \u00e1guas. Por este motivo s\u00e3o considerados bio-indicadores: a presen\u00e7a da esp\u00e9cie indica que aquele ecossistema est\u00e1 em equil\u00edbrio.<\/p>\n<\/div>\n<div>Devido \u00e0 grande import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie, o pato-mergulh\u00e3o recebeu, no 8\u00ba F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua, em mar\u00e7o deste ano, em Bras\u00edlia, o t\u00edtulo de Embaixador das \u00c1guas do Brasil, pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Quando se fala na conserva\u00e7\u00e3o do pato-mergulh\u00e3o fala-se na conserva\u00e7\u00e3o de toda a biodiversidade e na conserva\u00e7\u00e3o das principais nascentes dos rios que abastecem a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p>Conhe\u00e7a mais sobre assunto,\u00a0<a href=\"http:\/\/www4.icmbio.gov.br\/cemave\/destaques-e-noticias\/135-pato-mergulhao-mergus-octosetaceus-embaixador-das-aguas-brasileiras.html\">acesse o PAN Pato-mergulh\u00e3o<\/p>\n<p><\/a>Acesse<a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/images\/stories\/comunicacao\/noticias\/dobradura_pato_mergulho_site_cemave.pdf\">\u00a0aqui\u00a0<\/a>a dobradura do pato-mergulh\u00e3o.<\/p>\n<p>Assista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gTV_xIdB4r4\">aqui\u00a0<\/a>o v\u00eddeo do pato-mergulh\u00e3o<\/p>\n<p><strong>*Com informa\u00e7\u00f5es do Brasil Fashion News.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto de reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie come\u00e7ou a ganhar forma em 2012, com a cria\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":90380,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/pato.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O projeto de reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie come\u00e7ou a ganhar forma em 2012, com a cria\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90379"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90379\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}