{"id":90251,"date":"2018-11-11T14:30:04","date_gmt":"2018-11-11T17:30:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90251"},"modified":"2018-11-11T12:59:52","modified_gmt":"2018-11-11T15:59:52","slug":"entenda-como-satelites-inativos-e-restos-de-foguetes-estao-congestionando-a-orbita-terrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/entenda-como-satelites-inativos-e-restos-de-foguetes-estao-congestionando-a-orbita-terrestre\/","title":{"rendered":"Entenda como sat\u00e9lites inativos e restos de foguetes est\u00e3o \u201ccongestionando\u201d a \u00f3rbita terrestre"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/lixo-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90252\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/lixo-2-300x192.jpg\" alt=\"lixo\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/lixo-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/lixo-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Das montanhas de Minas Gerais literalmente para o espa\u00e7o. A cidade de Braz\u00f3polis, no Sul do estado, integra uma rede de esfor\u00e7os internacionais voltados para o monitoramento de lixo espacial. Nos \u00faltimos anos, a quantidade de objetos perdidos aumentou consideravelmente, deixando a \u00f3rbita da Terra mais pr\u00f3xima de seu limite de satura\u00e7\u00e3o e potencializando o risco para voos tripulados e miss\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o, como as esta\u00e7\u00f5es espaciais permanentes.<\/p>\n<p>Conforme dados da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), em 60 anos de atividade espacial no mundo, mais de 5 mil lan\u00e7amentos deixaram a \u00f3rbita da Terra repleta de dejetos. Entre eles est\u00e3o sat\u00e9lites inativos, partes de foguetes, pe\u00e7as de espa\u00e7onaves e outros artefatos remanescentes de miss\u00f5es e lan\u00e7amentos espaciais, totalizando cerca de 7,5 mil toneladas de lixo orbital.<\/p>\n<p>Cerca de 50 pa\u00edses operam sat\u00e9lites pr\u00f3prios ou compartilhados, com a lideran\u00e7a dos Estados Unidos, seguidos por R\u00fassia e Fran\u00e7a. Com 12 sat\u00e9lites ativos, o que corresponde a 0,95% do total de objetos lan\u00e7ados pelos EUA, o Brasil n\u00e3o \u00e9 um grande gerador de detritos no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Ainda assim, o pa\u00eds tem status de \u201cestado lan\u00e7ador\u201d e, portanto, \u00e9 responsabilidade da Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB) registrar tais objetos para contabilizar poss\u00edveis impactos ambientais. H\u00e1 pouco mais de dois anos, a AEB intermediou uma parceria in\u00e9dita entre o Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica (LNA), vinculado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es, e a Ag\u00eancia Espacial Russa (Roscosmos).<\/p>\n<p>O resultado foi a instala\u00e7\u00e3o, em abril do ano passado, de um telesc\u00f3pio russo dedicado ao rastreamento e ao monitoramento de lixo espacial. O equipamento fica no Observat\u00f3rio do Pico dos Dias (<a class=\"vglnk\" href=\"http:\/\/lnapadrao.lna.br\/OPD\" rel=\"nofollow\">http:\/\/lnapadrao.lna.br\/OPD<\/a>), entre os munic\u00edpios de Braz\u00f3polis e Pirangu\u00e7u, a 1.864 metros de altitude, e distante 450 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, com acesso pela MG-295.<\/p>\n<p>Tendo o LNA como parceiro no Hemisf\u00e9rio Sul \u2013 disponibilizando o espa\u00e7o e sua infraestrutura para o telesc\u00f3pio \u2013 a Roscosmos, que opera um equipamento semelhante na R\u00fassia, consegue localizar detritos com maior precis\u00e3o. Ap\u00f3s a obten\u00e7\u00e3o das coordenadas do lixo espacial, os dados s\u00e3o enviados \u00e0 ESA e \u00e0 Ag\u00eancia Espacial Norte-Americana (Nasa), onde s\u00e3o registrados em um cat\u00e1logo internacional.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es registradas s\u00e3o \u00fateis, por exemplo, no caso do lan\u00e7amento de novos sat\u00e9lites, que j\u00e1 s\u00e3o programados para evitar rotas que tenham detritos espaciais. Desde a sua instala\u00e7\u00e3o, o telesc\u00f3pio do Observat\u00f3rio do Pico dos Dias vem mapeando entre 500 e 800 rejeitos espaciais por noite.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"align_center\" src=\"http:\/\/revistaecologico.com.br\/site\/assets\/files\/1550\/ee_-_lixo_espacial.699x0-is.png\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"361\" \/><\/p>\n<p><strong>Granada de m\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do monitoramento \u00f3ptico, estudos publicados no Brasil tamb\u00e9m contribuem para mitigar o problema do aumento do lixo espacial em \u00f3rbita. Vale ressaltar, nesse contexto, as pesquisas com foco no c\u00e1lculo de propaga\u00e7\u00e3o desses detritos. Especialistas que atuam em universidades brasileiras v\u00eam desenvolvendo ainda projetos com o intuito de prever, com bastante anteced\u00eancia, poss\u00edveis colis\u00f5es.<\/p>\n<p>Os detritos viajam no espa\u00e7o em velocidades alucinantes, oscilando entre 27 mil e 54 mil quil\u00f4metros por hora! Para se ter uma ideia, nessas condi\u00e7\u00f5es, um objeto de 1 cm de di\u00e2metro, caso ocorra uma eventual colis\u00e3o com outro artefato, gera energia compar\u00e1vel \u00e0 explos\u00e3o de uma granada de m\u00e3o. E mais: a 28 mil km\/h, objetos d\u00e3o uma volta na Terra em apenas 90 minutos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, fragmentos espaciais entre 1 cm e 10 cm t\u00eam potencial para danificar seriamente sat\u00e9lites ativos, equipamentos que s\u00e3o essenciais para a efici\u00eancia de servi\u00e7os de navega\u00e7\u00e3o, telecomunica\u00e7\u00f5es e de observa\u00e7\u00e3o da Terra.<\/p>\n<p><strong>Fique por dentro<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 pouca chance de a queda de rejeitos espaciais acarretar consequ\u00eancias em terra firme. Primeiro, porque as terras emersas representam apenas 29% da superf\u00edcie terrestre. Segundo, pelo fato de esses objetos serem, em sua maioria, incinerados durante a trajet\u00f3ria descendente (entrada na atmosfera).<\/p>\n<p>Ainda assim, se n\u00e3o houver esfor\u00e7o de redu\u00e7\u00e3o desse tipo de sucata espacial, em poucas d\u00e9cadas ser\u00e1 invi\u00e1vel o uso da \u00f3rbita baixa da Terra para a opera\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites de sensoriamento remoto e meteorologia.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) vem estudando v\u00e1rios m\u00e9todos para \u201climpar\u201d a \u00f3rbita da Terra. Eles ser\u00e3o reunidos em um programa de remo\u00e7\u00e3o de lixo espacial \u2013 com o uso de sat\u00e9lite ca\u00e7ador, equipado com bra\u00e7o rob\u00f3tico e arp\u00e3o \u2013 que dever\u00e1 ser lan\u00e7ado em 2023.<\/p>\n<p>A primeira colis\u00e3o entre dois sat\u00e9lites de comunica\u00e7\u00e3o foi registrada em 2009. Um deles russo (Cosmos 2251) e o outro norte-americano (Iridium 33). S\u00f3 nesse epis\u00f3dio foram gerados mais de 2 mil fragmentos de lixo espacial. Atualmente, estima-se que ocorra uma colis\u00e3o de objetos a cada cinco anos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"align_center\" src=\"http:\/\/revistaecologico.com.br\/site\/assets\/files\/1550\/ee_-_lixo_espacial2.643x0-is.png\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"392\" \/><\/p>\n<p><strong>Formas de monitoramento<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 duas formas de monitorar o lixo espacial, os chamados m\u00e9todos ativos e passivos:<\/p>\n<p>A) O uso de um radar \u00e9 exemplo de m\u00e9todo ativo. \u00c9 mais caro. No entanto, bem mais eficiente, pois envolve sistemas de eco de alta pot\u00eancia, podendo atingir dist\u00e2ncias consider\u00e1veis. Funciona assim: um feixe de ondas de r\u00e1dio \u00e9 emitido e se detecta seu eco. Com base no tempo que as ondas levam para serem refletidas, pode-se saber onde o objeto est\u00e1 e qual o seu tamanho. Tem alta efici\u00eancia e precis\u00e3o, permitindo detectar objetos com cent\u00edmetros de dimens\u00e3o. O rastreamento tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ao se usar reflex\u00e3o por feixe de laser, sendo esse outro m\u00e9todo ativo.<\/p>\n<p>B) Um exemplo de m\u00e9todo passivo \u00e9 o \u00f3ptico. Envolve o uso de telesc\u00f3pios que observam objetos movendo-se contra o fundo do c\u00e9u, quando esses s\u00e3o iluminados pelo Sol. Apresenta limita\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho do objeto que pode ser detectado e pelo fato de precisar que o Sol o ilumine, mas tem significativa efici\u00eancia e serve ainda como checagem da base de dados dos objetos ativamente detectados.<\/p>\n<p><strong>Contexto hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>A chamada \u201ccorrida espacial\u201d teve in\u00edcio nos anos 1950\/60 e foi liderada, respectivamente, pela ent\u00e3o Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e pelos Estados Unidos. O pano de fundo foi a disputa ideol\u00f3gica entre essas duas pot\u00eancias, conhecida como Guerra Fria, com a consequente corrida armamentista para obten\u00e7\u00e3o de m\u00edsseis intercontinentais capazes de atingir o advers\u00e1rio. A partir da\u00ed, surgiu o interesse comercial, com sat\u00e9lites para uso nas telecomunica\u00e7\u00f5es. E, em seguida, sondas de grande porte destinadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Sistema Solar. Simultaneamente, surgiram ainda as esta\u00e7\u00f5es espaciais, como laborat\u00f3rios orbitais de longa dura\u00e7\u00e3o. O Sputnik (foto), lan\u00e7ado em 1957, foi o marco da explora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o pelo homem e o primeiro de uma fam\u00edlia de 10 sat\u00e9lites.<\/p>\n<p><strong>Incidentes s\u00e3o espor\u00e1dicos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a regi\u00e3o do espa\u00e7o com a maior concentra\u00e7\u00e3o de lixo espacial e por que isso ocorre?<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o com maior concentra\u00e7\u00e3o, cerca de 40%, \u00e9 a faixa que vai de 800 km a 1.400 km de altitude. Isso ocorre porque ela tamb\u00e9m \u00e9 usada para sat\u00e9lites de sensoriamento remoto e meteorologia.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o ranking de pa\u00edses que mais geram lixo espacial? \u00c9 poss\u00edvel calcular seus respectivos volumes?<\/strong><\/p>\n<p>O ranking dos seis maiores geradores \u00e9 o seguinte: Estados Unidos, R\u00fassia, Fran\u00e7a, China, Jap\u00e3o e \u00cdndia. No entanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel avaliar os seus respectivos percentuais.<\/p>\n<p><strong>Podemos afirmar que h\u00e1 um \u201ccongestionamento\u201d no espa\u00e7o? Qual o percentual de contribui\u00e7\u00e3o do lixo espacial para essa situa\u00e7\u00e3o e quais s\u00e3o as outras causas e\/ou origens?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Podemos afirmar que h\u00e1 \u201ccongestionamento\u201d no espa\u00e7o, devido aos detritos espaciais, que s\u00e3o os respons\u00e1veis diretos por essa situa\u00e7\u00e3o. E ela se agrava muito quando h\u00e1 a colis\u00e3o entre dois desses objetos, gerando milhares de outros fragmentos menores. Al\u00e9m disso, temos cerca 1.200 sat\u00e9lites que ainda est\u00e3o funcionando.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 estat\u00edsticas sobre a ocorr\u00eancia de incidentes com lixo espacial no Brasil? Eles representam riscos para as pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 estat\u00edsticas dispon\u00edveis sobre a ocorr\u00eancia de incidentes dessa natureza no territ\u00f3rio brasileiro, porque esses eventos s\u00e3o muito espor\u00e1dicos, geralmente incinerando o objeto antes do seu impacto com o solo. Portanto, esses incidentes, felizmente, representam muito pouco risco para as pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das montanhas de Minas Gerais literalmente para o espa\u00e7o. 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