{"id":90283,"date":"2018-08-15T13:30:09","date_gmt":"2018-08-15T16:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90283"},"modified":"2018-08-14T21:29:46","modified_gmt":"2018-08-15T00:29:46","slug":"consumo-de-vegetais-pode-diminuir-risco-de-cancer-no-intestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/consumo-de-vegetais-pode-diminuir-risco-de-cancer-no-intestino\/","title":{"rendered":"Consumo de vegetais pode diminuir risco de c\u00e2ncer no intestino"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90284\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Da pr\u00f3xima vez que pensar duas vezes se coloca ou n\u00e3o legumes e verduras no prato, considere o que diz a ci\u00eancia. A ingest\u00e3o de vegetais, como br\u00f3colis, couve e repolho, pode prevenir o desenvolvimento de\u00a0<strong>c\u00e2ncer de c\u00f3lon<\/strong>, segundo indica\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cell.com\/immunity\/fulltext\/S1074-7613(18)30330-3\">estudo<\/a>\u00a0publicado na revista\u00a0<em>Immunity<\/em>. De acordo com a pesquisa, algumas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas produzidas nesses alimentos s\u00e3o capazes de reduzir inflama\u00e7\u00f5es no intestino e c\u00f3lon, o que ajuda a diminuir a probabilidade de c\u00e2ncer na regi\u00e3o. As descobertas foram feitas a partir da an\u00e1lise de camundongos geneticamente modificados.<\/p>\n<p>Os pesquisadores salientaram que, apesar de n\u00e3o ser poss\u00edvel mudar os\u00a0<strong>fatores gen\u00e9ticos<\/strong>\u00a0que tornam as pessoas propensas ao c\u00e2ncer, os riscos podem ser reduzidos com medidas simples, como uma dieta rica em vegetais. Esse \u00e9 o primeiro estudo a fornecer evid\u00eancias importantes para a melhor compreens\u00e3o de como o\u00a0indol-3-carbinol (I3C), subst\u00e2ncia produzida no organismo diante da digest\u00e3o de alguns legumes, pode prevenir inflama\u00e7\u00f5es intestinais, que podem levar ao c\u00e2ncer.\u00a0A produ\u00e7\u00e3o de I3C \u00e9 comum em vegetais da fam\u00edlia\u00a0<em>Brassica genus,\u00a0<\/em>que incluem\u00a0br\u00f3colis, couve-flor, couve-de-bruxelas, repolho e couve.<\/p>\n<h3>Rela\u00e7\u00e3o I3C e AhR<\/h3>\n<p>De acordo com os cientistas, a preven\u00e7\u00e3o de inflama\u00e7\u00e3o e c\u00e2ncer de c\u00f3lon foi poss\u00edvel por causa da ativa\u00e7\u00e3o do receptor de hidrocarboneto de arila (AhR), prote\u00edna que transfere as informa\u00e7\u00f5es para as c\u00e9lulas do sistema imunol\u00f3gico e do revestimento do intestino. Ao receberem a sinaliza\u00e7\u00e3o, elas se preparam para proteger o trato digestivo de inflama\u00e7\u00f5es que podem ser causadas por bact\u00e9rias que vivem na microbiota intestinal.<\/p>\n<p>Para reconhecer os efeitos positivos da dieta, foram usados camundongos geneticamente modificados que n\u00e3o eram capazes de produzir ou ativar a\u00a0AhR naturalmente, o que os tornava mais propensos \u00e0 apari\u00e7\u00e3o de inflama\u00e7\u00f5es, causadas pela bact\u00e9ria intestinal\u00a0<em>Citrobacter rodentium.\u00a0<\/em>Essa vulnerabilidade facilitou o aparecimento de c\u00e2ncer de c\u00f3lon nos animais.<\/p>\n<p>Isso acontece porque\u00a0uma das fun\u00e7\u00f5es do\u00a0AhR \u00e9 ajudar as c\u00e9lulas-tronco a se transformarem em c\u00e9lulas especializadas do revestimento intestinal respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de muco protetor. Quando essa prote\u00edna est\u00e1 ausente ou n\u00e3o funciona adequadamente, essa tarefa n\u00e3o \u00e9 realizada e as c\u00e9lulas podem passar por intensa divis\u00e3o. Essa rea\u00e7\u00e3o anormal pode provocar crescimento de c\u00e9lulas malignas.<\/p>\n<p>O estudo notou que, nos camundongos sob a dieta com I3C, o resultado foi diferente. \u201cQuando os alimentamos com uma dieta enriquecida com I3C, eles n\u00e3o desenvolveram inflama\u00e7\u00e3o ou c\u00e2ncer. Curiosamente, quando camundongos cujo c\u00e2ncer j\u00e1 estava em desenvolvimento foram transferidos para a dieta rica em I3C, o n\u00famero de tumores foi significativamente menor e tamb\u00e9m eram mais benignos\u201d, explicou\u00a0Amina Metidji, principal autora do estudo, ao\u00a0<em>Daily Mail<\/em>.<\/p>\n<h3>Caminho da preven\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Diante dos resultados, os pesquisadores conclu\u00edram que uma\u00a0<strong>alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel<\/strong>\u00a0pode ser uma forma simples de preven\u00e7\u00e3o para alguns tipos de c\u00e2ncer. \u201cEssas descobertas s\u00e3o motivo de otimismo. Embora n\u00e3o possamos mudar os fatores gen\u00e9ticos que aumentam nosso risco de c\u00e2ncer, provavelmente podemos atenu\u00e1-los adotando uma dieta adequada com muitos vegetais\u201d, disse Brigitta Stockinger, coautora da pesquisa, ao\u00a0<em>Medical News Today<\/em>.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 buscar o resultado a partir da investiga\u00e7\u00e3o dos resultados em tecidos humanos.<\/p>\n<h3>C\u00e2ncer de c\u00f3lon<\/h3>\n<p>O c\u00e2ncer de c\u00f3lon, um dos mais recorrentes em todo o mundo, geralmente come\u00e7a com o aparecimento de um p\u00f3lipo\u00a0no revestimento do c\u00f3lon (parte do intestino grosso). Nem todos os p\u00f3lipos, no entanto, se tornam tumores.<\/p>\n<p>Um p\u00f3lipo pode levar, em m\u00e9dia, dez anos para se tornar um tumor. Por causa disso, a melhor maneira de prevenir o aparecimento de tumores \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o deles antes que se tornem malignos. O procedimento utilizado na detec\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o dos polipos \u00e9 a colonoscopia. Dados do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) estimam que o c\u00e2ncer de c\u00f3lon seja respons\u00e1vel por mais de 150 000 casos anualmente no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da pr\u00f3xima vez que pensar duas vezes se coloca ou n\u00e3o legumes e verduras no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":90284,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/alimentacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Da pr\u00f3xima vez que pensar duas vezes se coloca ou n\u00e3o legumes e verduras no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90283"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90283"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90283\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}