{"id":90255,"date":"2018-08-15T09:00:36","date_gmt":"2018-08-15T12:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90255"},"modified":"2018-08-14T19:19:12","modified_gmt":"2018-08-14T22:19:12","slug":"elefantes-possuem-gene-zumbi-capaz-de-combater-o-cancer-diz-nova-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/elefantes-possuem-gene-zumbi-capaz-de-combater-o-cancer-diz-nova-pesquisa\/","title":{"rendered":"Elefantes possuem &#8220;gene zumbi&#8221; capaz de combater o c\u00e2ncer, diz nova pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90256\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por mais que os elefantes tenham 100 vezes mais c\u00e9lulas potencialmente cancer\u00edgenas, a taxa de morte pela doen\u00e7a em animais em cativeiro \u00e9 de 5%<\/p>\n<p>Cientistas da Universidade de Chicago e da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, decidiram investigar, com pesquisas diferentes, por que menos de 5% dos elefantes em cativeiro morrem por causa de c\u00e2ncer.\u00a0De acordo com o portal\u00a0<em>Phys.org<\/em>\u00a0, eles descobriram que o grupo de mam\u00edferos possui um \u201cgene zumbi\u201d que pode ser um dos respons\u00e1veis pela baixa taxa de mortalidade pela doen\u00e7a.<\/p>\n<div id=\"ad_intext\" data-google-query-id=\"CN2rlNTI7dwCFVk9TwodzlcJEg\"><\/div>\n<p>Os pesquisadores iniciaram os estudos h\u00e1 tr\u00eas anos e foram motivados por um dado intrigante: os elefantes possuem 100 vezes mais c\u00e9lulas potencialmente cancer\u00edgenas do que os humanos. Desde ent\u00e3o, eles j\u00e1 descobriram, por exemplo, que alguns dos genes que fazem dos elefantes resistentes ao\u00a0<strong>c\u00e2ncer<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/ciencia\/2018-03-09\/elefantes-cancer-humanos.html\" target=\"_blank\">tamb\u00e9m est\u00e3o presentes nos humanos<\/a>\u00a0.<\/p>\n<div id=\"ad_mrec_intext\" class=\"publicidade advertising-box\" data-google-query-id=\"COKrlNTI7dwCFVk9TwodzlcJEg\"><\/div>\n<p>Desta vez, os pesquisadores focaram no gene p53, que encontrado tanto nos seres humanos quanto nos elefantes, \u00e9 capaz de perceber erros no DNA e fazer com que estas c\u00e9lulas, que podem ser cancer\u00edgenas, morram. Foi descoberto que os\u00a0grandes mam\u00edferos possuem 20 c\u00f3pias do p53, o que acelera o processo de reconhecimento e morte das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>&#8220;O p53 pode reconhecer o DNA modificado e questionar, &#8216;ok, quais s\u00e3o as suas op\u00e7\u00f5es?'&#8221;, explicou Amy Boddy, bi\u00f3loga da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa B\u00e1rbara, que n\u00e3o participou da pesquisa, para o\u00a0<em>National Geographic<\/em>\u00a0. Dessa forma, c\u00e9lula com poucos erros podem ser reparadas, enquanto as potencialmente perigosas s\u00e3o imediatamente mortas.<\/p>\n<p>Contudo, o grande achado foi anunciado nesta ter\u00e7a-feira (14), quando o grupo da Universidade de Chicago publicou em uma revista cient\u00edfica sobre a descoberta de um \u201cgene zumbi\u201d, que \u201cvolta dos mortos\u201d para combater a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Gene que &#8220;retorna dos mortos&#8221; para combater o c\u00e2ncer<\/p>\n<figure class=\"foto-legenda gd12\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/statig2.akamaized.net\/bancodeimagens\/69\/r3\/l9\/69r3l9359sjo8tcfwwr24juys.jpg\" alt=\"O gene LIF6, que consegue \" width=\"638\" height=\"399\" \/><figcaption class=\"undefined\"><cite>Pixabay<\/cite><\/p>\n<div class=\"undefined\">O gene LIF6, que consegue &#8220;voltar dos mortos&#8221;, \u00e9 um dos elementos respons\u00e1veis por combater o c\u00e2ncer nos elefantes<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cOs genes se duplicam o tempo todo e, \u00e0s vezes, eles cometem erros, produzindo vers\u00f5es n\u00e3o-funcionais conhecidas como pseudogenes\u201d, explicou Vincent Lynch, professor assistente de gen\u00e9tica humana na Universidade em quest\u00e3o, e o principal\u00a0autor da pesquisa. \u201cCostumamos nos referir a eles como genes mortos\u201d.<\/p>\n<p>O pseudogene \u00e9 o fator inibidor de leucemia 6, mais conhecido como LIF6. Por mais que desativado no c\u00f3digo gen\u00e9tico, ele pode voltar a ser ativado justamente pelo p53, tornando-se um gene de extrema import\u00e2ncia para a sa\u00fade e desenvolvimento dos elefantes.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 o respons\u00e1vel por produzir uma prote\u00edna que rapidamente chega \u00e0s c\u00e9lulas cancer\u00edgenas e atinge suas mitoc\u00f4ndrias, a organela respons\u00e1vel pela energia celular, fazendo com que elas morram.<\/p>\n<p>\u201cEsse gene morto consegue voltar \u00e0 vida, e quando \u00e9 ativado pelo\u00a0<strong>DNA<\/strong>\u00a0inst\u00e1vel, rapidamente mata aquela c\u00e9lula\u201d, continuou Lynch. \u201cIsso \u00e9 muito ben\u00e9fico porque age em resposta a erros gen\u00e9ticos, se livrando de c\u00e9lulas no que pode prevenir um c\u00e2ncer\u201d.<\/p>\n<h3>&#8220;DNA zumbi&#8221; contra o c\u00e2ncer: uma quest\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<figure class=\"foto-legenda gd12\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/statig0.akamaized.net\/bancodeimagens\/0u\/iw\/8u\/0uiw8uvfapkicxsdflukqxvbq.jpg\" alt=\"Os elefantes podem ter conseguido atingir suas grandes propor\u00e7\u00f5es justamente por causa do gene que combate o c\u00e2ncer\" width=\"642\" height=\"402\" \/><figcaption class=\"undefined\"><cite>WWF<\/cite><\/p>\n<div class=\"undefined\">Os elefantes podem ter conseguido atingir suas grandes propor\u00e7\u00f5es justamente por causa do gene que combate o c\u00e2ncer<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">Como apenas um dos oito genes LIF dos elefantes possui essa caracter\u00edstica em espec\u00edfico, os pesquisadores decidiram olhar para a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies para tentar entender como esse processo se consolidou atrav\u00e9s dos mil\u00eanios.<\/p>\n<p>Usando alguns \u201ctruques\u201d da evolu\u00e7\u00e3o, os cientistas conseguiram estimar quando foi que o pseudogene passou a ter fun\u00e7\u00f5es significativas no c\u00f3digo gen\u00e9tico. O estudo indica que este processo come\u00e7ou h\u00e1 cerca de\u00a059 milh\u00f5es de anos, quando, de acordo com evid\u00eancias em f\u00f3sseis, os precursores dos atuais elefantes come\u00e7aram a aumentar de tamanho.<\/p>\n<p>O combate \u00e0s c\u00e9lulas cancer\u00edgenas pode ter sido um elemento-chave para garantir que tais mam\u00edferos conseguiriam atingir grandes tamanhos, j\u00e1 que ser um animal de colossais propor\u00e7\u00f5es representa vantagens para as esp\u00e9cies e pode assegurar a sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<h3>Tamanho do animal influencia no desenvolvimento do c\u00e2ncer<\/h3>\n<figure class=\"foto-legenda gd12\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/statig1.akamaized.net\/bancodeimagens\/1p\/t1\/7z\/1pt17zm21b0z6b5lsfyn8n4mp.jpg\" alt=\"Animais grandes e pequenos possuem diferen\u00e7as quanto \u00e0s chances de ter c\u00e2ncer (foto meramente ilustrativa)\" width=\"639\" height=\"400\" \/><figcaption class=\"undefined\"><cite>shutterstock<\/cite><\/p>\n<div class=\"undefined\">Animais grandes e pequenos possuem diferen\u00e7as quanto \u00e0s chances de ter c\u00e2ncer (foto meramente ilustrativa)<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Seres pequenos s\u00e3o presas f\u00e1ceis e tamb\u00e9m podem, por exemplo, ser pisoteados de maneira simples. Mas \u201cse voc\u00ea \u00e9 enorme, como um elefante ou uma baleia, ningu\u00e9m vai mexer com voc\u00ea\u201d, explicou o professor.<\/p>\n<p>Contudo, tamb\u00e9m existem as desvantagens, e \u00e9 neste ponto que o LIF6 entra. Isso porque quanto maior o ser, maior sua expectativa de vida e quantidade de c\u00e9lulas, assim, mais chances de acumular partes do DNA cuja muta\u00e7\u00e3o pode levar a uma grave doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cAnimais grandes e com alta expectativa de vida devem ter desenvolvido mecanismos robustos para ou suprimir ou eliminar c\u00e9lulas cancer\u00edgenas para conseguir viver o quanto conseguem viver, e tamb\u00e9m atingir o tamanho de um adulto\u201d, detalhou Juan Manuel Vazquez, co-autor do estudo.<\/p>\n<p class=\"\">Assim, grupos como os elefantes, com tais elementos, foram selecionados pelo ambiente por conseguir sobreviver a estas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica se repete com humanos \u2013 pessoas mais altas t\u00eam chances ligeiramente mais altas de ter certos tipos de c\u00e2ncer do que pessoas mais baixas \u2013 e o contr\u00e1rio tamb\u00e9m acontece. Animais pequenos possuem menores chances de desenvolver determinadas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\" \">Por fim, os\u00a0<strong>pesquisadores<\/strong>\u00a0afirmaram que o LIF6 n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel pela morte das c\u00e9lulas, mas que ele faz parte de um processo muito maior. &#8220;Muito provavelmente existem mais elementos envolvidos nisso&#8221;, disse\u00a0Joshua Schiffman,\u00a0oncologista pedi\u00e1trico da Universidade de Utah que considerou a descoberta &#8220;incr\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<h3 class=\" \">Esperan\u00e7a para o tratamento do c\u00e2ncer em humanos<\/h3>\n<figure class=\"foto-legenda gd12\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/statig1.akamaized.net\/bancodeimagens\/as\/qg\/6f\/asqg6fr30pe94aguwkifvawyp.jpg\" alt=\"A descoberta do \" width=\"644\" height=\"403\" \/><figcaption class=\"undefined\"><cite>FreePik<\/cite><\/p>\n<div class=\"undefined\">A descoberta do &#8220;gene zumbi&#8221; nos elefantes pode ajudar em pesquisas sobre novas formas de tratar o c\u00e2ncer em humanos<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por fim, a nova descoberta pode abrir novos caminhos de pesquisa para o desenvolvimento de tratamentos de humanos com c\u00e2ncer. &#8220;Levou 59 milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o [para os elefantes desenvolverem o gene LIF6]&#8221;, disse Schiffman, &#8220;na minha opini\u00e3o, s\u00e3o 59 milh\u00f5es de anos de pesquisa e desenvolvimento. S\u00e3o 59 milh\u00f5es de anos da natureza tentando criar a melhor solu\u00e7\u00e3o para evitar o desenvolvimento de c\u00e2nceres&#8221;.<\/p>\n<p>A forma exata como o LIF6 induz a morte das c\u00e9lulas causadoras do\u00a0<strong>c\u00e2ncer<\/strong>\u00a0ainda n\u00e3o foi descoberta, por\u00e9m, essa \u00e9 justamente a nova etapa da pesquisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais que os elefantes tenham 100 vezes mais c\u00e9lulas potencialmente cancer\u00edgenas, a taxa de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":90256,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/elefante-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por mais que os elefantes tenham 100 vezes mais c\u00e9lulas potencialmente cancer\u00edgenas, a taxa de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90255"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90255"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90255\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}