{"id":90271,"date":"2018-08-15T12:00:32","date_gmt":"2018-08-15T15:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90271"},"modified":"2018-08-14T20:52:34","modified_gmt":"2018-08-14T23:52:34","slug":"minusculos-vermes-sobrevivem-a-forcas-400-mil-vezes-mais-fortes-que-a-gravidade-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/minusculos-vermes-sobrevivem-a-forcas-400-mil-vezes-mais-fortes-que-a-gravidade-da-terra\/","title":{"rendered":"Min\u00fasculos vermes sobrevivem a for\u00e7as 400 mil vezes mais fortes que a gravidade da Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90272\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um novo estudo brasileiro descobriu que um verme min\u00fasculo pode sobreviver ao que seria o equivalente a 400 mil vezes a for\u00e7a da gravidade na Terra.<\/p>\n<p>Essa acelera\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma encontrada em uma rocha lan\u00e7ada de um planeta ao espa\u00e7o por um impacto, por exemplo, o que significa que nematoides possivelmente resistiriam a uma viagem interplanet\u00e1ria.<\/p>\n<h2>Toler\u00e2ncia extrema<\/h2>\n<p>O estudo foi conduzido pelos geneticistas Tiago Pereira e Tiago de Souza, da Universidade de S\u00e3o Paulo. Eles colocaram centenas de\u00a0<em>Caenorhabditis elegans<\/em>, um nematoide amplamente usado em estudos biol\u00f3gicos, em um aparelho chamado ultracentrifugadora, um dispositivo que pode atingir velocidades de rota\u00e7\u00e3o muito elevadas, capazes de gerar uma acelera\u00e7\u00e3o milhares de vezes maior que a gravidade da Terra.<\/p>\n<p>Depois de uma hora, os pesquisadores os retiraram, convencidos de que os animais estariam mortos. Pelo contr\u00e1rio: os vermes estavam se movimentando livremente como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n<p>A dupla descobriu que o\u00a0<em>C. elegans\u00a0<\/em>daria um excelente piloto de ca\u00e7a. O verme de aproximadamente um mil\u00edmetro de comprimento \u00e9 notavelmente tolerante a acelera\u00e7\u00e3o. Enquanto seres humanos perdem a consci\u00eancia a apenas 4 ou 5 g (1 g \u00e9 a for\u00e7a da gravidade na superf\u00edcie da Terra), o C. elegans saiu ileso de 400.000 g.<\/p>\n<p>Mais de 96% dos vermes n\u00e3o somente sobreviveram a tal for\u00e7a de acelera\u00e7\u00e3o, como n\u00e3o apresentaram quaisquer altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou comportamentais. \u201cA vida tolera muito mais estresse do que normalmente pensamos\u201d, concluiu Pereira.<\/p>\n<h2>Vermes aliens?<\/h2>\n<p>O valor de 400.000 g \u00e9 um importante marco de refer\u00eancia porque pesquisadores j\u00e1 teorizaram que rochas experimentam for\u00e7as semelhantes quando expelidas de superf\u00edcies de planetas para o espa\u00e7o por erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas ou impactos de asteroides.<\/p>\n<p>Ou seja, qualquer criatura capaz de sobreviver a tal viagem em uma dessas rochas poderia, teoricamente, semear outro planeta com vida, uma ideia conhecida como \u201cpanspermia bal\u00edstica\u201d.<\/p>\n<p>Vale notar que este teste n\u00e3o reproduz o impacto total de uma jornada interplanet\u00e1ria. Os pesquisadores esclarecem que demorou cerca de cinco minutos para a ultracentrifugadora chegar a essas gigantescas for\u00e7as g, enquanto que as rochas lan\u00e7adas de um planeta chegariam a elas em um mil\u00e9simo de segundo.<\/p>\n<p>O experimento tamb\u00e9m n\u00e3o replicou outras condi\u00e7\u00f5es extremas do espa\u00e7o. Outros fatores, como temperatura, v\u00e1cuo e radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica precisam ainda ser testados. Segundo Pereira, esse trabalho \u00e9 um ponto de partida sobre o qual outros experimentos podem desenvolver uma maior \u201ccompreens\u00e3o dos limites da vida\u201d.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa foram publicados na revista cient\u00edfica\u00a0<a href=\"https:\/\/www.liebertpub.com\/doi\/full\/10.1089\/ast.2017.1802\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">Astrobiology<\/a>. [<a href=\"https:\/\/www.scientificamerican.com\/article\/tiny-worms-survive-forces-400-000-times-stronger-than-gravity-on-earth\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">ScientificAmerican<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo brasileiro descobriu que um verme min\u00fasculo pode sobreviver ao que seria o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":90272,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/verme.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um novo estudo brasileiro descobriu que um verme min\u00fasculo pode sobreviver ao que seria o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90271"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90271"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90271\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90272"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}